quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

MAR DE CLAUDIO COSTA


"O mar azul em que não fui" Ac/s/Tela – XCI – 2014- Dimensões: 102X120cm
www.claudiodacosta.com.br

SELFIESTEL - O SELFIE DO PASTEL!

Foto Fernando Alexandre
Antes de comer, fotografe!

O hit do verão 2014 no Pântano do Sul!
Todos estão fazendo!

HOJE É DIA DE...

Imagem totalmente desacreditada

MAR DE PESCADORES

Foto MPA

Governo anuncia alterações no pagamento do seguro defeso, benefício pago aos pescadores profissionais, além de outras alterações trabalhistas e previdenciárias.

O anúncio das mudanças foi feito na segunda-feira (29) pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, visando adaptar as políticas do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) e da Previdência à nova realidade do mercado de trabalho brasileiro. As alterações não afetam os benefícios que já estão sendo pagos, e sim, futuros beneficiários.


Para os pescadores profissionais, o governo passa a exigir três anos de habilitação no Registro Geral de Atividade Pesqueira (RGP) para o pagamento do seguro. A contribuição previdenciária deverá ser comprovada com base em documentos fiscais de venda do pescado para empresas ou comprovante do recolhimento fiscal em caso de venda para pessoas físicas nos últimos doze meses ou no período entre defesos, o que for menor. Também será vedado o acúmulo de pagamento de defesos distintos no mesmo ano. As medidas provisórias contendo as mudanças serão publicadas no Diário Oficial.


Leia a matéria completa clicando AQUI!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

FAZENDO FARINHA


A FARINHADA NAS FREGUESIAS E ARRAIAIS DA ILHA DE SC.

José Luiz Sardá

Virgílio Várzea cita no livro Santa Catarina: a Ilha 1900 que “Na véspera, o carro ou os carros — porque os proprietários às vezes dispõem de dois ou de três, conforme suas posses e haveres — ocupam-se exclusivamente na condução da criação, pequena mobília e utensílios caseiros indispensáveis ao conforto, à lida propriamente doméstica e à do engenho, carregando igualmente os mantimentos necessários à família para uma estada de um a dois meses. Semanas antes, esses mesmos veículos têm acarretado do campo, em carradas seguidas, a lenha que terão de consumir fogão e o forno durante esse tempo, a qual é disposta em montões, ao fundo do terreiro, sob os cafeeiros e laranjeiras. O edifício do engenho que, como de costume quando não está em serviço, serve de celeiro ao café, ao feijão, ao milho, ao amendoim e ao arroz, se acha completamente desimpedido e arrumado, com todo o aparelho e acessórios prontos para a faina da mandioca, bem como a parte onde assentam as salas e demais cômodos reservados à família”.

No início das décadas do século passado de maio a outubro, acontecia as farinhadas. Uma cultura antiga e tradicional do povo açoriano na fabricação da farinha de mandioca. Nesta época havia muitos engenhos de farinhas nas freguesias de São João do Rio Vermelho, Ingleses, Canasvieiras, Ratones, Santo Antonio de Lisboa, Lagoa da Conceição e Ribeirão da Ilha e pequenos arraiais. O plantio e a colheita da mandioca naquele tempo era farta. Os proprietários dos engenhos de farinha eram nativos e de famílias tradicionais, lavradores abastados e donos de vastas roças de mandiocas. Para construir esses engenhos era preciso dispor de um bom capital. Depois que os donos dos engenhos terminassem a labuta da farinhada, os lavradores mais pobres podiam utilizar estes engenhos, desde que retribuíssem com alguns dias de serviços nas lavouras dos donos destes.

A construção era simples e rústica, feitas de parede de pau a pique barreadas e coberto de folhas de tiririca ou de taboa, muito comum nas áreas alagadas. A arquitetura na maioria deles, com pequenas janelas e duas largas portas de saída, uma à frente e outra aos fundos. Localizados sempre a beira dos caminhos e estradas, com pastagem para os animais, próximos aos córregos, rios ou cachoeiras. Estes engenhos na maioria estavam distribuídos nas diversas freguesias e distantes das casas, razão pela qual as acomodações destes ofereciam o mínimo conforto para que as famílias pudessem usufruir e alojar-se durante os longos períodos das farinhadas. Eram divididos em dois espaços: salas, quartos e assoalhados e o outro amplo de chão batido destinado ao aparelho e engenhocas, como: barricas, cocho, fuso, prensa, sevadeira, fornalha e demais acessórios.

