quinta-feira, 10 de março de 2016

DE OLHO NA TAINHA


O Projeto Pesca Solidária, por meio do patrocínio da Petrobras, pelo Programa Petrobras Socioambiental, desenvolveu pesquisas sobre a biologia reprodutiva de espécies de peixes, a partir da solicitação dos pescadores do estuário dos rios Timonha e Ubatuba (PI/CE). Esse requerimento foi organizado em uma carta proposta enviada às instituições de pesquisa dos estados do Piauí e Ceará.

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) aceitou responder parte das dúvidas dos pescadores e dentre as pesquisas realizadas pelo Projeto se deu o estudo sobre a reprodução da tainha e como conclusão dos estudos realizados, no dia 04 de março de 2016, duas estudantes do curso de Ciências Biológicas defenderam os trabalhos de conclusão de curso denominados “Caracterização macroscópica das fases de maturidade sexual das gônadas da “tainha” Mugil curema” e “Variação sazonal do índice gonadossomático e índice hepatossomático da tainha Mugil curema, no estuário dos rios Timonha e Ubatuba”.

Nos dois trabalhos foi possível verificar que as tainhas da região têm o hábito de reprodução no oceano e retornam ao estuário para alimentação e crescimento. E uma vez alcançada a maturidade sexual completam seu ciclo de vida.

O comprimento dos peixes coletados chegou a variar no maior tamanho de 43 centímetros para fêmeas e 39 centímetros para machos. Para ambos os sexo a maturidade sexual é alcançada em torno dos 23cm de comprimento. O período reprodutivo da espécie ocorre em associação com o regime de chuvas, devido a condição para alimentação das larvas, através de microalgas que se intensificam no mesmo período na região.

O professor, pesquisador e orientador, Cezar Fernandes, comenta que “Esses dados são importantes dentro do grupo taxonômico, sendo possível identificar a espécie de tainha existente na região, pois as tainhas de uma maneira geral, apresentam características muito parecidas ao longo da costa do Brasil. E ainda os resultados dessa pesquisa contribuirão com o estudo nacional que é realizado sobre essa espécie, pois apesar de todo esforço de pesquisadores brasileiros, muitas dúvidas e incertezas ainda persistem, e precisam ser elucidadas”.

O pesquisador ainda completa: “Agradecemos as contribuições do projeto Pesca Solidária em possibilitar que as estudantes passem a aprender na prática o que estudaram na teoria, incluindo a contribuição na iniciação científica dessas discentes e aperfeiçoamento profissional”.

E para comunidade de pescadores, os dados obtidos ao longo do trabalho, serão ferramentas importantes para execução de um plano de manejo, garantindo a longevidade das pescarias, de alimento e renda para estas famílias.

MAR DE TAINHAS


quarta-feira, 9 de março de 2016

AVISO AOS NAVEGANTES!


ATENÇÃO NAVEGANTES
CHUVA INTENSA EM SC ENTRE QUARTA E QUINTA-FEIRA

Aviso de Mar: Além da chuva, ventos mais intensos estão previstos para o Litoral, entre o fim de quinta e a sexta-feira, com rajadas em torno de 60 a 80km/h em áreas mais afastadas da costa. A altura de onda fica mais elevada com picos de 2,0 a 2,5 m.
A chuva intensa e a condição de mar estão associadas à formação de um novo ciclone no litoral Sul do Brasil.
(Do  epagri/ciram)

FECHANDO A CONTA!

Foto e arte do Antonio Paulo D'Aquino Noronha
Meu amigo e botequeiro Odilon Ribeiro, o Didi, dono e alma do bar que levava seu nome, na Costa de Dentro, pediu a conta hoje cedo!
Foram quase trinta anos de convivência e parceria, cada um de um lado do balcão - eu bebendo e ele cobrando! Cada um no seu papel, claro! 
E também conversando, discutindo e pouquíssimas vezes brigando! Antes da "Bete" começar a lhe aporrinhar, bebíamos juntos! Depois, ele gostava de ficar na pia do bar, próxima à janela, escutando o papo que rolava no orelhão ao lado, ou "lavando copo"! 
Ou seja, tomava seu traguinho, escondido até dele próprio!
Seu bar era o portal da vila - sabia de tudo que rolava na Costa e era lá que a grande maioria dos moradores jogavam conversa fora!
E dentro!
Provavelmente ele foi na frente pra gelar a cerveja pra nós!
E seguramente deve estar resmungando baixinho!
- Se esses filhos da puta demorarem a chegar, vou ter que cobrar mais pela cerveja !
Ave, Didi!
Valeu!

