terça-feira, 30 de setembro de 2014

GRANDES NAUFRÁGIOS

Fotos Divulgação
5 naufrágios épicos e seus sobreviventes improváveis

Nessa nossa realidade afundada em sucessos de Hollywood, fica difícil não acreditar que naufrágios são uma daquelas coisas que todo mundo enfrenta na vida, quase como tirar o siso. Só é preciso uma super tempestade, um iceberg ou uma baleia idiota para jogá-lo em um desafio de sobrevivência do terror em uma bote duvidoso na companhia de um tigre e/ou uma bola de futebol.

Claro, nós supomos que na vida real os sobreviventes desses filmes morreriam de sede ou virariam janta de tubarão muito antes da chegada do resgate. Porém, estamos enganados. A história está cheia de sobreviventes de desastres marinhos tão bizarramente improváveis que só poderiam ter virado um filme de sucesso.

5. O pescador que sobreviveu a seis horas na água congelante


Em 11 de março de 1984, Guðlaugur Fridthorsson estava em um barco com outros quatro pescadores perto da costa sul da Islândia. Aegir, o equivalente nórdico de Poseidon, estava aparentemente descontente com presunção de Guðlaugur, porque o seu barco virou, jogando ele e seus quatro companheiros diretamente no frio e cruel Atlântico Norte.

Guðlaugur assistiu seus amigos afundarem um por um ao seu redor até que finalmente sobraram apenas ele e o mar. Porém, o deus raivoso não contava que este era exatamente o tipo de situação que Guðlaugur mais gostava. Depois de remover sua roupa isolante de frio, vestindo nada além de jeans, uma camisa e um suéter, ele começou a nadar de volta à terra firme.

Antes de mais nada, vamos analisar todo o absurdo disso. O corpo humano perde calor aproximadamente 20 a 25 vezes mais rapidamente quando molhado, mesmo quando você está se divertindo em um parque aquático num dia de verão. Guðlaugur estava a mais de 5 quilômetros de distância da costa, em uma área do mundo onde “costa” é um conjunto disperso de geleiras mantidas no mesmo lugar pelo frio. Ele não deveria ter durado mais do que 20 ou 30 minutos. Sem temer a impossibilidade de sua situação, Guðlaugur nadou durante seis horas – a maioria de nós não conseguiria passar seis horas em uma banheira – e finalmente alcançou a terra seca. Quando percebeu que tinha chegado em terra em um lugar onde os penhascos eram muito íngremes para escalar, ele voltou para o oceano para nadar até um lugar melhor. No caso, um campo de lava vulcânica solidificada e afiada.

Como ele tinha jogado suas botas fora enquanto tentava evitar o afogamento, perdeu muito sangue ao atravessar o lugar descalço. Quando Guðlaugur finalmente foi levado para o hospital, a temperatura do seu corpo era baixa demais para termômetros médicos medi-la, o que significa que ele estava, pelo menos, dois graus mais gelado do que qualquer humano vivo deveria estar.

Depois do pescador (obviamente) se recuperar plenamente, os médicos fizeram alguns testes e descobriram, para a surpresa de absolutamente ninguém, que ele era literalmente sobre-humano – sua gordura corporal era três vezes mais espessa do que a média das pessoas, e bem mais sólida. Isso significa que ele era basicamente uma foca, que provavelmente era a única pessoa na Terra que poderia ter sobrevivido ao que ele passou. Guðlaugur é o mais próximo do Aquaman este mundo já viu.

4. Robert Crellin e o resgate de mais de 20 pessoas

Em 29 de maio de 1914, uma menina de 8 anos chamada Florence Barbour estava viajando de Quebec para Liverpool com a sua família quando seu navio, o Empress of Ireland, colidiu com outro navio devido à névoa intensa e começou a afundar.

Florence foi acordada ao ser jogada pela sua cabine como se fosse um mero sapato. Ao seu redor, crescia uma nuvem de gritos aterrorizados dos passageiros do Empress. De repente, o tio de Florence, Robert Crellin, saltou da confusão e a agarrou com a força de um herói de ação. Crellin olhou sua sobrinha diretamente nos olhos e disse: “Não se assuste, querida, eu estou com você. Se Deus quiser, querida, vamos salvar a todos”.

Se você acha que isso soa como uma extravagância para acalmar uma criança histérica, pense duas vezes. O navio levou 15 míseros minutos para afundar completamente. Enquanto o barco naufragava debaixo deles, Crellin colocou Florence nas costas e saltou do deck para a água, nadando por mais de uma hora com sua sobrinha agarrada aos seus ombros.

Eventualmente, eles se depararam com um bote salva-vidas virado, e Crellin içou Florence para dentro dele antes de subir. De lá, eles pegaram um terceiro sobrevivente e o trio flutuou até um bote salva-vidas desmontável, que conseguiram abrir e saltar para dentro.

A maioria das pessoas teria se contentado em ficar apenas no bote, tremendo e comparando histórias de sobrevivência, até que um navio da Guarda Costeira cheio de cobertores aparecesse. Mas não Robert Crellin. Ele realmente tinha a intenção de salvar todos que pudesse e imediatamente começou a puxar pessoas indefesas para fora da água, resgatando mais de 20. Quando foram finalmente resgatados, não só Robert Crellin minimizou seu papel no processo, também dirigiu atenção da mídia sedenta por um herói para Florence, dizendo aos repórteres que a sobrinha tinha sido mais valente que muitos adultos. “Ela nem sequer choramingou, e reclamar estava fora de questão”.

