quinta-feira, 7 de julho de 2016

DAS ILHAS DE CADA UM ...

Foto Fernando Alexandre

ARQUIPÉLAGO VORAZ, ALIÁS, EM QUE JAZ FRANCISCO DIAS VELHO

Das ilhas de cada um
à ilha de todos 
há mais do que podem 
as pontes; um olho
maroto se esconde 
onde?

Da ilha de todos 
às ilhas de cada um 
há mais do que póvoa 
e poste; um olho maroto se esconde 
onde?

Da ponte de ontem 
à ponte de hoje 
há sempre a sobra 
de muito que falta. 
Um olho 
maroto se esconde 
onde?

Canoa de faz-de-conta 
ou jogo de cabra-cega 
– só não vê quem não quer –, 
o lobo se esconde 
onde?

Será na casa do povo? 
Será no bolso dos tolos?

De ponte em ponte, 
de poste em poste, 
impõe-se a todos 
o sufrágio do logro. 
Pode?

(Alcides Buss)

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