sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

MAR DE POETA


Poema de Amor

Se te pedirem, amor, se te pedirem
que contes a velha história
da nau que partiu
e se perdeu,
não contes, amor, não contes
que o mar és tu
e a nau sou eu.

(Fernando Namora)

MAR DE MESTRES

Música de dorival caymmi, história de pescadores com filmagens de "it's all true" do cineasta orson welles em fortaleza, ceará - brasil. rogério sganzerla conta melhor toda história no seu filme "nem tudo é verdade"!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

MAR DE OLHARES



"Peixes no Mercado", Salvador, Bahia', 2014. Aquarela de Letícia Wouk Almino.

TERRA DO MAR


Parte inicial do longa metragem documental dirigido por Mirella Martinelli e Eduardo Caron ("Terra do Mar", 1997, Brasil, original em 35mm, duração total do filme 82 mins).

Terra do Mar documenta a vida do povo que habita baías, ilhas e mangues no litoral norte do Paraná. Narrado pelos ilhéus, aborda o trabalho e os costumes, as festas, música e crendices desse povo que vive da pesca artesanal, numa existência marcada pela falta de eletricidade, pelas marés, o vento, o sol e as fases da lua.

Romarias percorrem a região com seus foliões, cantando e tocando instrumentos artesanais como a rabeca e a viola. Essa tradição, assim como a cura por ervas medicinais, o culto aos mitos do mar, e o conhecimento da natureza, aos poucos se extinguem. Antigos povoados desaparecem carregados pelo mar, que invade a terra, casas e naufraga embarcações.

MAR DE MAYSA !


OSTRAS NA MESA

Foto Paraíso das Ostra
OSTRAS EMBRIAGADAS

Ingredientes:
-1 copo de vinho branco seco gelado
-1 colher (sopa) de gengibre ralado
-24 ostras frescas

Modo de Preparo:
Retire as ostras das conchas e deixe marinando no vinho e no gengibre por 20 minutos.
Coloque as ostras de volta nas conchas e sirva.

(Receita da Fazenda Marinha Paraíso das Ostras)
Mergulhe fundo no www.paraisodasostras.com

BOTANDO MAIS FOGO NESSE INFERNO...

Rio de Janeiro tem registrado recordes de temperaturas verão após verão (Foto: Fernanda Carvalho / Fotos Públicas)

Brasil se prepara para um verão de extremos
O aquecimento global e um fenômeno El Niño dos mais poderosos se juntam para criar uma estação com temperaturas infernais.

Da BBC

O próximo verão promete ser um dos mais insuportáveis de todos os tempos no Brasil, com as temperaturas ultrapassando facilmente os 40ºC por vários dias seguidos nos locais tradicionalmente mais quentes, como Rio de Janeiro, Piauí e Tocantins. Segundo meteorologistas, os termômetros podem registrar calor até 4ºC acima da média.

E, diante de uma primavera que já teve dias de calor intenso em algumas regiões, muita gente já se prepara para o pior.

É que, pela primeira vez, se registra uma combinação inédita: a elevação da temperatura média do planeta por conta do aquecimento global e um fenômeno El Niño muito intenso.

De acordo com especialistas, o mundo já está 0,8ºC mais quente por conta do aquecimento global provocado pela ação humana. E tudo indica que 2015 deverá ser o ano mais quente já registrado.

Para piorar, a previsão para este ano é de que tenhamos um super El Niño, ou mesmo um El Niño monstro, como já vem sendo chamado; dos mais intensos já registrados.

O fenômeno está relacionado ao aquecimento das águas do Pacífico Sul e, em geral, à elevação das temperaturas globais. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, o EL Niño deste ano pode ser tornar um dos quatro mais quentes dos últimos 65 anos.

"Podemos esperar um verão mais quente, com temperaturas até quatro graus Celsius acima da média", diz o meteorologista José Antonio Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden).

"Isso ocorre por uma combinação de fatores: o aumento da temperatura por conta do aquecimento, as ilhas de calor das cidades e um El Niño intenso que estará em sua atividade máxima justamente em novembro, dezembro e janeiro."

