domingo, 29 de dezembro de 2013

SARDINHAS EM CATIVEIRO

Foto Jeferson Dick/Lapmar/UFSC e Univali
Laboratório de Piscicultura Marinha da UFSC produz sardinhas em cativeiro

Projeto é realizado em parceria entre a UFSC e a Universidade do Vale do Itajaí (Univali).
O Laboratório de Piscicultura Marinha (Lapmar) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) fez no início do mês de agosto o transporte de aproximadamente oito mil sardinhas criadas em cativeiro para os tanques redes alocados na Armação do Itapocoroy, Penha (SC). Pioneiro nesta área, o projeto é realizado em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), o Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul (CEPSUL), entre outras instituições, e com recursos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC). Os peixes, da espécie sardinhas-verdadeiras (Sardinella brasiliensis), foram levados para barcos atuneiros, onde servirão como iscas-vivas para a pesca de atuns.
Desde 2010 já foram realizadas outras desovas, no entanto somente a partir desse momento foi possível obter um maior número, possibilitando a execução do primeiro transporte para os tanques rede no litoral norte do Estado de Santa Catarina. O Lapmar juntamente com a Univali são os responsáveis pela captura, maturação, reprodução e pela cultura de larvas de peixes, crustáceos e moluscos para reprodução.
O objetivo da produção desse tipo de peixe em cativeiro é diminuir as perdas da sardinha, o que acaba ocorrendo em grande quantidade quando realizada do modo natural. A pesquisa visa contribuir também com o processo de gestão pesqueira, por meio de técnicas de produção e manejo de isca-viva. 
A vantagem da criação em cativeiro é ter um controle maior sobre a espécie. Em laboratório é possível ter juvenis o ano inteiro, enquanto no mar, com as restrições da legislação ambiental e condições climáticas, apenas em determinadas épocas a sardinha pode ser pescada. Sem as capturas no meio ambiente, os estoques naturais podem ser renovados. Esta é uma forma de buscar o uso sustentável do recurso e a manutenção das maiores cadeias de processamento industrial de pescados no Brasil.
Para Vinicius Ronzani Cerqueira, professor do Lapmar e coordenador geral do projeto na Capes, os resultados obtidos foram acima das expectativas. “Obtivemos um resultado muito satisfatório. Por ser a primeira vez que fazemos o transporte para os tanques rede alguns problemas surgiram, obviamente, mas apresentamos muito mais acertos. Vamos dar continuidade aos estudos para poder aperfeiçoar a técnica”, afirma.
Ainda não foi possível gerar dados que comprovem se os custos são mais baratos ao criar sardinhas artificialmente. Vinicius Cerqueira acredita que a produção em cativeiro seja até mais cara. Porém, os custos seriam compensados pelo controle sobre o peixe e pela diminuição no impacto ambiental.

Pela primeira vez, o projeto conseguiu gerar uma quantidade grande de alevinos, que irão crescer em tanques no litoral. Foto: Univali
Cristina Carvalho, aluna de pós-doutorado e participante do projeto, explica que como não há criadores de sardinha no país, somente captura em alto mar, a ideia do projeto é inovadora. Por ser um produto utilizado não apenas como isca para pesca, mas para alimentação, a sardinha é um dos mais importantes recursos pesqueiros no Brasil. O laboratório não possui nenhum projeto no momento para a criação de sardinhas visando a indústria alimentícia. Caso fosse necessário, o Lapmar teria condições de produzir a espécie para o mercado consumidor de peixe fresco, e a criação em cativeiro não faria interferência no sabor.
Está previsto para a segunda quinzena do mês de setembro um seminário em Itajaí, no litoral norte do estado, que reunirá representantes do Ibama e da indústria da pesca. Nesse evento os pesquisadores do projeto irão apresentar dados preliminares com resultados da eficiência da criação de sardinha em cativeiro, a sua viabilidade econômica, além de projeções para o próximo ano, já que as pesquisas devem se estender de um ano a um ano e meio.
Sobre o projeto
O Projeto Isca Viva envolve várias instituições e já existe desde 2005. Em 2009 começou a receber recursos da Capes/MEC, por meio de parceria com o Lapmar, que passou a dedicar-se ao estudo e desenvolveu, com sucesso, a metodologia para a reprodução de sardinha em laboratório.
Atualmente três profissionais da UFSC estão diretamente ligados ao Isca Viva:o  engenheiro de aquicultura Caio Magnotti, a mestre em aquicultura pela UFSC, Fabiola Pedrotti, e o professor Vinicius Cerqueira, no cargo de coordenador. No Laboratório de Piscicultura Marinha, 12 alunos da graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado trabalham neste e em outros projetos de pesquisa. O professor Vinicius Cerqueira já orientou duas dissertações voltadas para o estudo da espécie produzida em cativeiro. Uma é a do aluno Herdras de Luna Pereira (http://www.tede.ufsc.br/teses/PAQI0274-D.pdf) e a outra é de Ricardo Shunji Takeuchi (http://www.bu.ufsc.br/teses/PAQI0319-D.pdf).
Além da UFSC e Univali, participam do projeto o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama/MMA), o Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul (Cepsul/ICMBio), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca (Sitrapesca) e o Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca (Sindipi).
Mais informações:
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(48) 3721 6386
Andressa Prates / Estagiária de Jornalismo/Agecom

Foto Carolina Bezamat/Arquivo pessoal
Botos ajudam pescadores na captura de peixes em Laguna, Sul de SC
Interação é estudada por pesquisadores no Sul do Santa Catarina.
Boto-da-tainha é Patrimônio Natural da cidade desde 1997.