3. Dois homens sobreviveram 25 dias no mar em uma caixa térmica

Em 2009, um barco de pesca tailandês partiu com uma tripulação de 20 pessoas logo antes do Natal. No entanto, a viagem não saiu como planejado, já que o barco de madeira lascou e afundou no dia 23 de dezembro, cerca de 320 quilômetros ao largo da costa da Austrália. Devido a circunstâncias infelizes, havia precisamente zero coletes salva-vidas a bordo. Toda a equipe caiu na água e, eventualmente, se afogou.

Isto é, todos, exceto dois homens. Estes sobreviventes anônimos decidiram que morrer no mar era bobo e não era assim que eles queriam terminar. Então, conseguiram se manter vivos ao passar 25 dias dentro de uma caixa térmica. Como não tinham com o que improvisar ferramentas de pesca ​​ou uma vela, sobreviveram bebendo água da chuva e comendo peixes que as aves vomitavam na caixa – isto com praticamente nenhuma proteção contra o sol escaldante e sem tomar banho, já que as águas eram cheias de tubarões.

Além disso, nós mencionamos que era temporada de ciclones? Pois é, era. A dupla foi atingida por ventos de até 50 nós pelo ciclone Charlotte, aproximadamente igual a 90 km/h. A esta velocidade, os ventos são fortes o suficiente para levantar ondas de 12 metros e causar danos estruturais a prédios. Porém, de alguma forma, a caixa não afundou e eles foram resgatados por um avião do serviço alfandegário que estava à procura de arrastões ilegais e traficantes de seres humanos.

David Crowley fazia parte da tripulação do barco a vapor Lexington, que navegava de Nova York para Boston. Em 13 de janeiro de 1840, o barco pegou fogo e afundou a vários quilômetros da costa de Long Island. Sendo no meio do inverno do hemisfério norte, as pessoas a bordo tinha a opção de queimar vivos rapidamente ou pular na água e congelar até a morte.

No entanto, Crowley e alguns outros corajosamente encontraram uma terceira solução: o Lexington estava carregando vários fardos de algodão que, entre outras coisas, aparentemente podem ser usados para flutuação em uma emergência. Então, empurraram alguns dos fardos na água e pularam, onde ficaram aguardando o resgate. De fato, os três sobreviventes que não eram David Crowley foram resgatados ao meio-dia do dia seguinte. O único problema foi que ninguém notou David Crowley.

De alguma forma, toda equipe de salvamento conseguiu não enxergá-lo e, enquanto os outros já estavam em casa se aquecendo, Crowley ainda estava flutuando em cima de um fardo de algodão no estuário de Long Island, tentando desesperadamente chamar a atenção de alguém. Para não congelar até a morte, Crowley escavou um buraco no centro do fardo e se enrolou em algodão até ficar parecido com um boneco de neve gorducho – o que foi uma ótima estratégia, já que ele ficou à deriva durante mais 48 horas.

Ao final do segundo dia, Crowley tinha flutuado por 80 quilômetros, até que atracou em um bloco de gelo flutuante e conseguiu rastejar através do gelo até chegar à terra seca. Depois de pedir ajuda a moradores locais, Crowley passou por uma recuperação completa. Mais tarde, os donos do algodão a bordo do Lexington presentearam Crowley com o mesmo fardo de algodão que o salvou.

1. Bob Bartlett, o sobrevivente de doze naufrágios que atravessou mais de mil quilômetros no gelo do ártico para salvar sua tripulação

A vida de Bob Bartlett foi cheia de tantas aventuras fantásticas que não poderíamos contá-la em apenas um tópico. Participante de inúmeras expedições oceânicas (no Ártico, em particular), ele viajou mais ao norte do que a maioria das pessoas na história, e provavelmente tinha uma reputação de ser absolutamente a pior pessoa com quem você pode dividir um barco, já que naufragou doze vezes ao longo de sua carreira.

Com isso em mente, vamos focar naquela que é, possivelmente, sua exploração mais famosa: a Viagem do Karluk. Depois de assumir como capitão da expedição do Karluk ao Ártico, Bartlett ficou com o barco preso no gelo em 13 agosto de 1913. Ele e a tripulação derivaram, impotentes, para o oeste durante meses até que, finalmente, em janeiro de 1914, o gelo abriu um buraco na lateral do navio. Como você deve ter adivinhado, isso não melhorou a situação.

No entanto, Bartlett (que neste momento em sua carreira provavelmente assumiu que todos os barcos em que estivesse a bordo iriam afundar) tinha previsto isso. Ele já tinha comandado seus homens a construírem iglus no gelo e enchê-los com suprimentos necessários. Conforme o Karluk afundava e todo mundo abandonava o navio, Bartlett ficou a bordo, tocando dezenas de músicas até o último momento possível. Finalmente, ao tocar a “Marcha Fúnebre” de Chopin na vitrola do navio, ele pisou calmamente no gelo e observou o Karluk afundar.

Depois de viver no aglomerado de iglus que ficou conhecido como “Shipwreck Camp” (“Acampamento do Naufrágio”) por alguns meses, Bartlett saiu com os sobreviventes restantes para andar os 160 quilômetros até a ilha de Wrangel, com a esperança de chegar até a Sibéria para pedir ajuda. No entanto, descobriu-se que a maioria dos sobreviventes estavam muito fracos para continuar uma vez que atingiram a ilha.

