sábado, 30 de junho de 2018

JÁ QUE DEU PEIXE, CONHEÇA A TAINHA DO SEO MANECA!

"Olá cambada de instepô! Hoje vambo prosea da tainha. Não é dos peixes do mo gosto. Prefiro até a anchova. Gosto mexmo é um bom ensopado de curvina. Maji eu sei que tem muito amarelo purai que apreceia mesmo é uma bela tainha grelhada, frita em posta e até escalada no soli. Hoje em dia até fazi umas gaioleta pra mode as baregera não apara imcima do peixe. Tava eu indo lá pro Campeche, convidado pelumcumpadre de lá pra ajudá cume umas tainha que eles pescaro no sábado, de arrastom. Não deu muita, cosa poca mas deu pro gasto e todo mundo tiro a barriga da miséria. Um jacuba bem a moda do manezinho. Eu de tolo não tenho nada pedi pro cumpadre Eriberto me passa a receita que taí excrivinhado tudo bem dereitinho. "

CALDO DE TAINHA A MODA DO MANÉZINHO
(
Pra 6 esfomiado)

3 kg de tainha (2 tainhas médias)
3 tomates e 2 cebolas
1 pimentaum
4 dentes de alho
1 colher (sopa) de orégano seco
1 colher (sopa) de manjericoum
1 colher (sopa) de salsinha
1 colher (sopa) de alfavaca
1 colher (sopa) de cebolinha verde
1 pitada de colorali ou 2 colheres (sopa) de molho de tomate
1 pitada de cominho
Farinha de mandioca
Sali

APREPARO

Di primero limpe as tainhas, corte em postas e reserve. Em uma panela grande, refogue no azeite o tomate, a cebola, o pimentaum e o alho. Junte os temperos verdes, o colorali (ou molho de tomate) e o cominho. Despoji coloque água quente (uns 4 litros) e deixe levantar fervura. Junte o peixe e deixe ferver de 10 a 15 minutos ou até que as postas estejam cozidas, mas firmes.
Tire as postas e separe. Na hora de servir, coloque uma porção do caldo em cada prato, para cada um preparar seu pirão, misturando farinha a gosto. Por último, sirva as postas com o pirão.


Receita do pescador Eriberto José de Souza, da Praia do Campeche, Florianópolis, SC



Geraldo Cunha é ator e diretor de teatro e cinema, formado pelo curso de artes cênicas da UDESC. Desde 1991 encarna o Seo Maneca, personagem que representa o nativo da Ilha de Santa Catarina, o típico manézinho da Ilha.

NAVEGANTES

William Bligh um dos grandes navegadores da história (Ilustração: wikipedia)

Grandes navegadores da história: William Bligh e o motim do Bounty 

Por

Nascido na Inglaterra, em 1754, aos 16 anos ingressou na vida marítima como aprendiz. Mais tarde navegou com James Cook que, pessoalmente o escolheu para ajuda-lo nas cartas náuticas. Bligh é considerado um dos grandes navegadores da história. Anos depois recebeu o comando do famoso H.M.S Bounty, celebrizado no cinema pelo filme ‘O Grande Motim’. A primeira versão é de 1935, e tem Charles Laughton, no papel de Bligh, o comandante tirano; e Clark Gable no papel do amotinado Fletcher Christian. Mais recentemente, em 1962, outra versão foi para as telas com Marlon Brando e Trevor Howard.

A história e o navio

Mercadores e aventureiros ingleses pediram ao rei que cultivasse fruta- pão em suas possessões das Índias Ocidentais (ilhas do Caribe), carente de boa alimentação à época. Um navio foi preparado para a missão, o Bounty, cujo comando foi entregue a Bilgh em abril de 1787. O navio deslocava 215 toneladas, tinha 28 metros de comprimento, e largura máxima, ou ‘boca’, de 8 metros. Sua tripulação era de 44 homens. Em dezembro de 1787 eles partiram para o Cabo Horn. A ideia era pegar mudas de fruta- pão no Taiti.

O Bounty reconstruído

Chibatas na marujada

Três meses depois da partida a vida da marujada já era um inferno. O próprio Bligh contou:
…Atendendo a uma queixa julguei necessário castigar um marinheiro com duas dezenas de chibatadas por comportamento insolente e rebelde…
Naquele tempo era assim que funcionavam as marinhas. Quem saísse da linha, na opinião do Comandante, recebia chibatadas como castigo…

Tentando atravessar o Cabo Horn

Ao chegarem na região do cabo, em março de 1788, pegaram 30 dias seguidos de tempestades. Mais uma vez o Capitão tem a palavra:
…às 6h da manhã a tempestade excedeu tudo que eu conheça antes, e o mar, tangido por mudanças frequentes, tornou-se extremamente alto…