Do G1 SC

No Sul de Santa Catarina, uma parceria entre pescadores e botos chama atenção de cientistas e estudiosos do mundo todo. Entre Laguna e Araranguá, a interação é estudada pelo professor da Universidade Federal de Santa Catarina Paulo César Simões-Lopes e também pelo professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) Fábio Gonçalves Daura-Jorge. 
O boto da espécie Tursiops truncatus, ou boto-de-tainha, como também é conhecido, foi declarado Patrimônio Natural do Município de Laguna pela Lei 521/97, de 1997. A dieta deste mamífero inclui peixes, lulas e crustáceos. Entre os peixes mais consumidos pela espécie estão as tainhas. Por isso, a pesca com a ajuda dos botos é mais frequente na época de migração deste peixe, entre os meses de maio e julho.
Conforme os professores, os botos agrupam as presas através de movimentos circulares. Depois, empurram os peixes contra os pescadores e, por fim, os botos executam um movimento acima da superfície, que serve de sinal para os pescadores. Este comportamento é o gatilho para o lançamento das tarrafas, que são lançadas simultaneamente, cobrindo o espaço entre os botos e os pescadores. "É um pulo mais agressivo, aí a gente entende aquele movimento do boto e sabe que tem peixe. Aqui é o boto é amigo nosso", relata o pescador Severiano Delgado.
O cardume é desfeito assim que a tarrafa atinge a água. Os peixes fogem para várias direções. Para os botos, o benefício é a desorganização do cardume após a tarrafa ser lançada. As tainhas são peixes rápidos e formam cardumes numerosos, que se mantêm juntos e conseguem se proteger. Durante a pesca, algumas são apanhadas pelas redes e outras pelos golfinhos, o que justifica a vantagem da interação com os pescadores. Por isso, um número muito maior de tainhas é capturado pelos botos durante a interação, e de uma maneira muito mais fácil. Já para os pescadores, a vantagem é a localização dos peixes em águas pouco transparentes.
Alguns botos já são reconhecidos pelos pescadores e possuem apelidos que tem relação com alguma característica física ou com a personalidade. Nomes como "Mandala", "Chega-mais" e "Tafarel" fizeram parte da galeria de nomes dos golfinhos.
Cerca de 50 golfinhos vivem no Complexo Lagunar do Sul, que é formado também pelas lagoas de Imaruí e Mirim. O grupo menor, com cerca de 20 membros, coopera com os pescadores, inclusive com a participação dos filhotes. Segundo as pesquisas desenvolvidas pelos professores, os filhotes acompanham as mães e imitam os movimentos. Os botos alcançam cerca de 3,5 de comprimento e chegam a pesar 300 quilos.


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Pesca artesanal será transformada em indústria

Convênio vai equipar e qualificar catadores de berbigão em Florianópolis para tornar a atividade mais rentável