BATUCANDO NAS ÁGUAS

Apelidado de Naná pela avó, a música sempre foi a mola propulsora de Juvenal de Holanda Vasconcelos. Ele não media palavras para descrever seu amor e conexão com ela. Era como se a música fosse a energia, a batida, que movia o coração do percursionista.

No ano de 1960, Naná deixou o Recife e foi morar no Rio de Janeiro, onde gravou dois discos com Milton Nascimento. Com o cantor Geraldo Azevedo, viajou para São Paulo para participar do Quarteto Livro, que acompanhou Geraldo Vandré no icônico Festival da Canção.

A obra de Naná foi propagada e respeitada dentro e fora do Brasil. Ele fez parte do grupo Jazz Codona, com o qual lançou três discos. Chegou a gravar com B.B King, com o violinista francês Jean-Luc Ponty e com a banda Talking Heads, liderada por David Byrne, um dos grupos precursores do movimento "new wave". Nacionalmente, ele participou de álbuns de Milton Nascimento, Caetano Veloso, Marisa Monte e Mundo Livre S/A.

O pernambucano também fez trilhas sonoras para filmes nacionais e norte-americanos. Foi eleito oito vezes, por revistas especializadas em música nos Estados Unidos, como o melhor percussionista do mundo.

Em contraponto, por sempre acreditar que a música podia transformar e melhorar a vida das pessoas, também era um humanitário nato. Naná foi responsável por criar diversos projetos sociais como o "Língua Mãe", que reuniu crianças de três continentes: América do Sul, Europa e África. Naná também defendia levar a música para dentro das comunidades carentes do Recife como forma de incentivo à educação e cultura.
(Do G1)

MANEMÓRIAS

Lavadeiras
Lagoa do Peri, 1920
Acervo IHGSC

terça-feira, 8 de março de 2016

MAR DO NEI DUCLÓS


PERFIL DE SAL

Arranco do mar minha conduta:
perfil de sal, água insalubre
gaivotas no meu ar 
conchas grudadas no farol

Ilhas de coral, dança de cardumes
salto de navios singrando o céu
rotas desafiando o temporal
proa com máscaras rituais

Convés borrado de luar
velas ao sabor do vento estelar
ondas em direção ao cais
submersos tesouros sem valor

Do mar arranco meu espaço
margens fisgadas pelo anzol
rastro de corcel, dorso de espuma
o tempo que o sonho captura

MAR DE ESPADAS & PARATIS

Foto Fernando Alexandre
Ontem foram 3 toneladas de Paratis, no cerco comandado pelo Capitão Ademir!
Hoje, segunda-feira, foram as espadas que foram generosas nos cercos - redes fixas - do Pântano do Sul!

NA LAGOINHA DO LESTE







segunda-feira, 7 de março de 2016

E AS TAINHAS?

Foto Silézio Sabino

Os espinheiros estão floridos e os paratis já começam a chegar nas praias!
Os sinais da natureza indicam que a safra de tainhas este ano vai ser boa!

A torcida e os olhares estão diretos pro mar, como o do Silézio Sabino, que fez essa maravilhosa foto na pesca da tainha do ano passado!





CASA NÃO É IMÓVEL



Pelo menos para o paguro, um crustáceo que habita a concha que herdou de algum molusco. No mar como em terra, casas são preciosas e logo ocupadas, a diferença aqui é que não dá para chamar de imóvel, pois ele a carrega por onde anda.

Ilha Moleques do Sul - Florianópolis - SC - Brasil

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MAR DO NICANOR

Do Nicanor

DEFESO DO CAMARÃO!


domingo, 6 de março de 2016

PARATI, PARA TODOS!

Fotos Laura Lapa

Passava pouco do meio dia quando o Capitão Ademir, que tava de olho desde cedo no mar, gritou e abanou que tinha uma manta de paratis encostando na praia!
Em pouco tempo, o peixe foi cercado e arrastado, dando quase 2 toneladas de paratis, distribuídos e vendidos ali  mesmo na praia!
Menos de 1/2 hora depois, os peixinhos já estavam fritos e sendo servidos para todos que estavam no "Pedacinho do Céu", nave à deriva que a comandante Zenaide - que também pesca - comanda no Pântano do Sul!
"Peixe bom, é peixe fresco", diz o ditado popular!

NOSSA ILHA...

Fotos Milton Ostetto
Uma terra de encantos

Mergulhe fundo nas ilhas do Milton Ostetto - www.miltonostetto.blogspot.com.br

MAR DE TUBARÃO

Foto: Acervo Museu Oceanográfico Univali

Espécie de tubarão que atacou banhista foi alvo de pesca predatória em Santa Catarina

A espécie de tubarão que atacou um banhista em Balneário Camboriú esta semana está ameaçada de extinção – mas já foi bem comum em nossas praias. Fotos históricas, resgatadas pelo pesquisador Jules Soto, mostram que até a década de 1970 a pesca noturna de tubarão mangona era muito difundida por aqui. A captura predatória foi a responsável por dizimar o tubarão.