Do Cabo Horn ao Cabo da Boa Esperança

Um mês inteiro nestas condições de mar, frio intenso, e sem avanços, fizeram com que Bligh mudasse a rota. Se não era possível chegar ao Pacífico via Cabo Horn, seria através do cabo da Boa Esperança. Bligh relata:
…às 5hs da tarde de 22 de abril soprando forte o vento de Oeste, ordenei guinada no leme a favor do tempo, com grande alegria de todos a bordo. Nossa lista de doentes subira para oito pessoas nesta ocasião…

Cidade do Cabo

Exatamente um mês depois, avistaram o Cabo da Boa Esperança. Na Cidade do Cabo, já então uma possessão inglesa, pararam para reparos. Bligh explica:
…o navio precisava ser calafetado por toda parte, uma vez que se tornara tão mal vedado que fôramos obrigados a usar bombas durante todo o tempo desde a partida do cabo Horn…

Em seguida, a viagem prosseguiu até o Taiti, parando em várias ilhas, e descobrindo outras no trajeto. Ficaram nas paradisíacas ilhas do por cinco meses, onde os marinheiros se esbaldaram com as beldades locais, e respiraram aliviados por poderem descer em terra escapando dos rigores do comandante e suas chibatadas.
Já estavam embarcados há mais de ano quando estourou o motim.

O motim do Bounty

Era abril de 1789. Quantas chibatadas até chegarem a este ponto? Bilgh não fala sobre isso em seu relato. Mas detalhou a rebelião:
…pouco antes do amanhecer, em 28 de abril de 1789, o sr Christian, o chefe da disciplina, o ajudante do artilheiro, e Thomas Burkitt, marinheiro, entraram em meu camarote e me dominaram…Christian estava armado com um alfanje…Fui arrastado da cama e obrigado a subir ao convés…

Bligh e mais 18 marinheiros foram colocados num bote de sete metros de comprimento. Antes de serem largados à deriva receberam permissão para levar lonas, linhas, cabos, velas, 20 galões de água e 76 Kg de pão, e alguns bocados de carne de porco. Um quadrante e uma bússola também foram entregues. O Bounty desapareceu em seguida.

A façanha de Bilgh, um dos grandes navegadores da história

Bligh foi largado à deriva na altura da ilha de Tofua, no meio do Pacífico, então ele mostrou que, apesar de tirano, era um excelente marinheiro.


Enfrentaram todo tipo de dificuldade. De tempestades tremendas, a ataques de nativos em ilhas que paravam para se reabastecer. Uma das borrascas foi relatada e dá uma amostra dos tomentos que enfrentaram:
…às 9hs da manhã caiu uma tempestade violenta. O mar ficou muito encapelado, de modo que no fosso das ondas, a vela era inútil e, na crista, havia pano demais, mas não podíamos nos aventurar a ferra-las inteiramente porque estávamos numa situação muito perigosa e difícil, o mar entrando pela popa do barco…

5.800 Km nos Mares do Sul

Foram quase seis mil quilômetros até chegarem a Coupang, no Timor leste. No trajeto descobriram outras ilhas ainda não cartografadas. Foi um dos maiores feitos náuticos até então.
A façanha de Bligh um dos grandes navegadores da história

O Bounty em Pitcairn

Enquanto Bilgh navegava para Leste, Christian levou o Bounty para o oeste à procura de um porto seguro ao deixar o Taiti em 29 de setembro de 1789. Junto com os amotinados seguiram várias taitianas. Ele teve a ideia de ir para a Ilha Pitcairn, que fora relatada em 1767, mas sua localização exata ainda não havia sido estabelecida na época. Christian a redescobriu em 15 de janeiro de 1790. Ali Bounty foi incendiado e destruído como uma precaução contra descoberta. Christian estabeleceu-se com Isabella; ele teve um filho chamado Thursday October Christian e várias outras crianças. As questões degeneraram para violência extrema em setembro de 1793, quando cinco amotinados – Christian, Williams, Martin, Mills e Brown – foram mortos pelos taitianos em uma série de assassinatos planejados. Christian foi morto enquanto trabalhava em sua plantação, primeiramente baleado e depois executado com uma machado. Em 1794 estavam todos mortos.

O regresso de Bligh para a Inglaterra

Bligh regressou para a Inglaterra em 1790. No início, foi considerado um herói. Mais tarde, durante o julgamento, boa parte dos testemunhos da corte marcial criticavam Bligh – a opinião pública tinha se voltado contra ele.

H.M.S Pandora

Mas o Almirantado enviou a fragata HMS Pandora sob o comando do capitão Edward Edwards para capturar os amotinados e levá-los de volta para julgamento. Ele chegou ao Taiti em 23 de março de 1791 e em poucos dias todos os catorze homens ainda vivos do Bounty se renderam ou foram capturados.

“Caixa de Pandora”

De onde vem este termo? Dessa grande epopéia. Edwards não fez distinção entre aqueles que permaneceram no Bounty por vontade própria ou não; todos foram encarcerados em uma prisão construída no tombadilho superior do Pandora, apelidada de “Caixa de Pandora”. Na volta para a Inglaterra o navio encalhou na Grande Barreira de Corais. Os homens dentro da “Caixa de Pandora” foram ignorados enquanto a tripulação lutava para impedir que o navio afundasse. Edwards eventualmente deu a ordem de abandonar a embarcação e o armeiro começou a remover os grilhões dos prisioneiros, porém a fragata afundou antes que terminasse. Apenas seis escaparam. Eles foram julgados e condenados a morte pela forca.