imgKeli Magri

FLORIANÓPOLIS
    Formar cooperativas, equipar produtores, qualificar mão de obra, agregar valor e oportunizar maior renda. Esses são os objetivos do convênio de R$ 600 mil assinado nesta quinta-feira (26) pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias; pelo prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Júnior; e pelas duas associações de catadores de berbigão de Florianópolis: Tapera e Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé, no sul da Ilha.
MARCO SANTIAGO/ND
Produtores de berbigão ganham incentivo para aumentar a renda
Os recursos oriundos do programa federal Economia Solidária foram repassados à Secretaria de Pesca e Aquicultura da Capital para serem destinados na melhoria da estrutura e na qualificação dos catadores, que representam 260 famílias em Florianópolis. De acordo com o secretário da Pesca do município, Paulo Henrique Ferreira, em janeiro iniciam os trabalhos da pasta para identificar as principais necessidades dos catadores e formar a cooperativa. “A falta de equipamentos modernos para a atividade que hoje é rudimentar e artesanal é uma das necessidades. A outra é capacitar os produtores para que possam empreender, tornar o berbigão mais valorizado e a atividade mais rentável”, destacou.
O prefeito foi além e afirmou que a intenção do município é transformar a atividade em uma indústria, a exemplo da produção de ostras. “É um momento histórico que registra o primeiro passo para transformarmos o prato típico com a cara de Florianópolis em um produto nobre e de valor. Erramos até aqui em não vermos o berbigão como tal e queremos transformá-lo num ativo econômico e em uma indústria”, ressaltou, ao propor um desafio à própria equipe de governo. “Queremos que 2014 seja o ano histórico do berbigão como produto valorizado e capaz de gerar maior renda”.
Segundo o ministro do Trabalho, Manoel Dias, o convênio é só o primeiro do setor na Capital e um dos 36 assinados por ele em todo o país para fortalecer a economia solidária. “São recursos e projetos que atendem os setores mais excluídos e têm a missão de criar condições e melhor renda aos brasileiros. Um dos pratos mais chiques do mundo ainda está em situação rudimentar em Florianópolis. Começamos a mudar isso, porque não adianta economia forte se for concentrada. Precisa ser igualmente distribuída”, enfatizou.
Catadores querem mais mercado
Santa Catarina representa 95% do consumo nacional de ostras e Florianópolis 85%. Os números refletem a força da maricultura catarinense, quinta economia da Capital, e representam a meta dos produtores também para o berbigão. Para isso, eles precisam do Selo de Certificação Federal (S.I.F), que só será possível com a formação das cooperativas e a qualificação técnica dos catadores.
A Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé tem 120 famílias associadas. Destas, 25 vivem da venda do berbigão. São três toneladas por dia e mais de 1.000 por ano, que abastecem, além do mercado interno, grandes capitais como Rio de Janeiro e São Paulo. Porém, para sair de Florianópolis, os catadores têm que vender os berbigãos para empresas com certificação, o que diminui o ganho. “Com o selo eliminaríamos os atravessadores e ganharíamos mais mercado. É isso que a cooperativa e esse convênio vão possibilitar”, destaca o presidente da associação, Fabrício Gonçalves.
É o que também espera a presidente da Associação Berbigão da Tapera, Sabrina Cândido, que representa 46 famílias. Sem estrutura, os catadores fabricam as próprias ferramentas de trabalho (gaiola, ancinho de mão e rastel) e vendem individualmente o produto que abastece quase que exclusivamente o Mercado Público. “Eu vendo de 100 kg a 140 kg de berbigão por semana a R$ 14 o kg e semanalmente dois caminhões do Mercado Público vêm até a Tapera catar a produção de todos”, explica ela, ao destacar a cooperativa como esperança de maior ganho às famílias. “Vai melhorar e facilitar nossa vida”, afirma.
Saiba mais
O ber­bigão, conhecido em outros países como vôngole, tem sido chamado assim em Florianópolis há pelo menos 250 anos, nome dado pelos açorianos. Como berbigão dá aos montes nas praias da Capital, virou refeição em tempos complicados e evoluiu para pratos sofisticados.
A ideia de transformar a atividade em empreendedorismo no setor foi do vereador Vanderlei Lela, que entregou o projeto em mãos ao ministro do Trabalho, em abril deste não. "A essência do projeto é criar políticas públicas para desenvolver o setor e melhorar a vida das famílias de catadores", afirmou Lela.

sábado, 21 de dezembro de 2013

ACABOU A ESPERA!

A bateira do "Baga"
O corpo do "Baga", o Márcio Gonçalves, foi reconhecido pelos familiares e amigos! Acabou a espera por aquilo que todos já sabiam. Foi encontrado em Laguna!
Durante quase um mês o "piranha", pai do "baga", exímio vigia das tainhas, olhava para o mar não em busca dos cardumes de peixes, mas à procura do filho!
Marcio Gonçalves, o "Baga", exímio pescador de Garoupas e outros peixes de costão, estava desaparecido no mar desde o final da tarde de sábado dia 30. Filho do Ercílio Gonçalves, o "Piranha", também pescador e vigia na pesca da tainha, saiu da praia da Armação no final da tarde de sábado, sozinho e remando numa pequena bateira que acabara de comprar. Não chegou no Pântano do Sul. No domingo, os bombeiros localizaram a pequena embarcação próxima a Ilha dos Corais, em Garopaba. Na bateira, apenas um dos remos, seu boné e o celular.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

TEMPO DAQUI



PREVISÃO DO TEMPO PARA FLORIPA

O tempo permanece com muito Sol

20/12 Sexta - Sol roncando entre nuvens e possibilidade de alguns respingos ao amanhecer, com vento Suli moderado e temperatura podendo chegar a 32 graus. Água do mar muito transparente e límpida para o mergulho, nas praias da baia Norte da Ilha de SC.

Tendência: Tempo não muda no FDS.


By Chuvalski

O Céu fala e a manezada entende


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MAR DE EDUARDO DIAS


OS ÚLTIMOS ANOS DA DESTERRO

Tela de Eduardo Dias de 1920, acervo do Museu de Arte de Santa Catarina.

