quinta-feira, 30 de novembro de 2017

MAR DE SUPERSTIÇÕES


Quem é do mar já ouviu falar de pelo menos uma dessas superstições marinheiras

Todo marinheiro que se preze tem lá suas superstições. Algumas bastante conhecidas pelo grande público, outras só por quem é realmente do mar. Mar Sem Fim fez uma listagem bem humorada para você conhecer alguma delas.

Se você sabe alguma outra superstição envolvendo o universo marinheiro nos conte e nos ajude a aumentar essa lista. Quem é do mar agradece!

Muitas dessas superstições, lendas, mitos, crenças são antigas tradições, heranças da história. Outras nasceram de eventos que navegante algum foi capaz de explicar.
1. Navio seguro é navio batizado…

A tradição de batizar um navio é tão antiga quanto os próprios navios. Sabe-se que egípcios, romanos e gregos já faziam cerimônias a fim de pedir aos deuses proteção para homens que se lançariam ao mar, mas por volta de 1800 os batizados começaram a seguir um certo padrão. Era derramado contra a proa da embarcação uma espécie de “fluido batismal”, que poderia ser geralmente vinho ou champanhe. A tradição que se desenvolveu preconizava que uma mulher deveria fazer as honras e ser nomeada “benfeitora” do navio em questão ao quebrar uma garrafa no casco do barco. Se um navio não fosse corretamente batizado, seria considerado azarado.
2. …uma vez só!

Nunca se deve rebatizar um navio, é azar na certa. Ou seja, batismo bom é batismo feito do jeito certo, com garrafa quebrada e uma única vez.
3. Sexta não!

Jamais partir em uma sexta-feira. Muitos marinheiros recusavam-se a embarcar nesse dia da semana. Não s sabe ao certo a origem dessa lenda mas quase todo capitão se recusa a soltar as amarras em uma sexta-feira.
4. Todos os ratos a bordo

Ratos não são os animais mais desejáveis de se ter por perto, certo? Errado. A última coisa que os marinheiros gostariam é que todos os ratos do navio subitamente fossem embora. Reza a lenda que a debandada de roedores da embarcação é encarada como um mau presságio, alerta de um infortúnio que está por vir.
5. Uma moedinha, por favor

Todos os navios devem ter uma moeda de prata embaixo do mastro. Acredita-se que isso traga boa sorte. As explicações são muitas, mas a tradição parece ter começado com os romanos. Diz-se que a moeda era uma forma de “pedágio” cobrada pelo deus Cáron, incumbido de levar as almas dos mortos em sua barca na travessia do rio Aqueronte. Caso um desastre acontecesse ao navio, a pratinha serviria como o pagamento de todos os marinheiros, que passariam seguramente para o lado de lá.
6. Aquele-que-não-deve-ser-nomeado

A bordo de uma embarcação, há uma palavra proibida. Jamais se deve dizer COELHO a bordo. Acredita-se que o bicho traga muito azar. A explicação vem da experiência, pois o animal tinha o péssimo hábito de roer o casco na época em que as embarcações eram feitas de madeira,e acabaram sendo proibidos de embarcar.
7. Cuidado com o que você deseja

Nunca se deve desejar “boa sorte”a um marinheiro antes de partir. Os marítimos acreditam que dizer “boa sorte” a alguém que esteja dentro de um navio é, contraditoriamente, sinal de azar. Em inglês, costuma-se dizer “break a leg” para alguém que irá navegar – no mar nada acontece como queremos, então se desejarem que você “quebre uma perna” certamente tudo vai correr bem.
8. Assobiar ou não assobiar?

