domingo, 31 de maio de 2015

MEMÓRIA DAS ÁGUAS


MEMÓRIA DA PESCA DE ARRASTÃO

por José Luiz Sardá

https://www.facebook.com/joseluiz.sarda


Na pesca de arrastão cada camarada tinha uma função. Tinha os que recolhiam as centenas de braças das peças do cabo, outros para segurar o pano da rede e desembaraçar parte das malhas que se prendia em qualquer objeto ou num siri entrelaçado nas malhas e os demais na tarefa de puxar a rede.

Na pesca da tainha, o vigia tinha de ser um pescador com boa visão e experiência. Sua missão, avistar o cardume e observar a mudança de coloração d’água de vermelho escuro ou roxo e o saltar alto dos peixes. Com um chapéu ou casaco na mão, quando avistava o cardume saia correndo e abanando, avisando os camaradas para lançar a rede ao mar. Aflitos, esperavam a ordem do patrão para iniciar o arrastão. Ao sinal do patrão, o camarada mais rápido corre e segura o calão e então com as primeiras remadas a rede é lançada ao mar, descrevendo um semicírculo. Na canoa bordada o patrão, quatro remadores e o chumbeiro. O patrão experiente na cadência soltava a rede ao mar e equilíbrio na embarcação, chegando na outra ponta para então iniciar o arrastão.

Em passo cadenciado, tórax jogado para trás, tendo a cintura envolta num laço de corda e a puxadeira, os camaradas vão e voltam centenas de vezes, sempre na mesma direção do mar para a terra e vice-versa, trazendo consigo, em cada trajeto, mais um pedaço da enorme e pesada rede que se aproxima lentamente. A bóia central, o arco de cortiça que se formava sobre as ondas, indicava sua posição. Ninguém se queixava, pois era o ganha-pão de dezenas de famílias de pescadores.

Terminado o arrastão, felizes faziam à partilha. A metade do pescado ficava para o dono da rede, a outra para os pescadores. O proeiro tinha direito a quatro quinhões, o patrão ganhava três, o remador dois e os camaradas ganhavam um. Se depois do lanço, o patrão resolvesse repetir outro cerco, sempre estavam prontos para ajudar, pois sempre havia esperança de um lanço melhor. Naquela época a fartura era tanta que ninguém voltava para casa de mãos vazias. Os donos das redes sempre davam tainhas para os amigos e parentes dos pescadores.

sábado, 30 de maio de 2015

AS PRIMEIRAS TAINHAS

As primeiras tainhas da safra 2015 chegaram 
hoje de bateira na praia do Pântano do Sul.
Foram muitas viagens para descarregar as 4 toneladas
capturadas na caça de malha, pelo barco Garoupa.





                                                       Fotos Andrea Ramos

NA CAÇA-DE-MALHA!

Foto Andrea Ramos

Ardonso, pescador dos mais experientes do Pântano do Sul, este ano pescando no bote "Garoupa" acaba de chegar do mar com mais de 4 toneladas de tainhas!
E das gradas!
Como o mar continua ruim, estão despescando desde a manhã la fora!

ÚÚÚÚ!!!!

O NAMORADO (A) E O OUTRO (A)!




Não podemos confundir meninas, namorado é namorado e o outro é o outro.

Com a correria do dia-a-dia toda e qualquer praticidade é muito bem-vinda. No momento da compra do pescado não é diferente. O problema é que, quanto mais beneficiado, filé ou postas por exemplo, mais difícil fica sua identificação. E as características que antes eram usadas para identificá-los são perdidas. Daí fica a dúvida: este peixe é o namorado (Pseudopercis numida) ou o batata (Lopholatilus villarii)? Para piorar, estes dois peixes já são muito parecidos inteiros. A diferença está no sabor e no preço: o namorado, mais apreciado, possui um bom valor no mercado, sendo comercializado inteiro a preços que variam de 21 a 23 reais segundo a CEAGESP, chegando a valores mais elevados após o beneficiamento.
como saber se estamos diante do namorado ou do outro? A confiabilidade do seu local de compra é muito importante. Por via das dúvidas existem também dicas de como diferenciá-los quando adquiridos inteiros. Diferente do namorado, o batata possui pintas amarelas e uma faixa clara longitudinal na base da nadadeira dorsal. No momento da compra uma simples observação pode evitar que o consumidor seja enganado. Quando o peixe já passou por processos onde não é possível identificar estas características, fica quase impossível saber o que estamos adquirindo. Quase. Recentemente, com o aumento de inúmeras fraudes em que peixes de preços mais baixos são comercializados como outros mais valorizados entram em cena novas técnicas para a detecção de adulteração de espécie em pescados e derivados. A técnica chamada DNA Barcoding demonstrou-se muito eficiente na identificação de espécies de pescado mesmo após diversos processamentos confira.
Foto: Peixes marinhos do Brasil: guia prático de identificação - Marcelo Szpilmanponent/content/article/1315-o-namorado-e-o-outro

DANDO NOME AS TAINHAS!


