segunda-feira, 30 de junho de 2014

TERRITÓRIOS TRADICIONAIS

 Imagem Antonio Gomide - " Depois da pesca"
Angra-Paraty-Ubatuba saem em defesa dos Territórios Tradicionais

Num dos trechos mais turísticos do litoral brasileiro, quilombolas e caiçaras exigem condições para manter sua cultura e comunidades. Campanha começou neste sábado, em Ubatuba

Por Redação e Isabela Vieira, da Agência Brasil | 

Comunidades tradicionais da região do litoral norte de São Paulo correm risco de desaparecer. Para tentar evitar este processo, será lançada, no próximo sábado, a campanha “Preservar é Resistir - Em Defesa dos Territórios Tradicionais”. Organizada pelo Fórum de Comunidades Tradicionais Indígenas, Quilombolas e Caiçaras de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba, a campanha quer a garantia dos territórios tradicionais para preservar os modos de vida de suas antigas populações. O lançamento coincide com a tradicional festa de São Pedro Pescador de Ubatuba, que homenageia o padroeiro dos pescadores da cidade e existe há mais de 90 anos. Para a apresentação, será exibido um vídeo junto de apresentações musicais e exposição de fotos.
As comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras que vivem no litoral entre o Rio de Janeiro e São Paulo sofrem com a grilagem de terras na Serra do Mar, com o turismo de escala e com a falta de políticas públicas, como educação e infraestrutura.

Segundo Vagner do Nascimento, integrante do Fórum das Comunidades Tradicionais de Angra, Paraty e Ubatuba, um dos principais problemas na região é a sobreposição de unidades de conservação nas comunidades. Ele diz que a situação “engessa” a população e desassocia o homem da natureza, fator que garantiu a sobrevivência desses grupos até hoje. Na região, moradores e especialistas querem a recategorização das unidades para parque estadual ou reserva extrativista — modalidade criada pelo ambientalista Chico Mendes.

O vice-presidente da Associação de Moradores do Pouso da Cajaíba, na Reserva da Juatinga, Francisco Xavier Sobrinho, explica que, na prática, morar em uma reserva significa ficar impedido de usar a natureza para sobreviver. Não se pode construir casas de barro, prática agroecológica, as tradicionais canoas caiçaras — esculpidas em um único tronco –, plantar e pescar. “Precisamos resistir para continuar aqui e assegurar o que temos para as novas gerações”, disse.

Na divisa dos estados, o fórum destaca que a legislação atual prejudica as comunidades quilombolas Cambury e Fazenda Caixa, dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina e do Parque Estadual da Serra do Mar. Em ambas, as práticas culturais são reprimidas. “Ou seja, a pessoa vive na pobreza em um território rico porque está impossibilitada de viver com dignidade, conforme suas gerações passaram”, lembrou.

Mais próximo da cidade histórica de Paraty, o fórum denuncia que a sobreposição de unidades de conservação não permite a chegada de energia elétrica e a pavimentação de estradas originais, para não causar impacto ambiental. A situação afeta comunidades caiçaras na costa e indígenas da Aldeia Araponga. Vivendo em uma área apertada, o grupo tem dificuldade de acesso à água, a serviços de saúde, está superlotada e tem problemas com o descarte adequado de lixo.
Os indígenas têm o território, que originalmente é deles, ameaçado pela especulação imobiliária para a abertura de novas áreas para condomínios e pousadas”, disse Vagner.

Outro problema causado pela especulação imobiliária é a restrição imposta por condomínios de luxo a caiçaras de praias como a do Sono, que perderam o acesso ao mar. Agora, precisam passar por dentro do condomínio, em uma carro cedido pelos administradores para chegar aos barcos. O turismo na costa e em áreas de berçários de peixes, como o Saco do Mamanguá, também avança e está entre as preocupações do fórum, em defesa da pesca artesanal.
Para mostrar como vivem, as comunidades fizaram um vídeo de cerca de dez minutos que lançam junto com a campanha “Preservar é resistir”, na festa de São Pedro Pescador, sábado (28).

domingo, 29 de junho de 2014

HOJE É DIA DO PESCADOR!



Ilustração Andrea Ramos
Uma Homenagem do tainhanarede!

FESTA DE SÃO PEDRO - PADROEIRO DOS PESCADORES

Foto Capela São Pedro
HOJE, NO PÂNTANO DO SUL!
Festa de São Pedro 2014

TODAS AS CORES DA TAINHA

Tainhas e suas cores , acrilico s/ tela 80 x 50

O VELHO E O MAR - Clássico - De novo!

THE OLD MAN AND THE SEA (O VELHO E O MAR).

 Rússia/Canadá/Japão, 1999. Direção de Aleksandr Petrov. Ganhador do Oscar em 2000 como melhor curta animado, a adaptação do clássico de Ernest Hemingway, "O Velho e o Mar" é uma obra prima do animador russo Alexander Petrov.
 O curta com pouco mais de 20 minutos de duração, demorou pouco mais de 2 anos para ser produzido, pois Petrov pintou a óleo e fotografou cada um dos 29 mil frames em quadros de vidro. Para quem não sabe, O Velho e o Mar foi o último livro de Hemingway publicado durante a sua vida e conta a história de um velho pescador que decide enfrentar o alto mar em busca de um peixe gigante.

sábado, 28 de junho de 2014

A TAINHA E A FESTA DE SÃO PEDRO!



