segunda-feira, 31 de julho de 2017

BALEIAS: ÚLTIMA CAÇADA NO BRASIL!

Documentário feito pela Rede Manchete de TV
sobre a caca a baleia no Brasil, nos mares da Paraíba.
Sem data de produção.
 Akio Sato,o artilheiros de baleia, hoje ajuda a preservar a espécie!

OS GOLFINHOS E AS BALEIAS


Nas últimas temporadas de reprodução das baleias francas em Santa Catarina, algumas baleias entram no canal da Barra de Laguna, e logo são escoltadas de volta ao oceano por golfinhos/botos residentes no complexo lagunar
Registros dos fotógrafos Elvis Palma em 2013




Enquanto há vento,
molha-se a vela...
(Dito popular)
Foto Guilherme Ternes - AN

MAR DE TAINHAS

Festa ocorreu na Sociedade Barrense, na Barra da Lagoa
Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Associação pesqueira de Santa Catarina comemora safra de 278 toneladas de tainha

Por

O pescador Zilto Eugênio Pereira, de 68 anos, pesca tainha desde os 15. Começou na praia, com redes de arrasto, e hoje tem uma embarcação pequena. Neste domingo, ele era um dos trabalhadores que comemorava o fim da safra, na festa da Associação dos Pescadores Profissionais Artesanais de Emalhe Costeiro de Santa Catarina (APPAECSC), que foi realizada na Sociedade Barrense, naBarra da Lagoa, em Florianópolis. A opinião de Zilto, compartilhada pela maioria dos pescadores de embarcações pequenas que estava lá, era de que a temporada neste ano foi produtiva, e por isso havia espaço para comemorações. Mas poderia ser ainda melhor.

— Minha embarcação pescou 21 toneladas. Como começamos tarde, só no dia 4 de junho, podemos dizer que foi uma safra boa. Mas se as licenças não tivessem demorado tanto, e não precisássemos ter entrado com liminar para pescar, tenho certeza que teríamos feito uma safra ainda melhor — avaliou o profissional.

As embarcações pesqueiras artesanais estavam autorizadas, neste ano, a sair para pesca a partir de 15 de maio. Mas a demora com a emissão de licenças atrasou ainda mais a saída. A APPAECSC precisou entrar com uma liminar na Justiça para conseguir autorização para a pesca. Segundo o presidente da associação, Ricardo João Rêgo, das 54 embarcações associadas (de todo o Estado), 46 obtiveram a autorização, através de liminar. 

— Então, se avaliarmos e contarmos essa demora, podemos dizer que apesar de todos os problemas, ainda tivemos uma safra satisfatória. Até este domingo, as 46 embarcações contabilizaram 278 toneladas de tainha — afirmou o presidente.
O presidente da APPAECSC, Ricardo João RêgoFoto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Segundo o secretário da associação e pescador artesanal, Diogo Laureano, no início de maio, três cardumes grandes de tainha passaram pela região de Florianópolis.

— Quando conseguimos sair para o mar, pegamos apenas o final do último cardume. Se tivéssemos conseguido autorização para sair antes, a safra seria muito melhor. Sem dúvida alguma. Mas a falta do frio também atrapalhou. Esperamos que para o ano que vem não tenhamos tantos problemas — avaliou o pescador.

União entre pescadores

Um grande prejudicado com o atraso nas licenças foi o presidente da associação dos pescadores de Garopaba, Valmir Agostinho do Nascimento, de 69 anos. Sem licença para sair para a pesca no dia 15 de maio, ele precisou esperar o resultado da liminar. Mas foi tarde demais. No dia 21 de maio, uma tempestade fez sua embarcação virar.

— Os cardumes estavam passando, e a gente ali nervoso sem poder fazer nada. Muitos me diziam que era para eu ir e não esperar a liminar. Mas quis fazer o certo. Aí veio a tempestade e destruiu minha safra. Se eu pudesse ter saído dia 15, como o previsto, talvez eu pudesse ter pego algum bom lanço logo nos primeiros dias. Calculo que meu prejuízo foi de cerca de R$ 200 mil — lamentou o pescador.

E mesmo assim, Valmir esteve na festa neste domingo, para se encontrar com os demais amigos pescadores e, claro, comemorar comendo aquela tainha assada com pirão. Porque o desejo é que o ano que vem seja melhor e menos burocrático.

