quarta-feira, 8 de março de 2017

CABOTO NA ILHA


Expedição Cabotina, com a bandeira da Armada de Castela, fundeada nas águas da pequena praia da Ilha do Sol, na baía de Santos, por onde Caboto também esteve. Ilustração de José Coriolano Carrião Garcia.

Em 19 de outubro de 1526  aportava na Ilha dos Patos (ou Porto dos Patos), denominação européia na época, ou Yjuriré-Mirim (denominação de seus habitantes indígenas), o navegador veneziano a serviço da Espanha Sebastião Caboto. Ancorado no Sul da Ilha, entre a praia de Naufragados e o Ribeirão da Ilha, Caboto fez "aguada" ( se abasteceu de água e víveres) e seguiu viagem em direção ao Rio da Prata, retornando pouco tempo depois.

O povoamento do território catarinense e principalmente da Ilha está intimamente ligado, nos seus primórdios, aos interesses de navegações portuguesas e espanholas que tiveram o litoral de Santa Catarina como ponto de apoio para atingir a região do Rio do Prata (sem mencionar as expedições de outras nacionalidades).Pelo fato de o litoral catarinense servir como ponto de apoio, os primeiros povoadores foram náufragos, como os sobreviventes de uma embarcação da expedição de João Dias Solis; ou desertores, do "San Gabriel", navio que fazia parte da expedição espanhola comandada por D. Rodrigo de Acuña. Da expedição de Sebastião Caboto, em 1526, também apareceram desertores.
Para alguns historiadores, baseados em relatos antigos, foi Caboto que renomeou a até então Ilha dos Patos com o nome de Santa Catarina, em homenagem a sua esposa Catarina Medrano. Outros atribuem o novo nome como sendo uma homenagem a Santa Catarina de Alexandria, festejada pela igreja em 25 de novembro.
Em sua passagem por aqui, Sebastião Caboto perdeu próximo da praia de Naufragados uma de suas naus, a Santa Maria de La Concepcion.

NAUFRÁGIO

Alguns anos atrás, mergulhadores do Projeto Resgate Barra Sul localizaram restos de um navio que pode ser de um dos mais antigos naufrágios que se tem registro: a nau Santa Maria de La Concepcion, de Sebastião Caboto, que foi a pique em 1526. Agora, encontrar o sino ou os canhões de sinalização, que trazem o nome da embarcação marcado nas peças, é o objetivo imediato dos mergulhadores que descobriram vestígios de um navio do século 16 afundado próximo à Praia de Naufragados, no Sul da Ilha de Santa Catarina. Os objetos procurados poderão comprovar a suspeita de que a embarcação pertenceu realmente a Sebastião Caboto.
Nesta reportagem do programa Educação & Cidadania da Tv Barriga Verde, de Florianópolis, às buscas pela nau de Francisco Caboto que estão sendo realizadas pelos mergulhadores do Projeto Resgate Barra Sul.

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