sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PESCANDO COM AS LONTRAS

Foto AFP
A tradição de utilizar Lontras na pesca está desaparecendo em Bangladesh

Forma pouco conhecida de pesca com várias centenas de anos de história. Já foi mais popular em muitas partes da Ásia, mas agora ela só existe em algumas áreas remotas, como Narail - há 130 quilômetros, da capital do pais.
Este método de pesca é capaz de capturar mais peixes, geralmente à noite um pescador pode pegar 50 quilos de peixe, metade do dinheiro é usado para alimentar as lontras.
No momento, este método de pesca está desaparecendo, cada vez menos peixes podem ser capturados, mais 20 anos esse método pode desaparecer . As lontras utilizadas são as Shorthair (Aonyx cinerea), é uma espécie em extinção e na Lista vermelha da IUCN. (trduzido pelo Bing, Sorry)

FALANDO DE BRUXAS


NAS GARRAS DO GAVIÃO

Fonte da imagem: Shutterstock

Ave rouba câmera e faz incrível cena aérea de uma colônia de pinguins

Sem saber, o mais novo cinegrafista amador foi o responsável por um registro inédito das aves.

Por Fabrízia Ribeiro.

Um curioso pássaro se transformou em um cinegrafista amador sem querer enquanto fazia sua ronda diária em busca de comida. O caracará – que é uma espécie da família dos falcões – chegou a uma colônia de pinguins-de-penacho-amarelo e encontrou em meio às aves um único ovo que ainda não havia eclodido.

Mas o ovo não havia eclodido por um bom motivo: afinal, tratava-se de uma câmera escondida justamente para registrar o comportamento dos animais da colônia. Depois de algumas bicadas, o caracará comprova seu interesse ao capturar a câmera e sair voado com ela presa em uma de suas garras.

O que ele não imaginava é que, durante seu voo, ele seria o primeiro pássaro a registrar uma cena área de uma colônia de pinguins. Lá do alto, ele nos permite ver milhares de pinguins-do-penacho-amarelo que ocupam uma grande área de uma região elevada próximo à costa.

Infelizmente, nosso cinegrafista acaba derrubando o ovo, que assim que atinge o chão e chama a atenção de dois urubus-de-cabeça-vermelha que logo vêm investigar o objeto. Desajeitadas, as aves acabam mandando o ovo rolando de volta até os pinguins.

Segundo o The Verge, a câmera escondida foi implantada no local pela BBC One. Ficamos na torcida para que outras aves se interessem pelo objeto e possam nos revelar mais cenas incríveis como as que você confere abaixo:


(Publicado por megacurioso.com.br )

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

PARA TODOS!


OSTRA GIGANTE É PESCADA NA FRANÇA

Sábado passado Jérôme Laîne, pescador profissional da Baía do Monte Saint Michel, encontrou uma ostra de proporções desconcertantes: 35 cm de comprimento, 15,5 de largura e 2,03 kg!

Convencido de ter encontrado um tesouro vivo, Jérôme instalou a ostra gigante em um aquário enquanto espera os especialistas. Esta pode ser a maior ostra do mundo. A detentora do recorde foi pescada em 2013 na Noruega, com 35,5 cm de comprimento, 10,7 de largura e um peso de 1,6 kg, 403 gramas a menos do que a ostra da Bretanha.

( Do http://france3-regions.francetvinfo.fr/)

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

MINEIRINHO, O COMEQUIETO - NA PRAIA

Ziraldo

QUALIFICANDO A AQUICULTURA

Fonte e foto: MPA


O Ministério da Pesca e Aquicultura publicou o edital de Chamada Pública nº 1/2014, para a seleção de projeto de entidade sem fins lucrativos visando a capacitação dos profissionais da pesca. O projeto terá um ano de duração e envolverá 21 cursos básicos e específicos, visando em especial o manejo no cultivo de organismos aquáticos marinhos e de água doce. Os alunos terão noções de criação de algas, mexilhões e ostras, carcinicultura em água doce e salgada, piscicultura de água doce criação de peixes marinhos das espécies bijupirá, robalo, garoupa e cioba. Está também incluída a criação de espécies ornamentais continentais e marinhas.

As entidades interessadas em participar devem possuir experiência prévia e capacidade institucional comprovada no desenvolvimento e oferta de educação profissional e ensino interativo presencial. Todas deverão estar cadastradas no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SICONV) do Governo Federal. As instituições poderão ser representadas por instituição ou fundação de apoio. Os pescadores artesanais devidamente cadastrados no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) do MPA terão prioridade para participar dos cursos a serem oferecidos.

NA MESA COM IEMANJÁ

As comidas oferecidas a Iemanjá são o Ebô de milho branco com azeite doce ou mel, peixe cozido com pirão de farinha de mandioca, arroz cozido doce enfeitado com fatias de maça, manjar de maizena, canjica cozida branca e refogada com camarões e cebola com azeite de oliva, peixe de água salgada, ebo pupá, Eko e acaçá.