O assobio é um ato relativizado na superstição marinheira, e depende das condições do tempo. Se o navio está passando por uma calmaria, assobiar ajuda a trazer ventos, ou seja, é recomendável. Mas se já está ventando, um assobio desavisado pode convocar uma tempestade, por isso precisa ser evitado.
9. Plantas e flores… em terra firme

Não aceitar plantas e flores a bordo de um navio também é uma das superstições marinheiras. A razão dessa crença vem da lógica – plantas consomem água doce, o bem mais precioso que se tem em uma embarcação.
10. Não se deve mudar o nome do barco ou…

Marinheiros acreditam que não se deve mudar o nome de um barco, caso contrário, isso trará muito azar para as navegações. Porém, há uma saída. Caso o capitão decida dar um novo nome à embarcação, deve fazer uma cerimônia bastante detalhada e cheia de rituais.

Além das superstições existem as lendas do mar. Mar Sem Fim irá reunir as mais famosas em um próximo post no portal, mas se você já sabe de alguma, nos queremos saber!

(Do marsemfim.com.br/)

MALHEIRAS


MANEMÓRIAS


O ARMAZÉM DO POVO 

Era um local de referência para o comércio da Desterro no século XIX, localizava-se na Rua João Pinto.

Sobre o comércio na antiga desterro escreve Virgílio Várzea:

" As principais ruas do comércio do Desterro eram a do Principe (Altamiro Coreia e depois Conselheiro Mafra) no outro lado da praça, a Oeste e a Rua Augusta ( João Pinto, a partir de 1874), no lado Leste.
O movimento e bulucio vai do alvorecer ao meio-dia em afluência continua, sobrelevada duas vezes por semana pela feira doa alemães nacionais, acudindo a cidade com seus gêneros e mercadorias trazidos das colônias e sítios próximos do continente e Ilha.
A tarde o aspecto é mais triste e a noite com a falta de iluminação reina a melancolia, particularmente se o rebojo do vento Sul bate na cidade, embocando furioso nas ruas e uivando em rajadas".

(Visite a FanPage da "Tribuzanas, Tainhas & Rabos de Galo", acessando o Link: https://www.facebook.com/tribuza)

MAREGRAFIAS


Foto Fernando Alexandre

ELETROCUTANDO O MAR

Pesca elétrica pode tornar “oceano num deserto”

Especialistas alertam que 'a técnica é muito eficaz, mas transforma o oceano num deserto.'

A Comissão das Pescas do Parlamento Europeu votou na terça-feira a favor da utilização de pesca elétrica na Europa. A votação ganhou com 23 votos contra 3. A técnica consiste na utilização de descargas elétricas para capturar os peixes, explicou a associação francesa Bloom, que abriu uma petição contra a pesca elétrica na Europa.

A técnica caça os peixes com impulsos elétricos, através da utilização de arrasto de vara, que são redes seguradas por uma estrutura rígida que consegue apanhar peixes. Neste caso a rede é substituída por uma rede elétrica. Para o diretor da associação Bloom, Frédéric Le Manach "a técnica é muito eficaz, mas transforma o oceano num deserto".

Ao reverem o regulamento das medidas técnicas, 23 deputados aprovaram um compromisso político para expandir o número de arrastões na Europa. Esse acordo permite equipar cinco por cento da frota de cada comércio com “técnicas inovadoras, que agora incluem a pesca elétrica”.

A petição contra a pesca elétrica na Europa da Bloom ultrapassou as 84 mil assinaturas antes da votação que resultou a favor da expansão da pesca elétrica.

No Mar do Norte, o limite já foi alterado e passou para os 100 por cento, permitindo aos holandeses equipar a frota com redes de arrasto elétricas.

Frédéric Le Manach explica na página oficial da associação que isto "é um escândalo do ponto de vista ambiental e social", acrescentando que não há justificação para se apoiar "uma posição tão escandalosa a favor de um pequeno número de industriais holandeses".

Na Europa, a pesca elétrica foi proibida em 1998, no âmbito de derrogações concedidas pela Comissão Europeia. Ainda assim, é autorizado a cada Estado-membro cinco por cento de cada frota de arrastões elétricos para uma prática no Mar do Norte.