Então, Bartlett embarcou em um trenó puxado por cães com um inuit do Alasca chamado Kataktovik e os dois atravessaram mais de 1.100 quilômetros no gelo do Ártico para procurar ajuda para a tripulação. Quando os dois homens chegaram ao Cabo Oriental do Estreito de Bering, as pernas e pés de Bartlett estavam tão inchados pela exposição que ele não podia andar. Sem deixar que a possibilidade de perder os membros o assustasse, assim que se recuperou, ele pulou em um barco para voltar para a ilha de Wrangel e pegar os homens que ele tinha deixado para trás… apenas para descobrir que um navio canadense, o King and Winge, já tinha feito isso.

Ainda assim, o fato de que ele, pessoalmente, mandou o Círculo Ártico para o inferno a fim de salvar as vidas daqueles que dependiam dele lhe rendeu uma reputação quase lendária como um mestre da navegação do Ártico.
Um extra: alguns anos mais tarde, quando os membros de uma expedição de Greenland que haviam ficado presos no gelo durante quatro anos finalmente avistaram um navio de resgate e a figura de um homem de pé à sua frente, o líder da expedição gritou: “É você, Bob?”. Ao que Bartlett gritou de volta: “Claro! Quem diabos você pensa que é?”

(Fonte: http://hypescience.com)

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

AMYR KLINK E A ÁGUA

HÁ 30 ANOS, O NAVEGADOR AMYR KLINK REALIZAVA UMA PROEZA QUE O TORNARIA UMA REFERÊNCIA NACIONAL E FIGURA MUNDIALMENTE CONHECIDA.- FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Amyr Klink: 'A água é muito barata. Aumenta para ver o que acontece'

A relação de Amyr Klink, 59, com a água sempre foi das mais próximas. Desde os 2 anos de idade, o paulistano passava os fins de semana em Paraty, município do litoral sul do Rio de Janeiro, juntamente com a família. Único explorador a carregar no currículo uma travessia solitária pelo Atlântico Sul a remo, façanha que acaba de completar 30 anos, Klink realizou 15 expedições à Antártida, que lhe permitiram fazer contato com cientistas que pesquisam o impacto das mudanças climáticas sobre o planeta -- o que inclui escassez de água --, contribuindo para fazer dele um dos defensores das causas ambientais.
Essa experiência, aliada aos conhecimentos adquiridos na fabricação de seus barcos, que utilizam um sistema de controle do uso da água, fez com que o navegador refletisse sobre os problemas que envolvem esse recurso natural.

Em entrevista ao UOL, Amyr Klink apontou a sociedade e o poder público como culpados pela crise hídrica ter chegado a tal ponto -- com o nível do Sistema Cantareira, que abastece um terço da Grande São Paulo, chegando a 8,9% de sua capacidade na última semana, passados quatro meses desde a inclusão do volume morto na oferta de água para a população. O navegador falou em "irresponsabilidade" e "incompetência" da atual gestão da Sabesp ante a crise hídrica vivida pelo Estado.

Klink também apontou algumas soluções para o problema, visualizadas por ele nos países que já visitou durante sua trajetória como navegador. E sugeriu algumas tecnologias usadas no sistema de controle do uso da água de seus barcos para contribuir no controle do desperdício de água nas residências.



ENTREVISTA

Diante da atual falta de água vivenciada pelo Estado de São Paulo, o que poderia ser feito para amenizar a crise?

- No caso de São Paulo, o primeiro problema a ser resolvido é o desperdício na distribuição de água. Para mim, o que faria a gente sentir na pele o problema é o preço. A água é muito barata. Aumenta 100 vezes o preço para você ver o que vai acontecer. Claro que o consumo sofreria uma diminuição, as pessoas começariam a se preocupar mais com o desperdício.
Em uma escala maior, tem a questão da atividade industrial e agrícola. O consumo de água é bastante desproporcional nessas atividades, se comparado ao consumo direto. E esse é um tipo de consumo que pouca gente questiona. O volume de água usado para produzir um quilo de carne ou uma maçã é incrivelmente superior ao de uma residência. São números espetaculares, o que torna o consumo direto humano insignificante.

Você produz o sistema de controle do uso da água de seus barcos. Como funciona?

- Tem dois tipos de água: uma para uso geral, que dá para tomar banho, lavar a louça, e outra para consumo humano, ou seja, para beber. O simples fato de você separar as duas coisas já faz com que economize. O manuseio da água é feito por mini bombas mecânicas que são acionadas com pedal; no barco, você não tem um sistema de alimentação por gravidade -- não dá para colocar uma caixa d'água. Como a embarcação se move, até com violência, nem sempre você tem as duas mãos disponíveis para acionar e fechar a torneira. Então a gente usa esse mecanismo do acionamento com o pé. É impressionante o que economiza de água.

Nós também "fabricamos" a água, o que tem um custo, já que você precisa ligar o gerador, que é movido a diesel. É o mesmo óleo diesel usado para o aquecimento em viagens à Antártida, derreter neve ou para acionar o motor do barco. O simples fato de saber que essa energia usada para "fazer água" é importante faz com que a gente a use de maneira eficiente. Além disso, temos um sistema a vácuo que usa 500 ml de água em vez dos 10 litros de uma descarga normal.