Nos registros

O ataque de tubarão em Balneário Camboriú entrará nos registros oficiais internacionais. Vai ser reportado por pesquisadores do Museu Oceanográfico, com direito a apresentação em congressos científicos.

( Do http://wp.clicrbs.com.br/guarda-sol/)

quinta-feira, 3 de março de 2016

MAR DE JAYME REIS


O encalhe da rapariga.



JACK O MARUJO


- O sr. é muito radical, disse a passageira.
- Quem negocia com o vento não acredita em acordo, disse Jack o Marujo.


MAR DE MERDA

Foto Guto Kuerten / Agencia RBS

Análise identifica esgoto ao mar em seis pontos nas praias do sul da Ilha, em Florianópolis
Por

A ONG Instituto Sea Shepherd Brasilrecebeu nesta quarta-feira o resultado das análises de seis amostras de águaescura que corriam para o mar no sul da Ilha, em Florianópolis. Quatro dessasamostras foram retiradas na praia do Campeche, uma no Morro das Pedras e outrano Matadeiro, todas apresentaram um volume de coliformes fecais acima dotolerado. A Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram)afirmou que está ciente do problema e que tomará providências para autuar os responsáveis.

Segundo o representante do núcleo catarinense da ONG, Luiz Antônio Faraoni, os resultados apenas comprovaram as suspeitas dos moradores e banhistas.

— Pelo cheiro já sabíamos que setratava de esgoto. Com o resultado, agora temos certeza.

O local mais problemático na praia doCampeche é o Riozinho, onde dois pontos analisados apresentaram entre 230 e 250vezes mais coliformes fecais do que o limite estabelecido pelo ConselhoNacional do Meio Ambiente (Conama), que é de mil unidades por 100 militros deágua. Na amostra retirada da vala aberta próximo àAvenida Pequeno Príncipe,que preocupou os banhistas há duas semanas, o resultado foi 3,5 vezes maior doque o permitido. No ponto próximo à Lomba do Sabão, a análise identificou umaquantidade de coliformes fecais 5,4 maior. Já a amostra do Morro das Pedrasapontou um número 300 vezes superior, enquanto no Matadeiro o resultado foi de3,5 vezes. As análises foram feitas pelo laboratório de análises QMC, deFlorianópolis, e assinadas pelo responsável técnico Djan Freitas.

— É difícil apontar culpados para asituação. Se por um lado os órgãos não fiscalizam, por outro alguns moradores não colaboram, descartando o esgoto irregularmente — disse Faraoni.

A Floram, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que o diretor de fiscalização, Bruno Palha, junto com representantes da Vigilância Sanitária e Ambiental de Florianópolis, visitou os locais denunciados pelos moradores do Campeche na última segunda-feira. O órgão reconhece o lançamento de esgoto no mar, e a partir da próxima quarta-feira (9 de março) dará início a um plano para autuar os responsáveis pela poluição.

A Fundação do Meio Ambiente de SantaCatarina (Fatma), que faz o controle da balneabilidade das praias no litoral catarinense, afirmou não se posicionar em relação a pesquisas feitas por órgãosnão oficiais por não ter conhecimento dos critérios utilizados nas pesquisas.

(Do http://dc.clicrbs.com.br/)

"MANGONA" ATACA EM CAMBORIÚ

Exemplar similar ao que cometeu ataque está no Museu Oceanográfico da Univali 
Foto: Lucas Correia / Agência RBS

Tubarão raro ataca banhista em Balneário Camboriú
Espécie ameaçada de extinção apareceu na Praia do Estaleiro

por Dagmara Spautz
dagmara.spautz@osoldiario.com.br

Um tubarão da espécie popularmente conhecida como mangona, ameaçado de extinção, atacou um banhista na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú, na terça-feira à tarde. Rafael Hermes Thomas, 41 anos, foi atingido na cabeça pelo animal assim que entrou na água. 

Socorrido pelos guarda-vidas, ele foi levado ao hospital Ruth Cardoso e precisou levar pontos. Apesar do susto, passa bem. 
— Dei o primeiro mergulho e senti que algo mordeu e soltou. Quando saí da água, percebi um rasgo — relata Thomas. 

Um amigo que o acompanhava chegou a ver o animal. Disse que era grande e cinza, e se parecia com um tubarão. Os dois correram para fora da água e buscaram ajuda. Thomas chegou a desmaiar, devido ao esforço e ao sangramento. 