A Bloom veio apresentar à Comissão das Pescas uma queixa contra a Holanda, explicando que a frota holandesa chegou a equipar 28 por cento dos navios com arrastões elétricos ilegais, ou seja, 84 navios foram munidos com redes elétricas numa frota que tem 304 embarcações, conforme indica o jornal Le Monde. Alguns navios alemães e britânicos também estão a utilizar esta técnica.

A queixa foi apresentada com base nas licenças ilegais e, até à data, referem ainda não terem obtido resposta.

As empresas de pesca industrial dos Países Baixos são as mais poderosas na Europa e têm vindo a tentar mudar os regulamentos de proibição de pesca elétrica, procurando uma maior permissividade.

A associação Bloom quer acabar com "a pesca destrutiva" que tem impactos ambientais.

Problemas ambientais

Para as associações ambientais estas medidas estão a enfraquecer a legislação em vigor. Já o presidente da Comissão das Pescas afirma que estão a regular "rigorosamente a pesca elétrica" sem abrir "qualquer porta para a sua extensão".

Os defensores desta técnica explicam que uma rede de arrasto mais leve consome metade do combustível de uma rede de arrasto tradicional e é menos prejudicial para o fundo do mar.

Ainda não está a ser avaliado o impacto da pesca elétrica para as espécies marinhas. No entanto, segundo a Bloom, "muitos relatórios afirmam que o peixe capturado em redes de arrasto mostra queimaduras, contusões e deformações do esqueleto após a eletrocussão".

Em 2016, o Conselho Internacional para a Exploração do Mar comunicou que deve haver precaução devido a impactos a longo prazo. Alguns cientistas e políticos, indicou o Le Monde, pediram à Europa para proibir uma técnica "ameaçadora para os seres humanos", segundo as palavras utilizadas pela ex-ministra do ambiente francesa Ségolène Royal.

As medidas ainda serão analisadas em sessão plenária do Parlamento Europeu, pois segundo a ex-ministra colocam em causa uma possível "banalização das redes de pesca elétricas" na Europa, indo contra aos objetivos de desenvolvimento sustentável adotados pelas Nações Unidas.


(Do http://beachcam.meo.pt/)


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

DE ILHAS...

Foto Fernando Alexandre
A ilha ninguém achou
porque todas a sabíamos.
Mesmo nos olhos havia
uma clara geografia.

(Jorge de Lima - 1893/1953)

MAR DE OLHARES

Foto Fernando Alexandre

MANEMÓRIAS


Este documentário é parte integrante do livro A Ilha de Santa Catarina no século das grandes navegações, e conta a incrível história do navegador Sebastião Caboto. 
Documentário inspirado no livro Porto dos Patos, do Historiador João Mosimann 
A minha única intenção ao disponibilizar o vídeo no youtube é para que mais pessoas tenham acesso a este conteúdo que estava restrito somente a quem tinha posse do livro.
 Desenvolvido pelo grupo de pesquisadores e mergulhadores do “Projeto Barra Sul”. Documentário cedido gentilmente pelo Projeto Barra Sul e encartado gratuitamente no livro hora lançado. A intenção foi a de produzir um material de consulta e estudo para o público leigo sem perder a profundidade e a análise crítica do processo histórico do período estudado. Um material que viesse a contribuir com o ensino da história de Santa Catarina no século XVI.
 Assim, livro e documentário se complementam na medida em que abordam esse rico período da nossa história de forma inusitada e pouco convencional.

MAR DE TAINHAS


Foto Lucas Correia / Arquivo, BD / Arquivo, BD

 Dados da indústria poderão ajudar a estabelecer cota para a tainha 

Por 
DAGMARA SPAUTZ 

Um Grupo de Trabalho com integrantes dos órgãos ambientais, ONGs e setor produtivo começa nos próximos dias a avaliar a viabilidade de adotar dados do Sistema de Inspeção Federal (SIG SIF), do Ministério da Agricultura, para controle de cotas na pesca da tainha. A formação do grupo foi definida na última semana durante reunião do Comitê Permanente de Gestão da tainha (CPG), em Brasília. A proposta, no entanto, enfrenta resistência do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério Público Federal (MPF), que insistem no cumprimento do plano de gestão atual que tem como objetivo, a curto prazo, a extinção da pesca industrial de tainha. 