Curumari 

é como são chamadas as tainhas que vivem nas lagoas e atingem grandes tamanhos, chegando a pesar até 8 quilos. Na Lagoa do Peri, na Ilha de Santa Catarina elas são encontradas esporadicamente.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

GOVERNANDO O PEIXE





Segurança alimentar: termo de ajuste de conduta é firmado entre Igeof e Ministério Público

O termo de ajuste de conduta (TAC) firmado entre Instituto de Geração de Oportunidade de Florianópolis (Igeof) e Ministério Público para a manipulação de pescados nas peixarias prevê elaboração de um cadastro dos pescadores artesanais que vendem para as peixarias, treinamento e capacitação em segurança alimentar para os funcionários e o envio à Câmara de proposta de um Sistema de Inspeção Municipal (SIM), com normas sanitárias adequadas às características da venda do pescado em Florianópolis.

(Da coluna "Visor", do Rafael Martini, no www.clicrbs.com.br)

NA ESPERA E NA ESPREITA!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

DEU NA MÍDIA





Elas estão chegando na Ilha e são grandes e ovadas. Chef Dedê da Joaquina e seus irmãos pegaram seis toneladas de tainhas no bote no Campeche ontem e a comemoração foi a noite no Rancho do Gravatá.

(Do blog do Cacau Menezes - http://wp.clicrbs.com.br/cacaumenezes/2015/05/27/boa-noite-8/?topo=67,2,18,,38,67)


VIROU O TEMPO!

Foto Fernando Alexandre
Vento Sul entrou rasgando no Pântano do Sul!
Mais tainhas estão chegando!

JÁ FAZ SOL EM MACONDO!

 
Com a volta do sol e o mar dando uma acalmada com o ciclone se afastando, voltam as esperanças de cercar tainhas no Pântano do Sul!
No alto, a camaradagem da vigia continua de olho no peixe e no infinito, atentos a qualquer movimento que não seja o das águas!
Na praia, nos ranchos de canoas e nos butecos, a espera continua - olhos ansiosos e atentos nas dunas buscando o abano das camisas e o apupo que chama todos para o cerco!
E a espera esperançosa continua! 

NA CAÇA DE MALHA!


Na Lagoa da Conceição, a equipe do Maurílio voltou satisfeita no final da tarde - 4 toneladas de tainhas!
E das gradas!

TARRAFAS?


Concertos & compra é com a Tânia!



NA GAROPABA, SE APREPARANDO!


MAIS UM BARCO NA TAINHA

Rede de tainha é carregada no "Vô Índio", do Tão Nascimento!

(Foto e texto do Sérgio Saraiva)




quarta-feira, 27 de maio de 2015

TAINHA A DAR COM PAU - ELAS CHEGARAM!



Depois de 26 dias de espera, elas finalmente chegaram! 
E com vontade!
 Ontem deu tainha em quase todas as praias do norte da ilha.
 Foram mais de 10 mil tainhas capturadas nas praias do Santinho (vários "lanços"), Ingleses, Lagoinha e Ponta das Canas. Na Barra da Lagoa, elas também apareceram na praia e nos barcos com caça-de-malha ou anilhada.
No Sul, elas passaram diretas!
Mas a esperança continua! Esperança que o ciclone seja fraco!
Esperança que o mar acalme!
Esperança que o peixe encoste e seja cercado!
Então, vai ter festa na praia!!!
ÚÚÚÚ!!!!
Na espera e na espreita!
Fé em Deus e olho no mar!

NA ESPERA E NA ESPREITA!

Do Milton Ostetto, que já está "apreparado", como as canoas do Campeche!

MAR DE PESCADOR


Indonésia combate pesca ilegal de forma exemplar

As autoridades de Jacarta fizeram explodir 41 barcos pesqueiros chineses, vietnamitas, taliandeses e filipinos apanhados a pescar ilegalmente nas suas águas territoriais.