Já no início de setembro, ainda no inverno, São Paulo registrou recordes de temperatura (Foto: Fernanda Carvalho / Fotos Públicas)

O climatologista Carlos Nobre, atualmente na presidência da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), diz que já é possível saber que o próximo verão será seco em várias partes da Amazônia e também registrará menos chuvas do que a média no Nordeste. O Sul do país, por sua vez, será castigado por chuvas mais intensas. A grande incógnita para os especialistas é o que acontecerá no Sudeste.

"O verão terá temperaturas mais altas no Sudeste, isso podemos dizer, por conta da influência do El Niño. Mas não dá para saber ainda como será o regime de chuvas", diz Nobre.

A estiagem registrada nos últimos dois anos - com graves consequências para os níveis dos reservatórios de água - pode agravar ainda mais o problema, se voltar a se repetir. Setembro foi de chuvas na região, mas, novamente, não há ainda como prever como será o próximo mês.

O Rio de Janeiro está entre as cidades com o verão mais quente do país, ao lado de Teresina, no Piauí, e Palmas, no Tocantins. E mesmo São Paulo, tradicionalmente mais frio, terá temperaturas mais altas.

"Na Europa, na onda de calor de 2003, mais de 30 mil mortes foram atribuídas ao calor", lembra Nobre. "E as temperaturas foram de três graus acima da média. Claro, eles lá não tinham muitos locais com ar-condicionado, nem estão adaptados ao calor, mas, ainda assim."

No Sul e no Sudeste, as cidades têm planos apenas para enchentes. No Nordeste, para a seca.

Mas, até agora, por incrível que pareça, nenhuma cidade brasileira tinha um plano emergencial para lidar com o calor. Pela primeira vez, o Centro de Operações da Prefeitura do Rio - que reúne diferentes secretarias e órgãos municipais com o objetivo de responder à emergências de forma integrada – elabora um plano para ondas de calor intenso, como as que atingiram recentemente a Índia e o Paquistão, deixando milhares de mortos.

"A falta de previsão é motivo para estarmos ainda mais preparados. Não podemos correr riscos, não podemos esperar duzentas pessoas morrerem para começarmos a agir", afirma o diretor do Instituto Pereira Passos, Sérgio Besserman, que integra a força-tarefa da Prefeitura.
Estiagem é fator complicador em meio às altas temperaturas (Foto: Rafael Neddemeyer/Fotos Públicas)

Leitos extras em hospitais, atendimento de emergência e campanhas públicas educativas incentivando a hidratação são algumas das medidas que fazem parte do plano de ação. As pessoas mais vulneráveis ao calor são os idosos e os bebês, cujos organismos têm menos capacidade de adaptação e defesa.

Segundo os especialistas, o maior problema do calor para a saúde não é o pico de temperatura mais elevada, mesmo que acima dos 40ºC. O grande risco é quando, ao longo de pelo menos três dias consecutivos, a temperatura máxima passa dos 36ºC e a mínima não cai abaixo dos 21ºC. Quando isso ocorre, o corpo não consegue se resfriar e tende ao superaquecimento, o que pode levar a paradas cardíacas e derrames.

TUDO MAR

Imagem sem crédito

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

DANDO NOME...

Fotos Fernando Alexandre
Pântano Azul, Mar do Sul

RECADO DO VERÃO!


Foto Fernando Alexandre
Espinheiro florido no verão
Muntuêra de tainhas no São João
(Sabedoria Praieira)

CAMINHO DO GRAMADO AMASSADO!



O caminho do Peabiru, foi uma estrada Inca que tinha inicio nos Andes peruanos e se estendia ate o Oceano Atlântico , mais precisamente ligando as cidades de Cusco no Peru ao litoral do estado de São Paulo.Com cerca de 3 mil quilômetros ,ela atravessava os territórios de Bolívia e Paraguai além do Brasil e Peru.Outras ramificações do caminho levavam até aos estados do sul do país chegando ao Rio Grande do Sul.

Peabiru em tupi significa; ''pe''- caminho, ''abiru''- gramado amassado.O caminho que continha muitas ramificações ,era uma rota de locomoção que ligava regiões extremas do Brasil,ligando desde a Lagoa dos Patos - Rs, até a Amazônia.Apesar de muito usado pelos guaranis eles próprios afirmavam que o caminho não foi aberto por eles, os indígenas atribuíam a construção ao seu deus Sumé,que teria criado a rota inicial no sentido leste-oeste.