A Tradição da Tainha

Durante a Festa de São Pedro Pescador, entre os pescadores, costumava-se cercar as tainhas, retirar de cada cento uma “tara” (tainha maior) e ofertar ao Santo. Ao final, era realizado um pequeno leilão entre os pescadores que com o dinheiro arrecadado compravam rojões para a festa. Assim, no dia 29, ao meio dia, os sinos da Igreja Matriz e das capelas nos bairros anunciavam a celebração.
A Festa de São Pedro acontece sempre no auge da pesca da tainha. Durante os meses de maio a julho, a tainha, proveniente do Rio Grande do Sul, faz uma migração na costa brasileira, passando por Ubatuba e possibilitando ao caiçara uma “abastança” (fartura) nas Festas de São Pedro. Daí a tradição de fazer a “sobrepau” (tainha assada sobre brasas, colocada em cima de galhos de goiabeira verde).

Barraca da Tainha

A Barraca da Tainha foi introduzida na Festa de São Pedro Pescador somente em 1977. Há anos a FundArt conta com a parceria da Colônia de Pescadores Z10 Ministro Fernando Costa, para contribuir com o fortalecimento da classe pesqueira que arrecada fundos com o evento.

Uma das principais atrações do evento – a Barraca da Tainha, este ano terá incluído em seu cardápio o prato típico caiçara “azul-marinho” também conhecido como “peixe com banana verde”.

A Praça de Alimentação receberá entidades filantrópicas e comerciantes locais selecionados por edital específico para a fruição das barracas de alimentos e bebidas na festa. Sua infraestrutura ainda maior será acompanhada da ampliação do evento.

(Do http://fundart.com.br/festa-de-sao-pedro-2014/tradicao-da-tainha/)

MARES DE PORTUGAL



ahcravo gorim em Ria de Aveiro!
postais da ria (16)

em 2012 a regata da ria foi cancelada por "alegada" falta de verbas. a organização era de uma associação sediada na ribeira de pardelhas e que dá pelo nome de "amiria" - associação dos amigos da ria.

nesse ano alguns moliceiros alguns moliceiros organizaram uma simbólica regata de protesto, com bandeira negra e uma tarja onde se podia ler "NÃO MATEM OS MOLICEIROS".

em 2013, a organização da regata mudou de mãos e .... realizou-se. os pagamentos dos prémios devidos pela regata efectuada em junho de 2012, prolongaram-se até março de 2013, isto para não falar nas peripécias já contadas em tempo.

o facto é que houve regata e este ano ainda volta a a haver.

no registo de hoje vêem-se os moliceiros " josé miguel" e "doroteia verónica", num momento de competição renhida, na regata de 2009.

cinco anos passados e nenhum deles estará na regata de amanhã, já que ambos foram vendidos, por os seus proprietários não terem condições, nem apoios, para os manter.

assim se vai escrevendo a história da ria, a de uma morte lenta a que ano, após ano, alguns vão resistindo e outros sorrindo.

amanhã é mais um dia

(ria de aveiro)

MAR DE GEORGI PETROV

"Tailwind"
oil on canvas, 50/40 cm
www.georgipetrov.com/en



LUGI DO SÓLI

Com 4.144 painéis fotovoltaicos instalados, a usina será capaz de gerar energia para 540 residências - Foto Divulgação



















Eletrosul inaugura usina de energia solar inédita na América Latina
Com investimentos de R$ 9,5 milhões, projeto será o primeiro completamente integrado a um prédio na região


Quem passa em frente à sede da Eletrosul, em Florianópolis, pode reparar em um mar de placas pretas instaladas na cobertura do estacionamento e do edifício principal da empresa. Coloridas pelo reflexo do céu, as peças formam um sistema inovador: no dia 27 de junho, a empresa irá inaugurar a maior usina de energia solar integrada a um edifício da América Latina. São 4.144 painéis fotovoltaicos instalados na empresa — uma área de 8,3 mil metros quadrados com capacidade de gerar energia para cerca de 540 residências. 

O coordenador do Projeto Megawatt Solar, Rafael Takasaki, ressalta que a energia elétrica gerada a partir dos painéis fotovoltaicos irá para a rede elétrica local e será vendida a consumidores livres — como grandes empresas e shoppings. A previsão é de que o primeiro leilão ocorra em agosto e que sejam vendidos 800 MWh/ano com entrega prevista para janeiro de 2015. 


Takasaki explica que a potência instalada da usina será de 1 megawatt-pico (MWp) e terá capacidade para produzir aproximadamente 1,2 gigawatt-hora (GWh) por ano. 

O Projeto Megawatt Solar teve uma parceria com o governo da Alemanha, país que detém um terço do mercado mundial de energia solar. O banco de fomento alemão KfW financiou o empreendimento – o investimento total foi de R$ 9,5 milhões. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal) também contribuíram com apoio técnico.
O diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio, ressalta que levantar crédito e realizar a licitação foram as principais dificuldades do projeto, devido ao ineditismo. Os trabalhos começaram em 2007. 