A travessia de Bligh no bote superlotado foi uma das grande façanhas da navegação. Ela só encontra paralelo 126 anos depois, quando Sir Ernest Shackleton atravessou o pior mar do mundo, o estreito de Drake, num bote semelhante ao de Bligh, o James Caird.

(Fontes: William Bligh, O Motim a Bordo do H.M.S Bounty, Ediouro. https://pt.wikipedia.org/wiki/Motim_do_HMS_Bounty e https://marsemfim.com.br/)

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

BORBOLETAS DO ARVOREDO


Apesar de revestida pela Mata Atlântica, esta Ilha não tem borboletas só na floresta. O fundo do mar é povoado pelos conhecidos peixes-borboleta, e estão cada vez mais frequentes os encontros com esta arraia, que devido ao formato das "asas", é conhecida como arraia-borboleta.
São animais bem representativos, de uma ilha conhecida como Arvoredo.
Ilha do Arvoredo - SC.
Curta a página do INSTITUTO LARUS.

INDO, VINDO...

Foto Fernando Alexandre

Água dá, água leva...
(Dito Popular)

MAR DE BALEIAS


Fotos Julio Cesar Vicente


CELEBRAÇÃO À VIDA 

A ultima baleia franca morta em águas brasileiras foi arpoada na praia de Imbituba, em 1973.
A partir daí, foi considerada extinta a população reprodutiva de baleias franca no Brasil.
De 1982 a 2001 grupo de ambientalistas e voluntários redescobriram baleias remanescentes no litoral sul de Santa Catarina.
Em 1995 o governo de Santa Catarina transformou a espécie em Monumento Natural do Estado.
Em 2000,  por Decreto Federal Federal, 130 km da costa do litoral sul de Santa Catarina foi declarado como área de Proteção Ambiental da Baleia Franca.
Protegidas as baleias franca passaram a ser avistadas com mais frequência. Hoje a visão de uma baleia com filhote, deixou de ser motivo de surpresa, transformando-se em momento de celebração à vida.
Avistar Baleias? Chame um guia especializado -(48) 999482224

sexta-feira, 29 de junho de 2018

DE SÃO PEDRO E TAINHAS

Ilutração Andrea Ramos
São Pedro, mô quiridu
Pediu o povo do Pantosuli
Muita tainha na rede
Céu azul e ventusuli!

(Andrea Ramos)

ESQUEÇAM DA TAINHA...


Se inté dia di São Pêdru
Nau houvé um corso fórti
Esqueçam todus tainha
Pôs u anu foi sem sorti

(Quadra popular registrada pelo prof. A. Seixas Netto, século passado, na ilha)

MAR DE HASSIS

Óleo sobre tela - 1974 
Hiedy Hassis - (1958 / 2001)


COMENDO AS OVAS

Enquanto esperam o peixe encostar, Dorival - camarada - e os remeiros Jesiel e Fabrício jogam conversa fora dentro da "Petiscaria do Ademir" e dizem como gostam de comer as ovas de tainhas...

FAROL DE SANTA MARTA - 126 ANOS


Foto do livro "Fortes e Farois", de Ricardo Siqueira.


Considerado o maior da América Latina e o terceiro maior em alcance visual do mundo (92 km), o Farol de Santa Marta, construído por franceses e inaugurado em 11 de junho em 1891, até hoje mantém parte de seus equipamentos originais. Com 29 metros de altura e altitude de foco de 74 metros, o farol tem torre quadrada em pedra e foi edificado com uma mistura de areia, barro e óleo de baleia, muito utilizado naquela época para grandes construções.

Distante 14 km do centro de Laguna, Santa Catarina, o Farol está localizado no cabo de mesmo nome e tem em suas proximidades 4 maravilhosas praias: Farol, Cardoso, Camacho e Cigana, além de lindas dunas de areia. Mesmo com toda a tecnologia dos instrumentos de navegação atuais, os comandantes só ficam tranquilos quando avistam aqueles lampejos característicos, confirmando a posição secular do farol.

Além de conferir e calibrar os instrumentos de bordo, este farol também avisa sobre a laje da Pedra do Campo Bom, através de um setor que emite luz vermelha. 
Nunca navegue em direção ao facho se este estiver vermelho, com certeza o perigo submerso estará em algum ponto entre você e o farol. A lanterna do farol mede 3 metros de altura e 2,66m de diâmetro. Dali de dentro fica fácil entender como é que os cristais conseguem lançar a luz 46 milhas mar adentro!

TÁS TOLA?

Ilustração de Andrea Ramos para o "Dicionário da Ilha - Falar & Falares da Ilha de Santa Catarina", de Fernando Alexandre (Cobra Coralina Edições).