Usando os caminhos ,era realizado uma intensa troca comercial entre os povos do litoral brasileiro e os Incas,os índios do litoral forneciam sal e conchas enquanto os do norte ,feijão ,milho e penas de aves, em troca os Incas davam objetos de cobre,ouro,prata e bronze.Um fato que comprova isso e um machado andino de cobre descoberto em Cananeia ,litoral de São Paulo,(que não encontrei nenhuma imagem).

Hoje apenas pequenos trechos do caminho estão preservados,que na sua maioria são formados por carreiros de 1 metro e meio de largura, e um leito com rebaixo de cerca de 40 centímetros coberto com uma espécie de grama chamada; puxa -tripa.Em alguns trechos mais difíceis ,ele chega a ter pavimentação feitas com pedras.Inscrições rupestres,mapas e símbolos astronômicos também são encontrados...


(Do http://omundovariavel.blogspot.com.br/)

ESTÁ VALENDO!


CANÇÃO DOS PIRATAS

Sá & Guarabira

sábado, 24 de dezembro de 2016

NA PORTA DO MEU BLOGUE!

Aqui, os sinos não bimbalham!

NATAL NO SUL REAL

Fotos Andrea Ramos
  

Bimbalham os Sinos!
Caravana natalina de agricultores e moradores do Sertão do Peri e do Ribeirão da Ilha comemorando a data e distribuindo presentes para a criançada na Costa de Dentro, Balneário dos Açores e redondezas!
Em 2014

OLHANDO ILHAS, ESPERAMOS...

Vegetação da praia - Costa de Dentro

MAR DE ANSELMO DOLL

Foto Anselmo Doll
Pântano do Sul

MAR DE RISO

 Laerte

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

MAR DE GUILHERME SILVEIRA DIAS

Cais.
Óleo sobre tela de Guilherme Silveira Dias

PANTUSULI

Foto do Geraldo Cunha 
Pantusuli!

NA REPÚBLICA DE MAR & BAR!

Clic que cresce!

BIMBALHAM OS SINOS...


OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

PESCANDO COM OS BIGUÁS

Foto Michael Steverson
Temos que admitir, os chineses são realmente surpreendentes. A pesca com corvo-marinho é a prova da capacidade que este povo tem de tirar o maior proveito possível de tudo ao seu redor. As aves utilizadas neste tipo de pesca capturam os peixes e os guardam temporariamente no papo. E adivinhem a grande ideia que os chineses tiveram? Sim, é isso mesmo. Esta pesca consiste no treinamento de aves marinhas para que elas capturem os peixes e os tragam para o barco. As aves ficam aos cuidados e ensinamentos dos pescadores assim que saem dos ovos, e quando prontas os acompanham durante a pesca.

O treinamento consiste em acostumar estas aves a capturar peixes quando ordenadas e a voltar para a jangada quando chamadas por batidas de bambu na água. As jangadas utilizadas são feitas de bambus e carregam um grande cesto onde serão depositados os peixes. Sem a ordem do pescador nenhuma delas sai para a água. Normalmente cada pescador leva mais de uma ave e coloca uma para pescar de cada vez. Assim que o pescador percebe que a captura foi realizada, com a ajuda do bambu coloca o corvo-marinho, que também podemos chamar de biguá, na jangada e faz com que ele regurgite o peixe. Contudo, não acaba por aqui: para garantir que as aves não engulam os peixes maiores, anéis ou laços são colocados no final do papo das aves. Simples assim. O corvo-marinho é o equivalente do nosso biguá, também um exímio pescador, fato que só nos mostra o quão espertos são estes chineses. 
Veja o vídeo!

MAR DE HUMOR


Edibar e Zé Manguaça

MAR DE PESCADOR

CNBB: 160 mil famílias de pescadores são vítimas de violações de direitos

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

Mais de 160 mil famílias no Brasil são vítimas de conflitos e violações de direitos humanos em comunidades tradicionais pesqueiras, de acordo com o relatório Conflitos Socioambientais e Violações de Direitos Humanos em Comunidades Tradicionais Pesqueiras no Brasil, feito pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).