(Roubado lá do Link: https://www.facebook.com/tribuza)

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

MAR DE PESCADORES


Projeto muda seguro desemprego dos pescadores

18 de dezembro de 20130
O deputado federal Jorginho Mello (PR-SC) apresentou projeto de lei propondo melhorias na concessão de seguro-desemprego aos pescadores industriais durante os períodos anuais de Defeso, quando a pesca é proibida para garantir a reprodução de peixes e crustáceos (como camarões e lagostas, por exemplo). A proposta visa a aperfeiçoar as leis  7.998/90 e 8.900/94, que concedem ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) o poder de normatizar a concessão dos benefícios, diminuindo de 16 para 12 meses o prazo de carência para que os trabalhadores possam solicitar o seguro.
(Do blog do Moacir Pereira, no www.clicrbs.com.br)

VISITAS FREQUENTES

Tubarão-baleia encontrado em junho, em Porto Belo, é mantido em tanque de formol pela Univali
Foto Rômulo Porthos / Museu Oceanográfico Univali
 Aparição de tubarão-baleia em Bombinhas é a terceira do ano no Estado
Pesquisadores pedem que avistamentos sejam avisados para fazer o monitoramento da espécie

Aparição de tubarão-baleia em Bombinhas é a terceira do ano no Estado Rômulo Porthos/Museu Oceanográfico Univali
Tubarão-baleia encontrado em junho, em Porto Belo, é mantido em tanque de formol pela Univali
Foto: Rômulo Porthos / Museu Oceanográfico Univali
dagmara spautz
dagmara.spautz@osoldiario.com.br
A frequência com que os imensos tubarões-baleia têm aparecido na região chama atenção dos especialistas.O registro da passagem de um deles pela Praia da Sepultura, na manhã de segunda-feira, foi o terceiro só este ano. Em junho um macho jovem encalhou na Praia de Perequê, em Porto Belo, e acabou morrendo. Dois meses antes um outro espécime, já morto, apareceu na Praia da Vila Nova, em Imbituba. 

Segundo o pesquisador Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali, mudanças nas correntes marinhas e na temperatura da água do mar podem influenciar no comportamento dos animais, mas não há como confirmar se há mais tubarões-baleia nadando na costa da região. 

– No Oceano Pacífico se relaciona a chegada de tubarões-baleia a fenômenos como El Niño e la Niña, mas por aqui ainda não fazemos essa relação – diz. 

Para o oceanógrafo Rodrigo Mazzoleni, pode ser uma coincidência. Segundo ele, são relativamente comuns os encontros de barcos da frota industrial com tubarões-baleia em alto-mar. 

Até mesmo o comportamento de bater nas embarcações – como ocorreu com o barco dos mergulhadores – não é novidade para o oceanógrafo. 

– Há relatos de pescadores de que eles costumam bater e rolar sob os barcos. Não sabemos se fazem isso por brincadeira, ou para tentar soltar parasitas. 

Mazzoleni diz que há interesse entre os pesquisadores em monitorar a passagem dos animais por aqui. Ele pede que os avistamentos sejam avisados ao setor de Oceanografia da Univali, através do telefone (47) 3341-7714.

(Do O SOL DIÁRIO - www.clicrbs.com.br)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

NA ESPERA E NA ESPREITA...

Foto Andrea Ramos

MAREGRAFIAS X

Foto Fernando Alexandre

MAR DE SARDINHAS

Foto Marcos Porto/Arquivo
Queda na produção
A safra da sardinha fecha 2013 com uma queda de 32% na produção em relação ao ano passado. De acordo com dados do Grupo de Estudos Pesqueiros da Univali (GEP) foram pescadas este ano 35 mil toneladas do peixe, contra 51,8 mil toneladas em 2012 _ volume que era considerado o maior dos últimos 15 anos.

Dois motivos levaram à redução nas capturas de acordo com Paulo Ricardo Schwingel, pesquisador do GEP. O primeiro foi a limitação de compra das indústrias enlatadoras, que estavam com os estoques abastecidos de sardinha congelada. O segundo, que preocupa os estudiosos, é a captura de cardumes que estão em fase de reprodução.

Levantamentos do GEP levam a crer que a sardinha tem antecipado o período reprodutivo, que estaria ocorrendo durante a época do ano em que a pesca é liberada, fora do defeso. Isto explicaria a safra recorde do ano passado, já que durante a reprodução os cardumes se reúnem e ficam mais perto da costa, portanto mais vulneráveis. Explicaria também a queda na produção este ano: se foram capturadas sardinhas em período reprodutivo no ano passado, os peixes não renovaram suficientemente a população.

_ Podemos ter atingido o estoque desovante, o que significa que podemos ter batido um recorde falso. Esta situação coloca em risco a sustentabilidade biológica e econômica do recurso _ afirma Schwingel.
A sardinha é hoje o principal produto da pesca industrial em Santa Catarina e especialmente na região de Itajaí, que detém o maior número de embarcações voltadas a esse mercado no país. A má gestão do recurso pode acarretar prejuízos ainda incalculáveis.