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

O CANTO DAS BALEIAS


PEIXE ATRAVESSADOR

Em Portland, Oregon, EUA.

2,9 MILHÕES DE BALEIAS jÁ FORAM MORTAS!


VAMOS RECUPERAR AS POPULAÇÕES DE BALEIAS DO ATLÂNTICO SUL!

Você sabia? Durante o século XX cerca de 2.9 milhões de baleias foram mortas em todo o mundo o que constitui o a maior caça em termos de biomassa, levando a diminuição dos estoques de baleias em todos os oceanos. Aproximadamente 71% das baleias caçadas no mundo foram mortas no hemisfério sul. Baleias fin, cachalote, azul, jubarte, sei, franca e minke foram de longe as espécies mais caçadas no Oceano Austral (Atlântico Sul e a Antártida).

Para manter ou aumentar os níveis dos estoques das diferentes espécies de baleias que ocorrem na região, o Brasil, a Argentina, a África do Sul, o Uruguai e o Gabão estão propondo a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul.

Essa medida visa mitigar ameaças identificadas para essas populações de baleias bem como para outras ameaças potenciais. O Santuário também pretende estimular a pesquisa não-letal e não-extrativa coordenada na região, especialmente pelos países em desenvolvimento. Para ser criado é preciso que ele seja aprovado pela Comissão Internacional Baleeira (CIB ou IWC), composta atualmente por 80 países.

Você também pode ajudar a criar o Santuário: basta aderir à nossa campanha e divulgar essa iniciativa em suas redes com a hashtag #SantuarioEuApoio. A sua mobilização vai colaborar para recuperar as populações de baleias do Atlântico Sul. Participe!


quinta-feira, 28 de junho de 2018

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre 
Célio "Carestia" cuidando do seu "Mar Azul" - Pântano do Sul

ÁGUAS PASSADAS

Foto Fernando Alexandre
Águas e barcos se passam, desbotando aquarelas marinhas!

E A TAINHA VIROU SASHIMI


NOTURNA

Foto Fernando Alexandre

A GRANDE ESTRADA


Foto Amnésio da Silva 
Mercado Público, no tempo em que o mar era a grande estrada.

BALEIAS NO MUNDO

Foto Enrico Marcovaldi/Divulgação
As jubartes podem ser vistas com frequência no litoral baiano 

Do Brasil aos Estados Unidos, é possível avistar e ficar pertinho das grandonas o ano inteiro

As baleias cruzam os oceanos em uma longa viagem de milhares e milhares de quilômetros. Elas deixam as regiões geladas dos polos, Norte e Sul, e partem em busca de águas mornas, onde podem ter e amamentar seus filhotes. E dão as caras pelo litoral de vários países, fazendo a alegria dos turistas.

Durante todo o ano, é possível avistar as intrépidas viajantes, já que cada espécie tem sua temporada de migração. A observação de baleias – ou whalewatching – é feita em alto mar a bordo de pequenas embarcações.

Não se pode garantir a aparição dos enormes cetáceos, mas com a ajuda de sonares e guias especializados, além de um tantinho de sorte, dá para sentir a emoção de ficar pertinho das grandonas.

Baleia jubarte – Bahia

Famosas por seus malabarismos aquáticos, as baleias jubarte dão saltos espetaculares e fazem belos movimentos de cauda. Elas conseguem elevar quase todo o corpão de até 16 metros para fora da água, mostrando as longas barbatanas. Bastante curiosas, gostam de se aproximar dos barcos e nadar ao seu redor.

São figurinhas fáceis no litoral sul da Bahia, conhecido como Costa das Baleias, que inclui cidades como Prado e Cumuruxatiba. Mas o arquipélago de Abrolhos é um dos pontos preferidos para a reprodução.

A temporada de baleias ou “baleiada” vai de julho a novembro, com destaque para os meses de agosto e setembro, quando chegam da Antártida. Como habitam todos os oceanos, as jubarte também são vistas, por exemplo, no litoral da Austrália, África do Sul e Chile.

Baleia franca – Santa Catarina

De julho a novembro, as baleias franca dão as caras no litoral catarinense. O melhor mês para observá-las é setembro, quando chegam pertinho da costa. As praias de Imbituba, Garopaba e Laguna são as preferidas das grandalhonas, que chegam a 18 metros.

Depois de se alimentar na região da Antártida, elas procuram águas mais quentinhas para amamentar os filhotes. Repare na cabeça cheia de rugosidades que são a principal característica da espécie e que funciona como um tipo de impressão digital. Na verdade, são milhares de minúsculos crustáceos chamados de “piolhos de baleias” que vivem ali como parasitas por toda a vida.

Baleia azul – Portugal

Getty Images
Pesando até 170 toneladas, a baleia azul é o maior animal do mundo 

Com mais de 30 metros e pesando até 170 toneladas, a baleia azul é o maior animal do mundo. As grandalhonas vivem em todos os oceanos, mas um dos melhores lugares para avistá-las é no arquipélago de Açores, em Portugal.