A sugestão de utilizar os dados do SIG SIF para o controle da cota de captura foi apresentado pela ONG Oceana. Pesquisadores compararam os dados do sistema com os que foram obtidos pelo Tainhômetro, aplicativo desenvolvido pela entidade que calculou em tempo real a safra da tainha em Santa Catarina, com base em dados fornecidos pelos próprios pescadores. A diferença foi pequena: o SIG SIF apontou um volume apenas 10% menor do que o Tainhômetro _ o que pode ser compreendido como o percentual que foi vendido diretamente ao consumidor, nas praias, por exemplo.

O sistema do Ministério da Agricultura registra a quantidade e o tipo de matéria-prima de origem animal que chega à indústria. O foco de interesse, no caso da tainha, é a ova _ e os números do SIG SIF são capazes de indicar quanto de peixe entrou, de onde veio, e para onde o pescado foi encaminhado depois de terem sido retiradas as ovas. O método é considerado seguro porque o registro é obrigatório nas indústrias, e a falta de documentação rende multas altas, que partem de R$ 50 mil. 

A Oceana aponta que o SIG SIF pode trazer dados confiáveis, que permitirão a suspensão da pesca, através de portaria, quando a cota for alcançada. O sistema do Ministério da Agricultura é similar ao mecanismo de controle de cotas utilizado, por exemplo, nos Estados Unidos.

O objetivo é que, se considerado viável, o mecanismo de controle seja acrescentado a regras como a delimitação de zonas proibidas, que já existem para garantir que a tainha tenha um “corredor” de proteção no mar.

_ O que temos dito é que se usarmos todas as limitações que constam no plano de gestão da tainha, ainda não conseguiremos limitar o total capturado em anos de supersafra. Precisamos implantar um sistema de controle do limite máximo de captura. Sem isso, não seremos capazes de proteger esse estoque _ diz a bióloga Mônica Peres, diretora geral da Oceana no Brasil.

Plano de gestão

A proposta de cotas de captura foi apresentada pela primeira vez no ano passado, mas o Ministério do Meio Ambiente negou-se a discuti-la no Comitê. A ideia foi vista pela indústria e por representantes da pesca artesanal anilhada, que também é alvo do atual plano de gestão, como última esperança. 

O plano de gestão nunca teve consenso entre o setor produtivo e ambiental. Como a definição era uma exigência judicial, entretanto, acabou publicado mesmo sem acordo.

A pesca industrial é um dos principais alvos das medidas protetivas porque têm uma capacidade de captura maior e são consideradas mais agressivas aos cardumes. A previsão era de uma redução de 20% no número de barcos a cada ano, que acabou sendo acelerada com a introdução de novas regras na última safra. Só 10 barcos tiveram autorização para pescar no Sul e no Sudeste do país.

Os últimos levantamentos, no entanto, apontam que apenas 35% do que foi capturado na última safra veio da pesca industrial.

(Por Dagmara Spautz)

terça-feira, 28 de novembro de 2017

A TARTARUGA DOS 7 MARES


Chico Martins, guitarrista, compositor e vocalista da banda Dazaranha, em parceria com Guy Marcovaldi são os autores de "Bichos do Mar", que Lenine mostra neste videoclip gravado para o Projeto Tamar, de preservação das tartarugas marinhas.

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

Na lida - Pântano do Sul
 





MANEMÓRIAS

Documentário sobre a história de Florianópolis. Desde os Carijós até os dias de hoje. Depoimentos de historiadores e reconstituições de época. Produzido pela Zig Filmes.