Durante sua trajetória como navegador você visitou muitos países, com diferentes realidades. Algum deles lhe chamou atenção sobre a forma com que trata o consumo da água?

- Há um lugar em que a água é abundante, mas mesmo assim o consumo é bastante eficiente. São as Ilhas Faroé, um arquipélago no Atlântico Norte que pertence à Dinamarca. Apesar da relativa abundância -- chove muito ao longo do ano --, o consumo da água é bastante consciente porque o recurso lá é caro. Por ser uma ilha, tudo tem de ser importado. Falando em ilha, do lado oposto está Cabo Verde, que não tem água e precisa dessalinizar a água do mar, o que faz com que os moradores tenham uma preocupação grande com o recurso.

Você acredita que essas soluções poderiam ser adaptadas para o Brasil e São Paulo, de maneira mais específica?

- É claro que os governantes nunca adotariam uma medida como essa por razões políticas. O que me impressiona é que essa ignorância no uso parte de cima para baixo. Eu assisti recentemente a uma entrevista da Dilma Pena, presidente da Sabesp. Essa mulher é uma irresponsável. Ela falou "não existe no meu cenário a possibilidade de racionamento". É como um motociclista falar que não existe no cenário do transporte em duas rodas a possibilidade de acidente, ou como eu falar que não existe no meu cenário, como construtor de barcos para clientes exigentes fora do Brasil, a possibilidade de naufrágio. Claro que existe.
Você imagina uma gestora que deve ter sido colocada lá por alguma razão política, que não bastasse a arrogância, ainda demonstra em público a mais pura incompetência ao afirmar essa e outras barbaridades. Temos outro problema também criminoso, como no caso da prefeita Luiza Erundina [que assumiu a administração em 1988], que licenciou um loteamento clandestino em área de mananciais.
Primeiro, a gente tem que encontrar uma maneira técnica de colocar gestores em funções importantes, como um órgão que cuide de saneamento. Se os gestores fossem competentes, eu teria orgulho em pagar mais pela água. Mas não é o caso hoje porque sei que esse acréscimo vai alimentar os partidos ou a ineficiência do governo.

O crescimento da cidade, em sua opinião, contribui para essa crise hídrica?

- São Paulo tem um problema muito sério: a cidade está entrando em um estágio de concentração de pessoas crônico, não tem mais espaço físico. Está na hora de planejar a cidade para crescer qualitativamente.
O Brasil, infelizmente, é um país atrasado em termos de urbanismo. A gente não tem uma cultura de planejamento, de crescimento ordenado. As cidades projetadas no Brasil são raríssimas. Temos casos icônicos que mostram o nosso despreparo para planejar a cidade, como Brasília, uma cidade totalmente incongruente.

O senhor acha que a falta de educação ambiental também contribui para que os cidadãos, mesmo sabendo da escassez de água, continuem a lavar calçadas com a mangueira aberta, entre outras atitudes?

- Eu acho que o governo tem uma parcela de responsabilidade nisso, mas como indivíduos nós também temos. Modificar uma cultura é um baita desafio. Se você parar para analisar, por exemplo, nem é só o brasileiro, mas o sul-americano que não sabe a ordem de procedência, por exemplo, em um cruzamento, os motoristas tendem a furar filas. Se você vai a um bairro rico de São Paulo, como Jardins, Moema, a grande maioria dos automóveis queima a faixa ao parar no semáforo.
Eu não sei te responder qual seria a melhor solução, só sei que seria demorada. É uma questão cabeluda, que envolve o trabalho na base, na escola e vai além, é um processo de reeducação. É mais difícil do que simplesmente educar, mas absolutamente necessário. A cultura da eficiência vai demorar a ser construída. Por isso é que precisamos começar já.

Outro lado

O UOL procurou a Sabesp para repercutir as declarações do navegador na última sexta-feira (19), enviou e-mails na segunda e terça-feira (20 e 21). Apenas nesta quinta (25), a Sabesp informou que não iria se pronunciar sobre o assunto.

(Fonte: http://noticias.uol.com.br/)

sábado, 27 de setembro de 2014

SEM LAGOSTAS

Foto Alcides Dutra
 Pouquíssimas lagostas são encontradas nas ilhas e costões de Santa Catarina, e apenas nos locais onde pescadores não conseguem achá-las. As lagostas foram bastante numerosas em SC até a década de 1980, mas este recurso foi explorado até o quase desaparecimento, e sua população nunca mais se recuperou. Não há controle sobre a pesca destes animais em Santa Catarina.

Ilha Moleques do Sul - Florianópolis -SC.

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MAR DE ILHAS

 FOTOS DIVULGAÇÃO / BRIAN GRATWICKE/FLICKR

A ilha Tristão da Cunha pode não parecer, a princípio, o melhor lugar para passar as férias. Não há hotéis, nem restaurantes. As praias não são seguras para nadar e chove sempre em mais da metade do mês. Para completar, no meio da ilha há um vulcão. Mas a ilha oferece algo difícil de ser encontrado: isolamento total.

É um lugar para considerar se você quer fugir (completamente) da correria de cidades grandes. Ele fica localizado no arquipélago de mesmo nome, no sul do Oceano Atlântico, em território ultramarino britânico. Trata-se da mais remota ilha povoada do mundo. A Cidade do Cabo, na África do Sul, fica 2.800 km ao leste de Tristão de Cunha. De lá, a viagem leva sete dias de barco. Avião? Não é uma alternativa, já que não há aeroporto.

