sexta-feira, 30 de junho de 2017

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul


MAR-CAIS



Foto Fernando Alexandre

Me vendo de costas,
assim...
sou o outro indo embora,
de mim...
(Fernando Alexandre)

LÁ NO FUNDO...

Foto: National Geographic

Sailfish, predador sofisticado

O sailfish, ou peixe- vela, é uma espécie natural das regiões tropicais e sub-tropicais do Atlântico, Pacífico, e Índico. Em distâncias curtas ele é um campeão, pode atingir até 119 KM/h. Seu corpo afilado é perfeito em termos de hidrodinâmica e, além de poderosa nadadeira caudal, há a dorsal, em forma de vela, daí o nome do peixe, para ajuda-lo a alcançar velocidades inimagináveis.

O Sailfish e a pesca esportiva

Ele já foi considerado uma das espécies mais nobres da pesca esportiva, tendo estrelas mundiais como experts na prática. Ernest Hemingway foi um dos mais conhecidos. Em retribuição, escreveu um de seus mais belos livros: O Velho e o Mar, publicado em 1952. 
O enredo virou filme e peça de teatro. Com sua publicação Hemingway ganhou o prêmio Pulitzer, no mesmo ano, e se credenciou ao Nobel, que ganharia dois anos depois. Com carreiras arrasadoras, muita força e resistência, o sailfish não se entrega com facilidade, exigindo muita perícia do pescador esportivo.

Foto: wikipedia
Mas a espécie esta sofrendo com a sobrepesa, e até mesmo a pesca esportiva. No passado era comum achar exemplares com mais de cem quilos, hoje, quando se fisga um de 40 kg, já é considerado uma presa excelente, o que demonstra a diminuição dos tamanhos da espécie. No Brasil até abaixo-assinados foram feitos na expectativa de se proibir este tipo de pesca.

(Do www.marsemfim.com.br/)

CAMARÃO NA MESA


Camarões fritos com cerveja

Ingredientes:
1,5 Kg de camarões descongelados ou frescos
75g de margarina
4 colheres de sopa de óleo
2 dentes de alho esmagados
3 folhas de louro
2 malaguetas pequeninas
Sal q.b.
0,5l de cerveja
Coentros picados q.b.

Preparação:
1. Num tacho largo, coloque a aquecer a margarina, o óleo, os alhos, o louro e as malaguetas.
Deixe aquecer tudo muito bem.
2. Tempere os camarões com um pouco de sal.
3. Depois de tudo bem quente, junte os camarões e mantenha o lume alto até os camarões ficarem meio fritos.
Depois dos camarões ganharem cor, junte a cerveja e mantenha o lume no máximo até os camarões ficarem fritos.
Depois de fritos, retire os camarões para um prato com uma escumadeira.
Deixe o molho apurar durante 5 minutos.
4. Passado os 5 minutos apague o lume e regue o camarão com o molho.
Decore com gomos de limão
5- Polvilhe com coentros picados

(Do www.receitaspraticasdeculinaria.blogspot.com.br)

ÁGUAS PASSADAS...

Foto Fernando  Alexandre

COISAS DE CAIÇARA


PAÇOCA CAIÇARA de São Pedro

Caiçara é o povo da beira do mar e nessa beira de mar, entre a serra e a praia, a banana se desenvolve facilmente.

A banana sempre fez parte da culinária caiçara e acrescenta suas propriedades principalmente em pratos de peixe e frutos do mar.
Nas festas caiçaras a banana se destacava em bolos e doces.
Lembra, mamãe Alcina: “Meu avô Daniel Profeta era devoto de São Pedro e no dia 29 de junho fazia a maior festa em seu terreiro. Alem da mandioca, batata doce, cará, a banana também era farta em suas terras. Era a banana que fartava aos convidados, em bolos, tortas e doces, que vovó fazia. Mas de todos esses doces, tinha um prato especial feito com a banana nanica (ou banana d’água) que era a atração e motivo de disputa entre os convidados, A Paçoca Caiçara de São Pedro”. Relembra mamãe.
Essa tradição culinária, ainda permanece em nossa família, e que agora, pra quem não sabe, vai aqui a receita: (porção para uma pessoa)
Ingredientes:
• 02 bananas nanicas (ou d’água) maduras grande.
• 01 xícara de Farinha de Milho
• Canela em Pó, à gosto.
• 01 colher de sopa de Manteiga
• 01 colher de sopa de Mel (pode ser melado, ou açúcar)

Modo de fazer:

Em uma frigideira derreta a manteiga, coloque as bananas cortadas em rodelas, coloque o mel, coloque a farinha de milho amassando em seguida até formar uma massa(paçoca), acrescente a canela em pó (à gosto) e deixa dar uma tostada, virando de uma lado para o outro.