Em maio emigravam-se aos engenhos as primeiras famílias de lavradores e proprietários que não possuíam redes. As que possuíam começavam a farinhada depois da safra da tainha. Desta forma dividiam incessantemente as lidas e afazeres nos engenhos e nos ranchos para a pesca da tainha, desde o nascer e ao por do sol. Nesta correria de afazeres, essa gente simples e ordeira trabalhava e se divertia muito. Alqueires de mandioca eram reduzidos a uma excelente farinha torrada e alva, cuscuz, beijus e com o polvilho fazia-se saborosas roscas e broas. Eram separadas e guardadas para o consumo das famílias e na ausência da farinha de trigo, a de mandioca era utilizada para fazer o pão.

Pela altíssima qualidade, sabor e padrão a farinha de mandioca e polvilhada, a sua produção era comercializada, inclusive para diversas cidades do Brasil. Para a farinhada vinha gente de outros arraiais e parentes próximos das famílias. As raparigas com mãos hábeis peneiravam nas gamelas massas de beijus que eram colocadas entre folhas de bananeiras e levadas ao forno. A massa era distribuída sobre a chapa quente e em seguida recolhiam os primeiros beijus torrados que eram arrumados em pequenos cestos de bambu. As brincadeiras, algazarras e as conversas dos rapazes eram uma constante. Ora estavam acarretando a mandioca, cuidado do gado, cevando ou forneando.

Ao mesmo tempo em que as famílias dirigiam para o engenho, os carros de bois seguiam para as plantações de mandiocas junto às encostas dos morros. Grupos de rapazes trabalhavam na extração das grossas raízes de mandiocas, outro se ocupava com os serviços internos no engenho cuidando dos carros e da troca dos bois, da prensa, sovando, dos tipitis, carreiros e o forneiro. O forneiro estava sempre envolvido pela nuvem branca de polvilho e com esmero cuidava da fornalha, pelo aroma, de pronto sabia e conhecia quando a fornada estava no ponto. Sabendo com detalhes todo o processo da fabricação da farinha.

Ao longo dos meses fazia-se um revezamento evitando a fadiga, a rotina e o desgaste físico. Nos mandiocais a colheita começava dos morros para a planície. Para extrair a raiz pegava-se a rama com as mãos, depois era sacudida para tirar o excesso de terra e quebrando-as pelas pontas era despejada em grandes balaios feitos de cipó ou de bambu. Cheios eram levados até um barraco de palha improvisado construído sob as árvores, que servia como ponto de apoio e descanso. Geralmente este trabalho era feito nas primeiras e últimas horas do dia, evitando o calor excessivo do sol.

O processo de raspadura da mandioca era feito nas primeiras horas da manhã. Na continuidade da lida a carga de mandioca era transportada em grandes balaios a um espaço reservado dentro do engenho e próximo ao rústico aparelho, onde as raízes eram despejadas. Tanto a colheita do café, do algodão e da mandioca se empregava o trabalho das mulheres e os demais trabalhos feitos por elas eram dentro das casas, como fazer a fiação do gravatá, do algodão, do linho, os bordados, as rendas de bilros e almofadas, os crivos, as tecelagens e entre outros artesanatos.

Mães e filhas em volta das mandiocas agachavam-se em esteiras de taboas e tiriricas ou sentadas em bancos improvisados com cepos de madeira. Utilizavam pequenas facas e com rapidez e destreza faziam a raspadura da mandioca, posteriormente era ralada, prensada, peneirada e depois levada ao forno para secar. Ao mesmo tempo, o sovador transportava nos balaios as mandiocas raladas para o cocho do escorredor ao ralador. Todo esse trabalho era feito com muita alegria, em conversas corriqueiras, falas graciosas e sonoras gargalhadas das mulheres.