— A gente faz isso desde que nasceu. A tainha é a safra mais esperada do ano. Você pode ver: durante o resto do ano, o barco está de um jeito. Mas para a temporada da tainha, a gente reforma, pinta, limpa. Pescamos anchova, corvina. Mas nada é como a tainha. Ela é responsável por cerca de 50% do nosso lucro, mas é também uma coisa de coração — complementou o pescador Zilto.


domingo, 30 de julho de 2017

MAR-CAIS

Resultado de imagem para Bambuzal na praia
Céu azul
Sol e mar
Espreitam o bambu
(Fernando Alexandre)

PANTUSULI DO GERALDO CUNHA


MAR DE BALEIAS

Tela de Leandro Joaquim - cerca de 1875 - Museu Histórico Nacional

MAR PORTUGUÊS


Dois terços do mundo descobertos pelos portugueses

Sabia que dois terços do mundo foram descobertos pelos portugueses? Provavelmente não sabe. Mas é verdade. Foram os primeiros a chegar. Investigaram. Experimentaram. Desbravaram. Deixando o testemunho da sua presença. Trouxeram novas de sítios que se julgavam inalcançáveis.

 Em menos de 100 anos mudaram o mundo. A esse Mundo deram novos Mundos. Materializaram o sonho e modificaram a noção de distância. Fizeram crescer o comércio e o conhecimento científico. Anteciparam a História. Ajudaram ao nascimento de novos países. Foram os primeiros cidadãos do Mundo. E se mais Mundo houvesse lá teriam chegado. 1434 - Cabo Bojador 1471 - Equador 1488 - Cabo da Boa Esperança 1498 - Índia 1500 - Brasil 1513 - China 1522 - Austrália 1542 - Califórnia 1543 - Japão 1550 - Nova Zelândia 

CAMARÃO DA MESA PORTUGUESA


Camarão salteado

Ingredientes

500 gr de camarão de tamanho médio
6 dentes de alho
Sumo de um limão
1 malagueta grande
Sal q.b
Azeite q.b.
Pimenta q.b.
Mangericão q.b.

Preparação

Descasque os camarões crus e reserve.
Coloque azeite no fundo de uma frigideira e junte os dentes de alho às rodelas e a malagueta. Leve ao lume e deixe alourar o alho. Junte os camarões e tempere com sal e pimenta. Quando os camarões estiverem quase prontos adicione algumas folhas de mangericão e o sumo de limão. Sirva de imediato acompanhado de pão torrado com manteiga de alho.

TAMBA KI

Mistérios envolvem a origem dos sambaquis
Morros de conchas foram construídos por povo que viveu entre 7 mil e mil anos atrás

Pollianna Milan 

O nome

"Conheça a origem e o significado da palavra sambaqui
Etimologia
A palavra sambaqui é formada por dois elementos da língua tupi: “tamba”, que quer dizer moluscos, e “ki” que significa amontado ou depósito.
O que é
Os sambaquis são empilhamentos de materiais orgânicos constituídos basicamente de conchas de moluscos e carapaças de crustáceos – foram formados ao longo de vários séculos por 
povos que habitaram, sobretudo, o litoral do Atlântico.
Fonte: Museu Histórico Nacional
Mistérios envolvem a origem dos sambaquis
Sambaqui de Figueirinha, em Jaguaruna, litoral sul-catarinense

istérios envolvem a origem dos sambaquis

Sambaqui de Figueirinha, em Jaguaruna, litoral sul-catarinense

Muitos mistérios cercam a origem e os costumes do povo sambaquieiro. O assunto ainda não faz parte das aulas de História do Brasil nas escolas: continua restrito ao campo de Ciências como a Arqueologia e a Antropologia, porque existem aspectos importantes que precisam ser respondidos. Sabe-se que essa população foi responsável por construir os sambaquis no litoral brasileiro. Eles viveram entre 7 mil e mil anos atrás, sobreviveram da caça e da pesca e levaram uma vida semelhante à dos índios. Não está comprovado, entretanto, como eles vieram parar no país e como foram extintos.

Outro ponto importante que os pesquisadores tentam responder é a finalidade dos morros que foram construídos com restos – principalmente de conchas – denominados sambaquis. “As primeiras instituições que começaram a trabalhar com o tema surgiram nos anos 50. Mas acredito que dentro de uma década estas dúvidas poderão ser respondidas e, depois, amplamente estudadas”, afirma o antropólogo Levy Figuti, professor da Universidade de São Paulo, do Setor do Museu de Arqueologia e Etnologia.