MOQUECA DE SIRI
 INGREDIENTES 
200 g de carne de siri 
Cebola, tomate, coentro, e sal a gosto 
Suco de 1 limão 
Azeite de dendê 
½ xícara de leite de coco 
Farinha de mandioca para o pirão 


MODO DE PREPARO 
Refogar os temperos no azeite de dendê; 
Acrescentar o suco de limão; 
Juntar o siri e cozinhar; 
No fim, juntar o leite de coco e apurar o caldo; 
Tirar a carne e fazer o pirão com o caldo, usando a farinha de mandioca.

MAR DE ILHAS

Alcatrazes esbanja beleza.

Arquipélago de Alcatrazes

Publicado por João Lara Mesquita 

Em setembro passado fiz uma viagem para Alcatrazes, litoral Norte de São Paulo, com objetivo de gerar mais um programa para a série Mar Sem Fim exibida pela TV Cultura aos domingos às 19 horas (reprise sábados, 8h30). Tivemos que voltar antes de terminar em razão da entrada de uma frente fria. Retornamos semana passada e concluímos o programa.

História antiga
O arquipélago é um dos mais bonitos e ricos da costa brasileira. E tem uma sina estranha e sinistra: o fogo. Desde que foi avistado pela primeira vez, em 1531, na quarta viagem que os portugueses fizeram ao Brasil, os incêndios não deixam Alcatrazes em paz.

Esta viagem comandada por Martim Afonso de Souza tornou-se célebre por vários motivos. Um deles é que o Diário de Navegação, escrito pelo irmão do comandante, Pero Lopes de Souza, resistiu ao tempo; sobreviveu ao terremoto de Lisboa no século XVIII e posterior maremoto seguido por incêndios que destruíram grande parte dos documentos da época das grandes navegações, e até hoje pode ser encontrado em bibliotecas especializadas.

Tenho comigo uma cópia que nunca deixo de reler.

Os Diários eram parte da estratégia lusa. Em todas as viagens havia alguém relatando milha a milha tudo que acontecia a bordo.
A frota de Martim Afonso descia a costa brasileira em direção ao Rio da Prata, com paradas em vários locais. No sudeste os escolhidos foram Ilhabela, Alcatrazes e Cananéia.

Depois de deixarem Ilhabela e navegarem para o sul Pero Lopes conta que a nau capitânia, debaixo de forte cerração, “quase deu o com o gurupés nas pedras (de Alcatrazes). Em seguida informa que desembarcaram e “mataram tantos rabobifurcados (alcatrazes, a ave) “que carregamos o batel deles”. Por último, para reunir a frota que estava dispersa, Pero Lopes escreve: “tornei a ilha a por lhe fogo”.

Os “raobifurcados” ou Fragatas, que fazem da ilha seu ninhal.

História moderna

A sina de Alcatrazes, iniciada no século XVI, foi retomada nos anos 80 do século passado quando a Marinha do Brasil escolheu a ilha como alvo para tiros de canhão provocando vários incêndios. Só que desta vez havia quem não gostasse. Um tipo novo de cidadão havia surgido. Os “ambientalistas”, entre eles Fausto Pires de Campos, da Fundação Florestal de São Paulo que, junto com outros, iniciou uma batalha pelo fim dos ‘exercícios’ e a transformação do arquipélago em Parque Nacional Marinho.

Consequências do tiros, anos 80.

Foi o início de uma longa disputa. Entre um tiro e outro os ambientalistas trabalhavam na transformação da área em Parque Nacional Marinho. Um dos lances importantes aconteceu em 1987 com a criação da Unidade de Conservação federal ESEC Tupinambás que engloba quase todas as ilhas do arquipélago (Ilha do Paredão, a Laje de mesmo nome, a Ilha da Sapata e a do Oratório, o Parcel de Nordeste, e ainda mais duas Lajes: a do Pescador, e a da Gaivota) e mais duas próximas a Ilha Anchieta, em Ubatuba.
Enquanto isto a ilha principal, e mais importante, continuava fora da unidade sendo bombardeada com frequência.

Adesão a ideia do Parque

O movimento cresceu. Pessoas com prestígio no meio ambiental como Judith Cortesão, a jornalista Priscila Siqueira, o fotógrafo Antonio Carlos D’ Ávila, e outros, se engajaram. Começou a pressão da opinião pública. Matérias na imprensa, editoriais e cartas –abertas foram feitas.

Kelen Leite, analista ambiental do ICMBio, teve papel importante durante todo este processo, especialmente depois de assumir a chefia da ESEC Tupinambás em 2010. Ela conta que o primeiro processo encaminhado ao ICMBio, ainda nos anos 80, teve boa recepção por parte do diretor Raimundo Melo.

“A grande dificuldade para a criação de uma nova UC é o setor econômico ou a população afetada” explica Kelen. No caso de Alcatrazes moradores e prefeitos de São Sebastião e Ilhabela se manifestaram a favor da mudança, e até uma carta do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi anexada ao processo. Os únicos a resistir foram os pescadores que por fim concordaram “desde que não se aumentasse a restrição à pesca” (em algumas UCs as áreas contíguas são vetadas à pesca).