Falta gestão

Embora seja um dos principais produtos da pesca no país, a sardinha sofre com o descaso crônico dos órgãos responsáveis pela gestão de recursos. Uma lei criada em 2009 previa a criação de um Comitê Permanente de Gestão para peixes como a sardinha. O órgão só foi criado em fevereiro de 2013, quatro anos após a nova legislação entrar em vigor. Até agora, porém, não foi colocado em prática.

O GEP, que produz dados estatísticos no Estado, estava sem recursos desde que acabou o convênio que mantinha com o governo federal. Recentemente um acordo ente o Sindipi, sindicato que representa os armadores, e o governo do Estado, garantiu a retomada dos trabalhos.

Sardinha em SC

2012 _ 51,8 mil toneladas
2013 _ 35 mil toneladas

Sardinha no Brasil

2012 _ 99,5 mil toneladas
2013 _ 75 mil toneladas (projeção)

(Do blog Guarda -Sol  http://wp.clicrbs.com.br/guarda-sol/page/2/?)topo=98%2C2%2C18%2C%2C%2C15

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Em Bombinhas

Foto Hugo Fernando Fagotti Pereira/Divulgação Patadacobra
Mergulhadores avistam tubarão-baleia em Bombinhas

Mergulhadores de Bombinhas flagraram um tubarão-baleia nadando calmamente nas águas da Praia da Sepultura, nesta segunda-feira.

O gigante foi avistado pela manhã, próximo à costa. Renieri Balestro, diretor de cursos da escola de mergulho Patadacobra, estava com alunos quando o tubarão apareceu na superfície.

_ Tão próximo que chegou a encostar na borda do nosso barco. Foi uma festa só _ diz.

Balestro conta que em mais de 20 anos mergulhando na região, esta foi a primeira vez que ele observou o animal tão de perto e em local tão raso _ segundo ele, no local onde o tubarão foi visto a profundidade não passava de três metros.

De fato, a espécie vive em alto-mar e raramente é avistada em locais com menos de 100 metros de profundidade. Para que tenha sido visto na Sepultura, perto da praia, é possível que o tubarão estivesse em busca de alimento. Esses animais podem ter este tipo de comportamento em locais onde não estão seus predadores naturais, como orcas e tubarões-brancos.

Em junho, um tubarão-baleia encalhou e morreu na Praia de Perequê, em Porto Belo. Em um esforço que ocupou os pesquisadores e custou mais de R$ 60 mil à Univali, o animal foi estabilizado e está sendo mantido em formol. Poderá ser visto no Museu Oceanográfico da universidade, em Balneário Piçarras, que abre para o público no ano que vem.

O tubarão-baleia alimenta-se de plâncton e não é agressivo. Na idade adulta, pode chegar a 15 metros de comprimento.

(Postado por Dagmara Spautz - do Blog "Guarda-Sol" - http://wp.clicrbs.com.br/guarda-sol)

CLASSIFICADOS DO TAINHA!

CONFECÇÃO E CONCERTO DE TARRAFA E REDE DE PESCA.

"ADELSON MANOEL DOS SANTOS"

- ENDEREÇO: RUA DESEMBARGADOR OSWALDO ARÊAS HORN, 201, CACHOEIRA DO BOM JESUS, FLORIANÓPOLIS, SC, CEP 88056-050.
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

ABRAÇAÇO NO GRAVATÁ

O dia lindo de sol contribuiu para enaltecer a beleza da praia do Gravatá, em Laguna ,Santa Catarina . Neste domingo, dia 15 /12/13, turistas e moradores caminharam pelas trilhas da praia. Desta vez, não foi apenas para passear pela região, mas sim, lutar pela sua preservação. Um abraço coletivo, com mais de 400 pessoas, representou a luta pela preservação do meio ambiente.

domingo, 15 de dezembro de 2013

NA PRAIA...


"Veja que linda ficou a Praia de Copacabana com 55 fotografias de Nelson Mandela, em homenagem ao líder sul-africano que será sepultado amanhã. O número de fotos é o mesmo de países africanos. Cada foto recebeu flores levadas por crianças que vivem na Favela Mandela, no Complexo de Manguinhos, área de extrema pobreza na Zona Norte do Rio. O ato foi organizado pelo Rio de Paz, que tem projetos sociais naquela favela."

(Da coluna do Anselmo Góes, no O Globo de 14/12/13)

MAREGRAFIAS

Foto Geraldo Cunha
Praia de Moçambique

sábado, 14 de dezembro de 2013

MAR SUJO

Foto Fernando Alexandre
Pântano do Sul e Ribeirão da Ilha voltam a aparecer na lista negra da poluição
Sobe de 43 para 74 o número de pontos impróprios para banho no litoral de SC em relação a 2012
De acordo com a Fatma, aumento se deve à ressaca que atingiu o Estado em novembro

Santa Catarina começa o a temporada de verão com ressalvas em mais de um terço das praias e balneários de seu litoral: de acordo com o relatório divulgado nesta sexta-feira, dos 200 pontos monitorados pela Fundação de Meio Ambiente (Fatma), 74 são atualmente considerados impróprios para banho. 