Acredita-se que os sambaquis eram usados como uma espécie de cemitério. Durante as escavações, pesquisadores encontraram diversos tipos de ossadas – de crianças e adultos – às vezes muito próximas umas das outras. O curioso é notar ainda a forma como estes ossos estavam dispostos. “Não havia uma preocupação no modo com que esse indivíduo seria enterrado, isto é, não existia homogeneidade”, conta a doutora em Arqueologia Rhoneds Perez, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Um homem era sepultado dobrado, como se estivesse na posição fetal. Outro era deitado de lado, ou de barriga para baixo ou ainda de ponta-cabeça. Há enterros coletivos em que aparecem homens, mulheres e crianças, todos juntos.”

A arqueóloga conta que foram encontradas ossadas com vestígios de ocre, o que pode significar que logo após a morte os sambaquieiros tinham o costume de pintar o corpo, como se isso fizesse parte de um ritual fúnebre. Aparecem também colares feitos com contas – estas eram vértebras de peixes e tubarões distribuídas lado a lado. “Em alguns casos, próximo ao corpo, foram encontrados instrumentos e vestígios de alimentação”, diz Rhodnes. “O que pode significar que no mesmo local os sambaquieiros moravam, comiam, confeccionavam suas ferramentas e enterravam os mortos.”

Grande parte dos sambaquis pesquisados tem vestígios de funerais, mas os antropólogos também encontraram outras características interessantes. É possível que este povo tenha usado os montes de conchas para morar: em cima deles, os sambaquieiros poderiam montar barracas de lonas. Há resquícios ainda de fogo, o que pode comprovar que eles faziam fogueiras nos sambaquis. “Foram encontrados restos de macacos e de outros mamíferos, por isso não é errado dizer que este povo vivia não só da pesca, mas da caça também”, explica Rhoneds.

Sudeste e Sul

Existem sambaquis na costa litorânea a partir do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul, por isso há ainda a possibilidade de haver variações no estilo de vida deste povo a partir da região em que viveram. Como eles existiram entre 7 mil e mil anos atrás, o aspecto tempo também deve ser considerado, porque pode ter alterado determinadas características de um período para o outro. Os sambaquis variam de tamanho: alguns têm menos de um metro de altura e outros são enormes, como o de Garopaba (SC), que tem 35 metros de altura, 700 metros de comprimento e 500 de largura. “Estima-se que os sambaquieiros demoram mais de 2 mil anos para fazer um sambaqui tão alto assim”, afirma Figuti.

Em Santa Catarina eles são mais visíveis porque estão mais conservados e não foram cobertos pela restinga. Há lugares, entretanto, em que a visualização se torna difícil porque a floresta e o mangue os encobriram.

Provavelmente os sambaquieiros levavam uma vida semelhante a dos índios. Eles conseguiam fazer ferramentas muito sofisticadas, eram bons pescadores e deveriam ter algum tipo de embarcação, como canoas. “Apesar da aparente falta de sofisticação tecnológica, existe uma apuração estética forte”, comenta Figuti. “Os objetos que eles produziam eram bonitos. Diria que eram artesãos especializados.”

Uma das hipóteses para a existência deste povo no Brasil é de que estes homens chegaram às Américas, entraram pelos Andes e foram para o Sul, na direção da cidade de São Paulo – depois eles teriam se espalhado. Outros acreditam que eles entraram na América do Sul e passaram pelo Equador para chegar ao Brasil. Há ainda hipóteses de que eles teriam chegado direto ao litoral do país ou de que todas as teorias juntas poderiam ser aplicadas.

Já sobre a extinção, alguns pesquisadores defendem que eles foram encontrados pelos índios tupi-guaranis e exterminados em um confronto. Outros acreditam que ambos viveram em harmonia, o que teria gerado uma miscigenação que acabou terminando com a própria cultura dos sambaquieiros. É possível ainda que tenha acontecido o esgotamento da fonte de subsistência (os mariscos) deste povo, devido à coleta predatória e excessiva para alimentar toda a população.

(Da http://www.gazetadopovo.com.br/)

sábado, 29 de julho de 2017

JACK O MARUJO

Foto Fernando Alexandre
- Qual é o limite do mar? perguntou o garoto. A África, ou o horizonte?
- O nosso olhar, disse Jack o Marujo.










"ELES SÃO MAIS FELIZES QUE OS EUROPEUS"


Mapa e relevo da Ilha de Santa Catarina produzido por M. Frézier em 1712
 Em fins de 1711 partiram de Saint Malo, França, os navios "Saint Joseph" de 36 canhões, 350 t. de deslocamento e 135 homens de guarnição, comandado pelo Capitão Duchênne Battas e "Marie" de 120 t. sob o comando do Capitão Jardais Damel. Em 30 de março de 1712 eles chegaram a Ilha de Santa Catarina.