Fausto Pires de Campos anilhando filhote de Atobá.

Situação atual
Demorou mas deu certo. Faz um ano que a Marinha do Brasil desistiu dos tiros. Durante todos este tempo Alcatrazes esteve “fechada ao público”, isto é, aos barcos privados que só podiam alcança-la com autorização da força naval.

Mas agora que a restrição caiu, o perigo aumentou.

O ICMBio passou a ter nova direção, Ricardo Valentim que, ao assumir, promoveu mudanças em cargos de segundo e terceiro escalão.

Kelen Leite foi afastada da chefia da ESEC Tupinambás. Perguntei o motivo. “Não houve justificativa. Recebi um e mail no final de 2013 falando em mudanças de diretrizes e gestão.”
Não sabe como o processo de mudança é visto atualmente.

A quantidade de aves é impressionante
Para Kelen é preciso agir rápido: “só na região de São Sebastião há 25 mil embarcações registradas”.

“É preciso algum tipo de controle. Alcatrazes abriga 150 tipos de peixes sendo que 50 estão sob algum tipo de ameaça”. Mais importante que a quantidade de espécies é o fato que no litoral paulista há apenas duas ilhas “que têm papel importante na reposição dos estoques: a Laje de Santos, e Alcatrazes.”
E não é só. O arquipélago é o maior ninhal de aves marinhas do litoral Sudeste, e ponto de parada de muitas outras.
Fragata no ninho.

Além disto a ilha principal abriga diversos tipos endêmicos entre anfíbios, um tipo diferente de jararaca, e espécies da flora, entre elas uma linda orquídea cujo nome me fascinou: Rainha do Abismo, por nascer nos enormes paredões de granito que formam Alcatrazes.

Ruínas da antiga casa de faroleiro em Alcatrazes.
Não há contestação, seja entre ambientalistas, seja entre pesquisadores. Chegou a hora de Alcatrazes finalmente ter a paz que merece e, sua beleza selvagem e grande biodiversidade, franqueada à todos. Não há outro caminho que não passe por sua transformação em Parque Nacional Marinho.
Por sua beleza e biodiversidade Alcatrazes merece ser nosso próximo Parque Nacional Marinho.

(Do https://www.facebook.com/marsemfim)

sábado, 25 de outubro de 2014

NO CLIC DO OLHO

Lagoa da Conceição - do Geraldo Cunha

DESEQUILÍBRIO NO MAR


 Maior água viva do mundo se reproduz desenfreadamente e preocupa cientistas.

Como se já não bastassem os problemas ambientais gerados pela invasão dos peixes- leão , uma nova criatura também tem invadido as águas do México e do Ártico. Trata-se da água- viva- juba de leão. Além de extremamente bela, essa espécie pode chegar a medir 2 metros de diâmetro com tentáculos que alcançam 35 metros de comprimento.

Os encontros com as águas -vivas- juba de leão não devem ser muito agradáveis!! Elas tem centenas de tentáculos gigantes com células venenosas que capturam as presas, desde zooplânctons e ovinhos de peixe, a outras águas-vivas e até indivíduos de sua mesma espécie.


As toxinas presentes nos tentáculos das juba-de-leão são venenosas e mortais o suficiente para incapacitar as pequenas criaturas e provocar um bocado de dor em humanos desavisados que cruzem seu caminho. Uma vez capturada a presa, os enormes tentáculos a leva até a boca, um orifício que também funciona como ânus.

As águas vivas- juba de leão não têm olhos, e são equipadas apenas com estruturas rudimentares capazes de detectar a luz. Além disso, as juba-de-leão em vez de possuírem cérebro, contam com uma estrutura nervosa que essencialmente controla todos seus processos vitais.

Essas águas vivas cegas e “desmioladas” não possuem sua reprodução abalada pelo aquecimento global e tem aumentado muito mais do que outros animais marinhos que sofrem com a ação humana. Os machos da espécie juba de leão liberam um filamento composto por espermatozóides que são capturados pela “boca-ânus” das fêmeas. Então ocorre a fertilização e, depois, larvinhas são liberadas e vão vagando sozinhas até chegarem ao fundo do mar e lá reproduzem centenas e centenas de águas-vivas da sua espécie.

Segundo cientistas da CSIRO — organização governamental para pesquisas científicas na Austrália — embora a poluição, a pesca desenfreada, o aquecimento global e o resultante desequilíbrio ambiental sejam uma praga para muitas espécies marinhas, tudo isso é uma verdadeira bênção para as águas-vivas Juba de leão.

Os pesquisadores explicaram que ainda não existem muitos dados sobre a explosão na população de águas-vivas. Contudo, eles já conhecem algumas consequências: além de mais acidentes com banhistas, mais usinas nucleares podem ser atacadas e obstruídas e algumas espécies de peixes poderão desaparecer depois que as juba-de-leão devorarem todos seus ovinhos.