O sargento Jorge Luiz de Souza Batista, do Corpo de Bombeiros, que auxiliou no resgate, disse que o local onde ocorreu o incidente não tem pedras no fundo ou outra estrutura que pudesse provocar o ferimento. 

— Ferimentos provocados por animais são raros, ocorrem mais na época do (peixe) espada, mas ainda assim são diferentes dos cortes que ele teve — disse.

ameaçado
A confirmação sobre a “identidade” do animal que atacou Thomas foi feita na tarde desta quarta-feira pelo pesquisador Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali, em Balneário Piçarras, após conversar com a vítima e avaliar a extensão dos ferimentos.

O ato de "morder e soltar" condiz com o comportamento dos tubarões, segundo Soto. É a maneira que os animais têm de "sondar" possíveis vítimas. É provável que o tubarão tenha desistido do ataque porque abocanhou a cabeça de Thomas _ se fosse a barriga, por exemplo, o caso poderia ter sido muito mais grave.

— A distância entre os cortes condiz com a maxila do carcharia taurus, que é um tubarão de águas rasas — afirma Soto, que mantém no acervo do museu o único exemplar conservado da espécie no mundo. 

O tubarão é um gigante, que pode chegar a três metros de comprimento quando adulto, e está ameaçado de extinção. Mas o espécime que atacou Thomas ainda era um filhote, de acordo com o pesquisador. 

Embora os ataques sejam muito raros, tubarões são comuns na costa catarinense. No ano passado, um tubarão-tigre foi capturado por pescadores na mesma Praia do Estaleiro. 

Aparições como a de terça-feira são muito difíceis de ocorrer, por isso Jules afirma que o ataque não é motivo para que as pessoas evitem o banho de mar:

-  Foi um acidente — garante.

Cuidado extra

O ferimento inusitado demandou cuidado extra no Hospital Ruth Cardoso. Por risco de infecção, terá o curativo terá que ser refeito diariamente. Por enquanto, Thomas, que é servidor público e mora em Balneário Camboriú, está afastado do trabalho.

Ele diz que não vai deixar de tomar banhos de mar devido ao que ocorreu. Mas, na dúvida, vai preferir outras praias por enquanto.

(Do http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/)

NO DESPENQUE DO DROP


Melhor surfista do Brasil descreve luta por patrocínio: 'Não sou modelinho, sou profissional'

Ricardo Senra - @ricksenra 
Da BBC Brasil em São Paulo

Alcançar o topo da carreira de surfista no Brasil por oito vezes e o vice-campeonato mundial outras duas não bastou para tornar fácil a vida da cearense Silvana Lima, 31, principal representante brasileira no esporte.

Sem patrocínio durante a maior parte de sua carreira, Lima, que viveu toda a infância com a mãe e quatro irmãos numa cabana de madeira na praia, precisou improvisar para seguir em frente em um esporte no qual a imagem pode se tornar mais importante que o próprio desempenho do atleta.

"Para as marcas de 'surfwear' (principais patrocinadores do esporte), a gente tem que ser modelo e surfista ao mesmo tempo. Então quem não é tipo modelinho acaba não tendo patrocínio, como foi o meu caso. Você acaba ficando de fora, é descartável", diz. "Os homens não têm este problema."

Sem atender aos padrões de beleza das surfistas que chama de "modelinhos", a solução para seguir em frente foi transformar o quintal de casa em canil e bancar passagens e inscrições em torneios com a venda de filhotes de seu casal de buldogues.

"Os cachorrinhos de duas ninhadas - uma de 6 e outra de 7 (cães) - ajudaram muito nas viagens. Fui campeã na Nova Zelândia graças aos filhotes, que pagaram essa viagem e outra para Pantin, na Espanha, onde fui campeã de novo."

Para efeito de comparação, passagens de ida e volta para a Nova Zelândia, onde são realizados alguns dos principais torneios do esporte, não saem por menos de R$ 5 mil.

Prancha improvisada

À BBC, no caminho entre sua casa, em Itabuna (BA), e a praia onde treina diariamente, em Itacaré, Lima se emociona ao lembrar da infância e mostra que apelar para o improviso para atingir objetivos não é novidade na vida da atleta.

"Minha primeira prancha foi um pedaço de madeira. Inventei uma forma de fazer um buraco nela e colocar uma quilha", diz. "Comecei a gostar e pôr parafina, como se fosse uma prancha de verdade mesmo, já que não tínhamos dinheiro para comprar uma."

Já o primeiro equipamento de verdade chegou quando completou 15 anos - a prancha foi presente de um dos irmãos. "A partir daquele momento a minha vida mudou", conta, enquanto se alonga para entrar no mar.