O engenheiro militar francês Amadée M. Frézier fazia parte desta expedição e fez um estudo detalhado da "Meimbipe" dos Cariós -  já chamada de ilha de Santa Catarina - e de seus habitantes.


Abaixo, alguns trechos de seu relato que inicia  na página 16 de seu diário de bordo:

"Na terça-feira 30 de março (1712), como estivéssemos perto da terra, sondamos às 6 horas da tarde e encontramos 90 braças d'água fundo de areia, vasa e concha (...)
(...) continuamos a prumar de distância em distância, diminuindo o fundo de maneira uniforme, até 6 braças de fundo vasa cinzenta, onde fundeamos entre a Ilha de Santa Catarina e a terra firme (...)
Na manhã do dia 1o. de abril, o capitão destacou a nossa lancha e a da "Marie", com uma guarnição armada, para ir a procura de um sítio apropriado para fazer aguada e às habitações dos portuguêses, a fim de conseguir alguns refrescos(...)

Costeamos muitas e belas enseadas da ilha, ate que, detidos pela escuridão da noite fomos obrigados a pôr-nos em terra: o acaso nos levou a uma pequena enseada onde encontramos água e um pouco de peixe que muito a propósito pescamos e que um grande apetite o condimentou admiravelmente; passamos a noite vigiando os tigres que povoam as florestas cujas pegadas recentes acabáramos de ver sobre a areia; ao romper do dia avançamos ainda uma meia légua para verificar se não havia algum navio fundeado em Arazatiba
(Ilha de Araçatuba - Naufragados), o que não foi visto ( ...)
Os portuguêses que nos haviam visto passar com a bandeira inglesa no escaler (...) vieram em suas pirogas para nos oferecer refrescos; recebemos suas ofertas e em troca demos-lhes aguardente, licor que muito apreciam, ainda que ordinariamente costumem só beber água (...)

(...) A Ilha de Santa Catarina (...) é uma floresta contínua de árvores verdes o ano inteiro, não se encontrando nela outros sítios praticáveis a não ser os desbravados em torno das habitações (...) 12 ou 15 sítios dispersos aqui e acolá à beira mar nas pequenas enseadas fronteiras à terra firme; os moradores (...) são portugueses, uma parte de europeus fugitivos e alguns negros; vê-se também índios, alguns servindo voluntariamente aos portugueses, outros que são aprisionados de guerra (...)

Encontram-se eles em tão grande carência de todas as comodidades da vida que, em troca dos víveres (...) não aceitavam dinheiro, dando mais importância a um pedaço de pano ou fazenda para se cobrir (...) satisfazem-se com uma camisa e um par de calças; os mais distintos usam um paletó de côr e um chapéu; quase ninguem usa meia e sapatos; quando entram no mato utilizam-se da pele da perna de um tigre como perneira.
Não são mais exigentes com a alimentação do que com o vestuário; um pouco de milho, batatas, alguns frutos, peixe e caça, quase sempre o macaco, os satisfaz.

Essa gente, a primeira vista, parece miserável, mas eles são efetivamente mais felizes que os européus, ignorando as curiosidades e as comodidades supérfluas que na Europa se adquirem com tanto trabalho (...)"

Frézier: estudo minucioso da ilha e seu povo


Amedée Françoise Frézier, este famoso engenheiro militar francês nasceu em 1682 e morreu em 1773 com 91 anos. Foi contratado para construir fortes nas possessões espanholas na América do Sul, para defesa contra ingleses e holandeses. Serviu-se dessa viagem para inspecionar vários portos do continente, coletando outras informações científicas. Em sua viagem para o Pacífico, Frézier aportou na Ilha de Santa Catarina (1712), onde encontrou uma população bastante chocada pelo então recente ataque de Dugay-Trouin, no Rio de Janeiro. Tão logo eles avistaram o navio francês, toda a população fugiu para o interior. Contudo, acalmado o excitamento e a situação esclarecida, Frézier foi muito bem recebido pelo Governador Manoel Manso de Avellar, a quem se refere como Emanuel Mansa. Fez um estudo para um mapa da ilha e descreveu o estado primitivo em que viviam os 147 brancos ali. Em sua viagem de retorno do Pacífico, Frézier aportou também na Bahia (1714).

