quinta-feira, 31 de outubro de 2013

PRA NÃO MIJAR NO MAR!

Foto Divulgação
A Prefeitura de Florianópolis vai montar uma ampla estrutura de banheiros públicos nas principais praias da cidade, a partir de 10 de dezembro. Serão 200 banheiros químicos e oito containeres sanitários – cada um com três boxes para homens e três para mulheres. Os banheiros serão montados sobre deques de madeira, com cobertura (imagens em anexo).

Com previsão de receber um milhão de turistas na temporada, os balneários florianopolitanos, tanto da Ilha quanto do Continente, jamais tiveram estrutura semelhante.

Receberão os equipamentos – que ficarão instalados durante 108 dias, até 16 de março – as praias de Ingleses, Ponta das Canas, Barra da Lagoa, Campeche, Daniela, Armação, Pântano do Sul, Mole, Brava, Ribeirão da Ilha, Lagoinha, Jurerê, Itaguaçu, Praia do Meio, Beira-mar Norte, Santinho, Cachoeira do Bom Jesus e Lagoa da Conceição.

Os banheiros portáteis, com tratamento químico de dejetos, têm altura interna de 2,20 metros e são dotados de lavatórios; os containers também possuem lavatórios e três vasos sanitários  de cada lado – no lado feminino, além disso, há um fraldário; no lado masculino, uma calha mictória.
(Da Assessoria de imprensa da prefeitura)

PAGURO


Foto Alcides Dutra
 O paguro é um crustáceo, mas habita uma concha que herdou de algum molusco. No mar como em terra, casas são preciosas e logo ocupadas. A diferença aqui é que não dá para chamar de imóvel, pois ele a carrega por onde anda.
Local: Ilha Moleques do Sul
Curta a página do Instituto Larus.

DE FRENTE PRO MAR

Setor náutico de Santa Catarina pede prazo para se regularizar com a União

Requerimento protocolado nesta quarta (30) na Assembleia Legislativa pede prorrogação do prazo para regularizar estruturas

imgKeli Magri

FLORIANÓPOLIS
A portaria 404/2012 da SPU (Superintendência do Patrimônio da União) estabelece prazo até 31 de dezembro para a regularização dos trapiches, cais, píeres, marinas e qualquer estrutura náutica em toda a orla catarinense. A lei é nacional e vale para todas as construções públicas e privadas dos 7.367 quilômetros de extensão do litoral brasileiro, incluindo os 531 km catarinenses e os 230 km de Florianópolis.