VAMOS A LA PLAYA?

Foto Rodrigo Tonel
Barra da Lagoa!


domingo, 28 de dezembro de 2014

MAR DE VERÃO

Foto Divulgação

"Camarão pistola sendo vendido na Peixaria do Chico a R$ 120,00 o quilo. É mole?"

(Do blog do Cacau Menezes- dia 26-12-14)

MAR DE PESCADOR


Pescadores de Itajaí e região vão parar em janeiro para protestar contra lista de peixes em extinção

Lista foi divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente na última quarta-feira e contém nome de peixes conhecidos como Cação e Atum


Em reunião na sede do Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi) na tarde desta terça-feira, os pescares decidiram paralisar as atividades em 5 de janeiro e fechar o Canal da Barra, em Itajaí. O motivo da manifestação é a divulgação pelo Ministério do Meio Ambiente de uma lista compeixes ameaçados ou em extinção na última quarta-feira.


Entre as espécies listadas em situação de extinção, estão peixes bastante consumidos na região, como o Namorado, Bagre, Cação, Garoupa e o Atum. Na relação em ameaça de extinção, estão a Tainha e a Anchova.

Segundo a determinação do Ministério do Meio Ambiente, as espécies só poderão ser pescadas nos próximos seis meses e comercializadas em até um ano. Após os prazos, tanto a pesca quanto o comércio serão proibidos.


De acordo com o Sindipi, cerca de 60 mil pessoas, entre pescadores e empresários que vivem da pesca, serão afetadas pela medida em Itajaí e região.

Para o presidente do sindicato, Giovani Monteiro, esta decisão é arbitrária.

- Não houve transparência por parte do ministério em relação às informações pesquisadas e o que foi divulgado nos relatórios não é a realidade das pesquisas a bordo feita pelo Sindipi em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) - disse.

A previsão é que cerca de 10 mil pessoas participem do movimento. Além de Itajaí, o movimento acontece simultaneamente em Laguna, Sul de SC, e vai contar com mais de dez mil pescadores. A mobilização começa às 9 horas. 

Outras regiões do país devem se unir ao movimento comandado pelo Sindipi. A previsão é que pescadores e empresários do Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro também façam parte do movimento. 

(Do O SOL DIÁRIO - www.clicrbs.com.br)

sábado, 27 de dezembro de 2014

VERÃO NO CARTÃO!

Foto Fernando Alexandre

NA PRAIA...


NA ZUADA DO MAR

Foto Fernando Alexandre
Três novas placas já foram colocadas na praia, mas faltam outras para o lado direito, à partir do Bar do Arante!

Vamos escutar a zuada do mar?

MAR DE RISO FRESCO


ALÉM DA SOLIDÃO


Praia do Saquinho - Bar do Pedrinho, único durante muitos anos, hoje casa do Maneca

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

MAR DE FRANCISCO FARIA

Francisco Faria - the third wave (grand sea of the levant, series) , 150 x 360 cm, graphite on paper, 2013-2014 - 3 panels.

DANDO NOME...

Foto Julio Cesar Vicente
Garopaba - Morrinhos - Canto Norte

MAR DE SARDINHAS

Até 15 de fevereiro, está em vigor o período de defeso da sardinha-verdadeira do sul e sudeste do pais.

Não pesque nem consuma sardinha-verdadeira fresca

Defeso é o período estipulado por lei onde a pesca e comercialização de determinada espécie é proibida. Essa proibição geralmente é durante seu período de reprodução ou durante o período que eles deixam de ser juvenis (jovenzinhos) para se tornarem adultos e então se reproduzirem.

O objetivo é dar tempo para que as espécies cresçam e se reproduzam, fazendo assim com que elas sempre existam na natureza, o que é benéfico inclusive pra pesca.

Então, seja um consumidor consciente! Até 15 de fevereiro, nada de comprar sardinhas frescas (as enlatadas não são proibidas).
Para saber mais sobre outros períodos de defeso consulte o IBAMA.