No verão, principalmente nos meses de maio e junho, as comilonas vêm em busca de um tipo de crustáceo bem comum na região, o krill. Elas chegam a consumir até quatro toneladas por dia.

Para garantir o sucesso do passeio, um vigia fica de prontidão observando com binóculos o litoral do arquipélago. Ao avistar um grupo, ele comunica por rádio ao comandante da embarcação, que chega até pertinho dos enormes cetáceos. Além delas, outras espécies de baleias frequentam a região como cachalotes e orcas, além de golfinhos e tartarugas.

Baleia cinza – Estados Unidos
Durante o passeio, é possível ver dezenas de focas, leões marinhos e simpáticos golfinhos, que gostam de pular ao lado dos barcos. Mas a estrela principal do tour são as baleias cinzas, que aparecem no litoral de San Diego de dezembro a abril.

Incansáveis, elas passam mais de quatro meses viajando, noite e dia, em uma distância de 10 mil quilômetros, das águas geladíssimas do Alasca ao litoral ensolarado da Baja Califórnia, no México.
Como os jatos de água de respiração ocorrem, em média, a cada dez minutos, dá para se programar para tirar boas fotos. Ou quando elas colocam a cabeçona para fora d’água, parecendo que olham ao redor.

Cachalote – Nova Zelândia
Getty Images
Baleias podem ser vistas durante o ano todo na cidadezinha de Kaikoura 

A observação das cachalotes pode ser feita o ano todo na bela cidadezinha de Kaikoura, a 180 quilômetros da capital Christchurch. E não é à toa. A região concentra uma abundância incrível de peixes, polvos e lulas gigantes. É por isso que recebe também as migrações de outras espécies como jubarte, azul e mink.
Sem dúvida, o que mais chama a atenção é a grande cabeça em formato quadrado. Mas as cachalotes são também o maior animal com dentes. Caçadora persistente, ela é capaz de mergulhar até 3 mil metros de profundidade para buscar sua presa – o que inspirou a obra Moby Dick, de Herman Melville.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

DEU NA MÍDIA

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Festa do Divino mobiliza comunidade do Pântano do Sul

Eventos vão até domingo na Capela São Pedro, no salão paroquial e na residência do Casal Imperial

CARLOS DAMIÃO

A comunidade do Pântano do Sul está mobilizada na realizaçãa da Festa do Divino Espirito Santo 2018,que encerra no próximo domingo (1/7); O evento religioso começou no domingo (24), com a procissão do Sagrado Coração de Jesus e as festividades seguem durante toda a semana com novenas, procissões, shows e atrações culturais.

Será entregue o Registro das Festas do Divino Espírito Santo do Município de Florianópolis, considerando Bem de Natureza do Patrimônio Imaterial ou Intangível do Município, no Livro de Celebrações. As festas são tradicionalmente realizadas nas comunidades do Centro, Trindade, Ribeirão da Ilha, Monte Verde, Prainha, Estreito, Rio Tavares, Pântano do Sul, Campeche, Lagoa da Conceição, Santo Antônio de Lisboa, Rio Vermelho, Barra da Lagoa e Canasvieiras. Os municípios convidados são; Governados Celso Ramos, Bombinhas e Santo Amaro da Imperatriz além da comunidade do Bairro Enseada de Brito em Palhoça.

As festividades do Divino Espirito Santo já ocorreram em sete comunidades; Centro, Trindade, Ribeirão da ilha, Monte Verde, Prainha, Cachoeira do Rio Tavares e Estreito.

Nesta quarta-feira (27), às 20h, haverá novena na residência do Casal Imperial. Na quinta-feira (28), já no clima da festa de São Pedro (29), ocorre a procissão de São Pedro, a partir das 19h30, com saída da Capela dedicada ao santo. Na sexta (29), dia de São Pedro, haverá missa às 19h, seguida de jantar-dançante no salão paroquial. No sábado, (30), o cortejo sairá às 19h15 da residência do Casal Imperial. Depois, missa, show e atrações gastronômicas. No encerramento, domingo (1/7), o cortejo sairá às 9h da residência do Casal Imperial. Na sequência, missa, almoço e atrações culturais, culminando coma entrega da coroa ao Casal Imperial 2019.

O Casal Imperial deste ano é formado por Claiton dos Sanrtos e Fabiana Schroeder dos Santos.

Considerada a maior festa popular do Arquipélago de Açores esta herança cuiltural, em Florianópolis, faz parte da programação de comemoração aos 270 anos da presença açoriana em Santa Catarina.

Promovido pela Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude através da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, o evento recebe o apoio da Prefeitura desde 2010, com o objetivo de fortalecer as Festas do Divino nas comunidades.