— Tivemos dificuldade até na instalação de painéis e inversores, pois as pessoas não tinham experiência neste trabalho. Foi um aprendizado — diz Custódio.

Agora a Eletrosul quer compartilhar a experiência com outros interessados. Para isso, a usina terá passarelas no telhado para visitação. 

Um dos grandes obstáculos para a popularização da energia solar ainda é o custo elevado. O silício, por exemplo, usado na fabricação das células fotovoltaicas é importado.

— O Brasil não domina a tecnologia de purificação do silício com foco nas aplicações fotovoltaicas e precisa importar o material — afirma Takasaki, coordenador do projeto.

Investimento para purificação do silício

Para consolidar a cadeia de energia solar e baratear os custos, a Eletrosul investiu mais de R$ 20 milhões em pesquisas para purificação do silício. O estudo conta com a parceria da Fundação Educacional de Criciúma (Fucri) – instituição mantenedora da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) — e com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). As pesquisas, que começaram em 2012, devem ser concluídas em 2015. 

Além disso, a Eletrosul conta com uma parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) para a fabricação de painéis fotovoltaicos.

(Do www.clicrbs.com.br)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

FESTA DE SÃO PEDRO E DO DIVINO NO PÂNTANO DO SUL

Foto Capela São Pedro - Divulgação
Festa de São Pedro 2014

Hoje (27/6)

19h - Procissão de São Pedro;
20h - Santa Missa;
21h - Jantar dançante do Divino e São Pedro.

Venha participar da festa do Padroeiro!

Veja a programação completa:

CRIME NA PESCA


Pescadores têm rede queimada nos Ingleses
Polícia Civil vai investigar se o incêndio foi criminoso

por Gabriela Wolff 

A temporada de pesca da tainha — que já não estava boa — terminou ainda mais cedo para um grupo de pescadores artesanais da praia dos Ingleses, em Florianópolis. Quando chegaram para trabalhar, no início da manhã desta quinta-feira, foram surpreendidos pela rede em chamas dentro do barco "Vai com Deus II". Feita de plástico, grande parte da rede derreteu, e não há mais tempo nem dinheiro para adquirir uma nova. Parte da estrutura do barco também queimou. Somando tudo, houve um prejuízo estimado em cerca de R$ 40 mil, afirma o capitão Manoel dos Santos.

O pescador Francisco Grapi, 64 anos, conta que chegava na praia por volta das 5 horas quando viu de longe as chamas. Saiu correndo e acordou mais dois colegas que dormiam no rancho, e com baldes e água do mar os homens conseguiram conter o fogo, porém o estrago na rede foi inevitável: 

— Levamos uns 15 minutos para darmos conta de tudo, se tivesse demorado mais acho que tinha queimado toda a canoa também — disse Francisco. 

A canoa de um pau só, modelo que já não é mais produzido, tem mais de 80 anos e pertence à família de dona Laureci Alves do Santos há muitas gerações. O marido era pescador, mas hoje está doente, por isso a senhora fez um acordo com Manoel para ele cuidar do barco e dividem os lucros, que em 2014 não vieram. 

É com aflição e tristeza que Manoel acompanhava da areia outros colegas pescadores cercando um cardume na tarde de quinta. Pelo acordo feito entre os ranchos e a posição das tainhas, o "Vai com Deus II" teria preferência, mas sem rede e com avarias, fica impossível entrar no mar. Só restou a Manoel ficar assistindo o pequeno lanço, de apenas 72 tainhas, que seria dividido entre o dono do barco e os homens que ajudaram a puxar a rede: 

— Só resta ficar olhando. Alguns foram ajudar a puxar a rede, mas como veio pouco só recebem peixe pelo serviço. A dona do barco vai tentar trazer outra rede, vamos esperar — disse Manoel.

Pescadores acreditam em incêndio criminoso

Pescador desde os 14 anos, Manoel destaca que este não é o primeiro caso de incêndio em redes nos Ingleses. Ele acredita que a ação seja criminosa, pois eles e os colegas viram marcas na areia do pneu de uma bicicleta e pegadas próximas ao barco. Dona Laureci já registrou boletim de ocorrência na Polícia:
— Espero que descubram quem fez isso, pois é o nosso único sustento. Todo mundo trabalha com pesca na família, e este ano já esta muito ruim — lamentou. 

A investigação está a cargo do delegado Alexandre Carvalho, da 8ª Delegacia de Polícia dos Ingleses. Ele explica que peritos já estiveram no local e agora segue o trabalho de investigação, com o pedido das imagens de segurança de prédios próximos.