O governo de Jacarta, capital da Indonésia, optou por uma acção mais musculada, esta semana, no combate ao cada vez maior número de barcos de pesca estrangeiro que entram nas suas águas territoriais para pescar ilegalmente.
Assim, numa operação que envolveu vários navios da marinha de guerra e da guarda costeira, fez explodir 41 barcos de pesca, provenientes da China, Vietname, Tailândia e Filipinas, apanhados a pescar ilegalmente.

O Presidente indonésio, Joko Widodo, adoptou esta abordagem de linha dura para a pesca ilegal desde que assumiu a presidência em Outubro e prometeu acabar com esta prática que tem um custo de milhares de milhões de euros por ano à economia do país.

Além disso, as autoridades dizem que os estrangeiros que pescam ilegalmente nas águas da Indonésia são parcialmente responsáveis pelos enormes prejuízos para o meio ambiente por usarem explosivos na pesca.
A China já protestou contra as medidas extremas tomadas pela marinha da Indonésia contra os seus barcos de pesca e Pequim exige esclarecimentos oficiais de Jacarta sobre o que levou à destruição dos barcos que pescavam nas águas daquele país do sudeste asiático.

terça-feira, 26 de maio de 2015

NOS INGLESES!

Foto de Silézio Sabino.


Nos Ingleses, o dia começou bem - 450 tainhas!
Foto e informações do camarada Silézio Sabino!
ÚÚÚÚ!!!!

ÚÚÚÚÚ!!!! - VENDENDO O PRÓPRIO PEIXE!



Os primeiros cardumes das tainhas que encostaram ontem nas praias da ilha e continente trouxeram junto muitos e muitos curiosos em saber delas e conhecê-las melhor!
E o nosso blog, o www.tainhanarede.blogspot.com.br também cercou e arrastou todos eles pra sua praia. 
E fomos visitados por nada menos que 1.460 camaradas!

ÙÙÙÙ!!!! - Valeu, Camaradagem do blog!

DEU PEIXE!


O lanço de ontem, 25 de maio, na Praia do Santinho!
ÚÚÚÚ!!!!
Mil e duzentas tainhas! E das gradas!
Imagens do Silézio Sabino

FESTA NA GAROPABA!


PESCADORES CAPTURAM
6 TONELADAS DE TAINHA

Três embarcações de Garopaba conseguiram cercar e capturar 6 toneladas de tainha na profundidade de 26 metros da Praia da Silveira. O barco Rommer, de Tonho Nascimento, trouxe mais tainha: 3,5 ton pesadas, sem contar com o que foi distribuído entre tripulantes, ajudantes, amigos e parentes. O barco do pescador Teixeirinha chegou mais tarde com uma estimativa de 2 ton; o barco "Filho Único", do pescador Cá, pesou 600 kg de tainhas.

( Do Sérgio Saraiva, da Garoupaba )

ALFREDO, PESCADOR!


"SOLAPÃO" SÓ TEM NA ARMAÇÃO

*Alfredo José Rosa


"Na década de 1940, na região de Armação de Itapocorói, todos os anos, nos meses de julho, agosto e setembro, quando a maré, nas épocas de lua, se apresentava mais baixa, o povoado, em geral, amanhecia nas praias para catar goiá, siri candeia, búzios e o nosso “solapão”, que existia em grande quantidade. Este ultimo tem a forma cômica com seu miolo em espiral, e não sei por que razão, só era encontrado em grande quantidade ao redor de nosso ancoradouro, entre a ponta da cruz e a pedra da fortaleza. 

Na coroa, em frente a nossa centenária igreja de São João Batista, estava a maior quantidade da espécie entre os búzios e outros crustáceos e moluscos. As pedras da Praia da Cancela era outro ponto de grande concentração desta iguaria. O povo mais antigo, com carência de víveres alimentícios, se aproveitava bem dos crustáceos e moluscos nas marés baixas e enchiam os fogões de lenha com grandes panelões. Eles ferviam até ao meio dia aquelas iguarias com água do mar e usavam limão como tempero. Era um almoço excelente!

O solapão possui, como defesa dos inimigos, uma pedrinha branca madrepérola na entrada de sua casa. Após bem fervido, e como a carapaça é em forma de rosca, é preciso usar uma agulha mais ou menos resistente e penetrar entre a pedra e a lateral da carcaça. Girando a direita da rosca, retira-se todo o miolo composto de três partes. O primeiro, e a parte dura também comestível, o segundo, o meio da peça, se compõe das vísceras que é retirado. A terceira parte vem é a ova em forma de rosca, muito saborosa.