Marco Santiago/ND
Estrutura do Veleiros da Ilha, na Capital, é uma das únicas regulares
“Nosso objetivo não é a arrecadação, apenas a regularização fundiária. Afinal, o espelho d´água é um bem da população”, afirmou a coordenadora de destinação de patrimônio da SPU, Tereza Cristina Godinho Alves. “Não temos um levantamento de quantos estão irregulares, mas posso dizer que quase todos em Florianópolis”, informou Tereza ao citar apenas duas estruturas náuticas obedecem à portaria na Capital: Veleiros da Ilha, no Centro e em Jurerê e Saint Barth, em Sambaqui. Por outro lado, Lagoa da Conceição e Ribeirão da Ilha concentram os principais problemas com relação à estrutura.
Para a construção de um trapiche ou qualquer estrutura náutica, seja para uso público ou particular, a portaria estabelece licenças ambientais da Fatma (Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina), Floram (Fundação Municipal de Meio Ambiente de Florianópolis) e da SPU, além de projeto aprovado pela prefeitura. A cessão de espaço aquático pela Superintendência exige 12 itens, entre eles a descrição sucinta do empreendimento, o parecer favorável da prefeitura e da Capitania dos Portos e plantas da situação, da localização da área, da estrutura náutica e do perímetro georreferenciado. A falta de qualquer documento implica em multa diária de R$ 69,80 por metro quadrado ou a demolição, caso a estrutura não permita regularização.
A lei vale para todas as construções, de pequeno, médio ou grande porte. Para as estruturas existentes, a exigência é a regularização e para as novas obras é necessário seguir a portaria desde o início.
Requerimento pede prorrogação do prazo
Uma das explicações para as irregularidades é a burocracia. É o que afirmou o deputado estadual Edison Andrino (PMDB), que protocola nesta quarta-feira (30) requerimento na Assembleia Legislativa de Santa Catarina pedindo por mais prazo para a vigência do artigo 17 da portaria. “O artigo determina que as construções existentes têm até dezembro para regularizar, porém é pouco tempo para tanta documentação”, enfatizou o deputado que encaminhará o documento à ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior. “Precisamos, no mínimo, de mais um ano”, disse Andrino. Para ele, além do prazo prolongado, a portaria precisa ter menos exigências.
O deputado busca a ajuda do senador catarinense, Luiz Henrique da Silveira (PMDB) para agendar audiência com a ministra nos próximos dias. Com a possível prorrogação do prazo em mais um ano, ele pretende promover uma audiência pública sobre o assunto em Florianópolis. “Sabemos que 95% das estruturas não estão adequadas por duas razões: desconhecimento da portaria e burocracia da União”, alegou Andrino. O deputado ainda lembra a falta de estruturados órgãos responsáveis pelas licenças para atender toda a demanda no prazo inicial estabelecido.
Para o consultor em desenvolvimento náutico, Ernesto São Thiago, que auxiliou na elaboração da minuta da lei, a portaria precisa ser aprimorada. “O nível de exigência pode ser flexibilizado. Um pescador não pode ter a mesma exigência de um iate clube”, exemplificou, ao defender a humanização da lei. “A portaria é importante, mas a SPU precisa prorrogar o prazo e investir mais em publicidade”.  

Portaria classifica estruturas náuticas
Apesar da quantidade de documentos, exigidos, a coordenadora de destinação de patrimônio da SPU, Tereza Cristina Godinho Alves, garantiu que a portaria de 2012 melhorou a metodologia de cálculo e simplificou a documentação estabelecida em 2010, pela portaria 24. O cálculo refere-se às taxas públicas pagas pela ocupação da área da União, classificadas de interesse público ou social, econômico ou particular ou de uso misto. As estruturas náuticas de interesse público ou social serão objeto de cessão de uso gratuito. Enquanto as de interesse econômico ou particular serão onerosas e as de uso misto, que possibilitam acesso e uso público, terão descontos na taxa. “A fórmula está mais justa para o cidadão”, destacou.
Com a divulgação da portaria, mesmo tímida, a procura pela regulamentação tem sido frequente na SPU. “Por telefone ou pessoalmente, atendemos interessados todos os dias”, disse. Tereza lembrou ainda que a divulgação é realizada apenas em reuniões do Projeto Orla e por meio de ofícios encaminhados às prefeituras. “Precisamos de uma divulgação maior, porque percebemos o desconhecimento sobre a portaria. A pessoa consegue as licenças ambientais, mas não sabe que precisa da autorização da SPU”, admitiu Tereza sem informar novas medidas publicitárias para a norma.