E você também pode consultar as orientações aos pescadores para o período do defeso da sardinha-verdadeira.

(Do https://www.facebook.com/)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

BIMBALHAM OS SINOS!


TRABALHADORES DO MAR

Foto Norma Maroso
Felipe e as garoupas - Pântano do Sul

TÁX COMPREENDENDO SÊO MANÉ?


Hora estreia coluna de Verão escrita em manezês, o dialeto de Florianópolis

Coluna assinada pelos nativos Rodrigo Stüpp e Jorge Jr. será publicada todas as terças e sextas no jornal e no site

Rapázi, tamo de volta! Já passamos por aqui nas Olimpíadas de 2012, na côzamedonha que foi a Copa para o Brasíli e agora no Verão que começou com uma friági de dar pena da raça que vem pra Flonópsh passar o fináli de ano. Aqui a conversa é de mané pra mané, táx compreendendo?

Te liga ô!

Quando cai um cacau é ruim pra gambazada que fica na praia de zóculo escuro, sentadão na cadeira, só na visão periférica. Cuida da tua mulher, ô ixtepô!

"A cada um minuto, quatro baitas passam"De um quiridu frequentador de Jurerê Internacional e amigo dos colunistas

Nosso amigo tem razão!
Foto: Léo Cardoso/Agência RBS

Puchalski

Aí o cara junta uns trocados, vem com a família e a cacalhada toda no carro, aluga uma casa na Daniela ou nos Inglêisi e fica esse dia todo rengo. Puchalski, a raça tá com o bagão do olho em ti só esperando aquele dia cheio de sóli!

Saudades do ônx

Era pouco bom ir pra praia de ônx. Quando a gente era pequeno, e isso já faz uma cara, pegava o latão ali na Mauro Rãnx, na frente do xóp, e embarcava num Ribeironense, que já vinha socado desde o Inxtituto, pra ir pra Barra. Só pra subir o Morro da Lagoa levava 20 minutos e nem era por causa do trânsito! Ô saudade!

Foto: Geferson Schreiner/Arquivo Pessoal

Jaguara

Não basta o mazanza botar o carro na areia, até porque ali tem mais gente que faz isso. Mas o tanso conseguiu ser levado por uma onda! Tá de sacanaiz, né? O boca mole ainda faz isso em Jaguaruna, no Sul do Estado. Piada pronta, né ó? 

E o Keko?

A coluna Manés na Praia sairá nas terças e sextas-feiras na Hora, até o final de janeiro. É produzida pelos manés legítimos Jorge Jr. e Rodrigo Stüpp, editores de Esporte da Hora. Os termos em itálico são da linguagem popular dos manezinhos da Ilha, o manezês. É um olhar local para o que rolar no Verão, em Floripa, Palhoça, Rio, Austrália e o escambau.

(Do HORA DE SANTA CATARINA - www.clicrbs.com.br)

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

MARES DE PORTUGAL

Mariscadores da Ria de Aveiro

NATUREZA & ARTE


Encontramos a escultura que Pita Camargo colocou no fundo do mar, na Ilha das Galés, há 21 anos. Ela está completamente revestida por algas e invertebrados. A natureza absorveu a obra do artista e continuou de onde ele parou.

Curta a página do INSTITUTO LARUS.

E O RISCO CONTINUA...

Foto Divulgação
APÓS DEZ ANOS DO TSUNAMI AINDA EXISTEM ÁREAS CRÍTICAS NA ÁSIA E PACÍFICO 

“Uma década após o tsunami do Oceano Índico, a região da Ásia-Pacífico continua altamente sujeita a catástrofes, deixando a região em alerta. Investimentos adicionais são necessários, principalmente em nível local”, disse nesta segunda-feira (15) a Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia e Pacífico (CESAP).

A diretora de Tecnologia da Informação e Comunicação e da Divisão de Redução do Risco de Desastre da CESAP, Shamika N. Sirimanne, afirmou nesta última segunda-feira (15) que “dez anos após o tsunami do Oceano Índico, muito já foi feito para preencher as lacunas na redução do risco, prevenção de catástrofes e sistemas de alerta precoce.”