No passado havia maior quantidade deste produto, mas como ele vive e se alimenta grudado nas pedras submersas, a poluição tem diminuído seu desenvolvimento. Mas permanece o mistério: Por que, em tantas baías e enseadas em Santa Catarina, só no ancoradouro de Armação o solapão encontrou seu habitat? Qual á origem deste animal e como chegou a nossa região? Um pouco mais para o sul, o mesmo é conhecido como “rosca“ devido ao seu formato. No litoral de São Paulo, ou mais precisamente, em São Sebastião, o caiçara o chama pelo nome indígena de “Saquaritá“. 


(Publicado originalmente no "Diarinho," em janeiro de 2006, e recentemente em "Alfredo Pescador"  - Editora Ipêamarelo - Itajaí)

* Alfredo José Rosa foi pescador, comerciante e autor da coluna "Histórias de Pescador" na Revista Pesca & Navegação, editada pelo Jornal Diário do Litoral  de Itajaí/SC.
Nascido em Armação do Itapocoroy, marco histórico do município de Penha, SC, foi também vereador e gerente de frota da empresa de pescados "Confrio".

* Para adquirir o livro, pelo mail cidarosa@hotmail.com
.

MINHA, SUA, NOSSA TAINHA!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

AGORA É FÉ EM DEUS E OLHO NO MAR!

Foto Fernando Alexandre
Passava pouco das 4 horas desta tarde nebulosa quando os vigias abanaram e o apupo - 
ÚÚÚÚ´!!!! - correu pela praia e becos do Pântano do Sul !
Esse era o primeiro grito deste ano, que está sendo marcado por um certo desânimo na camaradagem da pesca!
Não deu outra, o peixe "abriu" e as canoas nem chegaram a deslizar nas estivas.
Não foi dessa vez, mas já serviu pra agitar toda a praia, que agora já acredita que as tainhas estão chegando mesmo!
E que vai ter festa na praia muito em breve!
Até a Tia Ilda, benzedeira das boas, com  seus 103 anos, apareceu na praia e realizou o ritual de todos os anos - benzeu as redes e as canoas!
Agora, é fé em deus e olho no mar!

MAIS TAINHAS!


Corrigindo a informação - Foram 1.200 as tainhas do Santinho e 3.200 peixes na Barra da Lagoa!

NA BARRA E NO SANTINHO


Fotos  gabriel marinheiro

ÚÚÚÚÚ!!!

DEU PEIXE!

A semana começou bem! Cercadas e arrastadas 2 mil tainhas nesta manhã acinzentada!

1000 na Barra da Lagoa e mais mil no Santinho!

Informações e fotos do  gabriel marinheiro!

MANHÃ INFORRUSCADA


O dia amanheceu, assim - chuva fina e vento sul maneiro!
Na praia, um solitário guarda-chuva passeia pela areia molhada, protegendo a esperança!
E que venham as tainhas!

MAR DO MILTON OSTETTO


E o povo do Campechii na praia, ixperanu o ventu suli, i ax tainha ne o mo cravo...! 

PESCADORES DO COSTÃO


Nos costões da Ilha de Santa Catarina a pesca de tarrafa é realizada o ano todo. Mas é no inverno, durante a época da tainha que os pescadores costumam ter mais motivos para comemorar.
 Este ano, apesar da safra ter sido considerada uma das piores dos últimos tempos, já no finalzinho dela alguns peixes resolveram brindar os pescadores Quirino e Adão, lá da praia do Saquinho, no extremo sul da Ilha de Santa Catarina.  
Os irmãos Borges já estavam voltando da pesca quando o tainhanarede os encontrou na trilha junto com a Marli, Eduardo e o menino Ricardo.  
A pesca da tainha nos costões se diferencia um pouco da pesca que é realizada na praia ou nos barcos. 
Depois de avistarem os cardumes, os pescadores ficam monitorando os peixes durante todo o dia, esperando que as tainhas se aproximem das pedras para serem tarrafeadas.  
Nesse caso, os experientes pescadores contaram com uma força dos botos, que empurraram os peixes para as pedras, possibilitando que o Quirino desse o maior "lanço" de sua vida, retirando da água nada menos que 30 tainhas de uma só tarrafada.  
Este ano a pesca nos costões foi um pouco prejudicada pelas redes de fundeio, que mesmo proibidas eram colocadas por pescadores embarcados de outras praias.  Antigamente a pesca nos costões era feita com garatéia, instrumento formado por três anzóis grandes que eram unidos e colocados na ponta de uma linha em um caniço. Os peixes eram literalmente fisgados em qualquer parte do corpo e puxados para as pedras.   
Esse tipo de pesca foi abandonado em função da diminuição dos cardumes de tainhas. 