(Textos extraidos de "Ilha de Santa Catarina - Relato de viajantes estrangeiros nos Séculos XVIII e XIX" - Editora da UFSC e Editora Lunardelli - Terceira Edição - 1990)

ESQUENTANDO O SOLI!

Foto Fernando Alexandre

MARISCOS GRATINADOS




Ingredientes:
• 2 dúzias (aproximadamente 1 kg) de mariscos em concha, bem lavadas 
• 300 g de manteiga 
• 4 dentes de alho picado bem picados 
• Salsinha picada 
• 1 colhar cheia de farinha de rosca 
• 1/2 cálice de conhaque 
• Sal e pimenta-do-reino a gosto 
• Sal grosso (1 a 2 kg, para forrar a forma) 

• PREPARE OS MARISCOS ASSIM: 
• Em uma panela grande, coloque aproximadamente um dedo de água e leve ao fogo forte; 
• Quando estiver bem quente, coloque os mariscos crus e tampe a panela, deixando cozinhar no vapor por 3 a 4 minutos (os mariscos estarão cozidos quando as conchas estiverem abertas); 
• Retire a carne dos mariscos e depois lave as conchas com água corrente, pois serão usadas na montagem do prato. 

• • PREPARE A MASSA PARA GRATINAR ASSIM: 
• Misture bem os ingredientes e vá apurando o gosto de sal e pimenta; •Acrescente o conhaque e continue mexendo até ficar uma massa uniforme; 
• Pré-aqueça o forno a 250 graus; 
• Enquanto isso, pegue uma forma e forre o fundo com uma boa camada de sal grosso, formando um leito que irá acomodar as conchas; 
• Recoloque um ou dois mariscos sobre as conchas e cubra tudo com uma camada generosa da massa de manteiga; 
• Passe um pouco de farinha de rosca sobre as conchas e acomode-as sobre o leito de sal grosso; 
• Leve ao forno para gratinar por 10 minutos, aproximadamente; 
 • Sirva ainda quentes.

MAR DE HASSIS


Hiedy Hassis - (1958 / 2001)

CAÇANDO BALEIAS NOS AÇORES

"Quando o Mar Galgou a Terra" , longa-metragem português de Henrique Campos, rodado em 1954 no arquipélago dos Açores, na ilha de São Miguel, e baseado na obra de mesmo nome de Armando Cortes Rodrigues, mostra cenas documentais da caça à baleia no arquipélago. Uma raridade que na época foi um grande sucesso popular.

FUNERAL VIKING


Encontrado barco funerário viking


Arqueólogos britânicos descobriram os vestígios de um barco funerário viking nas terras altas escocesas, que, afirmam, é um dos mais importantes já encontrados no Reino Unido.

O barco usado como túmulo, com cinco metros de comprimento, continha os restos de um guerreiro de alto escalão que foi enterrado com um machado, uma espada, uma lança, um escudo e um broche de alfinete na jazida de Ardnamurchan, de mais de mil anos de antiguidade, segundo a Universidade de Manchester, uma das instituições que participam das escavações.
Barco viking com cinco metros de comprimento foi usado como túmulo para viking de alto escalão, mostram restos

Também foram encontrados no túmulo, que utilizou em sua construção 200 rebites britânicos, uma faca, o que poderia ser a ponta de um chifre de bronze utilizado para beber, uma pedra para amolar norueguesa, cerâmica viking e diversas peças de ferro que não foram identificadas.

A codiretora do projeto, Hannah Cobb, professora de Arqueologia da Universidade, qualificou a descoberta de "apaixonante".

"Um barco funerário viking é uma descoberta incrível, mas, além disso, os artefatos e o estado de conservação fazem dele um dos túmulos nórdicos mais importantes já escavados no Reino Unido", acrescentou Cobb, que trabalhou durante seis anos com especialistas da Universidade de Leicester e outros arqueólogos escoceses.

Os vikings, como são conhecidos os povos germânicos navegantes e guerreiros procedentes da Escandinávia que se lançaram à conquista da Europa entre o fim do século 8º e meados do 11, utilizavam os barcos como túmulos para enterrar personalidades da época com suas posses.

Especialistas em vikings da Universidade de Glasgow acreditam que o barco possa datar do século 10º.

(Da agênciaFrance Presse)

sexta-feira, 28 de julho de 2017

EMBARGADA!

