quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

MAR-CAIS

o mar escurece
a voz das gaivotas
quase branca
(Matsuó Bashô - Japão - 1644/1694 - tradução Paulo Leminski)

LÁ NO FUNDO


O Pão de açúcar como nunca antes visto em praticamente toda sua extensão.
Imagem obtida Pelo Pessoal Indústria de Petróleo e Gás, publicada Pela Universidade de São José do Campos

Correndo o risco, traçando o mar...

Andrea Ramos

Mergulhe mais fundo no www.andreailustradora.blogspot.com

AS FORMAS DO MAR


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FORMAS MARINHAS
20, 21 e 22 de março (terça a quinta), das 9 às 12h, carga 6 horas
Marcelo Mello

RESUMO

O escultor transcorrerá sobre o seu processo de criação com referência à exposição “De todas as coisas do mar”, trabalho apresentado em 2016 no Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul.
A partir desta apresentação, os participantes vai criar suas próprios formas.
Orientação sobre técnicas de modelagem, ocagem e queima .

METODOLOGIA

A forma marinha como referência
A observação da imagem
A desconstrução buscando sua própria linguagem
A referência regional, figuras do mar, colônias de pescadores, praias, costões.
A modelagem , técnica de ocagem, acabamentos e queima .

VALOR
R$ 250

NÚMERO MÍNIMO
3 inscritos

NÚMERO MÁXIMO
6 inscritos

PRÉ-REQUISITOS
Iniciantes em modelagem, escultura ou simplesmente interessados no tema e na técnica da cerâmica com olhar escultórico.
MATERIAL

Argila: 5 kilos e um avental (a ser adquirido pelo aluno)
Estecos de cerâmica, bases e sacos plásticos para embalagem dos trabalhos serão fornecidos pela oficina.

QUEM É O MINISTRANTE
Marcelo Pereira de Mello cursou o Atelier Livre de Porto Alegre na década de 80. Na década de 90 transfere seu atelier para a cidade de São Paulo.
Lá desenvolve seu trabalho como escultor durante 10 anos. Ministra cursos de escultura em ferro e modelagem em seu atelier particular e em unidades do SESC , Museu de Arte Moderna (MAM), e Museu Brasileiro da Escultura . Participa de várias exposições coletivas. Realiza sua primeira individual na galeria da CEF da av. Paulista em 2002. Sua mais recente mostra foi no Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul em 2016 .
MATRÍCULA
Pode ser realizada de três maneiras
– Pessoalmente, na Faferia, em dinheiro, cheque ou cartão de crédito/débito. Aceitamos todas as bandeiras.
– Por depósito bancário enviando um e-mail para faferiadnadearte@gmail.com.
– Ou por meio do PagSeguro do UOL, um ambiente seguro para compra online, aceitando todas as bandeiras de cartão de crédito com a condição de parcelar em até 18 vezes. Clique na imagem abaixo. Há opção de boleto bancário. Não é necessário ter cadastro no pagseguro para efetuar o pagamento. É rápido e seguro.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

MAR DE RISO


OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre
Vento sul suja, vento sul limpa!

DESFOCADAMENTE

Foto Fernando Alexandre

MAR DE POETA

Arte do Solda
(Veja mais no http://cartunistasolda.com.br/)

MAPEANDO O ATLÂNTICO


Marie Tharp - mapear o fundo do oceano é "papo de garota"