(Essa postagem é de 2012)

TAINHAS DO NAUFRAGADOS


Fotos da Ione Ramos

Naufragados matou peixe nos últimos dias, um dos poucos lugares da ilha!
Ontem, domingo, no final da tarde, desembarcaram na prainha da Caieira da Barra do Sul, 460 tainhas!
(Fotos e informações da Ione Ramos, correspondente do Tainha narede no extremo Sul da ilha!)

TEM TAINHA NA RUA!

Foto Tainhagate
Tribo dos "Comedores de Tainha" marcando presença nos protestos em Floripa! 
Quando mesmo é que protestavam?

O FIM DAS PEIXARIAS?

Foto Cristiano Estrela, Agência RBS
Horizonte sombrio para pesca artesanal

Do jeito que andam burocratizando a pesca artesanal, daqui a pouco até a tradição secular da tarrafa será proibida. Depois de restringir o uso das redes e das embarcações, uma nova polêmica promete dar o que falar. Os donos de peixarias de Florianópolis, principalmente as do Mercado, estão apreensivos com um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público do Estado que pretende proibir a manipulação de pescado nos estabelecimentos comerciais. Na prática, a medida acaba com atividades comuns desde sempre nas peixarias, como limpar o pescado, comercializá-lo em postas ou filés e ainda descascar camarão na frente do freguês.

O presidente da Associação dos Comerciantes do Mercado, Aldonei Brito, foi notificado a participar de uma audiência no MP nesta segunda-feira. A medida pode causar forte impacto na pesca artesanal. Isso porque a única saída para os peixeiros seria vender o produto já processado. Significa que o pescador, em vez de oferecer o peixe direto para as peixarias, teria que repassá-lo a uma indústria, que o beneficiaria e depois encaminharia para o mercado. O curioso é que o inquérito foi instaurado após denúncia da Federação das Empresas de Aquicultura do Estado, entidade que, garantem, tem ligações com a indústria de pescado.

(Da coluna "Visor", do Rafael Martinni - www.clicrbs.com.br)

domingo, 24 de maio de 2015

VAMOS COM DEUS!

Foto Fernando Alexandre
Foto Murilo Mariano
Nova canoa pra pescar tainhas no Sul da ilha! "Vamos com Deus II" acaba de chegar ao Pântano do Sul!
Uma belíssima "Rainha Bordada"!
Vai ficar na espera e na espreita lá no Rio das Pacas - Praia da Solidão!

sábado, 23 de maio de 2015

NA GRANDE VIGIA!

Foto Fernando Alexandre
 Seo Anizio Campos, o "Banha", camarada da pesca da tainha do Pântano do Sul, acaba de nos deixar e foi fazer companhia ao Seo Domingos e tantos outros, lá na Grande Vigia!
Agora, olhando o peixe lá do alto!

MAIS TAINHAS!


AS "SAGRADAS" ESTÃO CHEGANDO!

Em Naufragados acabam de cercar 640 tainhas!
Em Bombas foram mais 190!
Informações do camarada Silézio Sabino






EM QUATRO ILHAS!

Informações e foto da Néia Mafra 

DEU PEIXE!

Lavando a rede e molhando a quilha em Quatro Ilhas!
Apenas 61 tainhas, mas já dá pra animar!

SEM EMALHE


Parada obrigatória da pesca industrial de emalhe

Entre 15 de maio e 15 de junho todas as embarcações industriais que utilizam redes de emalhe nas regiões Sudeste e Sul estão com suas atividades suspensas. De acordo com a Instrução Normativa Interministerial nº 12, de 22 de agosto de 2012, fica proibida, anualmente, entre os dias 15 de maio e 15 de junho, a operação das embarcações maiores que 20 (vinte) AB com o emprego de redes de emalhe de fundo nas águas jurisdicionais brasileiras das regiões Sudeste e Sul.

Outra importante ressalva desta instrução é a adesão das embarcações ao equipamento de monitoramento remoto vinculado ao PREPS. Embarcações com arqueação bruta (AB) maior que 15 (quinze), operando na pesca com redes de emalhe nas águas jurisdicionais brasileiras das regiões Sudeste e Sul, ficam obrigadas, a partir de 1º de agosto de 2013, a aderirem e manterem em funcionamento este equipamento.