MAR DE POETA


O MAR

Antes que o sonho (ou o terror) tecesse
Mitologias e cosmogonias,
Antes que o tempo se cunhasse em dias,
O mar, sempre mar, já estava e era.
Quem é o mar? Quem é aquele violento
E antigo ser que rói os pilares
Da terra e é um e muitos mares
E abismo e resplendor e acaso e vento?
Quem o olha o vê pela primeira vez.
Sempre. Com o assombro que as coisas
Elementares deixam, as charmosas
tardes, a lua, ou fogo de uma fogueira.
Quem é o mar, quem sou? Isso saberei
No dia seguinte da minha agonia.

Jorge Luis Borges

(Tradução Rodrigo Garcia Lopes)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

ONDA GIGANTE NO PÂNTANO DO SUL


Onda gigante no Pântano do Sul no dia 19 de novembro de 2009!
Narração exclusiva em legítimo manezês!



MULHERES DO MAR

Foto Fernando Alexandre
Tia Maria
Fotos Andrea Ramos

Zenaide
Osmarina

MAR DE POETA

Foto Marga Cendón
DAQUI NÃO VEJO MAR

Daqui não vejo o mar, mas poderia
se janelas abrissem para o infinito
como o coração em reduto íntimo
e um pé de flores a pender do teto

Cheguei perto do amor, véu invisível
tateei no escuro, não estava pronto
sumiste como seda a deslizar no açude
enquanto vi meu rosto na água impura

Te trouxe pela mão, cego de espírito
a iluminar-me com a presença do gemido
que emites de uma gruta, sólido brilho

Aguardo o sol chegar ao máximo do dia
para ver-te, criatura do sonhar marítimo
daqui posso sentir e isso é toda a vida

(Do Nei Duclós, do ebook VERSO ESPARSO, Edição do Autor, 2014)

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

DAS PIRAMIDES, VIA PEABIRÚ...

O Artefato Secreto da Ilha de Santa Catarina

domingo, 26 de novembro de 2017

ULISSES NA TORMENTA

Tormenta de la Incredulidad

mestre em disfarces, finjo
que vou tocando o barco

mastro em meio à tormenta
sigo mirando os destroços

o casco cada vez mais roto
o mar cada vez mais bravo

(Ademir Assunção, em "A voz do ventríloquo", edições Edith - Prêmio Jabuti de Poesia 2014)

OLHANDO ILHAS,ESPERO...

Foto Sítio dos Tucanos/Divulgação
Ilha Irmã de Fora, vista da Pousada Sítio dos Tucanos - Veja mais no www.pousadasitiodostucanos.com

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

MAR DE DROGAS

Área contaminada, na baía de Santos 
(Foto: Luciana Guimarães/Arquivo Pessoal)

Estudo aponta contaminação por cocaína no mar do litoral de SP

Monitoramento é feito desde 2014. No laboratório, pesquisadores comprovaram que substâncias causaram danos a mexilhões.

Por Mariane Rossi, G1 Santos

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Santa Cecília (Unisanta) apontou altas concentrações de produtos farmacêuticos e de cocaína na Baía de Santos, no litoral de São Paulo. No laboratório, já foram comprovados os danos que as substâncias trazem ao ambiente marinho. Agora, os pesquisadores buscam aprofundar mais esse estudo sobre as concentrações de drogas ilícitas nesse ecossistema e seus reais danos.

A pesquisa foi coordenada por Camilo Seabra Pereira, ecotoxicologista e professor do curso de mestrado em Ecologia da Unisanta. O grupo é também composto pelos pesquisadores Luciane Maranho, Fernando Cortez, Fabio Pusceddu, Aldo Santos, Daniel Ribeiro, Augusto Cesar e Luciana Guimarães.

Em 2014, os pesquisadores iniciaram o monitoramento na baía de Santos e observaram a presença de cocaína e fármacos concentrados em determinadas áreas. Por conta disso, atualmente são feitas coletas da água a cerca de 4,5 km da costa brasileira, justamente na área que sofre uma influência do estuário de Santos e São Vicente, principalmente, do esgoto doméstico das cidades.