(Do HORA DE SANTA CATARINA - www.clicrbs.com.br)

MARES DE PORTUGAL

Foto Antonio José Cravo
ahcravo gorim em Ria de Aveiro

postais da ria (15)

ti zé rebeço

chama-se josé rendeiro, mas todos o conhecem por "zé rebeço". nunca anda descalço, mas com os sapatos que a mãe lhe deu quando nasceu.
ontem, enchi-me de coragem e perguntei-lhe:
-ti zé, quantos anos tem?
-oh cravo, quase três quarteirões
filho de moliceiro e pequenos agricultures, foi criado no meio do moliço e nos moliceiros.
dunate 20 anos ganhou a vida no canadá, onde regressa todos os anos para consoar com filhos e netos.
mais que homem da ria, é um homem com uma dimensão humana rara de encontrar: um homem bom.
decano dos moliceiros da ria de aveiro, não perde uma única oportunidade para viver a ria; em 2009 encontrei-o no cais do bico a fazer uma descarga à moda antiga, de uma barcada de "cabelo de cão" - alga que tinha então aparecido na ria. quis reviver o tempo do moliço como adubo natural e fê-lo com o que a ria dava.
não falta a uma regata de moliceiros e de bateiras à vela.
- três quarteirões se chegar ao fim do ano, cravo!
o ti zé rebeço é um tesouro da ria, nasceu rente a tudo, cresceu à custa de muito trabalho e sacrifício, é um dos homens, poucos, com quem merece a pena usar um dia.

(ria de aveiro; murtosa; cais do bico)

Veja mais no https://www.facebook.com/antonio.cravo

ILHA DO CAMPECHE

inscrições rupestres - Ilha do campeche
Uma história de enigmas e belezas

Inscrições deixadas por uma civilização remota unem-se à exuberância natural para fazer da misteriosa Ilha do Campeche, em Santa Catarina, uma bela atração. Os caprichos da natureza convivem com os minuciosos e intrigantes desenhos de uma civilização sobre a qual pouco se sabe.

Na Ilha do Campeche, no litoral de Santa Catarina, assombram a água transparente do mar, a exuberância dos tiés-sangue e as curiosas inscrições rupestres espalhadas por todos os lados. Depois de caminhar por aproximadamente 20 minutos, já é possível observar as primeiras inscrições rupestres. Os pesquisadores que estudam a arte deixada há séculos na ilha conseguiram catalogar mais de 150 desenhos, em diversos pontos. 

São 21 sítios arqueológicos (onde foram encontrados grupos de figuras, restos de comida, sepultamentos, armas, etc), 9 estações líticas (onde eram usadas água e areia para afiar ferramentas) e 1 sambaqui (um amontoado de conchas, onde eram enterrados os mortos e os animais, mas onde foram encontrados também ferramentas e armas). Basicamente, os desenhos são geométricos e têm formas humanas e de animais. Essas figuras são formadas por meio de círculos, triângulos, quadrados e há uma ocorrência muito estranha de hexágonos,

A ilha é o único lugar do mundo onde essas inscrições foram vistas até hoje e ao todo, a Ilha do Campeche tem 58 hexágonos inscritos nas pedras. Sabe-se apenas que há um grande conteúdo religioso, espiritual mas é difícil saber o que realmente se passava na cabeça de um povo cuja cultura desapareceu.

Existem vestígios arqueológicos de até 14 mil anos.

( Do http://www.riozinho.net/uma-historia-de-enigmas-belezas/)

RAINHA DA TEMPORADA

Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS

Tainha será a estrela de festa de Barra do Sul, Norte do Estado

Expectativa é receber mais de 80 mil visitantes em seis dias de festa. Além da gastronomia típica, shows regionais e nacionais prometem atrair o público

por Camila Nunes

A tainha será a estrela principal do cardápio que promete aguçar o apetite do público durante uma dos eventos mais tradicionais do Norte do Estado. No dia 9 de julho,Balneário Barra do Sul abre as portas para a 22ª edição da Festa da Tainha.

Para garantir que a protagonista da festa não saia de cena, cerca de 20 toneladas de tainha já foram reservadas. Mais de 14 restaurantes e 28 estandes já prepararam receitas especiais à base do peixe. O valor de cada prato varia de acordo com o estabelecimento.

Além da gastronomia típica, a festa contará com exposições culturais e shows regionais e nacionais. Uma das novidades da 22ª edição é que todos os shows serão gratuitos.
A dupla sertaneja Gian e Giovani será uma das principais atrações da cartela musical do evento. O palco principal ainda receberá a banda Dazaranha, dupla Dani e Rafa, Julio e Julio e grupo San Marino. Os dois primeiros dias ainda serão dedicados para duplas evangélicas e o último dia terá uma programação especial para a terceira idade, com baile e apresentações.

Neste ano, a programação foi estendida para seis dias e a expectativa é de receber pelo menos 80 mil visitantes.
Um pavilhão de 300 metros quadrados será palco das apresentações e exposições sobre a história da cidade.
- Neste ano, nós queremos destacar a cultura regional através da tainha. Por isso, nós reservamos mais espaços para a área cultural e o público terá acesso a todas as atrações sem precisar pagar - explica o secretário de esporte e turismo de Barra do Sul, Alessandro João Remeniuki.

A festa também será uma boa pedida para compras. Haverá 30 estandes para venda de artesanatos, roupas, bolsas e objetos de vários segmentos.