Esta Instrução Interministerial também deixa claro as limitações do esforço de pesca, que deverão ser cumpridas a partir de 1º de janeiro de 2014 até 31 de dezembro de 2015, nas águas jurisdicionais brasileiras adjacentes ao litoral de SC, PR, SP, RJ e ES, o comprimento máximo para o emprego de redes de emalhe de fundo em embarcações com arqueação bruta (AB:) maior que 20 (vinte) passa a ser de:

I - 13.000 (treze mil) metros para embarcações com arqueação bruta (AB) maior que 20 (vinte) e menor ou igual a 50 (cinquenta) - (10.000 m no RS);

II - 16.000 (dezesseis mil) metros para embarcações com arqueação bruta (AB) maior que 50 (cinquenta) - (13.000 m no RS).

As embarcações que não cumprirem a IN 12, terão suas autorizações de pesca canceladas, não sendo redistribuídas para outras embarcações da pesca de emalhe, além de penalidades e sanções previstas na Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e no Decreto nº 6.514, de 26 de julho de 2008.

Fique atento às disposições nesta Instrução Normativa e ao seu cumprimento.

Leia mais acessando aqui.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

EM NAUFRAGADOS E NA PINHEIRA


Em Naufragados, final da manhã, foram cercadas e arrastadas 400 tainhas!
Duas rádios de Floripa noticiaram erroneamente que tinhas sido cercadas 20 mil tainhas!

Na Pinheira também deu tainhas- 300 peixes cercados!

BINGO NA PRAIA

Mais de 20 pescadores e Bombeiros trabalharam para resgatar embarcação que afundou no Pântano do SulFoto: Betina Humeres / Agencia RBS

Pescadores do Pântano do Sul pedem ajuda para reconstruir barcos afundados

Comunidade vai realizar um bingo para arrecadar doações


Gabriela Wolff

Após o resgate das embarcações, o trabalho não pode parar, e agora os pescadores doPântano do Sul buscam ajuda para consertar as redes e embarcações que afundaram a após o forte vento Sul no dia 11 de maio. A velocidade do vento passou dos 90 km, levando três barcos que estavam atracados na praia para o fundo do mar. 

O pescador Cléber dos Santos, o Quequéu, 38, que teve o barco resgatado no dia seguinte com a ajuda dos Bombeiros e pescadores amigos, contabilizou cerca de R$ 25 mil de prejuízo. Como não pode ficar sem trabalhar, Quequéu está pescando no barco do irmão enquanto não consegue os recursos para arrumar o seu:

— Não posso ficar sem trabalho, tenho meus filhos para sustentar. Por enquanto eu tô indo com meu irmão no barco dele, é o jeito. Das 40 redes que tinha, consegui aproveitar umas 10. Meu irmão e outro amigo mergulharam e conseguiram tirar do fundo do mar — contou.

Quequéu vive da pesca desde os 12 anos, e teve prejuízo de mais de R$ 25 mil. Foto: Betina Humeres/Agência RBS

Na atividade desde os 12 anos, Quequéu participou angustiado dos trabalhos para conseguir desafundar o Simão II, barco que leva o nome do avô. Na noite do vento forte, ele e outros pescadores não puderam fazer nada a não ser assistir as ondas de mais de cinco metros virarem os barcos que afundaram. A maior parte do grupo passou a noite em claro, o os trabalhos começaram cedo no dia seguinte. 
Maiko Teixeira, 35, também perdeu a embarcação no dia 11, porém só foi possível fazer o resgate dias depois, com mar mais calmo, pois o barco do pescador era de porte maior. 

Bingo para ajudar 

Para ajudar na reconstrução, a comunidade do Pântano do Sul vai realizar um bingo no dia 5 de junho, no Salão Paroquial da Igreja, a partir das 14h. Os pescadores convidam todos para participar ou colaborar doando brindes. 

Contato: Jucélia 3207 2126/ 9668 6681

(Do HORA DE SANTA CATARINA - www.clicrbs.com.br)

VIGIAS OU OLHEIROS?

Arante José Monteiro, o Arantinho do Pântano do Sul, historiador, pescador de tainhas e um dos proprietários do tradicional "Bar do Arante" explica que "Vigia"- e não "Olheiro"- é o nome utilizado na Ilha de Santa Catarina para denominar os pescadores que avistam as mantas de tainhas no mar e acenam para as canoas cercarem os peixes.

TODOS OS BARCOS