Marie Tharp (1920-2006) nasceu no Michigan (EUA) em 1920, durante sua infância acompanhou seu pai topógrafo em viagens para coleta de amostras de solo em seu trabalho, esse contato despertou em Marie o interesse pela geologia e mais futuramente pela cartografia. Marie entrou no programa de mestrado em geologia na Universidade de Michigan e em 1948 tornou-se assistente de Bruce Heezen. 
Tharp ficava no laboratório catalogando as amostras que Bruce coletava em campo, pois naquela época mulheres eram proibidas de realizarem esse tipo de trabalho, apesar de serem cientistas os homens acreditavam que mulheres traziam má sorte no campo. Durante os 5 anos em que Bruce Heezen ficou em campo, Marie calculou e transformou os dados recebidos em desenhos, demarcando as fissuras e cicatrizes presentes no fundo do oceano, com isso, ela descobriu que diferente das teorias vigentes na época que diziam que o fundo oceânico era uma superfície lisa e intacta, na verdade, possuía uma geologia complexa, com vales, montanhas e cicatrizes em toda sua superfície. 
Esse estudo comprovava a teoria da Pangeia que era vista com desconfiança pela comunidade cientifica na época, o próprio Bruce Heezen recusou a interpretação de Marie Tharp e o chamou de “papo de garota”. Enquanto os cientistas brigavam pelas teorias, Marie deixou os estudos falarem por si só, quando apresentou o trabalho em 1957 causou tamanho alvoroço que Jaques Costeau, famoso oceanógrafo, preparou uma expedição ao fundo do mar para contrariar seus estudos, ele usou um submarino para coletar amostras e elas só serviram para confirmar que a teoria de Marie Tharp e as coletas de Bruce Heezen estavam certas.
Durante os anos 60 a teoria das placas tectônicas passou a ser aceita, mas sem antes ser reformulada por outros cientistas. Marie Tharp teve seu trabalho tardiamente reconhecido, em 1997 ganhou uma honraria da biblioteca de pesquisa do Congresso dos EUA e foi nomeada entre os 4 maiores cartógrafos do século 20. A universidade de Columbia onde Marie realizou seus trabalhos concede uma bolsa de estudos para mulheres cientistas que leva o seu nome, “The Marie Tharp Fellowship”.
Marie Tharp faleceu em 2006, três anos depois, em 2009, o Google Earth incorporou seu mapa em uma ferramenta que permite as pessoas buscarem o fundo oceânico.




MAR DA SÍLVIA VOLPATO



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

REUNIÃO DE PAUTA

Foto Fernando Alexandre

NO COSTÃO

Foto Silézio Sabino 

Pescadora de lulas - Pântano do Sul









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TEMPO DE SARDINHAS


Sardinha Assada

Ingredientes 

1 kg de sardinha (pequena é melhor) 
2 cebolas médias 
2 tomates 
3 colheres (de sopa) de coentro picado (pode ser cheiro verde ou só salsinha) 
4 colheres (de sopa) de azeite de oliva 
3 colheres (de sopa) de vinagre 
1 colher (de sopa) de suco de limão 
1 colher (de sobremesa) rasa de sal 
Pimenta do reino moída na hora 

Modo de Preparo 

Em uma assadeira coloque metade do azeite de oliva, as cebolas e tomates cortados em rodelas, o coentro picado, o sal e a pimenta do reino, misture bem. 
Arrume as sardinhas na assadeira de modo que fique um pouco do tempero por cima delas. 
Regue por cima de tudo com o restante do azeite de oliva, o vinagre e o limão. 
Coloque o papel alumínio e deixe no forno médio preaquecido por cerca de 15 minutos. 
Retire o papel alumínio e deixe corar mais uns 5 a 10 minutos. 

Dicas
Eu prefiro comprar a sardinha nacional que é bem menorzinha.
Você pode guardar essa sardinha pronta na geladeira por cinco dias em recipiente bem fechado.
Essa sardinha é ótima para comer no almoço ou jantar, mas também fica boa com pão, num lanche.

MANEMÓRIAS

Foto Amnésio Krônico
Praia do Campeche, em 1936

LÁ & CÁ

O acesso aos cardumes pelos caiçaras é prejudicado pela pesca industrial

Em Paraty, caiçaras são expulsos por condomínios de alto padrão


Habitantes das praias mais preservadas do litoral carioca, comunidades são proibidas de pescar

Todo o tormento começou com as estradas. Primeiro a Cunha-Paraty (RJ), aberta em 1955, que inaugurou a conexão do território caiçara com o resto do país, trazendo com ela os primeiros turistas e, também, os primeiros interessados em adquirir aquelas terras, de olho no futuro. Quando a Rio-Santos rasgou a região em 1974, estava selado o destino dos caiçaras de Paraty - uma luta infinda para permanecer no lugar de seus antepassados, combatendo dois inimigos ao mesmo tempo: a especulação imobiliária e a preservação ambiental ditada pelo Estado.

O primeiro avanço foi a compra de terrenos de caiçaras para a construção de casas de veraneio e condomínios de luxo e, de forma mais violenta, mediante a ação de grileiros. Destes, o mais conhecido foi Gibrail Tannus Notari, que empreendeu uma investida sobre as comunidades tradicionais que já dura seis décadas, herdada por seu filho. A família é acusada de grilagem no Atlas Fundiário do Rio de Janeiro de 1991 e há uma ação movida pelo estado no Superior Tribunal Federal contra os títulos que os Tannus Notari apresentam como seus.