Todos os 269 habitantes moram no único povoado da ilha, Edimburgo dos Sete Mares. Fundada no início do século XIX, a vila abriga 70 famílias de agricultores. A eletricidade é fornecida por geradores a diesel.
Segundo o Slate, a vida no local é pacífica, exceto de quando o vulcão entra em erupção. O fenômeno aconteceu em 1961, fazendo com que a população tivesse de fugir para o Reino Unido. A maioria das pessoas não se adaptou e decidiu voltar dois anos depois para a ilha.
Além da agricultura, os moradores se sustentam com a venda de lembranças, artesanato e selos postais. Se você ficou interessado, basta dar uma olhada na programação de barcos e planejar sua viagem.
(Do http://epocanegocios.globo.com/)

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Tempo de Sardinhas...


Com o fim do defeso, que nem sempre é respeitado, as traineiras voltaram a pescar sardinhas no mar catarina. E a safra deste ano promete ser uma das melhores!

PESCANDO EM TERRA


Golfinhos australianos foram identificado como uma espécie distinta , mas os cientistas já estão descobrindo o quão impressionante são. Empregam uma técnica de caça notável - se aventurar na terra onde suas presas podem ser facilmente engolidos.

MAR DE HUMOR (?)



Foto Edu Hoffman
VII salão internacional de humor gráfico - Lima - Peru

MAR SUJO

FOTO DIVULGAÇÃO / BOB JAGENDORF/CREATIVE COMMONS
POLUIÇÃO CHEGA AOS CANTOS MAIS REMOTOS DO OCEANO 

Com o retorno do navio Hespérides à Espanha, após a conclusão da Expedição Malaspina de três anos ao redor do mundo, os pesquisadores têm uma visão cada vez mais clara de como o oceano funciona e qual é seu estado de saúde. Eles descobriram que os poluentes na atmosfera não se limitam a áreas costeiras, mas ocorrem também nas regiões mais remotas do planeta, e que isto está afetando o ecossistema oceânico.

Estas e outras informações foram apresentadas em um congresso em Barcelona, que encerra o maior projeto interdisciplinar já feito sobre a mudança global. Cerca de 80 pesquisadores falaram sobre o impacto da mudança no plâncton marinho, os efeitos dos aumentos de temperatura, a taxa de transporte do calor e as consequências do aumento das radiações ultravioletas.

A expedição gerou, pela primeira vez, um banco de dados que compila os níveis de poluentes orgânicos em todos os oceanos. Os cientistas conseguiram determinar como estão distribuídos dioxinas e compostos químicos criados pela combustão de lixo orgânico.

Jordi Dachs, pesquisador do Instituto de Avaliação Ambiental e Pesquisa da Água, também confirma que os poluentes começaram a afetar fitoplâncton e zooplâncton: “As concentrações são maiores perto dos continentes do que nas áreas centrais dos oceanos, uma circunstância explicada pelos processos de degradação durante o transporte, já que são depositados diretamente da atmosfera nas águas.”

Outras descobertas da expedição foram que os oceanos têm entre 10% e 30% mais peixes do que o estimado, e apenas 1% da quantidade de plástico que se acreditava existir. De acordo com Carlos Duarte, o projeto “tenta pintar um grande mural representando o status do mar no século 21, como referência para a pesquisa futura,” informa oFis.

(Do  http://viajeaqui.abril.com.br/)

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

MAR DE SARDINHAS

Foto sem crédito


Apesar da sardinha in natura ser uma iguaria no Mediterrâneo, no Brasil ela é alvo de preconceito pelo seu baixo preço. No entanto, as últimas notícias sobre a supersafra deste ano mostram que ela também deveria ser uma iguaria no Brasil. Na última semana, os tripulantes das traineiras de Itajaí passaram muito tempo no porto, apesar de ter muita sardinha no mar. O problema está em terra. Não existe infraestrutura de armazenagem suficiente para esta supersafra, estimada em 100 mil toneladas.

Se você tivesse que escolher entre dois peixes para um almoço saudável, optaria pelo salmão ou pela sardinha? Se escolheu o salmão, está na hora de rever seus conceitos. A sardinha, além de rica em proteína, cálcio e vitamina B12, auxilia a prevenir doenças do coração. E possui mais ômega-3 do que o salmão. Coma sardinha, não coma salmão. Você ajuda a frota pesqueira nacional e consome uma fonte de saúde inestimável.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

QUEIMOU?

Foto Alcides Dutra
Saiba o que os mergulhadores do Larus fazem quando são queimados por águas-vivas:

1. Não tocar nos fragmentos que ficam grudados na pele, não tentar remover, não esfregar nada, nem areia, nem água doce, nada.
2. Banhar tudo com vinagre em abundância. Em nosso barco sempre tem uma grande garrafa com muito vinagre.
3. Aplicar uma papinha de farinha com vinagre sobre a área atingida, um pirãozinho mole.
4. Quando estiver mais seco, remover o pirão com a parte não cortante de uma faca.
Os restos da água-viva saem misturados ao pirão ressecado, e boa parte da toxina foi neutralizada pelo vinagre.
Se você é alérgico, procure um salva-vidas ou serviço de emergência imediatamente. Mesmo que não seja, é bom mostrar para um médico, principalmente se o animal que causou a queimadora for uma caravela.