Segundo o professor-doutor Camilo Seabra, da Unifesp, tanto a cocaína como as substâncias encontradas na urina estão presente durante todo o ano na água. Eles encontraram a cocaína tanto na forma pura como também metabólica, quando a droga é transformada pelo usuário. Os principais responsáveis pelo aporte das drogas no ambiente marinho são os efluentes domésticos.

“Em todas as estações encontramos tanto a cocaína quanto metabólicos. As maiores concentrações foram no carnaval de 2014. As quantidades de cocaína na água já estão próximas das que causam efeitos em organismo marinhos, que é na ordem de 200 a 2.000 nanogramas por litro, ou seja, para cada 1 litro de água, são 500 nanogramas de cocaína”, explica Seabra.
Experimento em laboratório expondo mexilhões a quantidades de drogas (Foto: Luciana Guimarães/Arquivo Pessoal)

A partir dos primeiros estudos que comprovaram essas substâncias no mar, os pesquisadores começaram a se aprofundar no tema e a estudar quais os efeitos biológicos e o risco ambiental das drogas nos ambientes costeiros. Eles fizeram a coleta e a quantificação da cocaína em laboratório, assim como a avaliação da toxicidade aguda e crônica das drogas em mexilhões.

“A gente fez um experimento com mexilhões conhecidos como perna-perna. Fizemos uma exposição utilizando drogas durante uma semana. Ele apresentou problemas nas células e no DNA. Esses animais tem a capacidade de absorver a substância. A gente usa, em média, de 50 a 100 mariscos. Todos apresentaram problemas”, afirmou o professor.

O estudo é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e o monitoramento e análise das amostras segue até 2018. Os pesquisadores partem do princípio de que a cocaína se torna um contaminante ambiental neste cenário. O local onde as amostras são coletadas fica longe da área de banhistas. A vida marinha, neste caso, é a mais afetada com esses poluentes. Por conta do consumo, os seres-humanos também podem estar em risco.

“Tem uma contaminação ambiental da água. Tem um estudo de sedimento que encontrou essas substâncias também no fundo do mar. Nesses locais, o risco é com a vida marinha. Ali temos peixes, crustáceos, moluscos, animais comestíveis. Esse é o próximo estado do estudo. A partir do verão, vamos começar a estudar os animais, de dezembro a fevereiro. Esses animais estão no defeso. Vamos esperar para começar a fazer o trabalho”, finaliza Seabra.
Mexilhão aberto para retirada de órgãos para análises químicas e bioquímicas. (Foto: Luciana Guimarães/Arquivo Pessoal)

(Do https://g1.globo.com)

MANEMÓRIAS

Foto Ninguemsabe Onome
Morro das Pedras, no tempo em que ainda se discutia o sexo dos mariscos!

sábado, 25 de novembro de 2017

FALANDO COM O AZUL...

Foto Fernando Alexandre


MAR DE RISO



MORTE NO MAR

Foto: Huffington Post


Morte misteriosa a bordo de veleiro: comandante mumificado

Velejadores encontraram um veleiro sem mastro, à deriva. Ao entrarem a bordo uma cena macabra: a morte misteriosa a bordo de um velejador mumificado a bordo! Trata-se de Manfred Fritz Bajorat, 59 anos.

A cabine do veleiro, de 40 pés, já com bastante água, ainda guardava latas de mantimentos, álbuns de fotografia, e roupas. O alemão estava desaparecido desde 2009.

Ainda não se sabe a causa mortis. Especulações sugerem um possível ataque cardíaco. O fato inusitado chamou a atenção da imprensa mundial. O veleiro estava próximo à ilha de Mindanao.


Ao saber do caso, um amigo de Manfred disse que ele era experiente, não navegaria em condições adversas. Na opinião dele, o mastro provavelmente quebrou depois da morte do comandante.

Acredita-se que o corpo foi achado em boas condições em razão dos ventos secos e salgados.
Vídeo do encontro

Eis que vem a novidade. E que novidade! O vídeo feito por um tripulante de um dos barcos que participavam da Clipper Race, regata de volta ao mundo para amadores. É de arrepiar!