No entanto, Sirimanne observou que a principal lição do tsunami de dezembro de 2004 foi a importância do alerta precoce. Como um marco importante para aumentar a capacidade de resiliência, destacou a criação do Sistema de Alerta de Tsunami no Oceano Índico em 2011 para prevenir futuras catástrofes em uma região sujeita a desastres.

“Alcançar as pessoas mais vulneráveis e as comunidades mais remotas com alertas imediatos é fundamental. Um sistema de ponta com este alcance ainda está para ser colocado em prática”, adicionou a diretora da CESAP.

(Do http://www.nauticatotal.com.br/)

domingo, 21 de dezembro de 2014

VOCÊS VERÃO!


Verões
Te vendo
Me vendo
Nos vendo
Nos movendo.
Verão!
Infinitos virão...

(Fernando Alexandre)

EM EXTINÇÃO



Pescadores, fiquem atentos. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, apresentou na tarde desta quarta-feira (17) as novas Listas Nacionais de Espécies Ameaçadas de Extinção: a Lista de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, produzida pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e a Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, elaborada pelo ICMBio. Segundo o diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (Dibio/ICMBio), Marcelo Marcelino, a nova Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção se destaca pela abrangência do estudo: 12.256 espécies (incluindo peixes e invertebrados aquáticos) foram analisadas nos últimos cinco anos.

As espécies constantes da Lista, conforme Anexo I desta Portaria, classificadas nas categorias Extintas na Natureza (EW), Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU) ficam protegidas de modo integral, incluindo, entre outras medidas, a proibição de captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização. Constam nesta lista o bagre-cabeçudo (Genidens barbus), o cavalo-marinho (Hippocampus erectus), o mero (Epinephelus itajara), a garoupa verdadeira (E. marginatus), a garoupa (E. morio), o cherne negro (Hyporthodus nigritus), o cherne verdadeiro (H. niveatus), o burriquete (Pogomias cromis), o batata (Lopholatilus villarii), o pargo (Lutjanus jocu), entre outros, principalmente tubarões e raias. A multa é fixada por exemplar, e pode chegar a R$ 5.000,00.

MALHEIRAS

foto de Neide Maria

Praia do Moçambique






quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

GRAFITE PRAIEIRO

 Foto Celso Martins.

Grafiteiro transforma o rancho do SUP Sambaqui

O canto do SUP Sambaqui na praia das Flores ganhou um toque diferente com os jatos de spray passados em poucas horas pelo grafiteiro Tamor, chamado pelo casal Kidinho e Débora Machado Dutra para revigorar o rancho onde ficam as pranchas de Stand Up Paddle (SUP). O artista começou a trabalhar por volta das 16 horas da última segunda-feira (15.12), terminando pouco depois do meio dia de hoje (terça). Ele reside em Sambaqui há cerca de seis meses.

Equipe
Estimulados por vitórias recentes, Kidinho e Débora estão organizando uma equipe para participar de competições com pranchas. O primeiro a começar os treinamentos foi Eduardo Machado, atleta de futebol e sobrinho do casal. Guilherme Souza, que na falta do equipamento usava uma prancha de windsurf para deslizar na água, também se integra ao grupo.

( Do Daquinarede)

COM OU SEM CABEÇA?


 Postado por Patricia Sunye 

Bacalhau: a história do peixe que mudou o mundo é a biografia de uma única espécie de peixe, mas bem que poderia ser uma história do mundo tendo este humilde peixe como seu principal personagem. Mark Kurlansky realizou uma extensa investigação histórica, econômica e gastronômica, e fez um livro tão interessante quanto a trajetória do próprio bacalhau. O livro apresenta uma variedade de informações sobre esta espécie e sua exploração, intercaladas com detalhes gastronômicos, receitas e conselhos culinários acumulados desde a Idade Média. O livro inicia com o bacalhau em si: um peixe que nada de boca aberta, engole tudo o que vê pela frente e cujas fêmeas disponibilizam uma quantidade inigualável de ovos. O autor mostra o uso inicial de bacalhau como um alimento e a comercialização precoce generalizada, culminando na hostilidade de nações exploradoras.