Expulsos, o destino dos caiçaras foi o mesmo: ir morar nas favelas de Paraty e, muitas vezes, trabalhar como caseiros ou domésticas nas mesmas casas que se construíram sobre suas antigas roças. “Fizeram de tudo para expulsar as comunidades”, diz Marcela Cananéa, liderança da praia do Sono.

Foi para conter a especulação imobiliária que os órgãos ambientais criaram três Unidades de Conservação na região: o Parque Nacional da Serra da Bocaina, em 1971, a Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, em 1983, e a Reserva Ecológica Estadual da Juatinga, em 1992 – as duas últimas se sobrepõem.

Dessas, só a APA não é de proteção integral, ou seja, permite o uso da terra e do mar pelos caiçaras – existe, inclusive, uma parceria ali, com os caiçaras participando do novo plano de manejo da unidade. Quanto às outras duas, se por um lado ajudaram a frear o avanço dos condomínios, por outro impuseram numerosas regras que comprometem o modo de vida caiçara. Todas são geridas pelo ICMBio “Essas unidades não me reconhecem como parte do ambiente”, diz Robson Possidonio, liderança de Trindade. “Não posso fazer roça, não posso retirar madeira para a canoa, não posso pescar.”

Se ao menos a preservação oficial do meio ambiente freasse de fato a especulação, já seria alguma coisa. Mas, diz Robson, não é bem isso que ocorre: “O empresário começa a construir sua casa, vem o Instituto Nacional do Meio Ambiente, embarga, e, na semana seguinte, por influência política, a construção já está desembargada. Hoje a península toda é casa de magnata”. A península à qual ele se refere é a ponta da Juatinga, onde fica a Reserva Ecológica homônima e o trecho mais preservado da região, em que, não por coincidência, está a maior parte das últimas comunidades praieiras tradicionais, que seguem com a cultura caiçara.

Não bastassem as restrições à pesca e às roças, as famílias se veem impactadas pela presença das casas de veraneio. Na Praia Grande da Cajaíba, a vítima mais séria da grilagem pelos Tannus Notari – que, apesar de responder por crimes ambientais, pretendem construir um resort no local –, o número de famílias caiçaras foi reduzido de 24 para duas em menos de duas décadas.

Na praia do Sono, o conflito é com o vizinho Condomínio Laranjeiras, que fechou o acesso das 40 famílias à comunidade onde vivem. “Você só chega no Sono por trilha ou de barco”, explica Marcela. O problema é que a trilha leva duas horas para ser percorrida e o cais de onde saem os barcos fica dentro do condomínio. Para acessá-lo, os caiçaras devem pegar uma kombi, já que não podem transitar a pé lá dentro.

União

O principal instrumento de luta dos caiçaras surgiu em 2007, com a criação do Fórum de Comunidades Tradicionais Angra–Parati–Ubatuba. Um marco também porque, pela primeira vez, os caiçaras se uniam aos indígenas e aos quilombolas em um esforço coletivo pela garantia do território. “Um está sensibilizado com o outro”, afirma Robson Possidonio. “Se os indígenas têm algum problema, caiçaras e quilombolas vão lá ajudar.”

O fórum foi o primeiro passo de um movimento interestadual que, em 2014, tornou-se nacional, com o surgimento da Coordenação Nacional das Comunidades Tradicionais Caiçaras, que reúne representantes do litoral do Paraná ao do Rio de Janeiro.“O movimento ainda é bebê”, diz Marcela, mas aponta na direção de algumas soluções viáveis.

Uma delas é o turismo de base comunitária, que já vem sendo implantado em algumas comunidades, junto a iniciativas de agroecologia e educação diferenciada. Outra é a criação de uma Reserva Extrativista Marinha que permita regularizar a pesca feita pelos caiçaras –em tese proibida pelas Unidades de Conservação de Proteção Integral– e, ao mesmo tempo, garantir o acesso aos cardumes, cada vez mais raros pela concorrência com a pesca industrial.

“É uma pesca desleal”, diz Robson. “Quando a pescaria chega para a gente, os barcos já estão aqui.” Caiçara, palavra que deriva do tupi-guarani, significa “cerca feita de ramos”: uma referência ao cercado das roças ou à pesca de cerco que fazem no mar, perto das encostas.

Procurados pela reportagem, a família Tannus Notari, os responsáveis pelo Condomínio Laranjeiras e o ICMBio não responderam até o fechamento desta edição.

(Do//www.cartacapital.com.br/)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto e ilha do James Tavares

sábado, 24 de fevereiro de 2018

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

MAR DE POETA

Resultado de imagem para Nau perdida

Poema de Amor

Se te pedirem, amor, se te pedirem
que contes a velha história
da nau que partiu
e se perdeu,
não contes, amor, não contes
que o mar és tu
e a nau sou eu.