Assim como os peixes-leão, as águas-vivas-juba de leão também podem contribuir com o desequilíbrio ambiental marinho.

( Do Mar Sem Fim - http://marsemfim.com.br/)

domingo, 19 de outubro de 2014

FARÓIS QUE RESISTEM!

Este vídeo mostra a fúria do mar  contra os resistentes e seculares  faróis  da costa da Bretanha no noroeste da França. A região é   banhada ao norte pelo Mar do Norte e a oeste pelo Oceano Atlântico. Incluindo   o  Golfo de Biscaia,  é conhecida pelas violentas tempestades e dizem que é lá o único lugar onde um navio pode partir-se ao meio.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

ESTRADA D'ÁGUA!


JET TÁXI PARA TRANSPORTE NAS GRANDES CIDADES - FOTO: DIVULGAÇÃO

Jet táxi para transporte nas grandes cidades
Uma empresa italiana chamada Jet Capsule apresentou um incrível Táxi aquático para transporte de passageiros em cidades litorâneas ou cidades cortadas por rios. É com certeza uma forma bem divertida de se locomover.
Os fundadores da Jet Capsule, Solla luca (CEO) e Lazzarini pierpaolo (designer chefe executivo), anunciaram que a sua empresa está crescendo comercialmente e estilisticamente com a chegada do Jet Taxi 2015. O veículo é o primeiro de muitos táxis aquáticos que estão por vir, e os empresários esperam que ele se torne popular entre as principais cidades do mundo, como Dubai, Doha, Moscou, Paris, Londres, Miami, Chicago e Nova York.

O veículo pode ser equipado com duas portas traseiras que proporcionam um nível de temperatura constante para oito a doze passageiros. Esta configuração pode ser usada como projeto-piloto nas cidades mais frias do mundo e também nas mais quentes. O Jet Táxi é capaz de atingir uma velocidade máxima de 32 nós e pode navegar com ondas de até dois metros. Estas características únicas permitem que opere no transporte de curto e médio alcance com pleno conforto e segurança. Quem não vai querer andar num Jet Táxi maneiro desses?

O projeto foi recentemente selecionado para o serviço de táxi aquático público na Itália. Como resultado disso, muitas outras cidades agora querem usá-lo para fins semelhantes. Solla e Lazzarini veem muito potencial no veículo que pode ter as mais diversas utilidades além de táxi como ambulância, polícia marítima, carro aquático particular, turismo, etc. O Brasil com essa imensidão de área costeira é um lugar que poderia utilizar um veículo assim, principalmente em cidades como Rio de Janeiro, Vitória, Recife, Fortaleza, Natal, Florianópolis, Balneário de Camboriú entre outras cidades.


Fonte: http://www.clicmais.net/

terça-feira, 14 de outubro de 2014

SEM ARRASTO


Decreto de Portugal proíbe pesca de arrasto de fundo em mais de 2 milhões de km2.

O Governo Português proibiu por decreto todas as pescas de fundo , exceto a pesca de fundo com espinhel, autorizado sob certas condições. A proibição vale para uma área de 2.280.000 km2 , cerca de quatro vezes o tamanho da Península Ibérica.

O objetivo do decreto aprovado é promover a pesca de forma sustentável e a conservação dos ecossistemas marinhos profundos.

A decisão foi apoiada e aplaudida pela Oceana, organização internacional de preservação e conservação dos oceanos, espécies e ecossistemas marinhos de todo mundo. Uma das bandeiras da Oceana é que essa legislação seja ampliada para toda União Européia.

O decreto também contribui para um outro ponto importante: O registro de informações pela preservação dos ecossistemas marinhos vulneráveis, uma chave para o abrigo, reprodução e alimentação de muitos outros organismos. Embora alguns desses recifes de corais e de esponjas possam atingir mais de cem anos , o seu crescimento é muito lento, o que torna muito sensível aos efeitos da pesca, particularmente do arrasto.

Sobre a pesca de arrasto de fundo: À medida que as redes são arrastadas pelo fundo do mar, esmagam e destroem a vida marinha que vive agarrada ao fundo. Pode-se comparar isto a cortar uma floresta tropical para apanhar animais que vivem entre as árvores. Portanto, é uma forma de pesca tremendamente destrutiva. (Alex Rogers)

(Fontes: Oceana.org e Greenpeace)

LÁ DE CIMA...

 Imagem de Daniel Guilhamet
RIBEIRÃO DA ILHA 
Imagem do Ribeirão da Ilha, Florianópolis, mostra a Freguesia do Ribeirão, baia e trapiche do restaurante"Ostradamus". 

(Via Tainhas, Tribuzanas e Rabos de Galo - https://www.facebook.com/tribuza)

PAMPÊRO REBOJADO

FRANK MAIA
Mergulhe mais fundo no www.xinelao.blogspot.com

domingo, 12 de outubro de 2014

O MENOR PAIS DO MUNDO!