Até o final dos anos 1860, cientistas, incluindo Thomas Henry Huxley, discutiam que a reprodução do bacalhau era suficientemente robusta para garantir uma pesca extensiva por muitos anos. Huxley estava errado. Ele não previu que as extensas melhorias nas técnicas e equipamentos de pesca dentro de algumas décadas tornariam desertos os pesqueiros de bacalhau mais ricos do mundo. O final do livro aborda a história mais recente, quando vários tratados internacionais estenderam as zonas econômicas exclusivas das nações para 200 milhas, excluindo a pesca internacional. Este mesmo período viu um aumento nas frotas de pesca, melhorias nas técnicas de pesca, e igualmente grandes reduções das capturas de bacalhau. 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

VENDENDO SONHOS

Na imagem, Praia do Saquinho, no Sul da Ilha de SC. Quem envia é @ana_hoe_.
Praia do Saquinho

VENDO PARAÍSO!
A Praia do Saquinho é um pequeno paraíso ao extremo sul da Ilha de Santa Catarina. A comunidade não tem estrada nem energia elétrica convencional. Chega-se lá de barco ou por uma trilha de concreto, construída e mantida pelos próprios moradores, que tem consciência do valor do local e querem mantê-lo exatamente como é, para o desfrute de seus descendentes.
Ali, há 25 anos, compramos uma grande área com uma casinha e vivemos um sonho. Por motivo de força maior estamos agora vendendo esta propriedade.
São 63 mil m2 de área (APL) preservada, de frente para as Ilhas Moleques do Sul, Ilhas Três Irmãs e para a vila de pescadores do Pântano do Sul, onde chega-se após 40 minutos de caminhada, a partir da praia da Solidão. Continuando mais 3 horas pela trilha, chega-se à praia de Naufragados.
A casa mista, de tijolo, pedra e madeira, tem duas placas de energia solar, uma geladeira a gás e um deck, que durante o tempo que lá moramos funcionou como observatório de baleias. O local tem também potencial para a implantação de outros projetos de ecoturismo, pois é bastante visitado não só no verão, mas durante o ano inteiro, pelos apaixonados por trilhas.Interessados podem entrar em contato pelo email: tainhanarede@ig.com.br

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

AQUARELOU

Vento Súli aquarela a tarde do Pântano do Sul enquanto a noite não desce!

ESPERANDO O VENTO SÚLI!

Pântano do Sul amanheceu com sol entre nuvens, esperando o vento súli que deve entrar a qualquer momento: limpando o tempo, trazendo espadas e lulas e endurecendo a areia!

DE NOVO O VELHO E DE NOVO O MAR...


NA TERRA COMO NO MAR

Foto Fernando Machado, arquivo pessoal


Leitor envia foto da fila com cerca de 90 embarcações entre motos aquáticas, lanchas e barcos de pesca para abastecer no canal da Barra da Lagoa, o único posto náutico no leste e norte da Ilha de Santa Catarina. E a temporada nem sequer começou…

(Da coluna "Visor", do Rafael Martini, no DC - www.clicrbs.com.br)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

MANEMÓRIAS

Foto de 1890, vemos o lugar onde hoje fica a Praça Hercílio Luz, na atual cabeceira do lado insular da Ponte -  Ilha de Santa Catarina
via o Geraldo cunha

MAR ABERTO

Caetano Velloso numa parceria com Pedro Sá.