Pronto! Está pronto a Paçoca de São Pedro, que pode ser acompanhada com café, leite, chás, quentão, vinho quente.

Receita de tradição de família de: Júlio César Mendes

E viva a banana, viva a bananeira e, no aberto da barriga, viva o bananal. Viva São Pedro!

TODAS AS CORES

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul, básico e clássico! E há cores!

quinta-feira, 29 de junho de 2017

NA PRAIA...

Fotos Fernando Alexandre
 
Tem, num tem?
Fechando o dia no Pântano do Sul!

MALHEIRAS...

Foto Fernando Alexandre


NOITE INDO...


...a manhã sendo no clique o olhar do Silézio Sabino!

TEM POLVO NO FEIJÃO


FEIJOADA DE POLVO

INGREDIENTES

500 g de feijão branco seco
1 Polvo com 800 gr
2 Dentes de alho
1/2 cebola média
150 ml de Azeite
1 cenoura grande
4 colheres (sopa) de polpa de tomate
sal e pimenta branca
150 ml de vinho branco
1 raminho de salsa

PREPARAÇÃO
Demolhe o feijão de véspera, leve-o a cozer em água temperada de sal, com um fiozinho de azeite.
Descasque e pique a cebola, os dentes de alho e a salsa, leve ao lume num tacho com o Azeite, deixe alourar a cebola, junte a polpa do tomate e o vinho branco, deixe ferver um pouco. Corte o polvo em pedaços e junte ao refogado. Tempere de sal, piri-piri e pimenta branca. Junte água de cozer o feijão e a cenoura cortada em rodelas. Tape e deixe cozer em lume brando. Quando o polvo estiver macio, junte o feijão, rectifique os temperos e deixe apurar um pouco.
Acompanho com arroz branco.
Pode usar feijão já cozido em conserva.)

OUTRAS ILHAS...



Na Ilha do Cardoso, litoral Sul do Estado de São Paulo, tainhas sendo retiradas da armadilha, forma de pescaria conhecida em Santa Catarina como cerco, o mesmo que curral , no Nordeste.

MAR DE PESCADOR

Barcos de pesca no México. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

América Latina e Caribe adotam primeira lei modelo de pesca artesanal do mundo

Nova lei do Parlamento Latino-Americano (Parlatino) reconhece a pesca artesanal como um modo de vida e uma atividade produtiva que contribui para o desenvolvimento sustentável da região e a segurança alimentar e nutricional de milhares de famílias.

A Lei Modelo de Pesca Artesanal ou de Pequena Escala, formulada pela Comissão de Pecuária, Agricultura e Pesca do Parlatino com o acompanhamento técnico da FAO e o apoio da Frente Parlamentar contra a Fome da América Latina e no Caribe, estabelece um marco jurídico de referência para que os países possam adotar, fortalecer e complementar suas políticas e legislações nacionais vinculadas a esse setor.

Nova lei do Parlamento Latino-Americano (Parlatino) reconhece a pesca artesanal como um modo de vida e uma atividade produtiva que contribui para o desenvolvimento sustentável da região e a segurança alimentar e nutricional de milhares de famílias.

De acordo com a FAO, na América Latina e no Caribe há mais de 2,3 milhões de pessoas que trabalham direta e indiretamente no setor, principalmente na pesca artesanal.

A Lei Modelo de Pesca Artesanal ou de Pequena Escala, formulada pela Comissão de Pecuária, Agricultura e Pesca do Parlatino com o acompanhamento técnico da FAO e o apoio da Frente Parlamentar contra a Fome da América Latina e no Caribe, estabelece um marco jurídico de referência para que os países possam adotar, fortalecer e complementar suas políticas e legislações nacionais vinculadas a esse setor.

“Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável são prioritários na agenda do Parlatino. Esta lei incide no ODS número 14, vinculado com os ecossistemas aquáticos, e contribui diretamente para a aplicação de um marco legislativo que reconhece e protege os direitos de acesso da pesca de pequena escala”, disse Armando Castaingdebat, presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Pesca do Parlatino.

O setor pesqueiro latino-americano e caribenho gera mais de 11 milhões de toneladas de produtos anualmente, provenientes das pescas em mares e águas continentais, segundo a FAO.

“A Lei Modelo de Pesca Artesanal ou de Pequena Escala é um passo firme para fortalecer a sustentabilidade desse setor nos países da região, e impulsionar seu potencial para contribuir para a erradicação da fome e da pobreza”, completou Alejandro Flores, oficial de pesca e aquicultura da FAO para América Latina e Caribe.

A Lei Modelo contém dez capítulos que promovem o registro pesqueiro e a geração de informação para a tomada de decisões, os direitos e responsabilidades dos trabalhadores da pesca, a aplicação do Plano de Ação Internacional contra a Pesca Ilegal, Não Declarada e Não Regulamentada, a gestão de riscos e a adaptação do setor às mudanças climáticas, além de promover um enfoque de gênero e a inclusão dos pescadores em sistemas de proteção social com inclusão produtiva.

“A Frente Parlamentar contra a Fome difundirá esta lei entre os legisladores de toda a região, para que possam tomá-la como referência em seus países, considerando suas próprias legislações”, disse Luisa María Calderón, coordenadora da Frente Parlamentar contra a Fome na América Latina e no Caribe.
Pesca é setor estratégico

A pesca e a aquicultura sustentáveis desempenham um papel crucial na segurança alimentar e nutricional e nos meios de subsistência de milhões de pessoas, de acordo com a FAO.

O último relatório sobre o estado da pesca e da aquicultura da FAO destacou a contribuição fundamental do setor para o bem-estar e a prosperidade do mundo, e revelou que em 2016 produziu uma cifra recorde de 128 milhões de toneladas de pesca para consumo humano.

De acordo com a FAO, o consumo médio de produtos pesqueiros globalmente é de 20,5 kg por pessoa, por ano. Na América Latina, essa média fica em 9kg e na América Central, em 6 kg por pessoa por ano, com exceção do Panamá, onde a média supera 13 kg.

Além disso, a pesca e a aquicultura são uma fonte de renda para 120 milhões de pessoas em todo o mundo.

“A pesca e a aquicultura são a principal fonte de proteínas para 17% da população mundial, e para quase um quarto no caso dos países de baixa renda e com déficit de alimentos”, disse Alejandro Flores, da FAO.

(Do https://nacoesunidas.org/)

quarta-feira, 28 de junho de 2017

ESQUEÇAM DA TAINHA...


Se inté dia di São Pêdru
Nau houvé um corso fórti
Esqueçam todus tainha
Pôs u anu foi sem sorti

(Quadra popular registrada pelo prof. A. Seixas Netto, século passado, na ilha)

NA MESA...



Ingredientes: 
750g de mexilhões, com a concha bem limpa
1/2 pimento verde
1/2 pimento vermelho
3 dentes de alho
azeite q.b.
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.
1 raminho de salsa ou coentros

Fazendo...
Numa frigideira anti-aderente aqueça um pouco de azeite. Junte os alhos muito bem picadinhos e de seguida os mexilhões. Deixe apurar um pouco.
Pique os pimentos em cubinhos e junte-os aos mexilhões.
Tempere de sal e pimenta e deixe ferver em lume brando uns minutos.
Retire e sirva polvilhados com as folhinhas de salsa ou coentros picadas.

MAR DE POETA

Foto Andrea Ramos
vai passar
       ouça
             o murmúrio do mar

(Ademir Assunção - em "até nenhum lugar" - Editora Patuá)

MAR DE CASSIGNEUL


Obra de Jean-Pierre Cassigneul

MAREGRAFIAS

As escritas do mar, no clique e olhar do Paulo Goeth!


TENTANDO ENTENDER...