Conselho Pastoral dos Pescadores lança o relatório Conflitos Socioambientais e Violações de Direitos Humanos em Territórios Tradicionais Pesqueiros no BrasilWilson Dias/Agência Brasil

O levantamento, feito em 150 comunidades em 14 estados, identificou violações de direitos humanos, que vão desde falta de reparação, condições desumanas de trabalho, despejos compulsórios e criminalização de lideranças a ameaças de morte e assassinatos. O estudo foi lançado ontem (13).

De acordo com o estudo, 161.545 famílias são impactadas principalmente pela degradação ambiental, responsável por 18% dos conflitos analisados, por privatização de terras públicas (17%) e por despejos e restrições de acesso à água (17%). O agronegócio é tido como um dos principais causadores desse conflitos, que ocorrem também em decorrência de especulação imobiliária, empreendimentos turísticos, construções de barragens, portos e outros empreendimentos de empresas públicas e privadas.

“As mundanças estão acontecendo de forma veloz no nosso país e isso está afetando as comunidades pesqueiras”, diz Alzení de Freitas Tomáz, que integra a equipe de organização e sistematização do estudo. “Entre as violações de direitos humanos estão as ameaças de morte, que parecem poucas, representam 1% das violações, mas possuem grande significação entre todos os estágios de violação contra a pessoa humana”. De acordo com Alzení, parte das violações foi levada à Justiça e aos Ministérios Públicos estaduais e federal. Algumas chegaram ao final da tamitação e tiveram resultados positivos para as comunidades. 

Saiba Mais

O relatório mapeia os conflitos que ocorrem nessas comunidades a partir dos relatos dos próprios moradores e identifica os agentes causadores e as vítimas dos conflitos. O levantamento foi feito no Ceará, Maranhão, Piauí, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte, em Alagoas, Sergipe, na Bahia, em Minas Gerais, no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Pará, Amazonas e em Santa Catarina. Os conflitos ocorrem nessas comunidades há pelo menos 50 anos.

Pescadores

O relatório foi lançado em Brasília e teve a presença de lideranças e de pescadores. “A gente luta, mas parece que não fazem nada, estamos vendo o nosso povo sendo dizimado em nome do desenvolvimento”, diz Eliete Paraguassu, pescadora da Ilha de Maré, em Salvador. “As comunidades da Bahia não dormem porque todo dia acontece alguma coisa. Nossas comunidades estão doentes, eu estou doente. É uma luta tão desigual que nos adoece”.

A angústia se repete também às margens do Rio São Francisco, em Pedras de Maria da Cruz (MG). Lá, Josemar Alves Durães diz que costumava beber água direto do rio. “Agora preciso colocar água sanitária antes de tomar. Ainda tomo banho, mas não sei até quando vou fazer isso”, diz. “Pare e pense, com esse modelo que estamos aplicando, que planeta teremos daqui para frente? As ameaças que vão para frente são sempre contra pescadores, indígenas, quilombolas, povos que têm a cultura de viver”.

Marco regulatório

Segundo Alzení Tomáz, falta um marco regulário que proteja a atividade pesqueira nessas pequenas comunidades. Com o objetivo de ter uma lei que garanta os direitos dessas comunidades, o Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais do Brasil, em parceria com igrejas, pastorais e movimentos sociais lançou a Campanha pela Regularização dos Territórios, que visa colher 1,5 milhão de assinaturas para envio de projeto de lei de iniciativa popular ao Congresso Nacional.

De acordo com dados disponíveis na página da Campanha, cerca de 70% do pescado produzido no país são provenientes da pesca artesanal, o que a garante a segurança alimentar e nutricional da sociedade brasileira.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Agricultura não se manifestou sobre o estudo até a publicação da reportagem.
Edição: Carolina Pimentel

(Da http://agenciabrasil.ebc.com.br/)

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

NAVEGAR É PRECISO

Imagem sem crédito

cabana vazia
o ladrão esqueceu
a lua na janela
(ryokan by satori uso)

DEPOIS DA CHUVA...

Foto Milton Ostetto
Praia do Campeche

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Ilha do Campeche

MULHERES DO MAR!