CONSTRUÍDA DE AÇO E CONCRETO, A ANTIGA PLATAFORMA FUNCIONOU COMO UMA BASE MILITAR AVANÇADA DA MARINHA INGLESA - FOTO: DIVULGAÇÃO / RYAN LACKEY


Antiga base militar, hoje é o menor país do mundo

Quem nunca sonhou em ter o próprio país? O britânico Paddy Roy Bates resolveu o problema e criou sua pátria, além de uma briga internacional. Se fundar a própria nação já não era o bastante, ele se autodeclarou rei e ainda deu títulos de nobreza a toda a família. Localizada a cerca de 10 quilômetros de distância da região de Suff Olk, na Inglaterra, a antiga plataforma militar fica no Oceano Atlântico e é considerada a menor nação do mundo.

Em 1966, o ex-combatente da 2ª Guerra Mundial decidiu fundar uma rádio pirata, mas o governo inglês passou a persegui-lo. Para fugir, Bates se mudou para uma antiga plataforma militar inglesa, porém foi desalojado. Contudo, o futuro rei de Sealand não desistiu e rumou para outra plataforma abandonada, mas desta vez em águas internacionais. O governo britânico tentou de novo expulsá-lo, mas neste caso a justiça do país deu ganho de causa a Bates.

Com a vitória nos tribunais, ele decidiu dar um passo maior e fundar seu próprio país dentro da base "Rough Towers", em 1966. Após quase um ano da criação do Estado, em 2 de setembro de 1967, Bates convidou todos os amigos para uma festa em sua nova nação e os surpreendeu ao se autoproclamar Rei de Sealand. Ele também deu títulos de nobreza a sua esposa e filhos. No mesmo dia, o novo rei também apresentou a bandeira e o brasão oficial do país com o lema "E mare, libertas" (do mar, a liberdade, em português). Porém, um país soberano necessita de uma moeda própria, Constituição, além de passaportes. Em 1975, ele resolveu estes problemas e apresentou aos habitantes suas novas leis, documentos e moedas.

Até meados de 1978, Sealand era desconhecida do grande público, porém um golpe político colocou o país no noticiário internacional. Durante uma "visita oficial" da Família Real à Inglaterra, piratas holandeses e alemães tomaram o poder da ilha e fizeram o príncipe Michael, filho do monarca, de refém. Após negociações internacionais com diplomatas europeus, o príncipe foi libertado e a plataforma voltou a ser governada por Bates.

TURISMO - A economia do país gira em torno do turismo e da venda de títulos de nobreza. Para arrecadar dinheiro, Sealand vende aos habitantes de outras nações títulos de nobreza como Lord, Cavaleiro, Conde e até endereços de e-mail do país. Outra fatia importante do PIB de US$ 600 mil de Sealand vem dos turistas que chegam de helicóptero para conhecerem o país que fica numa antiga base militar inglesa. Os voos partem do sudeste da Inglaterra e tem duração de aproximadamente 30 minutos.

SEALAND - Construída de aço e concreto, a antiga plataforma funcionou como uma base militar avançada da marinha inglesa durante a 2ª Guerra Mundial, porém foi abandonada após o fim do conflito. Entre as justificativas do governo britânico para o abandono do local está a dificuldade de acesso a construção. Até os dias atuais este problema persiste, pois devido as fortes correntezas que existem na região é quase impossível desembarcar na plataforma de barco ou navio. A única forma segura de chegar a Sealand é de helicóptero.

O país que possui apenas 550 m² e cerca de 30 habitantes não é reconhecido oficialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU), porém em sua página oficial afirma que a Alemanha e o Reino Unido o reconhecem. A afirmação é feita embasada no fato de ambos os países terem enviado diplomatas para solucionarem a crise de 1978 e com isso, reconheceram Sealand como uma nação soberana. O atual monarca do país é Michel Bates, filho do Rei Paddy Bates que faleceu em 9 de outubro de 2012, aos 91 anos.

Principado de Sealand
Capital: Cidade de Sealand
Governo: Monarquia constitucional
Monarca: Michael Bates
Moeda: Dólar de Sealand (o valor é atrelado ao dólar norte-americano)
Fonte: http://jornalderoraima.com/

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

MAR DE PESCADOR

Foto enviguard.net

A aquicultura marinha cresce a cada ano, de acordo com uma avaliação mundial feita pela FAO. No entanto, a presença indesejável de vírus que causam doenças nos peixes, de produtos químicos e de toxinas das algas podem afetar diretamente as fazendas de peixes e moluscos marinhos, comprometendo o crescimento desta atividade. 
Como resposta a uma crescente necessidade de monitoramento em tempo real de parâmetros químicos e biológicos da água do mar, cientistas do Projeto EnviGuard, financiados pela EU, estão projetando um novo dispositivo autônomo e barato, que possa ser usado pelos aquicultores para monitorar continuamente as águas das áreas de cultivo e alertar sobre a presença de substâncias de risco. O sistema de monitoramento será composto por 3 módulos diferentes de sensores, um para microalgas, outro para patógenos (vírus e bactérias) e o terceiro para toxinas e químicos. 
Estes sensores serão conectados na interface “EnviGuard Port”, que envia as informações para um servidor. Os dados ficam então disponíveis em tempo real em um website. Será o sonho de consumo de todos os aquicultores marinhos.