O número significa um aumento de 72% em relação ao ano passado, quando a temporada iniciou com restrições em 43 locais. Este é o primeiro balanço completo da Fatma para a temporada 2013/2014, que a partir de agora passa a ter relatórios semanais de acompanhamento.

O crescimento no número de locais onde a água não é recomenda aos banhistas se deve principalmente à ressaca que atingiu o Estado em novembro deste ano, provocando estragos no Litoral Norte e região do Vale do Itajaí. As amostras de água foram recolhidas entre quarta e sexta-feira desta semana. 

Em Penha, por exemplo, sete dos 11 pontos monitorados estão em situação imprória, enquanto no ano passado eram apenas três. O município de São Francisco do Sul, que começou o verão de 2012 com todas as áreas aprovadas para banhistas, agora tem restrição em seis das oito regiões monitoradas.

Em Florianópolis o número também subiu, passando de 17 para 24 em um ano, dentre os 66 locais mapeados. Entre as áreas que pioraram na avaliação da Fatma estão a praia de Caiangaçu (Estrada Geral do Ribeirão), Praia das palmeiras e de Itaguaçu na região continental, Ponta das canas (de um para dois pontos impróprios), Pântano do sul, Ribeirão da Ilha, Ingleses e alguns pontos da Lagoa da Conceição, 

Já a praia de Canasvieiras, no Norte da Ilha, que na última temporada tinha um ponto impróprio, agora foi aprovada em todos. O mesmo aconteceu com a Tapera, no Sul.

(Do DC - www.clicrbs.com.br)

O AVANÇO DO MAR!

foto Ricardo Bousequet
A ameaça que vem do mar: mudanças climáticas afetam litoral brasileiro
Cidades costeiras estão ameaçadas nas próximas décadas pelo avanço das mudanças climáticas, segundo o último relatório da ONU. Em algumas, como o Distrito de Atafona, em São João da Barra (RJ), essa realidade já tira o sono de seus habitantes

Por Sucena Shkrada Resk

Ruínas de uma casa de pescadores no Pontal de Atafona (RJ). Foto: Ricardo Bousequet
“A cada ano o mar come um bocado da faixa de terra daqui. Vi a Capela dos Pescadores ser aterrada pela areia, o antigo farol da Marinha e muitas casas serem destruídas”, conta o artesão Jair Alves Vieira, 78 anos. Nas paredes do seu pequeno ateliê-garagem, localizado no distrito de Atafona, na cidade fluminense de São João da Barra, fotos antigas expostas  junto às atuais mostram o drama vivido pelos moradores daquela região. As imagens revelam as mudanças que vêm acontecendo, desde a década de 1950, em um trecho de aproximadamente 1.200 metros, no pontal de Atafona, próximo à foz do rio Paraíba do Sul. 


Esses fenômenos hoje ocorrem principalmente devido a processos de erosão costeira e pressão por conta da ação humana, que afeta, pelo menos, 40% da costa brasileira, conforme explica Dieter Muehe, geógrafo do Laboratório de Geografia Marinha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que estuda a erosão e a progradação (processo natural de ampliação das praias) no litoral do país. Atafona é um dos pontos na extensa costa brasileira, formada por 395 municípios distribuídos em 17 estados litorâneos, identificados como vulneráveis ao avanço das mudanças climáticas nas próximas décadas, segundo o estudo Impactos, Vulnerabilidades e Adaptação, produzido pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC). De acordo com os cientistas que elaboraram o estudo brasileiro, pequenas e grandes cidades não escaparão aos efeitos mais intensos, como tempestades violentas e a elevação no nível do mar. 



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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

TREINAMENTO

Navios de instrução para patrulhamento costeiro fazem escala em Florianópolis

Embarcações da Marinha do Brasil permanecem atracadas no Estreito antes de seguirem para portos de Santos e do Rio de Janeiro