Marizélia Lopes, do Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais,
 fala sobre a luta em tirar da invisibilidade a pesca artesanal e, sobretudo, contra a discriminação do trabalho feminino no ramo.

MAR DO GERALDO CUNHA


Pantusuli!

CÉU DE VERÃO


Ver o Céu de Verão
É Poesia, que Livro algum aloje —–
Poemas de verdade fogem —


* * *
Emily Dickinson (10 de dezembro de 1830 - 15 de maio de 1886)

PROTEGENDO OS MARES!


TRF1 aprova proteção a 475 espécies aquáticas ameaçadas. Captura fica proibida

Restrição à pesca vale pelo menos até o julgamento do mérito da ação que tenta derrubar a Portaria MMA 445/2014

BRASIL.OCEANA.ORG

A lista de espécies aquáticas ameaçadas de extinção volta a vigorar, protegendo 475 peixes e invertebrados marinhos e de água-doce, incluindo tubarões, raias e garoupas, entre outros. A decisão é do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

A vigência da lista, estabelecida pela Portaria 445/2014 do Ministério do Meio Ambiente (MMA), estava suspensa por decisão liminar. Agora, a proibição da exploração dessas espécies volta a valer até que o tribunal julgue o mérito da ação.

“No cenário atual, em que os barcos pescam sem limitação, sem monitoramento ou manejo e fiscalização adequada, a Portaria 445 é absolutamente fundamental para garantir um mínimo de proteção a essas espécies que estão claramente ameaçadas de extinção”, avaliou a diretora-geral da OCEANA, bióloga Monica Peres.

A Portaria do MMA estabelece que as 475 espécies “ficam protegidas de modo integral, incluindo, entre outras medidas, a proibição de captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização”. A proibição não se aplica a exemplares reproduzidos em cativeiro.

Um grupo de 14 espécies de interesse comercial ainda fica liberado para a pesca por pouco mais de dois meses (até 1 de março de 2017). Entre eles, estão a gurijuba (Sciades parkeri), o bagre-branco (Genidens barbus), o pargo-rosa (Lutjanus purpureus) vários peixes-papagaios e o guaiamum (Cardisoma guanhumi).

As espécies ameaçadas são classificadas, na portaria, em três níveis de ameaça: criticamente em perigo, em perigo e vulnerável. Para as espécies classificadas como vulnerável, menos de 200, poderá ser permitido o uso sustentável, “desde que regulamentado e autorizado pelos órgãos federais competentes”.

Segundo Monica Peres, “Agora o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) vão ter que trabalhar com urgência para elaborar essas regulamentações. Na prática, teremos 461 espécies proibidas hoje e 475 espécies protegidas a partir de março. Nós, da OCEANA, esperamos que os ministérios façam isso com adequada base científica e consultas à sociedade”.

A bióloga reforça que a proteção dessas espécies só vai ser efetiva quando tivermos planos de recuperação para as sobrepescadas e planos de gestão para as pescarias. Esses planos devem prever monitoramento e análise de dados, formulação e implementação de normas e fiscalização. “Acredito que a 445 vai trazer o setor pesqueiro para a discussão da retomada da gestão da pesca no Brasil”, disse.

A lista foi definida após cinco anos de trabalho que, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), envolveu 1.400 cientistas e 200 instituições de pesquisa. Poucos meses depois, em março de 2015, o Conselho Nacional de Pesca e Aquicultura (CONEPE), a Federação Nacional dos Engenheiros de Pesca do Brasil (FAEP-BR) e a Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA) solicitaram a declaração da nulidade da Portaria. Argumentaram que ela não poderia ter sido publicada de forma unilateral pelo MMA, sem a participação do extinto Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), hoje incorporado ao MAPA.

O caso foi julgado pela 6ª Turma do TRF1, tendo como relator o desembargador Jirair Meguerian. O que estava em julgamento agora era se a portaria ficava suspensa ou vigorava até o julgamento do mérito. O pedido para liberar a vigência foi feito pela União, por meio da AGU, com parecer favorável do Ministério Público Federal (MPF).

A vigência efetiva da portaria e a proibição de captura das espécies só depende, agora, da publicação da decisão do TRF1 no Diário Oficial da Justiça, o que ainda não tem prazo definido. 

(Do http://brasil.oceana.org/)