NAUFRAGADOS


Foto Divulgação Santur

Ilustração Andrea Ramos

O Farol de Naufragados está localizado no extremo sul da Ilha de Santa Catarina, em frente ao forte Nossa Senhora da Conceição e da Ilha de Araçatuba. Suas obras foram concluídas no dia 4 de novembro de 1860 e inauguradas no dia 3 de maio de 1861, mais de 300 anos após o naufrágio da nau capitânia Santa Maria de la Concepcion, de Sebastião Caboto. Construído num maciço de 30 metros, totalizando 42,6 metros acima do mar é o mais antigo de Santa Catarina e seu alcance atual é de 18 milhas.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

MAR DE BALEIAS


Foto:Marcelo Bertellotti

Há alguns anos, pesquisadores que estudam a reprodução de baleias francas (Eubalaena australis) revelaram que estes cetáceos estavam sendo vítimas de violentos ataques de gaivotas (Larus dominicanus). Entre os meses de junho e dezembro, estas baleias se reúnem para acasalar e dar à luz nas águas da Península de Valdes, em Chubut, na Argentina. É neste local que elas estão sendo alvo dos ataques das gaivotas. Quando as baleias sobem até a superfície para respirar, as aves pousam em seu dorso arrancando sua pele e alimentando-se de sua gordura. Esta interação não parece matar as baleias, mas, devido aos repetidos ataques, causa lesões desagradáveis. Os ataques têm aumentado rapidamente desde que foram documentados pela primeira vez em 1972. Atualmente, cerca de 77% das baleias que frequentam a região apresentam feridas causadas pelas gaivotas.

A dor é um grande impulso para aprender rapidamente um comportamento de esquiva, certo? Foi exatamente isso que aconteceu com as baleias! Desde o aumento da frequência de ataques, elas desenvolveram a chamada “respiração oblíqua”. Esta técnica consiste em, no momento em que ela emerge para respirar, tirar o corpo da água em um ângulo de 45 graus, de modo que somente a cabeça fique exposta. Elas também passaram a fazer inspirações mais curtas, porém, mais fortes antes de submergirem novamente, fugindo com sucesso dos ataques. Este comportamento está se tornando cada vez mais comum. Em 2010, somente 3% das baleias utilizavam esta técnica. Já no ano de 2013, esse número subiu para 70%. A respiração oblíqua é susceptível de exigir um gasto maior de energia, que provavelmente é prejudicial para as baleias. No entanto, o aumento da prevalência deste comportamento sugere uma estratégia útil de prevenção contra os ataques das gaivotas.

ESTIVADAS

Foto Fernando Alexandre

22 TONELADAS DE MACONHA


ReproduçãoLata do Solana Star encontrada na praia de Ipanema, Rio de Janeiro, em 11 de outubro de 1987 
"Verão da Lata" conta como 22 toneladas de maconha acabaram nas praias brasileiras em 87 

por Daniel Solyszko

Do UOL, em São Paulo
No dia 25 de setembro de 1987, 18 latas semelhantes às encontradas em supermercados para vender leite em pó foram encontradas boiando próximas ao litoral do município de Maricá, no Rio de Janeiro, distante cerca de 60 quilômetros da capital. Assustados após abrirem algumas delas, os pescadores locais entregaram o carregamento para a Polícia Militar. Como ficou comprovado depois, cada uma delas continha aproximadamente 1,5 kg de maconha. Seria o primeiro registro oficial do episódio que entraria para a história como o "verão da lata".

No final de agosto, a Polícia Federal do Rio recebeu um comunicado dos EUA de que o navio Solana Star, que vinha da Austrália, estava no litoral do Rio de Janeiro carregando 22 toneladas de maconha, que seriam depois repassadas para outros dois barcos com destino à Miami. A tripulação descobriu que o barco estava sendo procurado e despejou todo seu arsenal no mar. Por volta de 20 de setembro, diversas latas começaram a ser encontradas no litoral do Rio de Janeiro e São Paulo.

Capa do livro "Verão da Lata", de Wilson Aquino 

A história completa do Solana Star e suas cerca de 15 mil latas foi contada recentemente pelo jornalista carioca Wilson Aquino no seu livro "Verão da Lata". "A ideia surgiu conversando com a galera mais jovem, eles achavam que isso aí era um folclore, papo de maconheiro, uma "viagem" (risos)". Com cerca de 200 páginas e recheado de fotos, a obra tem uma linguagem bastante semelhante à da televisão, o que é confirmado pelo autor. "Primeiro surgiu a ideia de fazer um documentário para cinema ou TV. Aí entrei em contato com a editora e o dono sugeriu fazer um 'documentário impresso' já que havia bastante material fotográfico", conta ele.