Programação

Quarta-feira (9/7)17h _ Abertura dos Estandes
18h _ Abertura Praça de Alimentação
18h30 _ Apresentação Apae
19h _ Encontro de duplas Gospel
20h_ Abertura oficial da festa
Show Nacional com Daniel e Samuel no palco principal
23h30 _ Show com Ivonir Machado

Quinta-feira (10/7)
10h _ Abertura dos estandes
10h30 _ Abertura espaço cultural
11h _ Abertura da praça de alimentação
14h _ Shows no palco alternativo
21h _ Show com Junior e Julio no palco principal
23:00 _ Show baila com Sam Marino no palco principal

Sexta-feira (11/7)
10h _ Abertura dos estandes
11h _ Abertura Praça de Alimentação
12h _ Acústico Chipas
14h _ Grupo de Dança Paulo César Ramos
16h _ Imujor 
17h _ Banda Raiz Vital
18h _ Apresentação Cultural
19h _ Coyot Jack
21h _ Pagode Ponto Com
20h30 _ Mariskal
22h_ Show com Dazaranha
22h30 _ Brothers
Meia-noite _ DJ Ruan Suíço
Meia-noite_ Grupo Explosão

Sábado (12/7)
10h _ Abertura dos estandes
11h _ Abertura Praça de Alimentação
2h _ Acústico Chipas
14h _ Baila com Juliano e seus teclados
15h _ Tarrafa elétrica
16h30 _ Apresentação Cultural
17h- Apresentação Cultural
17h30 _ Grupo de dança Paulo César Ramos
18h30 _ Banda Ulisses
20h _ Cloriformitos
21h30 _ Banda Miopia
22h_ Baile com Conexão Sul
00h30 _ DJ Dan Projetic
00h30 _ Show com Gian e Giovani

Domingo (13/7)
10h _ Abertura dos Stands e Abertura Praça de Alimentação
11h _ Grupo de Dança Paulo César Ramos
12h_ Acústico Tuise Bueno
14h:30 _ Apresentação Cultural
15h- Apresentação Cultural
16h _ Final da Copa do Mundo 
18h- Baile com Irmãos Galvão
18h _ Homem Banda e Sua Mina
20h _Jason e Anderson
20h _ Pagode Novo Sonhar
22h_ Show com Dani e Rafa

Segunda (14/7)
10h_ Abertura dos Stands e Abertura Praça de Alimentação
14h30 _ aile da 3a Idade _ Heroi e Heroni
17h0_ D'luca e Luciana
20h_ Nicolas Luca
21h _ Baile com Sam Francisco

(Do A NOTÍCIA -www.clicrbs.com.br)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

OS SURFISTAS E A TAINHA...


Irmão do surfista Tainha, local da praia do Santinho, o designer Murilo Graf mostra sua bem humorada visão sobre o conflito entre pescadores e surfistas.

terça-feira, 24 de junho de 2014

COMEMORAM?

Pescadores artesanais comemoram safra da tainha Rafaela Martins/Agencia RBS
Foto: Rafaela Martins / Agencia RBSA tendência é, até o final da safra, chegar a 1.500 toneladasPescadores artesanais comemoram safra da tainha
Captura artesanal já supera volume do ano passado em Santa Catarina

Bianca Oliveira
Se para a indústria a safra da tainha não está cumprindo o objetivo, para os pescadores artesanais ela está sendo comemorada. Até o momento, 1.260 toneladas do peixe foram capturados no litoral catarinense de forma artesanal. Este número já é maior do que o total que foi caturado na safra do ano passado – 1,2 mil toneladas.
– A tendência é, neste ano, chegar a 1.500 toneladas – aponta o presidente da Federação dos Pescadores Artesanais de Santa Catarina, Ivo da Silva. A safra da tainha encerra dia 15 de julho.
No Litoral Norte, as praias que mais registraram a captura de tainhas foram Bombinhas, Laranjeiras, em Balneário Camboriú, a praia do Forte, em São Francisco do Sul, e Porto Belo.

Cerca de oito mil pescadores estão envolvidos com a pesca da tainha artesanal de São Francisco do Sul a Bombinhas.
– A tendência para os próximos dias é que a pescaria se desenvolva mais ao norte do Estado, Bombinhas, São Francisco do Sul e Itapoá – sublinha Ivo.
(Do O SOL DIÁRIO - www.clicrbs.com.br)

TAINHA EM ALTA

Foto Rafaela Martins / Agencia RBS
Mercado do Peixe de Itajaí, principal ponto de venda no litoral, recebeu só 30 toneladas de tainha neste ano
Safra em baixa aumenta o preço da tainha em Itajaí

Pescado pode ser econtrado no Mercado do Peixe de Itajaí ao custo de R$ 20 o quilo com ova

por Bianca Oliveira

Há pouco mais de 20 dias para o fim da safra da tainha, cerca de 1.200 toneladas do peixe foram capturadas pela indústria e 1.260 toneladas pelos pescadores artesanais no litoral catarinense. No Mercado do Peixe, em Itajaí, o principal comércio de pescados da região, está difícil encontrar tainha. As que ainda são comercializadas custam entre R$ 18 e R$ 20 (com ova). Ao todo, apenas 30 toneladas do peixe foram recebidas pelo comércio neste ano. Em anos anteriores este número era de 10 toneladas por semana.

Para o secretário da Pesca e Aquicultura de Itajaí, Agostinho Peruzzo, a safra não está tão boa quanto se esperava, porque o aumento do peixe na costa inviabilizou a pesca industrial. Embora haja mais alguns dias de safra pela frente (encerra em 15 de julho) e o aumento do frio possa interferir na pesca da tainha, dificilmente a meta de 3.000 toneladas será cumprida.