.
Decisão do juiz federal pede urgência e se necessário comunicação às polícias - Reprodução/ND

Justiça Federal embarga obras no Pântano do Sul, em Florianópolis

Decisão do juiz Marcelo Krás Borges afirma que construções em ritmo acelerado não eram de conhecimento dos órgãos federais

Do FÁBIO BISPO

A Justiça Federal determinou ao Ibama e ao ICMBio o embargo imediato de todas as obras que estejam sendo realizadas na Zona Costeira da Praia do Pântano do Sul, Ilha de Santa Catarina, sem licenças daqueles órgãos. A decisão é desta quinta (27/07), do juiz Marcelo Krás Borges, da 6ª Vara Federal de Florianópolis (Vara Ambiental) que e atendeu pedido do MPF (Ministério Público

“Os vídeos apresentados pelo MPF demonstram a existência de obras em ritmo acelerado na região, sem as respectivas licenças do IBAMA e/ou ICMbio, o que pode gerar, em poucos dias, degradação ao meio ambiente de forma irreversível”, afirma despacho de Krás Borges.

Na ação civil pública contra a União, o Município, a Floram e os próprios Ibama e ICMBio, o MPF pede identificação, delimitação e caracterização jurídica e técnica – patrimonial, ambiental e cultural – de todas as intervenções em bens da União situados naquela região.

A Zona Costeira da Praia do Pântano do Sul compreende as praias do Pântano do Sul, Açores, Solidão e Saquinho, entre o limite norte da Ponta do Marisco e o limite sul da Ponta do Pasto.

A liminar terá vigência “no mínimo até que os réus prestem informações nesta ação, com o objetivo de assegurar o resultado útil do processo”, afirmou o juiz.

(Do https://ndonline.com.br)

AZUL MARINHO NA MESA


COZINHA CAIÇARA

Azul Marinho (Peixe Com Banana Verde)

Ingredientes

1 1/2kg de peixe em postas (garoupa, sargo, pampo e etc)
8 bananas bem verdes (Nanica ou Sao Tome)
3 dentes de alho
2 tomates
1 cebola grande
Coentro miudo
Salsinha
Cebolinha
Sal
Oleo
Farinha de mandioca
Pimenta de cheiro

Como fazer

Passe sal no peixe e deixe - o em separado por 1 hora.
Descasque as bananas e deixe - as de molho em agua fria.
Depois, em uma panela media, doure a cebola e o alho no oleo quente.
Junte o tomate cortado em pedacinhos e de uma refogada.
Coloque as bananas, acrescente agua, e um pouquinho de sal.
Tampe a panela e deixe cozinhando.
Quando as bananas estiverem macias, junte o peixe, a pimenta de cheiro, e agua ate cobrir tudo.
Tampe e deixe cozinhar por aproximadamente 10 a 15 minutos.
Se necessario, acrescente sal a seu gosto.
Junte, entao, a salsinha, a cebolinha e o coentro picados.
Deixe cozinhar por mais 2 ou 3 minutos.
Em seguida, retire o peixe e um pouco de caldo e coloque - os em uma travessa para ser servido, juntamente com 4 das bananas inteiras cozidas.
Preparo Pirao: Coloque as 4 bananas restantes na panela e amasse - as numa travessa.
Em seguida, junte - as novamente ao caldo e va adicionando farinha de mandioca aos pouquinhos, mexendo sempre para nao encaroçar.
Sirva tudo com arroz branco.
Rendimento: 5 porçoes.

MAR DE POETA

Resultado de imagem para peixe voador

pássaro

peixe fora d'água
precisei de asas
e nadei no ar

(Da líria porto)

PANTUSÚLI DO GERALDO CUNHA

Foto Geraldo Cunha
Pantusuli!

MAR DO ELIAS ANDRADE


QUASE NOTURNA...

Foto Fernando Alexandre
Noite sendo...

TRABALHO EM GRUPO

Foto Robert Pitman/BBC
Um pesquisador americano registrou o momento em que um grupo de orcas põe em prática uma estratégia coletiva para capturar uma foca na Antártida. O cientista marinho Robert Pitman, do Administração Oceânica e Atmosférica Nacional na Califórnia, Estados Unidos, trabalhava como consultor para uma equipe da BBC quando a cena aconteceu.
Nas imagens, as três baleias criam uma onda sobre o bloco de gelo onde está a foca, fazendo com que ela se desequilibre e caia no mar.

"Há três tipos diferentes de orcas na Antártida, mas este tipo é especialista em focas", disse o cientista à BBC Brasil.
Segundo a pesquisa, as baleias trabalham sempre em conjunto no momento da caça e a estratégia da onda funciona três de cada quatro vezes em que é utilizada.