imgEdson Rosa

FLORIANÓPOLIS
A bordo o dia começa cedo. Às 6h, pontualmente, o apito do contramestre de serviço dá o toque de alvorada e quem está na escala de plantão corre para mais um dia de trabalho duro. Lavar convés, lustrar brasões dourados, pintar mastros, soldar parapeitos, consertar escotilhas ou fazer manutenção na casa de máquinas, pode não parecer, mas são tarefas para quem está em férias.
Foto Débora Klempous/ND
Capitão-tenente Rogério Almeida Gomes, comandante de navio atracado no cais do Estreito
Esta tem sido a rotina dos tripulantes dos três navios de avisos oceanográficos e patrulhamento costeiro da Marinha do Brasil, atracados no cais da Capitania dos Portos de Santa Catarina, no Estreito. São alunos do curso de aspirantes a oficial, que no recesso da Escola Naval participam de instruções práticas durante navegação de ida e volta do Rio de Janeiro a Florianópolis.
A frota entrou na baía norte de Florianópolis no início da tarde de terça-feira (10). As três embarcações zarparam domingo (8) do Rio de Janeiro, passaram para reabastecimento no porto de Itajaí e permanecem até sábado (14) embaixo da ponte Hercílio Luz. Na volta, o roteiro prevê passagem pelo porto de Santos/SP.
Enquanto navegam, os marinheiros se familiarizam com equipamentos eletrônicos dos navios, como radares, sonares. Em alguns casos, a tripulação monitora o Preps (Programa de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite). De acordo com o novo Plano Nacional de Pesca do Governo Federal, a Marinha integrará a equipe de fiscalização do setor, com Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), Polícia Federal e forças estaduais.
Em um dos navios atracados no cais do Estreito, comandado pelo capitão-tenente Rogério Almeida Gomes, a mascote veio de longe. Trata-se do boneco Taz, o demônio da Tasmânia, que usa quepe de oficial e tem cadeira cativa na cabine de comando – “Tudo pela Pátria – Instrução é Nosso Grito”, é o slogan a bordo. 
(Do ND - www.ndonline.com.br

MAREGRAFIAS

Foto Geraldo Cunha
Praia de Moçambique

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O tempo começa a melhorar...

 

PREVISÃO DO TEMPO PARA FLORIPA 11//12/2013

By Chuvalski o mané do tempo

Quarta amanhece com nublosidade forte e chuviscos a qualquer hora da manhã, mas após as 16h o tempo começa ficar ceco e limpar o céu. O vento será de Suli de forte a moderado durante o dia, mas a noite ele para. Já a temperatura entrará em queda, na noite e madrugada de quinta a temperatura deve chegar a 18 graus dando sensação de frio para época.

A tendência para os próximos dias é de tempo seco com Soli.

O céu fala e manezada entende.

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OLHANDO DE LONGE...

Foto Charles Guerra?Agência RBS
 Justiça Federal mantém suspenso turismo de observação de baleias em SC

Para Tribunal Regional Federal, preservação dos animais é mais importante que ganho financeiro com turismo

A Justiça Federal manteve a decisão de suspender o turismo de observação de baleias embarcado na Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, entre os municípios de Garopaba, Imbituba e Laguna, Litoral Sul de SC. A decisão do desembargador federal Fernando Quadros da Silva, do Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF4), determina que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) adote medidas para fiscalizar e impedir a atividade em barco, com ou sem motor, até que haja estudo de viabilidade ambiental da atividade e licenciamento ambiental.

A Justiça negou o recurso do ICMBio para tentar reativar o turismo de observação. A suspensão foi definida pela Justiça Federal de Laguna em maio. Na documento, o instituto alegou que o monitoramento e regulamentação são suficientes como licenciamento ambiental para a atividade.

Na decisão, o desembargador alegou que os ganhos financeiros com o turismo não superam a preocupação com a preservação da área. Com base em dados do Ministério do Turismo, Silva afirmou que o número de turistas cresce entre julho e novembro, período em que quase oito mil baleias migram do polo sul para regiões de águas mais quentes para parir os filhotes e amamentá-los.

— A preocupação principal deve ser com a necessidade de preservação da espécie em unidade de conservação em que é imprescindível o devido licenciamento ambiental — afirma o desembargador.

A ação é de autoria do Instituto Sea Shepherd Brasil que alega que há risco para as baleias na forma como o turismo em barcos é feito na região. De acordo com a entidade, documentos entregues pelo ICMBio mostram que é necessário manter motores das embarcações ligados como medida de segurança dos turistas, mesmo que baleia e filhotes estejam a menos de 100 metros dos barcos, o que descumpre a determinação do Ibama. O instituto compara a situação com Abrolhos (BA), onde a observação de baleias jubarte ocorre a 70 quilômetros da costa, em mar aberto.

Entenda o caso:
*  A suspensão por tempo indeterminado do turismo de observação de baleias-franca no litoral de Santa Catarina foi feita no último dia 17 de maio. A decisão da juíza Daniela Tocchetto Cavalheiro foi motivada por suposta "falta de estrutura de organismos federais para garantir monitoramento e fiscalização" da atividade, o que colocaria em risco a espécie, que está ameaçada de extinção.

*  A atividade começa habitualmente no mês de julho e se estende até meados de setembro, principalmente nas cidades de Laguna, Imbituba e Garopaba.

*  A ação foi movida pelo Instituto Sea Shepherd Brasil - Guardiões do Mar contra o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A ONG argumentou não existir nenhum estudo de impacto ambiental na Área de Preservação Ambiental (APA) da Baleia Franca. 

*  Na liminar, a Justiça concordou com os argumentos e exigiu que o governo estipule "critérios seguros e fiscalização" de embarcações usadas nessa modalidade de turismo. 

