quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

MULHERES DO MAR

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Metade do exército viking era composto por guerreiras, dizem historiadores

Os vikings, também conhecidos como nórdicos ou normandos, são uma antiga civilização originária da região da Escandinávia. Os vikings são conhecidos por serem exploradores, guerreiros, comerciantes e piratas que invadiram, exploraram e colonizaram grandes áreas da Europa e das ilhas do Atlântico Norte a partir do final do século VIII até meados do século XI.

Por causa das baixas temperaturas, combinavam peças de tecido com couro e peles grossas. Não eram cristãos, pois acreditavam em vários deuses ligados às forças da natureza. Seus navios-dragão (Dracar) tinham uma tecnologia bastante avançada para a época e permitiram que os guerreiros vikings espalhassem o terror pela Europa, com suas invasões, saqueamentos e conquistas.

Uma recente descoberta arqueológica quebrou o estereótipo de que os guerreiros vikings eram 
exclusivamente homens que se aventuravam n
mar e na guerra, enquanto suas esposas ficavam em casa. Pesquisadores da Universidade da Austrália Ocidental descobriram que muitos esqueletos vikings foram identificados erroneamente como masculinos, simplesmente porque foram enterrados com suas espadas e escudos. Ao estudar sinais osteológicos de gênero dentro dos ossos, os pesquisadores descobriram que cerca de metade dos restos mortais eram guerreiros, na verdade, do sexo feminino, dado um enterro digno com suas armas.

Quando aconteceu a identificação dos restos mortais do povo viking, as mulheres foram identificadas por seus broches junto com o esqueleto, e os homens, pelas armas. Com o estudo de agora, foi possível identificar que o exército viking que invadiu e conquistou a Europa era composto por 50% guerreiros e 50% guerreiras.

Essas guerreiras são conhecidas como “donzelas escudeiras”, mas até então acreditava-se que elas só existissem na mitologia nórdica, onde possuem o nome de skjaldmö e são descritas como virgens que lutavam como guerreiros. Agora fica claro que essas figuras foram inspiradas em guerreiras reais.

Os pesquisadores agora vão se dedicar a desmistificar a fama do povo viking. Eles querem saber o quão precisos os estereótipos de violência, estupro e saque, são.

(Do  USA Today)

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