"Elas formam famílias e fazem tudo cooperativamente. Vimos grupos de até 15 baleias", diz.

De acordo com Pitman e Durham, as baleias também dividem a tarefa de retirar a pele e dissecar as focas capturadas.
Os mamíferos, que chegam a ter 9,5 metros de comprimento e pesar cerca de 6 toneladas, são considerados animais inteligentes e sociais.
As orcas observadas pelos pesquisadores também escolhem de maneira muito especifica as focas que irão capturar.

"Elas preferem as focas-de-weddell e não procuram nenhuma das outras espécies. Ainda não sabemos o porquê", disse Pitman.

Para o cientista, a rapidez e inteligência das baleias faz com que suas táticas de caça sejam altamente eficientes.
"As focas só escapavam quando as baleias percebiam que elas eram de outra espécie (que não as focas-de-weddell). Nesse caso, as orcas iam embora e as deixavam no mar", afirma.

"Vimos algumas focas conseguirem escapar na confusão, logo após caírem do bloco de gelo, mas eram a minoria."

(Da BBC Brasil - www.bbcbrasil.com.br )

MAR DE PESCADOR

Foto Fernando Alexandre
Pescadores de Florianópolis poderão participar de curso de formação

O objetivo é fazer com que os pescadores profissionais obtenham a Caderneta de Inscrição e Registro


REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS 

Pescadores profissionais de Florianópolis poderão concorrer a uma das 280 vagas de formação para obter a CIR (Caderneta de Inscrição e Registro). A oferta das oportunidades foi possível a partir de um Termo de Cooperação entre a Capitania dos Portos e a Prefeitura de Florianópolis, assinado nesta terça-feira (25). 

A legislação determina que os profissionais que atuam nas embarcações pesqueiras precisam ser habilitados pela Marinha do Brasil. O curso será promovido pela Capitania dos Portos e foi elaborado para capacitar os pescadores para exercer a atividade profissional conforme o previsto pelas normas da Autoridade Marítima. Igeof será o responsável por identificar e cadastrar os pescadores de Florianópolis. Os interessados em participar devem ir até o Mercado Público, no Espaço Inclusivo (box 77), de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. 

Segundo o vice-prefeito, João Batista Nunes, a participação da Prefeitura vai permitir que mais pescadores tenham acesso ao curso. “Serão 360 vagas neste ano e a participação do município garante 80% desse total”, destaca. Até julho, 80 pescadores se formaram e a parceria com a prefeitura e o Senar SC vai possibilitar essa ampliação. Para o Capitão de Mar e Guerra, Emerson Roberto, os profissionais que atuam no mar (pescadores e maricultores) precisam se conscientizar da importância da instrução para atuar, até mesmo para segurança própria.

(Do https://ndonline.com.br/)

quinta-feira, 27 de julho de 2017

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

NAVEGAR - AÍNDA - É PRECISO!

MAR-CAIS


Imagem sakuranewsonline.blogspot.com/
mar azul
borboleta voa
amarela atoa

(Fernando Alexandre)
primavera 92

NA PRAIA...


No início dos anos 40 do século passado Albert Einstein esteve na Ilha de Santa Catarina. Foi sentado numa pedra na Praia do Saquinho que ele chegou à relativa conclusão que "uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa."

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

NA PENÍNSULA DE VALDÉS

Foto Manuel Brunet

Área de reprodução da Baleia Franca austral e de outros mamíferos como os leões, elefantes marinhos e focas, a Península Valdés, na Patagônia Argentina, é um território selvagem e isolado. Com uma área de aproximadamente 4mil km2 de falésias, praias, golfos e enseadas conserva um dos ecossistemas mais peculiares do planeta, sendo patrimonio mundial desde 1999. Uma boa parte das baleias francas que visitam o litoral de Santa Catarina nesta época do ano, são provenientes de lá, da Patagônia Argentina.


Se o galo, na madrugada
Canta longo e sonoroso
Vem muito clara a manhã
E um dia de sol radioso
(Quadra popular registrada por A. Seixas Neto no séc. passado)

MAR DE ORLANDO AZEVEDO


Pedras que te quero
Floripa

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

BALEIAS - A CAÇA

Imagem sem crédito

A caça de cetáceos no periodo pré-histórico se limitava às regiões costeiras (baías, estuários) e geralmente era de pequena dimensão. Utilizavam lanças, flechas e dispositivos semelhantes a partir da costa ou de pequenas embarcações. 