Os sensores serão compostos de minúsculos chips que possuem diferentes princípios de medição. Eles dependem da utilização de sondas moleculares, os anticorpos ou os chamados aptameros - pequenas moléculas que contêm os ácidos nucléicos (DNA) - componentes que se ligam especificamente às várias substâncias a serem detectadas.
 Isso desencadeia um sinal óptico, posteriormente convertido em um sinal eletrônico, antes de ser recolhido em uma interface comum. Os biossensores a serem desenvolvidos no projeto vão muito além do atual estado da arte em termos de precisão, confiabilidade e simplicidade de operação. 

Eles combinam inovações em nanotecnologia e ciência molecular, levando ao desenvolvimento de tecnologia de sensores de ponta. Os biossensores podem tornar-se fundamentais para entender e prever a propagação de patógenos, trazendo informações valiosas para o planejamento da aquicultura, desde a escolha do local até o controle de biossegurança. Outro desafio é transformar este sensor em um dispositivo portátil. O pequeno dispositivo ficará amarrado a uma bóia, realizando as mesmas funções, permitindo um acompanhamento simultâneo das diferentes ameaças.

Saiba mais detalhes deste revolucionário dispositivo clicando AQUI!
Acesse o site do projeto clicando AQUI!
Assista ao vídeo do projeto clicando AQUI!


TERRA MAR E AR




 Exposição "TERRA MAR E AR" de Petr Maslin e SIM, na Galeria de Arte Rosana Bortolin
( Rua São Brás nº42, Cacupé,Floripa).
Abre dia 10/10 às 19:30hs a

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

AMANHÃ

Foto Mara Freire
 Os fotógrafos Milton Ostetto, Jacko Campeche, Ronaldo Andrade, Mara Freire, Hermes Daniel e Paulo Goeth desenvolveram um projeto que difere do padrão convencional em termos de exposição fotográfica. Decidiram realizar uma mostra de seus trabalhos retratando a região (Campeche) em que moram e utilizar um local também diferente para isso.

Nome da Exposição: Outono/Inverno no Campeche
Local: Rancho do Getúlio, Praia do Campeche
Dia: 11 de Outubro
Início das atividades a partir das 17 horas
Início da exposição: 19 horas

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

MAREGRAFIAS

Imagem Fernando Alexandre

NÃO É...

BARCO ENCONTRADO EM FRENTE À COSTA DO HAITI NÃO É O 'SANTA MARIA' - FOTO: DIVULGAÇÃO


A embarcação encontrada em frente à costa do Haiti e apresentada como a "Santa Maria" por um explorador americano em maio de 2014 "não é a nau de Cristóvão Colombo", segundo a missão de especialistas realizada pela Unesco a pedido do governo haitiano.



"Temos agora uma prova irrefutável de que se trata de um navio de um período muito mais tardio", segundo o relatório dos especialistas, indicou nesta segunda-feira um comunicado da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

O relatório da missão, realizada em Cabo Haitiano, no norte do país, "se baseia em uma escavação submarina realizada de 9 a 14 de setembro por um especialista designado pelo Conselho Científico da Convenção da Unesco sobre a proteção do patrimônio subaquático, o espanhol Xavier Nieto Prieto", disse a Unesco.

Ex-diretor do museu nacional de arqueologia submarina da Espanha e especialista reconhecido em navios espanhóis, Nieto Prieto esteve acompanhado de Tatiana Villegas, do Escritório da Unesco no Haiti, de Kenrick Demesvar, do ministério haitiano da Cultura, e de Maksaen Denis, do Gabinete Nacional de Etnologia do Haiti, acrescentou o comunicado.



"Os elementos de fixação encontrados no local, perto do recife de Coque Vieille, correspondem a uma técnica de montagem que remonta ao fim do século XVII ou inclusive ao século XVIII, época na qual os elementos que constituíam a estrutura do barco se fixavam com pregos de cobre ou bronze. Anteriormente, os elementos de fixação utilizados na construção naval eram de ferro ou madeira. Portanto, o arco encontrado não pode ser o 'Santa Maria'", que afundou na véspera de Natal em 1492, explicou a Unesco, acrescentando que a localização da embarcação também não coincide com a do naufrágio do "Santa María".



O relatório de avaliação recomenda explorações suplementares para localizar o verdadeiro navio "Santa Maria" e que seja feito um inventário com outros naufrágios registrados na região. Em 14 de maio, o explorador submarino americano Bill Clifford disse ter identificado o "Santa Maria", uma das três caravelas da primeira viagem de Cristóvão Colombo ao Novo Mundo. Em 12 de junho, o governo haitiano pediu ajuda à Unesco e solicitou o envio de uma missão de especialistas, autora do relatório.