(Fernando Namora)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

MAR DE OLHARES

Foto Robert Doisneau
Ilha de Ré - França

CAMINHOS...

A imagem pode conter: oceano, céu, montanha, atividades ao ar livre, natureza e água
Foto Walkiria Pereira

Todos levam...

SUL REAL


Ernesto Meyer Filho (Itajaí, 1919 — Florianópolis, 1991)

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

MAR - CAIS

Foto Andrea Ramos
Sempre ali. 
Eu que olho pra ele?
Ou é ele que look at me?
(Andrea Ramos)

FIM DE TEMPORADA...

Foto Fernando Alexandre
 Salve, Salve!
Pântano do Sul

MAR DE OLHARES


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas
Foto Truonghuuhung
Pescador, Vietnam(Via Carlos Ruggi)


()

JACK O MARUJO

- O sr é teimoso, capitão?
- Não, só quando descobrem, disse Jack o Marujo.

(Do Nei Duclós)

LUA DE ONTEM

Foto Fernando Alexandre

Lua em pé, marinheiros deitados!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

MAR DE CIMA

Foto Fernando Alexandre
A LÍNGUA DO PARAÍSO
"Os guaraos, que habitam os subúrbios do Paraíso Terrestre, chamam o arco-íris de "serpente de colares" e de "mar de cima" o céu. O raio é o "resplendor da chuva". O amigo, "meu outro coração". A alma, o "sol do peito". A coruja "o amo da noite escura". Para dizer bengala, dizem "neto contínuo"; e para dizer perdoo, dizem "esqueço"."

(Eduardo Galeano, em “Os Nascimentos”  - "Memória do Fogo" - Vol. 1 - L&PM Editores - 1996)

OCUPANDO, OCUPANDO...


A CIDADE DOS MOLUSCOS


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

ESCALANDO O PEIXE

Foto Nguyen Quy
Peixes secando ao Sol. Vietnã.
(via Carlos Ruggi)

MAR DE ARMADORES


Cidasc inicia inspeção dos barcos de pesca industrial e
 embarcadouros


Santa Catarina se prepara para inspeção de barcos e desembarcadouros autorizados a exportar para União Europeia. A partir desta semana, técnicos do Ministério da Agricultura farão o treinamento de funcionários da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) para inspeção dos barcos de pesca industrial e desembarcadouros que trabalham com exportação para países da Europa. A capacitação acontecerá entre os dias 19 e 21 de fevereiro, na sede do Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), em Itajaí.

Durante o treinamento, os funcionários da Cidasc irão participar de reuniões de nivelamento e de práticas de inspeção de embarcações e desembarcadouros. O Ministério da Agricultura fornecerá uma lista de itens a serem observados durante as vistorias, o que irá orientar as ações da Cidasc. “Nós estamos trabalhando contra o relógio, para que possamos retomar as exportações de pescado o quanto antes. A União Europeia é um importante mercado, que nós temos plenas condições de reconquista”, ressalta o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa.

As inspeções iniciam já na terça-feira (20) com os técnicos do Ministério da Agricultura e da Cidasc e, segundo o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, após o dia 21 a Cidasc dará continuidade às vistorias.

O Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região (Sindipi) será responsável por organizar as embarcações para que sejam vistoriadas, dando prioridade para aquelas que estiverem ancoradas nos portos catarinenses.

A certificação da Cidasc terá abrangência em toda a costa brasileira, podendo ser feita inclusive em barcos de outros estados que descarregam pescados em Santa Catarina. Isso é possível porque Santa Catarina aderiu ao Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA) – sistema que garante a inspeção e fiscalização de produtos de origem animal e vegetal de maneira uniforme e equivalente em todos os estados.

Pesca em SC
Santa Catarina é o maior produtor de pescado do Brasil. O setor da pesca de Santa Catarina gera 60 mil empregos diretos e indiretos, em torno de 60 indústrias. O valor das exportações catarinenses de pescado totalizou US$ 29 milhões em 2017, sendo que US$ 2,4 milhões foram para União Europeia.

(Da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca)

MALHEIRAS...

Foto Fernando Alexandre

EMPROADAS

Foto Fernando Alexandre

MAR DE POETA

Resultado de imagem para mar noturno
MAR NOTURNO

Mar noturno
impregnado de restos
de um luar oculto
banha, anônimo
o tempo que evapora

(Do Nei Duclós)