O que ainda não mudou é a relação difícil com parte da família. "É difícil para mim falar do problema da minha mãe com álcool", diz. "Quando ela saía para beber cerveja, costumava me levar junto, porque eu era a mais nova. Isso me machuca porque eu ficava com fome, pedia para irmos para casa, mas ela não queria".

"Hoje o que eu queria muito é que minha família fosse mais próxima", diz. "Minha mãe nunca me telefonou em 13 anos, desde que eu saí de casa. Sou sempre eu ligando e isso me deixa triste."

A atleta, pela primeira vez, chora. "É tão bom ver os fãs loucos pelo esporte, pela minha história, pelo meu surfe. Quando um vem e pede uma foto, pergunta como estão as coisas, pede para conversar, eu gosto muito, muito, muito", afirma. "Sei que muita gente gosta de mim, mas... É um orgulho bobo, mas às vezes eu gostaria de receber mais atenção da minha família do que de meus fãs. Eu seria bem mais feliz."

Com as vitórias no esporte e a chegada dos primeiros patrocinadores, Lima conseguiu tirar a família da cabana de praia e comprar uma "casa de verdade" para a mãe.

"O surfe acabou me dando a oportunidade de ajudar minha família também", diz. "(Quando pequena) eu imaginava, nossa, como deve ser bom morar numa casa de verdade e ter vizinhos", lembra. "Eu pensava nisso o tempo todo. Ficava olhando para as estrelas e pensando: como será que é viver fora da praia? Viver no centro da cidade? Deve ser completamente diferente."

Se a surfista reclama de algo? A resposta é não.

"A dificuldade sempre está do meu lado e é bom até. Acho que isto é bom para a pessoa passar por cima. Acho que é bom para fortalecer a pessoa. Penso em antigamente, no que eu não tinha e no que eu tenho hoje. E isso dá mais valor, mais vontade de querer crescer cada vez mais dentro do esporte."

"Acho que estou bem", diz. "E quero mais."

(Do http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160229_silvanalima_surf_rs.shtml?ocid=socialflow_facebook)

SEM CAMARÃO FRESCO!



Começa o defeso dos camarões no Sul e Sudeste do país

por Ascom Fiperj

Proibição abrange pesca, transporte e comercialização de cinco espécies marinhas

Começou dia 1º, o período de defeso de cinco espécies de camarões marinhos (sete-barbas, branco, rosa, barba-ruça e santana ou vermelho) nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Até o dia 31 de maio estão proibidas as atividades de pesca de arrasto com tração motorizada para a captura de camarão, além de transporte e comercialização irregular do produto. 

Regulamentada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por meio da Instrução Normativa nº 189/08, a medida visa promover a recuperação dos estoques, evitando assim a extinção das espécies e promovendo a pesca sustentável.

Para a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj) lembra a importância do período, destacando a necessidade da colaboração do consumidor para que o defeso seja respeitado e eficiente.

- O defeso proporciona que as espécies se reproduzam, recuperando os estoques e garantindo a pesca para gerações futuras. O ideal é dar preferência ao pescado que pode ser capturado no período. Mas para quem não abre mão do camarão, a dica é só consumir o produto em estabelecimentos (frigoríficos, peixarias e restaurantes, entre outros) com declaração de estoque ou, ainda, o camarão cultivado - explica o biólogo marinho Augusto Pereira, diretor de Pesquisa e Produção da Fiperj.

Fiscalização - Todas as ações de fiscalização são definidas e coordenadas pelo Ibama, sendo realizadas na ponta por destacamentos ambientais de órgãos municipais (como a Guarda) e estaduais (como a Polícia Militar), e federais (como a Marinha). Quem for flagrado desrespeitando a proibição está sujeito a multas e até detenção, além de apreensão dos petrechos de pesca, no caso dos pescadores. As penalidades e sanções são previstas pela Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 (de Crimes Ambientais), e no Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008.

(Do http://www.fiperj.rj.gov.br/)

quarta-feira, 2 de março de 2016

AVISO AOS NAVEGANTES!



ATENÇÃO NAVEGANTES!
ALERTA DE VENTOS FORTES E MAR AGITADO

Chuva e ventos intensos estão previstos para o Litoral de Santa Catarina, com rajadas em torno de 60km/h. Em áreas mais afastadas da costa, as rajadas podem superar 80km/h, na quinta e sexta-feira. A altura de onda sobe com picos de 3,0 a 3,5 m próximo a costa, com risco para navegação e atividades de pesca.
Confira a previsão completa

ESTRELAS DO MAR!