Fonte: http://g1.globo.com/

terça-feira, 7 de outubro de 2014

TEM FOTO NO RANCHO


Rancho de pescadores do Campeche abre espaço para a fotografia

Os fotógrafos Milton Ostetto, Jacko Campeche, Ronaldo Andrade, Mara Freire, Hermes Daniel e Paulo Goeth desenvolveram um projeto que difere do padrão convencional em termos de exposição fotográfica. Decidiram realizar uma mostra de seus trabalhos retratando a região (Campeche) em que moram e utilizar um local também diferente para isso.

O lugar escolhido foi um rancho de pescadores da Praia do Campeche. Além de abrigar embarcações e redes de pesca, o local também funciona como um centro cultural, onde são ministradas aulas de música. A exposição está marcada para o dia 11 de Outubro, a partir das 19 horas.

O formato da exposição também foge à regra, pois as fotos não estarão em molduras, mas projetadas em um telão. Cada fotógrafo participará com 25 imagens. Um varal fotográfico com fotos impressas no tamanho 20X30 também faz parte do projeto. Parte da renda obtida com a comercialização das fotos do varal será revertida para auxiliar a banda na manutenção e compra de instrumentos.

O tema escolhido pelos fotógrafos está relacionado às estações Outono e Inverno, as duas mais geladas do ano que, além de abrir a temporada da pesca da tainha, proporcionam luzes e cores muito intensas, gerando sempre belas imagens.

As atividades terão início às 17 horas, com intervenções culturais variadas e a apresentação da banda formada pelos alunos da escola de música, que tem no comando o maestro e pescador Getúlio, proprietário do rancho e grande incentivador das atividades culturais da Praia do Campeche. 


Nome da Exposição: Outono/Inverno no Campeche
Local: Rancho do Getúlio, Praia do Campeche
Dia: 11 de Outubro
Início das atividades a partir das 17 horas
Início da exposição: 19 horas

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

É HOJE!


O ENGENHO VAI MOER E O LIRA DELIRAR!

O lançamento do livro “Lira Paulistana – Um Delírio de Porão”, de Riba de Castro, e o show "de trésont'onte a dijaôji", do Grupo Engenho, juntos no Circo da Dona Bilica na próxima sexta-feira, dia 3 de outubro, em Florianópolis, comemora o reencontro – 30 anos depois – entre o grupo de Santa Catarina e o teatro e gravadora de São Paulo. Em 1983 o Grupo Engenho lançou pelo selo “Lira Paulistana” seu terceiro Lp, o “Força Madrinheira” e participou de shows, promovidos pelo “Lira” em São Paulo e Curitiba.

UM DELÍRIO DE PORÃO
”Lira Paulistana – Um Delírio de Porão” conta a história do pequeno teatro da Rua Teodoro Sampaio, em São Paulo, que entre 1979 e 1986  foi palco das mais diversas manifestações artísticas e berço da chamada “vanguarda paulista”, movimentação/movimento que agregou grupos e artistas como Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé, Tetê Espíndola, Grupo Rumo, Premeditando o Breque e Língua de Trapo, entre outros.Além de sala de espetáculos,O Lira foi também uma gráfica e editora, publicando um jornal semanal (pioneiro na publicação de toda a programação cultural da cidade), uma produtora de eventos e grandes shows e uma gravadora que chegou a lançar mais de 30 discos, entre eles o “Força Madrinheira”, terceiro Lp do Grupo Engenho.
Escrito por Riba de Castro, um dos criadores e sócios do teatro, “Lira Paulistana- Um Delírio de Porão” conta com vasto material iconográfico (fotos, cartazes,capas de discos, livros e jornais) depoimentos dos outros sócios e jornalistas e produtores culturais que fizeram parte dos bastidores dessa história, só agora contada. O livro conta com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura e patrocínio da Natura Musical.

“DE TRÉS ONT’ONTE A DIJAÔJI!"
O show “De trésont'onte a dijaôji" (”Dos dias de ontem aos dias de hoje”), apresenta uma antologia da trajetória do Grupo Engenho , um ícone da música de Santa Catarina e seus sucessos de 1979 até agora.
Esse show no Circo da Dona Bilica é o último que o grupo realiza antes da gravação do cd e DVD  “de três ont’onte a dijaôje”, projeto premiado no Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura e servirá também para a gravação de imagens e depoimentos que farão parte do DVD.
Os temas selecionados para este show são Corre Menina, Quintal, Braço Forte, Pedra do Moinho, Engenho, Areia, Feijão com Caviar, Açoreanas, Lua mansa, Nó Cego, Força Madrinheira, Barra da Lagoa, Meu Boi Vadiou e Vou Botá meu Boi na Rua.