ACARQUETAR - Apertar, empurrar. Ex: “Te acarqueto os óio!”.
AJOJADO - Quieto, com preguiça, encolhido.
A PINTA DA MÃE TÁ ARROMBADA! - Expressão utilizada para xingar e ofender a mãe alheia.
BESTUNTO - Pessoa estúpida, com cabeça de pouco alcance.
BISPÁ - Vigiar, prestar atenção, ficar atento.
CAGALUMES - Vaga-lumes.
CASA DE INSTANTINHO - Motel.
DE SÓLI PARIDO A SÓLI MURRIDO - Durante todo o dia.
FAZER BISCOITO PRA VIAGEM - Diz-se quando uma pessoa está muito doente, quase morta.
MÃE DO CORPO - Útero.
MANDRIÃO - Pessoa preguiçosa, malandra.

SÁBADO NA COSTA DE DENTRO!


Costa de Dentro Sustentável!




terça-feira, 27 de junho de 2017

GENTE DO MAR - LÁ E CÁ!

O filme, produzido por jovens caiçaras do município de Cananéia- SP, evidencia importantes aspectos da cultura caiçara com um olhar crítico e motivador. Faz um registro do diálogo entre gerações que contam como as mudanças socioambientais, culturais e econômicas afetaram e afetam os modos de vida dessa população tradicional, além de mostrar as adaptações que as comunidades desenvolveram para manter vivo e presente os saberes e fazeres caiçaras.

O HOMEM DO FAROL

Foto sem nenhum crédito
RUBEM BRAGA E O HOMEM DO FAROL 

É necessário vocação
na carreira de faroleiro.
Consta do serviço civil,
tem obrigação e direitos.
Porém não se entra nela como
em qualquer outra profissão:
entrar para ser faroleiro
é como entrar em religião.
É como entrar-se para a Igreja
num ordem contemplativa,
pois no alto cargo se cavalgam
vazios propícios à mística.
Na torre só, mais: isolado
de tudo o que faz transeunte,
habita a linha de fronteira
onde espaço e tempo se fundem.
O mar em volta do farol
é qual relógio sem ponteiros.
O faroleiro é só em si,
sem companhia nem do espelho.
O faroleiro é como nu,
ser devassado por janelas
que o cercam de todos os lados
e para o nada sempre abertas,
sobretudo para esse nada
que há na fronteira espaço-tempo:
o silêncio, que abafa como
almofada de algodão denso.
Ora o nada aberto ao redor
leva-o à posição uterina,
fechando-o ainda mais em si,
habitando a moela mais íntima,
ora dissolve o faroleiro,
que embora desperto se anula:
as vias da contemplação,
qualquer das duas se quer, usa.
Rubem Braga uma vez tentou
salvá-lo do não metafísico:
foi visitar um faroleiro
titular de uma ilha do Rio.
Rubem Braga logo decide:
não é homem de introspecção.
Vê que precisa de diálogo
esse afogado em tanto não.
De volta ao Rio, nos jornais,
lança um apelo: que doassem
vitrolas, rádios, qualquer voz
ao navegante sem navegagens.

(João Cabral de Melo Neto)

João Cabral de Melo Neto (Recife, 9 de janeiro de 1920 - Rio de Janeiro, 9 de outubro de 1999) - Além de poeta, foi um diplomata brasileiro. Classificado como poeta da geração 45, terceira geração do modernismo, foi agraciado com diversos prêmios ao longo de sua carreira de escritor. Foi membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Pernambucana de Letras.

ITAGUAÇU DE HASSIS

Pedras da praia de Itaguaçu, 1969
Hassis - Hiedy de Assis Corrêa ( Curitiba, 27/7/1926 - Ilha de Santa Catarina, 20/1/2001)

COMEÇA A FESTA DO DIVINO NO PÂNTANO DO SUL!




SE ALEMBRAM DAQUELE LANÇO?

Foto Andrea Ramos
Tia Maria, levando sua tainha no lanço de 9 de junho de 2010!

MANEMÓRIAS

Tarde de verão no Pântano do Sul. Em 1967. 
Foto de Nunsey Quem
Foto Fernando Alexandre
 " Quando o céu está vermelho no entardecer é sinal de bom tempo, mas quando é no amanhecer é sinal de chuva"¨
(Sabedoria Praieira )

ÁGUAS PORTUGUESAS, COM CERTEZA...