(Da Coluna Carlos Damião, no ND)

MAR DE POETA


NA ILHA DO MEL

Do Orlando Azevedo

A MAIS MANÉ DAS TAINHAS

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Tainha no caldo

INGREDIENTES

3 kg de tainha (cerca de 2 tainhas)
3 tomates
2 cebolas
1 pimentão
4 dentes de alho
1 colher (sopa) de orégano seco
1 colher (sopa) de manjericão
1 colher (sopa) de salsinha
1 colher (sopa) de alfavaca
1 colher (sopa) de cebolinha verde
1 pitada de colorau ou 2 colheres (sopa) de molho de tomate
1 pitada de cominho
Farinha de mandioca a gosto
Óleo quanto baste
Sal a gosto

MODO DE PREPARO

Limpe as tainhas, corte-as em postas e reserve. Em uma panela grande, refogue no óleo o tomate, a cebola, o pimentão e o alho. Junte os temperos verdes, o coloral (ou molho de tomate) e o cominho. Adicione água quente (cerca de 4 litros) e deixe levantar fervura. Junte o peixe e ferva por 10 a 15 minutos ou até que as postas estejam cozidas, mas firmes. Retire as postas e reserve. Na hora de servir, coloque uma porção do caldo em cada prato, para cada um preparar seu pirão, misturando farinha a gosto. Por último, disponha as postas sobre o pirão.

(Receita de domínio  litorâneo)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

OS VIKINGS NA AMÉRICA

L'Anse Aux Meadows ficou desaparecida até 1960, quando foi descoberta por casal de arqueólogos noruegueses

O local da primeira colônia europeia nas Américas, estabelecida 500 anos antes da chegada de Colombo

por Allan Lynch 
BBC Travel

Enquanto guiava pela autoestrada TransCanada Highway, fui parado por um alce.
Estava na região norte de Newfoundland, no Canadá, em um trecho conhecido como Trilha Viking e que leva a L'Anse Aux Meadows, o único assentamento nórdico da América do Norte.

É lá que um momento significativo na história da migração humana aconteceu.

No ano 1000, quase meio milênio antes de Cristóvão Colombo iniciar sua famosa viagem, um barco viking, capitaneado por Leif Erikson, levou 90 homens e mulheres da Islândia em busca de um novo lar. Foi o primeiro assentamento europeu no que chamamos de Novo Mundo.

Erikson e seus acompanhantes chegaram na vazante da maré e ficaram presos nas águas rasas da baía de Epaves. Quando a maré subiu, seguiram viagem até L'Anse Aux Meadows.

Em tempos modernos, pode parecer um local inóspito, alvo de fortes ventos vindos do mar. Mas, para quem tinha cruzado o Atlântico Norte em um barco aberto, era o paraíso: florestas cheias de caça, rios com salmões maiores do que os nórdicos já tinham visto, pradarias propícias para a pecuária. Em alguns trechos, uvas selvagens cresciam - o que originou o nome que os vikings deram à região, Vinland (terra das vinhas).


Vikings chegaram à América no ano 1000, quase meio milênio antes de Colombo

O assentamento, porém, não durou muito. Menos de uma década depois, os imigrantes abandonaram o local, após seguidos enfrentamentos com as tribos nativas. Vinland caiu no esquecimento.

Por mais de cem anos, arquéologos de vários países procuraram o local do assentamento perdido de Erikson, mas foi apenas em 1960 que o assentamento enfim foi descoberto: um casal de arqueólogos noruegueses, Helge e Anne Stine Ingstad, ouviu de habitantes de L'Anse Aux Meadows histórias sobre um sítio arqueológico indígena.

As primeiras escavações revelaram vestígios de construções similares às de assentamentos vikings na Islândia e na Groenlândia. E a descoberta de um prego datado de quase mil anos atrás indicou que barcos tinham sido construídos no local.

"Quando éramos crianças, brincávamos ali", conta Clayton Colbourne, um ex-guia da região. "Não sabíamos coisa alguma sobre os vikings terem estado por aqui."

Na entrada do sítio arqueológico, um caminho estreito corta uma paisagem que mudou muito pouco desde o tempo de Erikson. O caminho leva aos vestígios das três cabanas originais e cinco ateliês do assentamento. A agência turística governamental Parks Canada recriou num local próximo modelos de alojamento e de ateliês. Neles, guias e animadores vestidos como vikings explicam como viviam os habitantes
.
Atores reencenam a vida viking no sítio histórico de L'Anse Aux Meadows

Foi em uma dessas cabanas que nasceu Snorri, o primeiro bebê europeu dado à luz no Novo Mundo, e que se tornaria um dos principais evangelizadores do que hoje é a Islândia.

Em 1978, L'Anse Aux Meadows foi um dos primeiros pontos de interesse cultural do mundo a receber o título de Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco (braço da ONU para educação e cultura).

(Do http://www.bbc.com/)

MALHEIRAS

Foto Fenando Alexandre

COMO TURISTAS, ELAS ESTÃO CHEGANDO...

"Como turistas que chegam no verão elas sempre aparecem no inverno. Não é de hoje, há muitos anos que elas aparecem por aqui. Por isso foram construídas “armações” para pescá-las e beneficiá-las, uma atividade econômica muito importante naquela época.