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

PLÁSTICO DE CAMARÃO

Casca do camarão é plástico?

Casca do camarão, alternativa aos plásticos derivados de petróleo

Casca do camarão: bioplástico “shrilk” desenvolvido por cientistas de Harvard mostra que a casca, ao invés de ir pro lixo, pode ser alternativa aos plásticos derivados de petróleo – e ainda gera nutrientes para plantas

Um plástico degradável feito a partir de material descartado no lixo. E que pode ser enterrado no solo e servir de alimento para as plantas. Sonho?

Graças a uma equipe de cientistas do Instituto Wyss de Harvard, especializada em bioengenharia, isto já é possível.
Bioplástico feito a partir da casca do camarão

Eles desenvolveram o “shrilk”. Um bioplástico feito a partir da casca do camarão. É tão resistente quanto outros bioplásticos no mercado, e se desfaz no meio ambiente em apenas duas semanas.
Para produzir o shrilk cientistas usaram quitosana

Diferentemente de outros bioplásticos que usam matéria prima vegetal em sua composição, para produzir o shrilk, os cientistas usaram quitosana. Um polissacarídeo super resistente obtido a partir do quinino, substância presente no exoesqueleto do artrópode.
Quitina disponível no mundo provém de cascas de camarão

A maioria da quitina disponível no mundo provém de cascas de camarão descartados. E é jogada fora ou utilizada em fertilizantes, cosméticos, ou suplementos alimentares.

Javier Fernandez, líder do estudo declarou:
Você pode fazer praticamente qualquer forma 3D com impressionante precisão deste tipo de quitosana.

Mesmo depois de descartado, o bioplástico tem suas vantagens:

A equipe até plantou um pé de ervilha em um solo enriquecido com quitosana, que cresceu em três semanas, demonstrando seu potencial para incentivar o crescimento das plantas. Assista:

(Fonte: Exame.com)

NÚ COSTÃO...

Foto sem nenhum crédito
Numa dobra azul do Atlântico!

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

NA PRAIA...

Debussy na praia em Houlgate, em 1911

NOTURNA

Foto Fernando Alexandre

ILHA - VENDE-SE

Propriedade tem 95 mil metros quadrados
Foto: Divulgação 

Ilha está à venda por R$ 5,5 milhões em Governador Celso Ramos

Por

Uma imobiliária de Blumenau está intermediando com exclusividade a venda de uma ilha particular em Governador Celso Ramos. A propriedade, localizada na Praia de Palmas, tem 95 mil metros quadrados e custa a “bagatela” de R$ 5,5 milhões – um preço mais baixo do que algumas coberturas de praias badaladas, como Balneário Camboriú.

Segundo informações da ACRC Imóveis, a ilha fica a 800 metros da orla de Palmas e a 40 minutos de lancha de Jurerê Internacional. Em todo o Estado, existem apenas pouco mais de 20 propriedades particulares desse tipo.

(Do http://dc.clicrbs.com.br/)

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

MAR DE POETA

MAR DE PESCADOR

Foto Fernando Alexandre
 No camarão...

MULHERES DO MAR


As Pescadoras nuas do Japão

por Redacao_Hypeness

No Japão da década de 20, centenas de mulheres mergulhavam nuas em busca de ostras e pérolas. Com um fôlego invejável, elas chegavam a ficar mais de 2 minutos debaixo d’água, inclusive durante o inverno. Chamadas de Amas, essas mulheres foram registradas por Iwase Yoshiyuki em sua Kodak. As fotografias são um dos únicos registros dessa milenar profissão que se extinguiu algumas décadas depois.