Marinas pagam R$ 20 mil para regularização
A Acatmar (Associação Náutica Catarinense para o Brasil) está em busca da regularização das marinas associadas junto à União. Por meio do projeto Marina Legal, os empresários do setor montaram um grupo para baratear os custos. “São 15 marinas que se passassem pelo processo sozinhas teriam um custo entre R$ 70 mil e R$ 100 mil. Com o pacote, conseguimos por R$ 20 mil”, enfatizou o presidente da Acatmar, Mané Ferrari, ao defender a portaria como ferramenta para garantir mar limpo e melhorias na navegação. “Até o final de novembro, as nossas marinas estarão dentro da lei”, enfatizou.
Apesar da defesa, Ferrari pontuou que o prazo deveria ser prorrogado para dar tempo de adequação para todas as estruturas. “Florianópolis começou só agora a discutir um projeto para o setor náutico”, alegou. O presidente destacou que a cidade precisa adequar de forma urgente as estruturas náuticas, especialmente os trapiches. “Hoje o principal problema é estrutural. Na Beira-mar, por exemplo, não temos trapiche, temos um mirante. Navegadores nem podem usar”, criticou Ferrari ao destacar que a Acatmar auxilia a prefeitura na identificação dos locais inadequados e na divulgação da portaria.
O prazo maior sugerido por Ferrari não é descartado, tampouco confirmado pela coordenadora da SPU. “Acredito que não vai haver prorrogação do prazo, pelo menos Brasília não sinalizou nada ainda. Talvez faça isso no final de dezembro”, admitiu Tereza Cristina.
Características das estruturas náuticas de interesse público ou social
 - De uso público, acesso irrestrito e não oneroso
 - Destinadas à habitação de interesse social
- Utilizadas por comunidades tradicionais, podendo ser feita a cessão na modalidade
coletiva para entidades ou conjunto de famílias
 - Identificadas como o único acesso ao imóvel;
 - Utilizadas em sua totalidade por entes públicos municipais, estaduais ou federais,
em razão de interesse público ou social
 - Destinadas à infraestrutura e execução de serviços públicos desde que não
vinculados a empreendimentos com fins lucrativos
 - Edificadas por entidades de esportes náuticos
Estruturas onerosas
 - Destinadas ao desenvolvimento de atividades econômicas comerciais, industriais,
de serviços ou de lazer;
 - Cuja utilização não seja imprescindível ao acesso à terra firme;
 - Que agreguem valor a empreendimento, geralmente utilizadas para o lazer;
- Utilizadas como segunda casa, ou moradia por família não classificada como
de baixa renda
Estruturas de uso misto
- Possibilitam acesso e uso público, gratuito e irrestrito para circulação, atracação ou ancoragem em apenas parte do empreendimento. Serão objeto de cessão em condições especiais, descontando, para fins de cálculo do preço, a área reservada ao uso público.
Estruturas náuticas:
Atracadouro e/ou trapiche: local onde se amarram as embarcações
Cais: parte de um porto destinado ao embarque e desembarque de passageiros e carga.
Cais acostável: local onde as embarcações podem acostar geralmente a uma muralha que arrima um terrapleno. Muralha que arrima a terrapleno onde as embarcações podem acostar.
Fingers: ramificação flutuante ou não do píer, atracadouro ou trapiche.
Garagem náutica: conjunto de instalações necessárias ao serviço e proteção de embarcações de pequeno e médio porte, sobretudo de esporte e lazer, em terra e/ou terrapleno.
Píer: molhe especialmente destinado a servir de cais acostável.
Plataforma de pesca: estrutura marítima edificada destinada exclusivamente à prática da pesca.
Marina: conjunto de instalações necessárias ao serviço e comodidade dos usuários de um porto para pequenas e médias embarcações, sobretudo de esporte e lazer.
Molhe: estrutura marítima enraizada em terra, e que pode servir de quebra-mar, guia-corrente ou cais acostável.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

NO DESPENQUE DO DROP II

Do Zé Dasilva no DC - www.clicrbs.com.br

NO DESPENQUE DO DROP!

Do Frank Maia

ESTRADA D'ÁGUA

Transporte marítimo experimental pode funcionar em Florianópolis até o fim do ano

Procuradoria do município deu parecer favorável à liberação da licença, e empresas privadas estão autorizadas a instalar os trapiches flutuantes