* A direção da APA da Baleia Franca informou que as embarcações envolvidas no turismo de observação são vistoriadas e que os funcionários das empresas operadoras da atividade passam por treinamentos para se habilitarem a atuar na região.

* A região sul de Santa Catarina é uma das mais procuradas no Estado durante o verão. No inverno, as baleias acabam se transformando na principal atração dos municípios. Apenas em 2012, cerca de quatro mil visitantes realizaram o turismo de observação em barcos.

*Em julho, o ICMBio teve um pedido de agravo de instrumento negado pelo Tribunal Federal da 4ª região.

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

DESAPARECIDO NO MAR

 

Bombeiros suspendem busca por pescador desaparecido no Sul da Ilha em Florianópolis
Grupo de Busca e Salvamento não localizou o paradeiro de Marcos José Gonçalves nos últimos cinco dias úteis

O Grupo de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros suspendeu a busca pelo pescador Marcos José Gonçalves, o Baga, 38 anos, que desapareceu na última semana, quando saiu com sua bateirinha  — pequena embarcação movida a remos — da praia da Armação em direção ao Pântano do Sul, no sul da ilha.

Segundo o corpo de bombeiro, o prazo para busca de desaparecidos é de cinco dias úteis e acabou neste final de semana. Apesar dos amigos tentarem dissuadi-lo da ideia, Baga pegou seu bote e enfrentou o mar, mesmo já passando das 20h da noite da última sexta-feira, dia 29 de novembro. 

Baga não apareceu na praia do Bar do Arante nem na madrugada de sábado, nem no dia seguinte, o que aumentou a angústia da família. 

Baga estava decidido e corajoso quando resolveu enfrentar o mar. 

A bateirinha foi encontrada à deriva entre as Ilhas das Três Irmãs e a Ilha do Coral – Guarda do Embaú. Dentro dela havia somente um maço de cigarro e um celular. Os remos não foram encontrados.

A hipótese dos bombeiros é que Baga caiu da embarcação, não conseguir retornar e acabou se afogando no mar, uma vez que não estava usando colete salva-vidas.   

(Do HORA DE SANTA CATARINA - www.clicrbs.com.br)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013


Marinha ajudará no combate à pesca ilegal em Santa Catarina
Plano nacional avança, mas Federação também defende ações educativas, principalmente nas colônias de pesca artesanal

por Edson Rosa

Antes tarde do que nunca. A reação é do presidente da Federação dos Pescadores de Santa Catarina, Ivo Silva, 55, que apontou a inclusão da Marinha na estrutura de fiscalização como um dos avanços do Plano Nacional de Combate à Pesca Ilegal, lançado quarta-feira (4), em Brasília. “Pescadores e marinheiros falam a mesma língua. Sempre houve respeito e camaradagem mútuos”, disse.

Os pescadores, no entanto, fazem algumas restrições ao plano do governo federal. Durante a reunião anual do Conselho Nacional de Pesca e Aquicultura, também em Brasília, Silva ressaltou que há “gargalos” que precisam ser resolvidos antes de a fiscalização ser intensificada.

Entre as pendências, ressaltou a falta de regulamentação e licenciamento das atividades com redes de arrasto, de emalhe, de cabo e caça de malha com anilhas. Em Santa Catarina, ainda não foi liberada a documentação de duas dezenas de embarcações para a safra do camarão de sete barbas. “Esta regulamentação é essencial para evitar conflitos nas praias e em alto-mar”, completou Silva.

A federação também defende ações educativas, principalmente nas colônias de pesca artesanal. “E que a fiscalização não faça vistas grossas às atividades predatórias das indústrias”, acrescentou.

O plano do governo federal envolverá, durante quatro meses, campanhas públicas de esclarecimento, com entrega do “selo de pesca legal” aos proprietários de embarcações regulares. Após esse prazo, serão realizadas operações intensivas de fiscalização.

O plano desencadeará ações envolvendo Ministérios da Pesca e Aquicultura; do Meio Ambiente (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade); Defesa (Marinha); Justiça (Polícia Federal) e Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Também contará com a colaboração de estados e municípios.

Para a gerente de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros do Ministério do Meio Ambiente, Mônica Brick Peres, a pesca ilegal é um problema mundial. Os pontos de pesca ilegal são, geralmente, criadouros e berçários marinhos preservados, reservas ou cardumes de espécie em período de defeso (reprodução).

Embarcações sem licença, uso de petrechos proibidos e até barcos estrangeiros operando ilegalmente são alguns dos problemas que comprometem os planos do governo federal para o setor pesqueiro, segundo o diretor do Departamento de Planejamento e Ordenamento da Pesca Industrial do Ministério do Meio Ambiente, Mutsuo Asano Filho, também coordenador do grupo estratégico que vai gerir o plano. A previsão é de que a ofensiva demandará mais de R$ 40 milhões.