O Grupo Engenho é formado por Alisson Mota (vocais e violão), Marcelo Muniz (baixo, orocongo e voz), Chico Thives (bateria e voz) e Claudio “Frazê” Gadotti (percussão e voz) – os quatro da formação original – além de Marcelo Besen (sanfona e voz), Guto Vieira (violino) e Manoela Vieira (vocais)

SERVIÇO
O que- Show do Grupo Engenho e lançamento do livro “Lira Paulistana – Um Delírio de Porão”
Quando – Dia 3 de outubro, sexta-feira.
Onde – Circo da Dona Bilica – Rua Manoel Pedro Vieira, 601 – Morro das Pedras – Florianópolis – fone 048 – 3206-7941 – E-mail- contato@pedeventoteatro.com – site -www.circodabilica.com.br
Horário – Lançamento do livro às 19 horas – show do Grupo Engenho às 20 horas
Custo – Livro 20 reais- Show 20 inteira e 10 reais meia.

MAR DE PESCADOR


LÍNGUAS DO MAR

Um luxo de língua!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

OSTRAS E MARISCOS


A detecção da toxina DSP (Intoxicação Diarreica por Molusco) nas áreas de cultivo de Santa Catarina ocorreu no dia 22 de agosto, quando exames laboratoriais realizados pelo Laqua-Itajaí/IFSC acusaram a sua presença nas localidades de Porto Belo, Palhoça e Ganchos de Fora, em Governador Celso Ramos. Como forma de preservar a saúde pública, o consumo e a comercialização de moluscos no litoral catarinense foram interditados por 24 horas. Depois deste prazo, a interdição permaneceu apenas nos municípios onde exames laboratoriais não tinham sido realizados e naqueles que ainda mostraram a presença da toxina.

O monitoramento contínuo no litoral catarinense permitiu que as regiões fossem sucessivamente liberadas ou interditadas conforme os resultados das análises. O destaque durante todos estes eventos de contaminação pela toxina DSP no litoral catarinense foi a região de Porto Belo, que só foi liberada após 20 dias consecutivos. 
As últimas notícias alertam sobre a presença da toxina em Santo Antonio de Lisboa (interditada dia 26) e Caieira da Barra do Sul em Florianópolis, que não apresentava a toxina há mais de um mês. 
A região de Caieira foi interditada hoje, dia 30/9 ,após a divulgação do laudo que confirmou a presença da toxina na localidade. Estas regiões são as únicas que permanecem interditadas. A liberação de ambas só ocorrerá após duas análises laboratoriais consecutivas livres da toxina. Os cultivos na região de Santo Antonio de Lisboa receberam nesta terça-feira seu primeiro laudo negativo e aguardam para quinta-feira o resultado das análises que serão realizadas amanhã. 

Para saber mais acesse aqui.


DE NOVO OUTRA VEZ

Três baleias minke mortas no convés do navio baleeiro japonês Nisshin Maru, no Oceano Antártico (jan/2014)

Japão vai retomar a caça as baleias em 2015

Publicado por João Lara Mesquita on 2014-09-30

Mesmo questionado pela Comissão Internacional de Baleias, Japão já avisou que vai retomar a caça ano que vem.


Mesmo diante de tantos questionamentos e pressão, o Japão anunciou que colocará seu programa de caça às baleias na Antártida de volta à ativa no ano que vem. A decisão foi criticada pela Comissão Internacional de Baleias (IWC), entidade internacional formada em 1946 por diversos países para firmar compromissos de preservação das baleias.

A Comissão havia decidido, através de uma resolução, que a caça japonesa não tem propósitos de pesquisa, e portanto, não é justificável.
“O Japão vai continuar a trabalhar em sintonia com a decisão do Tribunal Internacional de Justiça, para propor um novo programa científico com baleias na Antártida, que poderá ser implementado a partir de 2015″, disse o Secretário de Gabinete do Japão, Yoshihide Suga.

“Nossas ações estão baseadas na lei internacional, em fatos científicos e no tratado internacional de caça às baleias”, reiterou o secretário do governo japonês.


Programa japonês

A caça às baleias para fins comerciais é proibida pela Comissão desde 1986, mas o Japão tinha um acordo de exceção que o permitia caçar para objetivos científicos. Em março deste ano, porém, o Tribunal de Justiça da ONU considerou que o que os japoneses estavam fazendo não tinha fins científicos.

Isso fez com que o Japão tivesse que abandonar o programa de caça às baleias na Antártida neste ano. O país continuou apenas o programa menor que tem no Pacífico Norte

Segundo o Tribunal de Justiça da ONU, desde 2005, o Japão já capturou cerca de 3.600 baleias minke.

O governo japonês enfrentou uma revolta global e recebeu reclamações inclusive de Estados Unidos e Austrália, dizendo que o programa é uma “fachada para a caça comercial”.

A carne de baleia é tradicionalmente apreciada no Japão, mas a pequena boa notícia é que a procura tem diminuído no país.

( Do http://marsemfim.com.br/)