imgMaurício Frighetto
@frigas
FLORIANÓPOLIS
A licença para operação do transporte marítimo experimental em Florianópolis teve parecer favorável da procuradoria do município. Segundo o secretário de Mobilidade, Valmir Humberto Piacentini, uma empresa privada deve instalar os trapiches flutuantes em quatro pontos da Capital e colocar a primeira linha em funcionamento entre novembro e dezembro.  
Flávio Tin/ND
O barco está autorizado a transportar passageiros na Capital
O argumento de Piacentini, que teve parecer favorável da procuradoria, foi que a lei 034/1938 dispensa licitação pública para casos de licenciamento experimental de serviços públicos por até seis meses. “Queremos saber se há viabilidade econômica porque viabilidade técnica está claro tem. Depois, fazermos edital e licitação”, afirmou. A licença é por três meses, podendo ser prorrogado por mais três.
O experimento ficará a cargo da Flomar Transportes Marítimos, de São José, em parceria com a Lokanautica, do Espírito Santo, que colocaria os trapiches flutuantes em quatro pontos: Ribeirão da Ilha, Coqueiros (próximo ao Trintão), Beira-Mar Norte e Canasvieiras (próximo ao atual trapiche). Mas os pontos ainda não foram definidos.
Os valores das passagens não foram divulgados. “Os preços serão definidos pelos empresários”, afirmou o secretário.
O governo do Estado também trabalha para colocar o transporte marítimo em funcionamento. A SCParcerias recebeu projetos de empresas privadas para a região metropolitana. Está em analisando as ideias da CCR e do Consórcio Floripa em Movimento. A ideia inicial era de que até dezembro optasse por uma das duas. “O projeto do governo do Estado é metropolitano, o nosso, urbano. Os dois projetos vão coexistir. É uma questão de tempo”, disse o secretário.
 Como será?
O barco: tem 13 metros de comprimento, banheiro unissex e capacidade para 45 passageiros sentados, mais quatro opcionais na parte externa da popa, e três tripulantes – o capitão e dois marinheiros de convés.
Empresas envolvidas: Flomar Transportes Marítimos (de São josé), em parceria com a Lokanautica, do Espírito Santo, que colocaria os trapiches flutuantes
Tempo da experiência: três meses, podendo ser prorrogados por mais três
Valor da Tarifa: não divulgado
Pontos: Ribeirão da Ilha, Coqueiros (Próximo ao Trintão), Beira-Mar Norte e Canasvieiras (próximo ao atual trapiche)

terça-feira, 29 de outubro de 2013

TEM CAMARÃO NA LAGOA!

Foto Cristiano Estrela / Agencia RBS
Pescadores arrebanham quilos de camarão graúdo na Lagoa da Conceição
Há três dias eles trabalham com lanternas durante a madrugada adentro

por Carolina Dantas
carolina.dantas@diario.com.br

A Lagoa da Conceição brindou os pescadores de Florianópolis com uma combinação perfeita capaz de trazer quilos de camarão graúdo. O último período da lua cheia - que termina próximo dia 3 - elevou a maré acompanhada do vento sul, que trouxe uma correnteza pelo canal da praia da Barra da Lagoa. Pelo menos 40 pescadores arregaçaram as calças em pequenos barcos e esperam madrugada adentro pelo presente que a natureza só traz à noite.

Faz três dias que cada tarrafada arrebanha de 10 a 20 quilos do camarão-rosa, comum na região de tamanho médio a grande. Leandro da Silva, 35 anos, nasceu em Florianópolis e pesca desde os 9 anos de idade. Segundo ele, o que aconteceu nesta semana é uma combinação única, mas não tão incomum na Lagoa. Ele trabalha durante as madrugadas de primavera desde que descobriu como usar uma lanterna para atrair os camarões, vendidos a R$20 o quilo.

— Só conseguimos à noite. Cheguei aqui lá pelas 21h e vou ficar até a hora que aguentar — disse Leandro.

Morador da Barra da Lagoa, José Irineu da Silva, 64 anos, descreveu a pescaria como uma "festa". Assistiu tudo de camarote, como faz desde que nasceu na Ilha.

— Não tenho como provar, mas o nosso camarão é o melhor do mundo. Tenho certeza — disse Irineu.

Os camarões são encontrados embaixo da ponte que liga o Centro do Bairro à Avenida das Rendeiras e só podem ser pescados com tarrafa - a utilização de rede é proibida por lei na Lagoa e na Barra. Para comprar, é só observar o ritual e esperar o primeiro pescador de sorte para pagar direto na fonte.