Em Santa Catarina foram fundadas as armações de Sant’Anna da Lagoinha, na ilha, São João Batista do Itapicorói, Nossa Senhora da Piedade, São Joaquim de Garopaba e seu prolongamento lá na Imbituba, a última da costa brasileira.

A Campanha Baleeira era o termo que se usava para a época da caça que tinha início em 13 de junho, dia de Santo Antônio, e seu encerramento se fazia em outubro ou novembro.

As canoas baleeiras, construídas aqui pelos açorianos, eram as embarcações próprias para esta faina, pois já se usava lá nos Açores em larga escala. Inspiradas nas antigas canoas baleeiras americanas, foram adaptadas ao mar açoriano e depois catarinense.

Em meados do Século XVIII só na Armação da Ilha de Santa Catarina, Sant’Anna da Lagoinha, foram capturadas em média duzentas baleias por ano.

O óleo era destinado a Portugal e as outras áreas da Colônia para as luzes dos engenhos, das casas e fortalezas. Para saboarias, curtumes ou estaleiros e usado também nas construções para dar liga na massa, no traço. Fundia-se a banha que se apurava o óleo, salgava-se a carne para alimento. A língua, considerada fina iguaria, reservavam-na ao clero e a nobreza. As barbatanas eram destinadas as indumentárias femininas e masculinas, para armação do vestiário: saias, mangas, golas, chapéus, coletes e espartilhos e para fabricação de penachos de capacetes. Os ossos serviam para material de construção, para fabricação de móveis e outros objetos como pentes, botões, agulhas para redes, etc.

Os vigias ficavam em seus postos a espera das baleias. Quando avistavam faziam o sinal, causando grande saragaço na vila. Os baleeiros corriam para o mar e traziam a baleia rebocada para a praia. A comunidade corria para ver o “espetáculo”, era grande o rebuliço.
Surgiam os famosos pasquins, que nada mais era do que a forma irônica ou engraçada que alguém escrevia sobre o acontecimento. Depois de escrito era largado em algum lugar público onde todos pudessem ler. Causava grande confusão, mas ninguém sabia quem escrevia, embora muitos desconfiassem.
Assim ficava o dito pelo não dito. Alguns trechos de pasquins ainda são lembrados: 

“A baleia tinha craca, também tinha sururu, a quem não repara nada, margarida mostra o cu”. “Dona Jucelina, sua perna de garrancho, ela saiu daqui para o Adão beijar no rancho”. 
“As mocinhas da cidade também foram ver a baleia, caíram um tombo na praia, encheram a pomba de areia”.

Com o fim da pesca das baleias as canoas baleeiras, ou lanchas como também chamavam, passaram a ser usadas para todo o tipo de pesca.
Mas as baleias continuaram a nos visitar, agora sem perigo de serem mortas, pois não há mais razão para tal. Cimento, luz elétrica, roupas, não precisam mais serem extraídas das baleias, graças a Deus. 
As “armações” ficaram na memória, no passado. Mas os pescadores que agora pescam outros peixes no mesmo mar continuam sendo heróis sem nome, com o mesmo pé na terra e outro no mar, como seus antepassados. Com o mesmo medo, mas convivendo no mesmo espaço e respeitando o grande mamífero que um dia já foi sua presa."

(Arante José Monteiro Filho, o Arantinho, do Pântano do Sul, é pescador de tainhas, historiador e um dos proprietários do tradicional "Bar do Arante".)

terça-feira, 26 de junho de 2018

DA TERRA...


Foto Andrea Ramos


"Tainha é como curió,
tem que ser da terra."
(Dito praieiro "psicografado" pelo cronista Sérgio da Costa Ramos)

MAR DE TAINHAS

Foto Luis Prates
"Glória", canoa da pesca da tainha do Campeche indo pro "lanço"!


Pra quem tarde embarca,
remo torto não lhe falta...
(Dito popular)

AS OSTRAS DA ILHA...


"Um verdadeiro creme fresco!"

"(...) Um espanhol nos trouxe um dia algumas centenas de ostras: eram muito maiores que as ostras brancas de Saintonge; suas cascas tinham pelo menos cinco polegadas de diâmetro. Não se comem mais gordas e melhores em França. Era um verdadeiro creme fresco, pelo gosto e brancura. Fizemos todo o possível para contratar o espanhol e descobrimos, então, o lugar onde as pegava, mas todos os nossos cuidados foram inúteis pois ele guardou seu segredo, como se fosse interesse do governador..."
 
Relato do navegador Dom Pernetty - Antoine Joseph Pernetty - que em 1763 visitou a Ilha de Santa Catarina à bordo da corveta "Le Sphinx" e realizou estudos de "história natural" sobre a fauna e a flora. Do livro "Ilha de Santa Catarina - Relato de viajantes estrangeiros nos Séculos XVIII e XIX" - Editora da UFSC / Editora Lunardelli - 1990.