Ingredientes para 2 pessoas:

300g de camarão com casca
2 lombinhos de peixe
½ pimento verde
½ pimento vermelho
1 cebola media
2 dentes de alho
2 tomates pelados cortados em bocadinhos
Sal e pimenta q.b.
3 chávenas de água
1 chávena de arroz
Azeite q.b
1 folha de louro
Salsa q.b

Preparação:
1. Colocar as cabeças e as cascas do camarão num tacho com a água, sal e leve ao lume.
Depois de ferver são 10 minutos.
Passado este tempo coar e reservar a água de cozedura.
2. Num tacho, colocar o azeite, a cebola picada, o alho e a folha de louro e refogar.
3. Adicionar os pimentos cortados em cubos e deixar refogar mais 5 minutos.
4. Acrescentar o tomate pelado e cozinhar em lume brando mais 5 minutos.
5. Adicionar a água reservada, deixar levantar fervura e adicionar o arroz.
6. Ao fim de 5 minutos colocar os lombos de peixe e a 2 minutos do fim adicionar os camarões.
7. Acrescentar a salsa e servir.

Fonte original todos os direitos reservados a: Anabela Silva

OLHANDO ILHAS, ESPERO...


Ilha do Campeche, no olhar e clique do Silézio Sabino !

segunda-feira, 26 de junho de 2017

DE OLHO NO PEIXE...

Olhar e clique do Paulo Goeth

Vigias do Morro das Pedras!

GAIVOTAS


Foto Olhando Decima
Do crespo mar azul brancas gaivotas
Voam - de leite e neve o céu manchando,
E vão abrindo às regiões remotas
As asas, em silêncio, à tarde, e em bando.

Depois se perdem pelo espaço ignotas,
O ninho das estrelas procurando:
Cerras os cílios, com teu dedo notas
Que elas vêm outra vez o azul furando.

Uma na vaga buliçosa dorme,
Uma revoa em cima, outra mais baixo...
E ronca o abismo do oceano enorme...

Cai o sol, como já queimado facho...
Do lado oposto espia a noite informe...
Tu me perguntas se isto é belo?... e eu acho...


(Luis Delfino)
Um poeta quase inédito

Luís Delfino dos Santos (Desterro, 25 de agosto de 1834 — Rio do Janeiro, 31 de janeiro de 1910) foi um médico, político e poeta brasileiro considerado um dos mais importante de Santa Catarina, ao lado de Cruz e Sousa. Morou em sua cidade natal até os dezesseis anos de idade, mudando-se em seguida para o Rio de Janeiro, onde se formou em medicina em 1857. Não publicou nenhum livro em vida, o que fez com que sua obra quase se perdesse no tempo. Sua poesia, de rima e métrica consideradas perfeitas, era publicada freqüentemente em jornais e revistas da sua época, o que o fez conhecido como poeta. Foi eleito pelos colegas escritores "Príncipe dos Poetas Brasileiros" em 1898. Foi chamado também de "Victor Hugo brasileiro". Sua obra é imensa - escreveu mais de cinco mil poemas - e foi publicada em quatorze livros por seu filho, Tomas Delfino dos Santos, entre 1926 e 1943.

MAR DO ELIAS ANDRADE

TAINHAS, TCHÊ! NUM TEM?


Nossos vizinhos garantem - Todas as tainhas que chegam a Santa Catarina são gaúchas!
E dos pampas aquáticos da Lagoa dos Patos!
Discussões à parte, vamos saboreá-las!
São deliciosas, Tchê, num tem? 

* Maricá são os nossos espinheiros!

"Espinheiro florido no verão,
tainha de muntueira no São \joão!"

TEMPO DE SARDINHAS...


Foto Nunsei Di Quem
A mulher e a sardinha
querem-se das mais pequeninas
(Dito popular)

JACK O MARUJO


- O senhor leu algum livro, capitão?
- Nenhum, disse Jack o Marujo. As páginas não sobrevivem em alto mar. Borram tudo. Só leio meu diário de bordo, quando consigo decifrar os garranchos.
- E tem muitas histórias no seu diário?
- Só informações sobre o clima, as marés, as correntes e as estrelas. Houve um tempo que perdi o calhamaço e acharam numa praia distante.
- E ele estava inteiro?
- Nada. Estava incompreensível. Eu adivinhei as letras pela memória.
- Mas aí não dá para confirmar nas informações técnicas, não?
- O diário não da confiança para ninguém. Existe porque viajei e quando viajei anotei. Tenho boa caligrafia, mas uso tinta vagabunda e isso põe tudo a perder.
- Assim mesmo gostaria de ler um trecho do seu diário capitão.
- Lembro de um que diz: Galeão espanhol se aproxima a trinta nós vindo do leste. E ainda estou azeitando a garrucha.
- Isso foi quando, no século 18?
- Não, foi ontem. O tempo é o único fantasma.