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

BORA PRA CURVA DO VENTO!

                          
Foto Rodrigo Garcia Lopes
Caminho do Saquinho, olhando a baía do Pântano do Sul
Lá deve estar bem mais fresco!











































































COMENDO DO MAR

Foto Divulgação
Macroalgas brasileiras podem ser utilizadas na alimentação e na produção de biodiesel

O potencial biotecnológico de 25 espécies de macroalgas coletadas na costa brasileira é mostrado em pesquisa do Instituto de Química (IQ) da USP. No estudo da bioquímica Aline Paternostro Martins foram identificadas as espécies com maior potencial para a produção de biodiesel (inclusive desenvolvendo formas de cultivo), suplementos alimentares e com atividade biológica. A pesquisa foi orientada pelo professor Pio Colepicolo Neto, do IQ.

Foram estudadas 14 espécies de macroalgas pertencentes à divisão Rhodophyta, 4 espécies pertencentes à divisão Chlorophyta e 7 espécies pertencentes à divisão Heterokontophyta. As amostras utilizadas na pesquisa foram coletadas em Ubatuba (litoral norte de São Paulo) e Natal (Rio Grande do Norte), porém as espécies analisadas no estudo podem ser encontradas em toda a extensão do litoral brasileiro. “Na pesquisa, foi selecionada uma espécie dentre as várias com maior potencial para a produção de biodiesel e estabelecido o seu cultivo em laboratório”, diz Aline. “A engenharia bioquímica, por meio da manipulação de alguns fatores abióticos durante o seu cultivo, foi utilizada para aumentar a taxa fotossintética do organismo e desviar o seu metabolismo para a biossíntese de lipídeos, promovendo o aumento da produção de óleo”.

De acordo com a bioquímica, ao estudar uma macroalga para avaliar o seu potencial como fonte de biodiesel, além da quantidade e qualidade dos ácidos graxos, é interessante que outras características sejam observadas. “Entre elas, estão a fotossíntese e crescimento, pois além de ter alto teor de lipídeos e um perfil adequado de ácidos graxos, o organismo deve apresentar um bom desenvolvimento e crescimento”, conta. “Também é preciso avaliar o conteúdo de proteínas, pigmentos e carboidratos, uma vez que a biomassa restante pode ser utilizada para a síntese de co-produtos, como alimentos, rações, fertilizantes, pigmentos, entre outros, agregando valor econômico à espécie”.

Com o conhecimento da composição bioquímica das macroalgas, espécies que não possuírem um perfil bom para o biodiesel, podem ser aproveitadas para outras finalidades como, por exemplo, para a alimentação rica em nutracêuticos, que são alimentos, ou parte de alimentos, que proporcionam benefícios à saúde, como a prevenção e tratamento de doenças, destacando-se, nesse caso, os ácidos graxos da família do omega-3.

Óleo
A diversidade bioquímica existente nas macroalgas marinhas abre uma gama de possibilidades para a sua utilização para diferentes finalidades. “As espécies Spatoglossum schroederi e Dictyota menstrualis apresentaram os maiores valores de ácidos graxos totais, saturados, monoinsaturados e poliinsaturados, destacando-se pelo alto conteúdo de ácidos graxos poliinsaturados e omega-3 e pelo alto conteúdo de ácidos graxos monoinsaturados, respectivamente”, diz a bioquímica. “Esse resultado evidencia uma possível utilização de S. schroederi como nutracêutico e de D. menstrualis como fonte de biodiesel”.

Após a escolha da espécie com potencial para a produção de biodiesel, estabeleceu-se o seu cultivo em laboratório e posteriormente avaliou-se os efeitos do aumento do CO2, em condições de saturação e limitação de nitrogênio. “O cultivo foi realizado em biorreatores, avaliando-se principalmente o crescimento, a fotossíntese e sua composição bioquímica, a fim de encontrar condições de cultivo nas quais a macroalga apresente alta taxa de crescimento e de fotossíntese e aumente a biossíntese de lipídeos e ácidos graxos”, afirma Aline. “Além disso, o perfil de ácidos graxos também pode variar em função das condições de cultivo”.