– Das 50 embarcações que saíram de Santa Catarina para fazer a rota da tainha, que vai do Rio de Janeiro ao Chuí (RS), cerca de 30% da frota já desistiu – explica Peruzzo.

Para o presidente do Sindicato dos Armadores e Indústrias de Pesca de Itajaí e região, Giovani Monteiro, a falta de estudos para saber qual é a biomassa de tainha no mar impõe limitações aos pescadores industriais e artesanais, prejudicando o mercado e o consumidor.

Preço

De acordo com José Walmo Serpa Júnior, presidente do Mercado do Peixe, nos tempos da fartura da tainha, como no ano de 2000, por exemplo, o peixe chegou a custar R$ 1,99 o quilo. No ano passado, custava R$ 4,99 sem ova; e R$ 9,99 ovada. Em 2014, a média é de R$ 10 o quilo (sem ova), e de R$ 12,99 a R$ 20 (com ova).

Para Serpa, dois fatores provocaram o aumento no preço da tainha e a consequente defasagem do pescado no balcão – a demora para a liberação da pesca e a compra do peixe pelas grandes indústrias.

– As grandes indústrias estão comprando muito por causa da exportação da ova, o que acaba fazendo ela chegar em menor quantidade no mercado e, aumentando o preço para o consumidor. Além disso, há uma demora na liberação da pesca. O ideal seria que ela tivesse começado dia 1º de maio, e não 15. Hoje, a tainha já está custando para nós R$ 8, para vender a R$ 10 não compensa – destaca o comerciante.

O box 6 é um dos poucos onde ainda é possível encontrar tainha no Mercado do Peixe. Na banca, o quilo do produto ovado é vendido a R$ 20.

(Do O SOL DIÁRIO - www.clicrbs.com.br)

CADÊ A ANCHOVA QUE TAVA AQUI?

Foto João Pedro Barreiros
Cadê a anchoita que estava aqui? Quem comeu? Um projeto envolvendo a FURG (Universidade Federal do Rio Grande), a UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina) e o NEMA (Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental), com financiamento do CNPq, objetiva conhecer as interações tróficas entre a anchova Pomatomus saltatrix, a pescada olhuda Cynoscion guatucupa, a anchoítaEngraulis anchoita e o pinguim-de-magalhães Spheniscus magellanicus. Este estudo se justifica pela importância e o recente incremento da pesca da anchova na região sul do Brasil, cujo comportamento de migração para o norte durante o inverno sobrepõe a subida dos pinguins, ambos disputando o mesmo recurso: a anchoíta. Além disso, a anchoíta se tornará, num futuro próximo, alvo da pesca comercial e por isso é necessário conhecer o quanto anchovas e pinguins consomem de anchoíta para que o desenvolvimento desta pescaria não afete negativamente a produção pesqueira de anchovas e pescadas, assim como os pinguins.

O projeto atua na obtenção de dados de estrutura de idade, conteúdo estomacal e estágio de maturação das anchovas nos desembarques dos portos de Rio Grande e Laguna, e a bordo durante embarques com observadores de bordo. O recolhimento de pinguins durante os operações de pesca serve para examinar os conteúdos estomacais e estimar o consumo de anchoíta, além de servir a diversos propósitos científicos, uma vez que os animais estão em ótimas condições para o recolhimento de amostras. A observação da captura acidental de mamíferos e tartarugas também estão sendo realizadas para uma futura estimativa que servirá de ferramenta para auxiliar as políticas que visem reduzir os efeitos da pesca sobre estes animais. Trabalhos como este exigem uma parceria entre pesquisadores, pescadores e empresas de pesca. Somente a união destes setores pode garantir pescarias futuras com menores impactos ambientais. A pesca e suas interações tróficas tem aguçado o interesse dos pesquisadores. O grande desafio é desenvolver a pesca de forma sustentável, sem prejudicar os seres que dependem do mesmo recurso que capturamos. Conheça mais sobre o assunto clicando aqui

segunda-feira, 23 de junho de 2014

NO ESTALEIRINHO

 
O dia amanheceu promissor na Praia do Estaleirinho, Norte do estado: 1134 tainhas!
A informação e fotos são do João Campos, o Joca.

MAR DE BALEIAS

Baleia é encontrada encalhada em São Francisco do Sul Andrei Cristian Rezende Ruaro/Arquivo Pessoal

Baleia é encontrada encalhada em São Francisco do SulAnimal foi encontrado na Praia do Molhe, próximo à sede da Petrobras na cidade

Uma baleia foi encontrada encalhada na Praia do Molhe em São Francisco do Sul, litoral Norte do Estado, na manhã desta segunda-feira. O mamífero foi visto por pescadores que atuam no local. 

O animal está próximo à sede da Petrobras no município.


Ainda não há informações se a baleia está viva.

Há pouco mais de um ano, uma baleia morreu após encalhar na Praia Grande, também em São Francisco do Sul. A baleia encalhada, na ocasião, era da espécie Cachalote. Uma fêmea de aproximadamente 14 metros de cumprimento e de cerca de 20 toneladas.