Bom dia!!! Amanhã, quarta-feira dia 2 de março, começam as inscrições para participar das oficinas do Projeto Estrelas do Mar. Pais e responsáveis devem trazer CPF.

-Teatro -Filosofia -Habilidades Sociais

-Educação Ambiental -Brinquedoteca e biblioteca

-Filocinema

*quarta-feira, dia 2 de março, das 9 às 15:30h, na sede do Projeto Estrelas do Mar

*quinta-feira, dia 3 de março, das 9 às 11:30h e das 13 às 16h, na escola Severo Honorato da Costa (Pântano do Sul)

PERDIDO NOS MARES




Velejador alemão desaparecido é encontrado mumificado a bordo de seu veleiro 

Quando o pescador filipino Christopher Rivas, de 23 anos, saiu para trabalhar, não poderia imaginar o que encontraria na última sexta-feira, 26 de fevereiro. Um veleiro todo destruído boiando próximo a Barobo, a 62 milhas da costa, na província de Surigao del Sur chamou sua atenção e para a sua surpresa, ao entrar no barco, encontrou um corpo mumificado junto à mesa de navegação, com o rádio próximo às suas mãos, como se ainda tentasse um último pedido de socorro.

Os documentos encontrados a bordo identificaram o corpo como sendo do alemão Manfred Fritz Bajorat, dado como desaparecido desde 2009. O barco, de nome Sajo, estava com o mastro quebrado e as velas rasgadas. Dentro da cabine havia muita água, alguns álbuns de foto e roupas.

Segundo amigos de Mafred, ele era um navegador muito experiente e, provavelmente o mastro se quebrou depois que ele já estava morto. Para a polícia filipina, ele deve ter morrido de um ataque do coração, já que não existem evidências de outras pessoas a bordo, tampouco de armas. Acredita-se que o vento seco dos oceanos, somado à alta temperatura e o ar salgado tenham mumificado o corpo, que foi levado para autópsia. O barco segue nas mãos da polícia, que vai tentar solucionar este mistério.

Manfred havia se divorciado da esposa, Claudia, em 2008 depois de muitas viagens pelos mares do mundo. Dois anos mais tarde, ela faleceu vítima de câncer. Uma carta para ela foi encontrada a bordo e dizia “Por trinta anos estivemos no mesmo caminho. Então, o poder dos demônios foi mais forte do que sua luta pela vida. Você se foi. Que a sua alma encontre a paz. Seu Manfred”.

 (Do https://noticiasnauticas.wordpress.com/)

NAS NUVENS...

Foto Fernando Alexandre
Tipos de Nuvens

- Cirrus(CI): aspecto delicado, sedoso ou fibroso, cor branca brilhante.

- Cirrocumulus(CC): delgadas, compostas de elementos muito pequenos em forma de grânulos e rugas. Indicam base de corrente de jato e turbulência.

- Cirrostratus(CS): véu transparente, fino e esbranquiçado, sem ocultar o sol ou a lua, apresentam o fenômeno de halo (fotometeoro).

- Altostratus (AS): camadas cinzentas ou azuladas, muitas vezes associadas a altocumulus; compostas de gotículas superesfriadas e cristais de gelo; não formam halo, encbrem o sol; precipitação 
leve e contínua.

- Altocumulus (AC): banco, lençol ou camada de nuvens brancas ou cinzentas, tendo geralmente sombras próprias. Constituem o chamado "céu encarneirado".

- Stratus (St): muito baixas, em camadas uniformes e suaves, cor cinza; coladas à superfície é o nevoeiro; apresenta topo uniforme (ar estável) e produz chuvisco (garoa). Quando se apresentam fracionadas são chamadas fractostratus (FS).


- Stratocumulus (SC): lençol contínuo ou descontínuo, de cor cinza ou esbranquiçada, tendo sempre partes escuras. Quando em vôo, há turbulência dentro da nuvem.

- Nimbostratus (NS): aspecto amorfo, base difusa e baixa, muito espessa, escura ou cinzenta; produz precipitação intermitente e mais ou menos intensa.

- Cumulus (Cu): contornos bem definidos, assemelham-se a couve -flor; máxima freqüencia sobre a terra de dia e sobre a água de noite. Podem ser orográficas ou térmicas (convectivas); apresentam precipitação em forma de pancadas; correntes convectivas. Quando se apresentam fraccionadas são chamadas fractocumulus (FC). As muito desenvolvidas são chamadas cumulus congestus.

- Cumulonimbus (CB): nuvem de trovoada; base entre 700 e 1.500 m, com topos chegando a 24 e 35 km de altura, sendo a média entre 9 e 12 km; são formadas por gotas d'água, cristais de gelo, gotas superesfriadas, flocos de neve e granizo. Caracterizadas pela "bigorna": o topo apresenta expansão horizontal devido aos ventos superiores, lembrando a forma de uma bigorna de ferreiro, e é formado por cristais de gelo, sendo nuvens do tipo Cirrostratos (CS).