Esta foto é de uma das mais belas medusas que ocorrem em nosso mar. (Chrysaora lactea).

No verão, os contatos deste animal com pessoas são mais frequentes.
Ilha do Campeche - Florianópolis - SC.

Curta a página do INSTITUTO LARUS.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

POVOS DO MAR


Gente do mar - vida e gastronomia dos pescadores brasileiros

Percorrendo 25 comunidades de pescadores, desde o Pará até o Rio Grande do Sul, o historiador Ricardo Magalhães e o fotógrafo Fabio Colombini compilaram os resultados de um ano e meio de pesquisas no livro "Gente do mar - vida e gastronomia dos pescadores brasileiros". A obra, que encontra-se em inglês e português, retrata a diversidade das comunidades pesqueiras, bem como seus conhecimentos e práticas ligadas as atividades de pesca e tradições culinárias.

A diversidade do Brasil é o fator chave no desenvolvimento da obra, que demonstra em 311 páginas a cultura desses homens do mar. O livro mostra a riqueza de comunidades pesqueiras que ainda conservam suas raízes.

Saiba onde adquirir o livro clicando AQUI.

BALEIAS À VISTA!


Vídeo mostra incrível migração de baleias e golfinhos

A alemã Silke Schimpf, de 45 anos, registrou a migração anual de aproximadamente 2 mil baleias jubarte e milhares de golfinhos.
As imagens, que são um verdadeiro show da natureza, foram capturadas na costa de Porto Elizabeth, na África do Sul.

MAR DE BALEIAS

 FOTO DIVULGAÇÃO

A Comissão Baleeira Internacional (CBI) rejeitou nesta quinta-feira o projeto de criar um santuário para baleias no Atlântico Sul, defendido por países latino-americanos, e aumentou as exigências para a caça por motivos científicos, que o Japão quer retomar no Oceano Antártico.

Na votação, a proposta de Argentina, Brasil, Uruguai e África do Sul obteve dois terços dos votos dos membros da Comissão reunidos em Portoroz (Eslovênia), e não os 75% necessários para sua aprovação. No total, 40 países votaram a favor, 18 contra e dois se abstiveram.
A representante brasileira disse estar decepcionada com o resultado, mas ao mesmo tempo animada para continuar com o trabalho em favor da criação de um santuário no Atlântico Sul, já que "o apoio a este projeto aumenta".

A Comissão Baleeira Internacional abordou em várias ocasiões este projeto. As baleias já contam com dois santuários no oceano Austral e no Índico.

Os partidários dos santuários para os grandes cetáceos estimam que eles garantirão uma proteção reforçada se um dia a moratória imposta à caça comercial de baleias se flexibilizar.

"Os santuários são importantes refúgios seguros para as baleias em um meio ambiente cada vez mais ameaçado", disse Rebecca Regnery, da ONG Human Society International.

A CBI também aprovou nesta quinta-feira um texto que endurece os critérios para a caça à baleia por motivos científicos, ante as intenções do Japão de retomar a prática no Oceano Antártico.

A resolução, não vinculante, proposta pela Nova Zelândia e debatida durante a 65ª sessão da CIB, recebeu 35 votos a favor, 20 contrários e cinco abstenções.
Os países que caçam o animal (Japão, Islândia, Noruega, Rússia) foram contrários ao texto, assim como países africanos e do Caribe. Os membros da União Europeia, Estados Unidos, Austrália, vários países da América Latina, Gabão e Austrália votaram a favor.

A Corte Internacional de Justiça (CIJ) reconheceu em março que a caça científica de baleias por parte do Japão escondia na verdade uma atividade comercial.

O texto votado nesta quinta-feira retoma os principais argumentos da decisão da CIJ sobre a avaliação dos programas científicos de caça dos cetáceos.

Os países pediram uma análise sobre se o tamanho das mostras á "razoável" em comparação aos objetivos almejados e se estas metas podem ser alcançadas por "meios não letais", assim como garantir que "as informações obtidas por meios letais buscam melhorar a preservação e a gestão das baleias".
O Japão reafirmou na reunião da CBI em Portoroz que não pretende caçar baleias na temporada 2014-2015 no Oceano Antártico, mas que não renuncia à caça dos cetáceos em suas águas.

Neste sentido, as autoridades nipônicas devem apresentar até o fim do ano um novo programa científico para 2015-2016 na Antártica.

"É uma decisão importante que, se for respeitada, deveria acabar com a caça ilegal de baleias em nome da ciência", disse Aimée Leslie, da organização ecologista WWF.

De acordo com a CIB, o Japão capturou 417 baleias por motivos científicos em 2013. No total, 1.600 baleias foram caçadas no mundo no mesmo ano.

(Do http://www.istoedinheiro.com.br)

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

EM BUSCA DA CABEÇA PERDIDA



Você já viu uma cabeça de bacalhau?