O mamífero foi levado para a unidade da Univille em São Francisco do Sul.

(Do A NOTÍCIA - www.clicrbs.com.br)

GPS DAS TAINHAS

Cartoom do André, publicado na edição de 21/05/2010 no Hora de Santa Catarina

domingo, 22 de junho de 2014

BARCOS PARADOS

Seu Zumar Felício, 64 anos, está impedido de trabalhar nesta safra
Foto Marcone Tavella / Agencia RBS

Regra que proíbe anilhas na pesca da tainha deixa 102 barcos parados em Santa Catarina e safra fica comprometida

Normativa de 2008 que regulamenta a captura do peixe não inclui a rede que é usada há décadas por pescadores artesanais

por Marcone Tavella

Com as mãos calejadas, um casaco de zíper enferrujado e um gorro vermelho, Zumar Felício conduz o barco da família pelos costões da Barra da Lagoa em um dia de sol. Estar no mar aos 64 anos é a única alegria do homem que aprendeu a pescar aos 12 e desde então insiste em capturar da água o sustento, apesar dos pesares:

— Pescar é sofrer, pois você trabalha sempre pros outros e não sobra muita coisa pra gente. Mas pescar também é alegria, pois me tira da terra, onde os pensamentos ruins não saem de mim — diz o senhor que há oito anos perdeu no mesmo dia dois dos cinco filhos e viveu, anos depois, o fim de um casamento de 44 anos. 

O rosto que dificilmente se abre em um sorriso, mesmo em meio a piadas dos companheiros de barco, se fecha instantaneamente em rugas amarguradas ao falar da proibição do uso da rede anilhada na pesca da tainha. 

— Nunca vi a gente ter de se humilhar para poder trabalhar. Não é pedir para ganhar mais, é para trabalhar — lamenta ele, que capturou 3,2 toneladas do pescado até a mais nova interrupção (algo em torno de R$ 25 mil). 

A liminar que liberava o uso da rede de cerco, concedida pela Justiça Federal no dia 23 de maio, foi cassada na última semana pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente. 

Segundo o presidente da Federação dos Pescadores de Santa Catarina, Ivo Silva, a medida atinge 102 embarcações da pesca artesanal, em 34 colônias de trabalhadores do Litoral de Santa Catarina. Restrição que freia uma safra que já superava a do ano passsado _ 1.200 toneladas em 2013 ante 1.260 este ano _ e se encaminhava para o auge, como é classificado pelos pescadores os últimos dias de junho. 

Anilhas foram a solução

Para entender a polêmica da rede anilhada é preciso voltar no tempo. Segundo o professor especialista em Tecnologia de Pesca da Univali, Roberto Wahrlich, as argolas de ferro foram introduzidas ao longo das últimas décadas na pesca artesanal de barco como forma de adaptação. Ele conta que antes, os barcos se aproximavam da costa com redes de emalhe com mais de 1 quilômetro de extensão, em linha reta, o que acabava impedindo que a tainha chegasse próximo da praia. A tática acabava resultando em conflitos com os pescadores que utilizam as redes de arrasto e puxam o peixe para a areia. 

Ao ter de afastar o barco da costa, a extremidade da rede, que antes tocava na areia, foi se distanciando do fundo do mar e abrindo um ponto de fuga cada vez maior para o peixe, que desviava por baixo. Para evitar mais desgaste com os pescadores de praia, os donos das embarcações começaram a experimentar e a imitar outra categoria de trabalhador do mar: o industrial. 

Embarcações da Barra da Lagoa vão e voltam sem permissão para pescar a tainha  
Foto Marcone Tavella / Agencia RBS)

A burocracia que fisgou o pescador

As anilhas surgiram, portanto, como a solução para o pescador artesanal de barco. Nesta tática, o barco se aproxima do cardume com uma rede que possui em suas extremidades as tais argolas de ferro. Quando as tainhas estão cercadas por um círculo de rede, as anilhas são puxadas e se fecham, formando um verdadeiro saco de peixe, que é erguido por um guincho mecânico ou manual _ algo parecido com o que é feito nos barcos industriais. 

O professor Wahrlich conta que em 2007, quando técnicos dos ministérios da Pesca e Meio Ambiente estiveram em Santa Catarina para levantar informações e regulamentar a captura da tainha, a existência da rede anilhada teria sido omitida pelas próprias colônias de pescadores. No ano seguinte, a Instrução Normativa 171 (de maio de 2008) acabou publicada sem incluir a rede anilhada e fisgou os trabalhadores de barco a motor, como o seu Zumar, que tem que armargar os custos da produção _ uma rede anilhada custa a partir de 30 a 40 mil reais. 

Ministérios não acompanham pesca da tainha

Apesar da Instrução Normativa de 2008, os pescadores puderam capturar a tainha em 2013 após um ato de desobediência do Ministério da Pesca. Pressionado pelos pescadores catarinenses, o órgão emitiu uma normativa temporária, sem o aval do Ministério do Meio Ambiente, que tem co-gestão sobre os assuntos pesqueiros. O Ministério Público Federal teve que intervir e invalidou a normativa, mas todo o peixe que tinha de ser pescado foi. 