POR: Gabriel
http://suburbanodigital.blogspot.com.br/

PRÍNCIPE HOJE NO PANTUSÚLI!


ATENÇÃO, O Projeto Estrelas do Mar e o Ilhas Do Brasil Instituto
 comunicam: devido às condições do tempo adiantamos o dia do cinema na comunidade para esta quarta-feira, dia 02 de março às 19h. Esperamos vocês!!!!

Tragam suas cadeiras ou banquinhos.

Filme: O Pequeno Príncipe
Local: em frente a sede do Projeto Estrelas do Mar (Rua Abelardo Otacílio Gomes 193, Pântano do Sul)

ARRASTANDO E DESTRUINDO!



Este vídeo (com legendas) mostra o dano causado pelas redes de arrasto ao assoalho marinho. Ele conta que em 2006 alguns países, entre eles o Brasil, pediram na ONU uma moratória da pesca de arrasto profundo em águas internacionais sem, no entanto, atingirem seu objetivo. O recado é claro: “o tempo está se esgotando”. Os governos devem agir enquanto ainda é tempo. Uma rede de arrasto pode varrer uma área equivalente a cinco mil campos de futebol numa única viagem.Vale a pena conhecer os motivos pelos quais o arrasto é tão combatido.

O QUE NOS ESPERA NO OUTONO

Foto Fernando Alexandre
Outono com chuva e temperatura próxima a acima da média em SC

El Niño enfraquece durante o outono

Fim do verão e início do outono: 20/03 à 01h30min

No trimestre, a previsão é de chuva próxima a acima da média para Santa Catarina, sendo mais favorável para a região Oeste a chuva acima da média. Dos meses em questão, março deve ser o mês com menos chuva na maioria das regiões, especialmente até o fim do verão.

Eventos de chuva intensa, em curto espaço de tempo, podem ocorrer em qualquer época do ano. Por isso, ressalta-se a importância do acompanhamento diário da previsão do tempo.

Climatologia (o que se espera para época do ano):
Em março diminui a chuva de verão (convectiva) e, principalmente a partir da segunda quinzena, as frentes frias chegam com mais frequência ao Sul do Brasil e são responsáveis pela maior parte da chuva em Santa Catarina. A média climática de precipitação em março varia entre 120 mm e 140 mm no Meio Oeste e Planalto, e de 160 a 200 mm nas outras regiões. Em abril e maio, a chuva diminui e a média mensal fica em torno de 100 mm a 170 mm, no Estado.

Em relação à temperatura a previsão é de temperatura próxima a acima média climatológica, no trimestre. Em março e abril chegam às primeiras massas de ar frio com formação de geada em algumas localidades do Estado, sobretudo no Planalto Sul. Em maio, massas de ar mais intensas no Sul do Brasil deixam a temperatura mais baixa, por vezes com geada ampla em Santa Catarina. Porém neste inicio de outono não há previsão de frio intenso, devido à influência do El Niño.

São caraterísticas do outono: veranicos, períodos prolongados de temperatura mais elevada (acima de 30°C), especialmente no mês de maio;grande amplitude térmica diária (diferença de temperatura mínima e máxima); e nevoeiros associados à nebulosidade baixa, com redução de visibilidade.

A Temperatura da Superfície do Mar(TSM):

O monitoramento das condições oceânicas indica a persistência de anomalias positivas de TSM (Temperatura da Superfície do Mar) no Oceano Pacífico Equatorial, com valores pontuais acima de 4,0ºC como mostram as Figuras 1 e 2, indicando a persistência do El Niño. O consenso dos modelos de previsão climática indica a continuação do fenômeno no trimestre, mas com enfraquecimento durante o outono.

Segundo estudos científicos, a maior influência do El Niño no Sul do Brasil ocorre na primavera do ano em que o fenômeno começa (2015) e no outono do ano seguinte (2016), se houver continuidade do fenômeno. 

Figura 1 - Anomalia da TSM nos oceanos Atlântico e Pacifico, em janeiro de2016.



Figura 2 - Anomalia da TSM no oceano Atlântico e Pacifico entre 21 a 27/02/2016.
A Epagri/Ciram recomenda o permanente acompanhamento dos boletins e informações disponibilizados neste site.
Elaboração do boletim: Gilsânia Cruz e Marilene de Lima(Meteorologistas)

terça-feira, 1 de março de 2016

TODOS MARES & MARÉS!




TUDO ESPADA!