FAROL DA ILHA DA PAZ




O farol da Ilha da Paz foi construído entre 1905 e 1906 no litoral norte da Ilha, a duas milhas náuticas (cerca de quatro quilômetros) do balneário de Enseada, em São Francisco do Sul, Santa Catarina. São 16 metros de altura, erguidos em rocha bruta, a 70 metros do nível do mar. Ainda utiliza o antigo hexaedro ótico fabricado na França em 1894 e com o tempo em boas condições seu faixo de luz pode ser visto a mais de 42 quilômetros de distância.

A Ilha da Paz é um local paradisíaco, com acesso rigorosamente controlado pela Delegacia da Capitania dos Portos de São Francisco do Sul. Tem 218 mil metros quadrados e uma vegetação exuberante, onde são encontradas diversas espécies de aves e animais. Ruínas em meio à mata e a inscrição entalhada nas rochas "1833 ­ Penixe ­ Abitação da Paz", são provas de antigos habitantes. Na parte baixa da Ilha foram construídas em 1908, cinco moradias germinadas, para os remadores e para o patrão das baleeiras, que periodicamente iam até o continente para buscar víveres e querosene para o farol.


AS MARIAS DO FAROL

Mas talvez o fato mais interessante que envolve a Ilha da Paz e seu farol foi o nascimento, na ilha, das duas filhas do primeiro faroleiro a viver no local, Leovegildo Cézar da Fonseca Ozório. Em homenagem à ilha e ao arquipélago ao qual pertence (Arquipélago das Graças), Leovegildo batizou suas filhas como Maria da Paz e Maria das Graças. Ambas viveram na ilha até os 12 anos de idade, ocasião em que se mudaram para São Francisco do Sul para estudar. As duas formaram-se professoras e por muitos anos transmitiram seus conhecimentos para várias gerações de francisquenses.

Mais sobre o Farol da Ilha da Paz...


Luciano Leal disse...

Me CHAMO LUCIANO e sou filho de um rádio telegrafista que serviu nesta ilha o nome dele era Lucio, nos morávamos em São Francisco do sul na época e passávamos as férias na ilha da paz e tenho boas recordações de lá, se um dia Deus me permitir voltarei naquele lugar muito lindo, hoje tenho 43 anos e MORO em CAICÓ-RN se alguém daquele tempo ler e se lembrar se quiser entre em contato comigo no watsap (84)99962-6120 tenho 2 irmãs que se chamam Edna e Eliana e minha mãe se chama Rita.28 de outubro de 2015 15:48

De um Leitor:

"Olá!
Encontrei este blog por acaso. Gostei dos comentários sobre a Ilha da Paz. Acontece que sou bisneto do primeiro faroleiro Leovegildo Cezar da Fonseca Ozório que lá trabalhou por mais de vinte anos desde a inauguração em 20.08.1905. Em 13.03.2012, meu pai (neto do Sr. Leovegildo) completou 89 anos e como presente de aniversário minha esposa entrou em contato com a Capitania dos Portos de São Francisco do Sul e conseguiu uma licença especial para que levássemos, naquele dia, meu pai à ilha, pois era seu sonho e também de toda a família, ver o local onde nosso avô/bisavô trabalhou/residiu há mais de cem anos. Faltam-me palavras para descrever os momentos na ilha: um misto de beleza, história, imaginação de como era a vida de nosso antepassado naquele paraíso, mas também com muitas dificuldades. Evidentemente não o conheci. Conheci somente uma de suas filhas "Maria da Paz", num leito de hospital, quatro dias antes de falecer. Tivemos uma recepção cinco estrelas em termos de amizade, de carinho por parte dos militares que ora trabalham naquele local. Foram momentos que jamais serão esquecidos."

Gélio Osório Filho-Florianópolis, SC

Rosa, a terceira Maria do farol!
Anônimo disse...

Eu me chamo Rosa maria e, na década de 70 eu morei nesta ilha, na ´´epoca meu marido era faroleiro ,a ilha era muito bonita e os barcos de pesca pescavam perto da ilha,e nos davam muitos peixes .Recordo que havia uma época do ano em que eu ficava aterrorisada com a infestação de aranhas negras ,mas fora isto a vida era tranquila.Gostei de ver a ilha da Paz muito bem preservada e mais bonita.17 de maio de 2011 09:40

ÚÚÚÚ!!!! disse...

Rosa Maria, você então é a terceira Maria do Farol, não? Que bom saber que a Ilha se mantém até mais bonita do que nos idos de 70. Obrigada pelo comentário, volte sempre.17 de maio de 2011 15:01

TENTANDO TRADUZIR...



Ilustração Andrea Ramos

BOCA DE BERNUNÇA - Pessoa que tem a boca grande, que fala muito.
CACHIMBO DA VOVÓ - Pessoa magra e nariguda. 
DEU A CASCA! - Morreu. 
GALINHA-DE-MANGUE - Caranguejo. 
ISTROVÁ - Atrapalhar, complicar. De estorvo. 
MAR DE LEITE - Mar parado, quase sem movimentos. 
REINÁ – Brigar, reclamar, implicar. Ex: “Hoje a rapariga tá reinando desde cedo”.Também período de cio dos animais, mais usado para cadelas.