A cabeça de bacalhau existe sim, olha a foto de um ainda vivo, aí em cima. O bacalhau não é um peixe, é um processo de salgamento. O peixe, pelo menos o original, que foi o primeiro usado e ainda é o melhor do mundo para fazer bacalhau, chama-se Cod Gadus Mohua, é um primo da abrotéa e vive lá no Mar do Norte, no Atlântico Norte, não tem por aqui. A gente não vê a cabeça dele porque ela é descartada no processo de salgamento. E isso é antigo, começou com os vikings, no século 8. Não é uma invenção portuguesa como se pensa. Podemos dizer, para simplificar essa história, que o bacalhau é uma invenção sueca, norueguesa. Mas é conhecida como a mais tradicional iguaria da culinária lusitana, porque foi Portugal quem popularizou o bacalhau no mundo, com as grandes rotas marítimas dos descobrimentos.
Mas antes dos portugueses, quem popularizou o bacalhau na Europa foram os bascos. Existem registros de fábricas para processamento do bacalhau na Islândia e na Noruega, lá no século 9, nos anos 800. Os Vikings são considerados os pioneiros na descoberta do Cod Gadus Morhua, que é o peixe considerado como bacalhau autêntico. Obviamente, o Gadus Morhua não é salgado, o preparo dele chamado de bacalhau é que é.
Os vikings não tinham sal, então eles encharcavam o peixe com água do mar e o secavam ao ar livre. Assim, conseguiam que o peixe perdesse muito peso, ficasse duro como uma tábua de madeira e aí conseguiam levar nas longas viagens marítimas pelos oceanos. Ou seja, os vikings "inventaram" a técnica que os nossos tropeiros utilizaram séculos depois na carne seca e no charque.
A população européia só começou a comer bacalhau, bem mais tarde. No século 9, o vikings eram chamados de bárbaros pelos mouros que dominavam boa parte da Europa e toda a Penínsla Ibérica. Portugal surgiu em 1.300, cinco séculos depois disso. Mas quando os bárbaros desembarcavam na costa espanhola, lá no nordeste da Espanha, eles trocavam bacalhau por outros produtos.
Então os bascos se interessaram pelo peixe salgado. Os bascos já conheciam o sal e existem registros de que no ano 1000, eles vendiam o bacalhau curado, o salgado e o seco. Então, esse bacalhau que a gente come hoje é uma versão surgida na costa da Espanha.
No começo, eles salgavam e depois secavam nas rochas, ao ar livre, para que o peixe fosse melhor conservado e aí é que se tirava a cabeça do peixe, porque a técnica criada pelos vinkings consiste em abrir o peixe ao meio e deixá-lo reto. Com cabeça isso não era possível. Então eles eliminavam essa parte e é por isso que você não vê a cabeça do bacalhau exposta lá no supermercado.

(Texto e imagem enviados anonimamente ao Tainhanarede)

FAROL DO ARVOREDO


O Farol da ilha do Arvoredo está localizado na ilha de mesmo nome, ao norte da Ilha de Santa Catarina. Foi construído no segundo reinado e inaugurado no dia 14 de março de 1883. Seus lampejos brancos, emitidos a cada sessenta segundos são visualisado até vinte e sete milhas náuticas de distância (cerca de 50 quilometros). A Ilha do Arvoredo faz parte da Reserva Biológica do Arvoredo, que é formada também pela Ilha da Galés, Calau de São Pedro e Ilha Deserta. Tem 270 hectares cobertos de Mata Atlântica e além do Farol, uma base do Ibama que controla a pesca e fiscaliza a Ilha 24 horas por dia. O desembarque só é permitido com autorização do Ibama.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

MAR DE LAMA


FOT: DIVULGAÇÃO


Há cinco meses, a Praia do Cassino, em Rio Grande, no Litoral Sul do Rio Grande do Sul, está tomada pela lama. São 7km cobertos pelo material trazido pelas ondas. Pesquisadores e ambientalistas tentam descobrir as causas do fenômeno.
Em alguns trechos, a lama chega a ter mais de um metro de profundidade. Por enquanto, os locais estão isolados. De acordo com pesquisadores e ambientalistas, não há condições de retirar o material com máquinas ou caminhões.

“É impossível retirar, porque além da lama que vemos na beira da praia tem lama dentro da água que ainda vai sair para a orla. Só uma grande ressaca é capaz de movimentar e retirar todo o material", diz o pesquisador da Universidade Federal de Rio Grande (Furg) Norton Gianuca.

O assunto está sendo debatido em conjunto por ambientalistas do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema), a superintendência do porto, o Ministério Público e a Prefeitura de Rio Grande.

Uma das dúvidas é sobre a relação da lama com a dragagem do canal do porto.

A última dragagem no canal foi feita entre dezembro janeiro deste ano. Na ocasião, foram retirados 1,6 milhão de metros cúbicos de lama, que foram depositados a 16 quilômetros da costa e a 19 metros de profundidade. Estudos do professor e doutor em Oceanografia da Universidade Federal de Rio Grande Lauro Calliari indicam o mesmo fenômeno em outros anos em que a dragagem foi feita. Ele afirma que essa operação de retirada de barro para aumentar a profundidade onde operam os navios no porto de Rio Grande é a causa do depósito da lama na praia.

"Cientificamente, não tem como negar que a dragagem é o motivo para o depósito do barro. O que é retirado do canal precisa ir para algum lugar e desemboca na orla. As correntes são instáveis, o que faz com que ela se movimente. Há como evitar depositando o barro em outros locais ou acompanhando a movimentação com sondas", defende Caliiari.

A superintendência do porto discorda. Um novo estudo exigido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) já foi contratado.

"Cumprimos as normas do Ibama, mas estamos abertos para todos os esclarecimentos necessários. Agora o Ibama solicitou um novo estudo e vamos apresentá-lo. Também queremos saber as causas", diz o diretor técnico do Porto de Rio Grande, Leonardo Maurano.