DITANDO DITADOS

Peixe não puxa carroça!

(Dito popular português que reafirmava o pouco valor alimentar que lhe era atribuído em outros tempos)

domingo, 25 de junho de 2017

JACK O MARUJO


- Sente saudade de algum lugar, capitão?
- Certa vez naufraguei na costa da Grécia,.disse Jack o Marujo..Trabalhei num porto de pescadores. Fui sóbrio e solidário. Quando vim embora, entoaram canções do mar.

)

MAR DE OLHARES

 "Paisagens Marinhas", 1993
Cássio Vasconcellos

MAR DO JAYME REIS

Do Jayme Reis 


NA LIDA...

Foto Fernando Alexandre
Entre bordas e sóis, as mãos do mar!

ARROZ DE MARISCO


Arroz de Marisco

Ingredientes

-1 cebola
-3 dentes de alho
-1 folha de louro
-2 colheres (de sopa) de polpa de tomate
-1 tomate maduro
-3 colheres (de sopa) de pó de creme de marisco instantâneo
-1/4 de malagueta vermelha sem sementes (ou outro picante a gosto)
-coentros
-sal
-azeite
-2,5 chávenas de arroz
-1 kg de marisco variado (usei camarão, mexilhão, amêijoa e delícias do mar)

1. Aquecer uma panela com 2l de água temperada com sal até ferver;
2. Cozer os camarões com casca durante cerca de 3 minutos. Reservar a água;
3. Descascar os camarões (reservando alguns para decorar) e juntar as cascas e cabeças à água da cozedura;
4. Deixar ferver uns minutos e filtrar, descartando as cascas e cabeças (ver aqui
um procedimento semelhante);
5. Dissolver no caldo de camarão o creme de marisco instantâneo e reservar;
6. Refogar a cebola e o alho picados no azeite até amolecer;
7. Juntar o louro, o tomate sem as sementes, a polpa de tomate e a malagueta. Deixar refogar mais um pouco, juntando um pouco de caldo se necessário;
8. Juntar 10 chávenas de caldo, temperar e deixar ferver;
9. Juntar 2,5 chávenas arroz, deixar ferver, baixar o lume e deixar cozer por 10/15 minutos até estar quase cozido;
10. Entretanto, colocar as amêijoas e os mexilhões em 2 tachos com 1 colher (de sopa) de água e levar ao lume até abrirem. Mal abram, retirar do lume e descartar as que não abrirem;
11. Juntar o marisco ao arroz e deixar cozinhar mais 5/10 minutos até estar cozido. Juntar mais caldo quente se necessário para ficar malandro;

12. No final, juntar coentros picados grosseiramente e servir.

OLHANDO ILHAS...

Foto Fernando Alexandre


sábado, 24 de junho de 2017

MARISCOS DON PABLO

Foto Duda Hamilton

MARISCOS DON PABLO

O que precisa

-1 kilo de Mariscos, pré cozidos e sem casca
- 2 cebolas roxas
- 2 dentes de alho
- 2 tomates médios
- 1 pimentão vermelho médio
- 2 limões galegos...

Fazendo...

Tudo bem picadinho, para temperar, suco dos 2 limões galegos, uma pitada de vinagre de maçã, azeite de oliva extra virgem, sal pimenta do reino moída na hora e grãos de coentro a gosto. 
Para finalizar um pouco de salsinha bem picadinha, se mistura tudo e se deixa descansar por no mínimo meia hora. 
Comer sozinho ou com uma bolachinha, torradinhas ou pãenzinhos e uma cervejinha bem gelada. 
Buon apetit mon ami!

( Do Pablo Corti, arquiteto de gostosuras e otras cositas más!)