A caça era muitas vezes oportunista, misturando-se com a atividade coletora, aproveitando os animais que eram levados pelo mar à costa ou que encalhavam ou ficavam aprisionados em águas pouco profundas ou zonas rodeadas por gelo. Continua a ser praticada em escala muito reduzida pelos povos da bacia do Ártico, na zona polar do hemisfério norte.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

NAVEGANTES...

Foto Andrea Ramos
Mesmo nesse fim de mar
qualquer ilha se encontrava,
mesmo sem mar e sem fim,
mesmo sem terra e sem mim.

Mesmo sem naus e sem rumos,
mesmo sem vagas e areias
há sempre um copo de mar
para um homem navegar.

( Fragmento de poema de Jorge de Lima - União dos Palmares /AL - 1893 - Rio de Janeiro -1953)

TARDE INDO, NOITE SENDO...

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul no inverão desta semana!

A LENDA DAS 300 MIL TAINHAS

Seu Orlando ouvia a história quando era criança Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

Pescadores contam história de lanço de 300 mil tainhas cem anos atrás no norte da Ilha
Relato que teria ocorrido na Lagoinha atravessou gerações e teria começado com uma "praga" de bruxa. Duvida?

Caroline Stinghen
caroline.stinghen@horasc.com.br

Quem é morador antigo da Lagoinha, em Florianópolis, com certeza já ouviu um causo que passou de pai para filho, para neto e agora para bisneto. Uma história de fartura, que acabou em nada. Há cerca de 100 anos, lá pelos idos de 1915, acreditam os pescadores do rancho da Lagoinha, uma lanço de 300 mil tainhas abrilhantou a praia. A triste ironia é que, para aquela época, era muito peixe para pouca gente.

A mesma história é contada por vários pescadores, mas ela é mais fresquinha na mente do aposentado e ex-pescador Orlando Maximiliano da Silva, de 86 anos, que até hoje mora ao lado do rancho da Lagoinha, próximo à praia.

— Eu ainda não era nascido, mas meu pai contava que um dia uma mulher apareceu aqui na Lagoinha pedindo uma tainha. E ninguém quis dar para ela o peixe. Então ela jogou uma praga: disse que ia dar tanta tainha que eles não saberiam o que fazer com elas — contou o aposentado.

Ninguém sabe ao certo que ano que isso ocorreu, e nem o dia do lanço, mas as prateadas apareceram, cumprindo a profecia. No dia, conta Orlando, os pescadores estavam carneando um boi — já que a safra da tainha estava ruim — para alimentar a comunidade, quando o vigia começou a apitar.

— Todos saíram correndo, deixando o boi morto para trás. Pegaram as canoas e entraram no mar. Eles tinham redes muito pequenas, mas nem precisava. Meu pai dizia que as tainhas estavam vindo sozinhas em direção à praia — continuou o aposentado.

O avô de Nézio também contava a históriaFoto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

Já o pescador Nézio ouviu de seu avô que os peixes eram tantos que pulavam sozinhos no costão, e que eles podiam recolher as tainhas de balaio, em terra firme.

— Foram 300 mil tainhas contadas, dizia o meu pai. O problema é que não tinha o que fazer com elas. Não tinha estrada, não tinha energia elétrica. Apenas um homem que tinha uma embarcação conseguiu levar uma parte para vender na Armação. Mas mesmo assim, sobrou muito. Arrancaram as ovas das tainhas e enterraram todas elas na praia — relembra Orlando.

Nézio também conta que o cheiro ruim de peixe morto, como lhe contara seu avô, durou muitos dias na praia. E que, por muito tempo, o óleo dos peixes se soltava na areia.

A mulher que jogou a praga — muitos acreditam que se tratava de uma bruxa — nunca mais foi vista pela região. E o boi que estava sendo carneado, quando os pescadores voltaram, já não estava mais lá. Alguém levou.

Foto Cristiano Estrela / Agencia RBS

Desde então, nunca mais houve um lanço tão grande na região. O próximo recorde veio somente em 2011, quando as 33 mil tainhas foram cercadas já pela equipe de Nézio.

— Meu pai sempre contou que os lanços da época dele não eram muito grandes. Tanto que eles dividiam a tainha entre eles em postas, e nunca com peixe inteiro — relatou o trabalhador.

— Eu gostaria muito de ver um lanço de 300 mil tainhas ainda. Queria muito que isso ocorresse de novo. Mas acho que daí não seria mais necessário enterrá-las. O máximo que ia acontecer é tainha de graça e na mesa de todo mundo — brincou ainda o aposentado Orlando. 

(Do http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/)