Fonte: http://g1.globo.com/

terça-feira, 16 de setembro de 2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

MULHERES DO MAR

Foto Virgínia Maria Yunes
No Líbano!

MAR DE BALEIAS


Desde 2010, orcas foram avistadas entre uma e duas vezes ao ano nas praias do Estado
Foto Reprodução / Agência RBS

Orcas perto da costa na Praia dos Ingleses, em Florianópolis

Quatro animais, dois adultos e dois filhotes, se aproximaram da costa no início desta tarde

Um grupo de quatro orcas, dois adultos e dois filhotes, foi avistado na Praia dos Ingleses, no norte de Florianópolis. Era início da tarde deste domingo quando os animais começaram a se aproximar da costa — e eles chegaram bem perto, ficaram a até 20 metros de distância.
A posição em que foram vistos, se movimentando de forma paralela à costa, pode significar que estavam "patrulhando", na linguagem dos biólogos — ou, no popular, estavam em busca de alimento.

De acordo com um estudo do Centro de Mamíferos Aquáticos do ICMBio, de 2010 para cá as orcas foram avistadas entre uma e duas vezes ao ano nas praias do Estado, principalmente entre a Ilha do Arvoredo e a Guarda do Embaú. E a frequência pode estar associada ao aumento do número de baleias francas no litoral de Santa Catarina (que aparecem por aqui entre junho e novembro, para acasalar ou ter os filhotes) - já que a orca é um de seus predadores.

Apesar de conhecidas popularmente como "baleias-assassinas", as orcas são na verdade da família dos golfinhos. O biólogo Paulo Flores, que estuda golfinhos há mais de 20 anos e atua no Centro de Mamíferos Aquáticos, explica que esses animais vivem em todos os oceanos, em qualquer profundidade e temperatura.

As orcas se alimentam de peixes, tartarugas marinhas, outros golfinhos, baleias e tubarões. Até hoje, segundo Flores, não há registro de ataque de orcas a humanos na natureza (os ataques teriam acontecido somente em ambiente de cativeiro, nos parques aquáticos).

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

sábado, 13 de setembro de 2014

Correndo o risco, traçando o mar...

Andrea Ramos

Mergulhe mais fundo no www.andreailustradora.blogspot.com

MAR DE SARDINHAS

Foto Divulgação Unicamp
Foto Divulgação Fundacentro

As sardinhas continuam surgindo em abundância nos mares do Sul. Semana passada, grandes cardumes encostaram na baía do Pântano do Sul, fazendo a festa de dezenas de pescadores que rapidamente apareceram com suas tarrafas em todos os cantos na praia, logo depois do entardecer.
Como as sardinhas vêm sempre acompanhadas das espadas - um de seus predadores - elas já começaram a encher as redes dos dois cercos (redes fixas) da Praia. Tanto a equipe do Ademir como a do "Barrinha" estão na lida, e já chegaram a tirar até 2 toneladas de espadas por dia.
O período de defeso da sardinha (Sardinella brasiliensis) passou a ser permanente entre o Cabo de São Tomé, no Rio de Janeiro e o Cabo de Santa Marta, no Sul de Santa Catarina. O período de proteção foi estabelecido entre 15 de junho e 31 de julho e de 1 de novembro a 15 de fevereiro por meio de norma definida pelo Ibama em maio de 2009.
De acordo com o Ibama, a medida tenta garantir a recuperação dos cardumes de sardinha e o retorno da pesca para as comunidades de pescadores artesanais na faixa litorânea no Sul e Sudeste brasileiros. A medida criou também regras para o desembarque da espécie, que só poderá ser realizado até os dias 17 de junho e 3 de novembro de cada ano, ou seja, dois dias após o início de cada período de defeso.
O uso da sardinha como isca viva na captura de atuns e outras espécies também deve obedecer o tamanho mínimo definido pelo Ibama, 17 centímetros, e ser suspensa durante o período de defeso.

FORA DA ROTA

Baleias se perdem e param na Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul Karoline Ávila/Rádio Gaúcha
Animais teriam se perdido na rota migratória, segundo oceanógrafoFoto: Ka

roline Ávila / Rádio Gaúcha











































































































































































































































































Tem Baleias na Lagoa dos Patos

Duas baleias, uma adulta e um filhote, apareceram nesta quinta-feira (11) no estuário da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul. Elas foram avistadas por volta das 7h15min da manhã próximo aos terminais do Porto de Rio Grande. Avaliação de oceanógrafo indica que as baleias estavam perdidas. As informações são da Rádio Gaúcha


No final da manhã, embarcações da Marinha do Brasil e do Museu Oceanográfico tentaram desobstruir o fluxo marítimo para facilitar a saída das baleias da Lagoa dos Patos. A meta era encaminhar os animais à região costeira. 

De acordo com o oceanólogo Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema) Cleber Grubel da Silva, nos meses de agosto a setembro, as baleias franca saem da Artártida com destino à costa de Santa Catarina. Os animais teriam se perdido da rota migratória. 

O aparecimento de baleias no estuário da Lagoa dos Patos é um fenômeno raro. 
— Em 30 anos de monitoramento, esta é a terceira vez que ocorre o aparecimento de baleias na lagoa — disse Grubel — É uma grande oportunidade para as pessoas conviverem com estes animais que ainda estão livres pelo oceano — acrescentou.

(Da RÁDIO GAÚCHA)