Utilizando uma máscara para os olhos e chinelos especiais, mulheres e meninas, também conhecidas como sereias, enfrentavam os mares por toda a costa japonesa. O motivo de fazerem isso nuas? Enquanto que roupas de mergulho não chegaram ao país até 1950, roupas de algodão atrapalhavam o mergulho, além de serem desconfortáveis quando molhadas e demorarem para secar.
Foto Iwase Yoshiyuki

Cada mergulho de 2 minutos em busca de ostras era intercalado com pequenos intervalos de respiro. A maratona era feita até 60 vezes por dia. Tanto esforço, contudo, pagava-se. Em poucas semanas de trabalho, uma Ama conseguia mais dinheiro que um homem comum que trabalhasse por um ano.


Foto Iwase Yoshiyuki
Os homens, aliás, raramente participavam da busca por ostras. Acreditava-se que o corpo da mulher, por conter mais gordura, era mais apropriado para controlar a respiração e as baixas temperaturas.

NO COSTÃO...

Foto Fernando Alexandre
Costão do Pântano do Sul

terça-feira, 21 de novembro de 2017

SUPREMA

 
Foto Andrea Ramos

 um poema
que não se entende
é digno de nota
a dignidade suprema
de um navio
perdendo a rota

(Paulo Leminski Filho – Curitiba,  24 de agosto, 1944 7 de junho 1989)

MAR DE NAVEGANTES

Photograph courtesy Nicola Muirhead (@nicolaanne_photo)

Aleksander “Olek” Doba,67 anos, foi de Portugal a Flórida em seu caiaque ‘OLO’.

A comunidade de New Smyrna Beach, Florida, acolheu o polonês Aleksander “Olek” Doba com uma saudação de tiros, quando ele apareceu no horizonte em seu caiaque amarelo, OLO . Ele já cruzou o Atlântico duas vezes, desta vez na rota entre os pontos mais distantes situados nas margens da Europa e dos Estados Unidos. A saudação sinalizou o fim de sua extraordinária expedição, que resultou em uma primeira conquista histórica.

Acompanhado por 27 canoístas, que formavam a escolta de honra, Doba chegou ao porto, onde uma multidão o esperava com bandeiras e faixas vermelhas e brancas dizendo: Olek você é meu herói; Doba bem-vindo ao New Smyrna Beach.

Foi um momento especial para Doba, e até mesmo simbólico. Beijou a terra seca sob os pés e relaxou na grama, aliviado, sentindo-se satisfeito e feliz. A viagem, com todos os seus eventos dramáticos, havia sido realizada com sucesso.

Confira o vídeo:

(Do https://marsemfim.com.br/)

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

NA PRAIA...

Foto Fernando Alexandre

MAR DE BORGES

Foto Fernando Alexandre

O MAR 
Antes que o sonho (ou o terror) tecesse Mitologias e cosmogonias, 
Antes que o tempo se cunhasse em dias, 
O mar, sempre mar, já estava e era. 
Quem é o mar? 
Quem é aquele violento 
E antigo ser que rói os pilares Da terra e é um e muitos mares 
E abismo e resplendor e acaso e vento? Quem o olha o vê pela primeira vez. Sempre. Com o assombro que as coisas Elementares deixam, as charmosas tardes, a lua, ou fogo de uma fogueira. Quem é o mar, quem sou? Isso saberei No dia seguinte da minha agonia

(Jorge Luis Borges ) 
Tradução de Rodrigo Garcia Lopes

OSTRAS AO NATURAL

Ingredientes

Gelo picado q.b.
Sumo de um limão
24 ostras
1 limão e 1 laranja para decorar

Pique cubos de gelo na picadora necessários para cobrir o fundo de uma travessa.
Para picar o gelo de forma artesanal, utilize o truque do saco plástico: coloque o gelo num saco plástico e bata com um maço de madeira ou outro objecto duro até estar devidamente triturado.
Coloque o gelo picado no fundo de uma travessa.
Lave muito bem as ostras e abra-as com cuidado para não entornar o liquido que têm no interior.
Coloque as ostras abertas em cima do gelo.
Verta 3 gotas de limão no centro de cada ostra.
Sirva enfeitado com gomos de limão e pedacinhos de laranja.