Quando a safra começou este ano, em 15 de maio, tudo voltou ao rigor da lei. O presidente da Federação de Pescadores de Santa Catarina, Ivo Silva, foi então a Brasília, encaminhou dezenas de ofícios a dezenas de órgãos e sub-órgãos, mas só conseguiu uma alternativa temporária através da liminar do dia 23 de maio, do juiz Marcelo Krás Borges. O que não adiantou por muito tempo e tudo indica que dificilmente o Ministério do Meio Ambiente deve voltar atrás, na visão do professor Wahrlich. 

— É que a rede anilhada, apesar de ser usada há anos aqui, não existe para o Ministério da Pesca. Além do mais, não há qualquer acompanhamento sobre a pesca artesanal de Santa Catarina, nenhum dado estatístico oficial para avaliar o impacto que este equipamento causa ao meio ambiente. E no critério da precaução usado pelo Ministério do Meio Ambiente, quando não se tem conhecimento sobre uma coisa, não se permite fazer — afirma o especialista. 

E é assim que seu Zumar e outros pescadores vão para o mar. Sem poder fazer outra coisa, os trabalhadores se limitam a deixar rede de espera no costão para capturar anchova, corvina ou algumas tainhas que não conhece da burocracia. 

Rede de espera sendo colocada próximo ao costão da Barra da Lagoa 
Foto Marcone Tavella/Agencia RBS)

(Do HORA DE SANTA CATARINA - www.clicrbs.com.br)

E A OVA DA TAINHA VIRA BOTTARGA!


AS TAINHAS E O DIVINO

"Comandante" Zenaide do Estevão canta em versos a tainha e a Feste do Divino

O AMOR ESTÁ NO MAR

Foto Alcides Dutra
Dois peixes-voadores(*) interagem no fundo do mar. Amantes? amigos? parceiros? não sabemos, o que importa é que o amor está no mar.

(*) Eles não voam, o nome provêm das amplas nadadeiras semelhantes a asas, que servem principalmente para desestimular predadores, mas que aqui parecem ter outra utilidade.
Ilha Moleques do Sul - Florianópolis - SC.
Curta a página do INSTITUTO LARUS. — comAlcides Dutra.

 FOTO DIVULGAÇÃO / LUCIANA SOTELO
A IMPORTÂNCIA DOS FARÓIS PARA QUEM NAVEGA

Os sistemas de navegação disponíveis atualmente são sofisticados e oferecem informações contínuas e de alta precisão. Os documentos cartográficos que apontam os levantamentos sobre qualquer massa de água onde seja possível navegar, conhecidos como Cartas Náuticas, possuem dados detalhados e cada vez mais confiáveis. Mas, mesmo com todo esse suporte disponível atualmente, os antigos faróis ainda são essenciais para os navegadores.

Segundo artigo publicado no site da Marinha do Brasil, intitulado "Auxílios visuais à navegação", a sinalização náutica - ou a série de sistemas e recursos visuais, sonoros radioelétricos, eletrônicos ou combinados, com a função de instruir o navegante a movimentar o seu navio ou embarcação - é imprescindível para a segurança da navegação. E o farol se insere nessa categoria.

Para quem navega, esses sinalizadores recebem o nome de auxílios à navegação e dentre suas funções estão ajudar a determinar a posição do navio, apontar uma aterragem - a passagem da navegação costeira para a navegação em águas restritas -, emitir alertas sobre perigos eminentes e onde eles se encontram, e demarcar os limites de navegação.

Ainda segundo a Marinha, uma boa rede de sinalização náutica também contribui decisivamente para: evitar a perda de navios, vidas humanas e mercadorias; proteção ao meio ambiente (auxiliando a evitar desastres ecológicos); e economia de tempo e combustível.
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Os faróis

Os faróis, ou auxílios visuais, têm como sua principal função possibilitar ao navegante que se oriente ou se posicione corretamente e, também, passar alguma informação importante por meio de sua forma, cor e/ou luz emitida, diz a Marinha.

Esses sinais luminosos sempre serão encontrados na costa ou em ilhas oceânicas, bancos, rochedos, recifes ou margens de rios, e são construídos nessas regiões para apontar as características daquele lugar. Por isso, à noite, precisam ter um alcance maior do que dez milhas náuticas.

Os tipos de faróis existentes são os de aterragem, navegação costeira e cabotagem, conforme escreveram João Cardoso e Manuel Luiz Nunes, no artigo "Torres de Luz: Faróis de Mostardas e Tavares".

Os faróis de aterragem indicam a demanda de terra e ajudam o navio a corrigir sua posição, quando se situam em pontos acentuados da costa.
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Os de navegação costeira, de acordo com os autores, encontram-se em locais em que os navegantes têm interesse em reconhecer, como os instalados em ilhas, bancos e alguns locais da costa.

Por último, os de cabotagem são frequentemente posicionados em cabos e distribuídos pela costa, para os navegadores verificarem sua posição constantemente.

Para a dupla, os faróis surgiram na história devido à necessidade do homem em desbravar outros lugares no mundo e atualmente não se restringem somente à navegação. Hoje, eles são mais de uma centena de monumentos vivos, com um índice de eficácia de 99,8%.

(Do http://www.dicasautore.com.br/)