Ficando cara a cara, com grandes e afiados dentes a mostra.
Mas eles só mordem, quando são molestados, e como mantivemos a calma e o respeito, pudemos aproveitar a incrível sensação de nadar com estes vorazes predadores.

Ilha do Arvoredo - SC.

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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

PRIMEIRA VIAGEM

O Kasato Maru chegou a Santos em 18 de junho de 1908, trazendo 785 imigrantes
Folhapress 

Navio que trouxe japoneses ao Brasil será resgatado por expedição russa

JULIANA COISSI
DE CURITIBA

Ele nasceu inglês, foi comprado por russos e tomado por japoneses. Passou por duas guerras até parar no fundo do mar. Antes, serviu de hospital e fábrica. Transportou carvão, soldados, sardinha. Para os brasileiros, seu papel mais importante foi o de trazer os primeiros 781 imigrantes japoneses ao país, no longínquo 1908.

A história do navio Kasato Maru, símbolo do início da comunidade japonesa no Brasil, está prestes a ser resgatada. Literalmente.

A pedido de brasileiros e por intermédio da Embaixada da Rússia em Brasília, integrantes da Sociedade Geográfica Russa, instituição de pesquisas do país, devem mergulhar em julho nas águas geladas perto do estreito de Bering, onde o navio afundou, em 1945, para remover suas peças e trazê-las ao país.

Ainda não se sabe quais itens estão preservados depois de 71 anos sob as águas do mar, mas envolvidos no projeto almejam recuperar âncoras, leme e utensílios como metais e louças.

O acervo encontrado será exposto em Moscou e outras cidades russas e deve desembarcar em 2017 no porto de Paranaguá, no Paraná.

O termo de cooperação científica para viabilizar a empreitada foi assinado neste mês pela Sociedade Geográfica Russa e o Itapar (Instituto Tecnológico e Ambiental do Paraná), órgão que ficará responsável pela guarda do material.

Segundo Acef Said, presidente do instituto, o destino final das peças ainda será definido com a comunidade japonesa no Brasil, mas algumas certamente serão enviadas a São Paulo e Curitiba, nos Estados que receberam maior número de imigrantes.

SONHO

Buscar a âncora do Kasato Maru é sonho antigo da comunidade nipônica, conta Said. Em 2005, perto do centenário da imigração, deputados federais descendentes buscaram ajuda da Rússia, onde o navio afundou. As tratativas, no entanto, não avançaram na época.

Em 2011, teve início uma nova tentativa de tornar a ideia realidade. De acordo com Said, que fez a interlocução para o resgate, foi o embaixador russo Serguey Akopov o responsável por encontrar a solução.

A alternativa foi ir além do caráter histórico e tornar o projeto uma expedição científica, que aproveitasse para estudar, por exemplo, biologia marinha e efeitos do aquecimento global.

Com este viés de pesquisa, foi possível que assumisse a expedição a Sociedade Geográfica Russa, entidade que tem como membro o presidente Vladimir Putin, além de navios e equipes de mergulho acostumados a pesquisas do gênero.

A intenção é envolver estudiosos dos dois países. Segundo o primeiro-secretário da embaixada, Yuriy Mozgovoy, os custos da expedição ainda serão estimados.

"Foi uma decisão [da Rússia] por razão humanitária, cultural, de apoiar uma parte da população brasileira que fez esse pedido e de realizar esse sonho. Por que não?", disse Mozgovoy.

O gesto dos russos agrada brasileiros e japoneses.

"É um navio muito simbólico para nosso imigrante porque foi o primeiro. Vários vieram depois, mas ele foi o pioneiro", afirmou o cônsul Jiro Takamoto, do Consulado-Geral do Japão em São Paulo.

O órgão estima em 1 milhão o número de descendentes no país.

DO COMEÇO AO FIM

Por uma coincidência da história, a Rússia, mais uma vez, será personagem-chave na trajetória do Kasato Maru. É que foram os russos que compraram o navio, o afundaram duas vezes e, agora, irão resgatá-lo.

Adquirido de um estaleiro em Newcastle, no Reino Unido, em 1900, o navio nascido Potosi foi rebatizado de Kazan. Cinco anos depois, em uma batalha com japoneses, os russos, derrotados, decidiram não deixar a embarcação para os inimigos e a afundaram antes de fugir.

O Japão, porém, resgatou e consertou o navio. Depois, a embarcação foi incorporada à marinha imperial.

Em junho de 1908, o Kasato Maru desembarcou no porto de Santos (SP) com as primeiras famílias japonesas contratadas para a agricultura, em acordo feito entre os dois governos.

Em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, o navio afundou após ser bombardeado por aviões russos perto da península de Kamchatka.