Repressão

O episódio aconteceu num momento em que o país estava em um período de transição entre o final da ditadura e a democracia plena. Aquino conta que houve uma verdadeira "caça ao tesouro" de parte da população para descobrir as latas, mas o medo de ser pego era muito grande. "Hoje em dia é tranquilo, você pode até ser liberado depois de responder alguma bobagem. Na época tinha porrada mesmo, ninguém gostava de maconheiro, principalmente a polícia. Era um período pós-ditadura, então as pessoas ainda tinham muito medo", diz ele.

Aquino conversou com diversos policiais da época, mas conta que apesar de muitos deles na época terem ligações com os antigos órgãos de repressão da ditadura, sua atitude uma vez que as latas se espalharam foi de relativa permissividade. "Os caras com que eu conversei são maduros, a maioria já deve estar aposentada, eles hoje têm outra visão. Eles próprios acharam que isso não causou uma convulsão social. Mas houve alguma repressão, em todo cais tinha uma operação da polícia", conta.

Policiais analisam latas de maconha encontradas no litoral paulista em 5 de outubro de 1987 

Também pesava o fato de que poucos traficantes terem se envolvido com a venda do conteúdo das latas. "Achei legal que não houve registro de traficante profissional. A polícia nunca apreendeu lata em boca de fumo. A sociedade mesmo se incumbiu de detonar tudo sem a interferência do intermediário. Era tudo de Iemanjá ou Netuno direto para o usuário (risos)", conta Aquino. Das cerca de 15 mil latas jogadas no mar, apenas pouco mais de 2 mil chegaram a ser apreendidas pela polícia. 

A tripulação

Após jogarem as latas no mar, a tripulação do Solana Star pediu autorização para entrar com o navio no Porto do Rio para reparos no motor. O barco ficou atracado e quase todos os integrantes, com exceção do cozinheiro Stephen Skelton, saiu nos dias seguintes do país. Quando a polícia brasileira reconheceu o Solana Star como o barco que estava sendo procurado, apenas Skelton, que foi imediatamente preso, estava no país.

"Ele foi condenado à uma pena de 20 anos, mas ficou só um ano preso. O próprio STF achou que a quantidade apreendida no barco era muito pequena para condenar o cara por tráfico internacional", conta Aquino. Não havia como provar a relação de Skelton com as latas encontradas no litoral, e a quantidade encontrada no barco era ínfima. "O Supremo viu que era exagero e liberou o cara", diz o autor.

O cozinheiro do Solana Star, Stephen Skelton, em entrevista logo após ser detido 

Já o responsável pelo comando da operação foi preso em Miami na véspera ao tentar embarcar no Brasil, mas por uma falha de comunicação entre as policias dos dois países não se sabe que fim ele levou. "Esse intercâmbio entre as policias não ocorreu, não informaram para a polícia daqui que fim levou o cara. Eles só estavam mesmo querendo que a polícia brasileira evitasse que esse carregamento chegasse aos EUA", diz Aquino. 

Influência

Em relação à influência do carregamento do Solana Star na cultura brasileira da época, Aquino acredita que ela não foi muito além de ter batizado o nome de algumas bandas de reggae e ser tema de algumas marchinhas de carnaval. O jornalista acredita, no entanto, que a qualidade do produto vendido no Brasil mudou desde então. "A maconha vendida aqui no Rio de Janeiro era solta, de qualidade duvidosa, causava muita irritação e tosse. Depois começou a surgir uma maconha de mais qualidade, o que a gente chama hoje em dia de 'prensada'. Isso a gente pode atribuir ao verão da lata", conta ele.

O autor se diz favorável à descriminalização, mas acha que a legalização da maconha seria uma questão mais complexa no Brasil."Acho que a descriminalização na prática já está ocorrendo. Mas legalizar requer outros estudos: você tem que considerar quem vai poder vender, quem vai poder comprar, aonde, quanto seria cobrado...é uma coisa mais complicada", conclui ele.