A Dictyota menstrualis foi a espécie que apresentou as melhores características para ser utilizada como fonte para produção de biodiesel. “Entretanto, quando essa espécie foi cultivada, houve um aumento no seu teor de ácidos graxos poliinsaturados e omega-3, o que a torna mais interessante para ser aproveitada como nutracêutico do que como matéria-prima para a produção de biodiesel”, diz a bioquímica. “Apesar da presença de CO2 e nitrogênio no meio terem estimulado a taxa de crescimento e de fotossíntese, apenas esse último nutriente teve efeito sobre o conteúdo de ácidos graxos, estimulando a biossíntese dos ácidos graxos poliinsaturados e de omega-3”.

Os cultivos em biorreatores foram realizados no Instituto de Botânica da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, sob a co-orientação da professora Nair Sumie Yokoya.

(Matéria de Júlio Bernardes, da Agência USP)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

NO SIRIÚ E GAMBOA


Foto Batalhão de Operações Aéreas dos Bombeiros/Divulgação
 Bombeiros avistam oito baleias no Sul enquanto atendiam ocorrência
Durante ocorrência em Garopaba, helicóptero Arcanjo fez registro.
Mamíferos foram avistados entre a Praia do Siriú e da Gamboa.

Oito baleias foram avistadas na tarde da última sexta-feira (25) pelo Corpo de Bombeiros Militar, durante uma ocorrência atendida pelo helicóptero Arcanjo. Segundo o Tenente Pratts, seis das baleias foram avistadas na Praia do Siriú e duas na Praia da Gamboa, em Paulo Lopes.
Possivelmente são baleias-francas, já que a temporada de avistamentos no Litoral de Santa Catarina vai até novembro. "Já aconteceu de vermos outras vezes. Sempre que dá, fotografamos", explica o Tenente.
s
Saiba mais
Segundo informações passadas pelo Instituto Baleia Franca (IBF), nesta quarta-feira (23) foram avistadas três baleias-francas com filhotes na Praia do Siriú. Já no dia 18 foram avistadas cinco baleias-francas com filhotes na Praia da Gamboa, três baleias-francas com filhotes na Praia do Siriú e duas com filhotes em Garopaba.
Em setembro, foram percorridos pelo IBF 280 quilômetros de costa do litoral brasileiro, entre as praias de Moçambique, em Florianópolis, Santa Catarina, e Torres, Litoral Norte do Rio Grande do Sul. 123 baleias-francas, sendo 56 filhotes, foram contados no Litoral catarinense.
"É comum elas andarem em grupos nesta época. Elas vêm da Antártida para acasalarem e até mesmo para amamentarem os filhotes com mais conforto, devido à temperatura da água ser mais elevada. Em outubro elas começam a retornar para a Antártida e os grupos começam a diminuir", explica Rodrigo Freitas, biólogo da Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina (Unesc).

MAR GRANDE

Foto AP
Ventos de até 160 km/h deixaram quatro mortos; essa é a pior tempestade a atingir Reino Unido em uma década

Uma forte tempestade com força de furacão atingiu o sul do Reino Unido, a Holanda e partes da França nesta segunda-feira (28), derrubando árvores, inundando regiões e provocando caos no transporte público. Quatro mortes foram registradas até o momento.

Agências meteorológicas afirmam que esta é a pior tempestade a atingir o Reino Unido em décadas. Ventos de até 160 km/h foram registrados na Ilha de Wight no sul da Inglaterra, enquanto rajadas de 128,7 km/h atingiram o continente do Reino Unido.

Autoridades da UK Power, que fornece energia, disse que mais de 270 mil casas estavam sem luz. Alertas de enchentes foram emitidos para muitas partes do sul da Inglaterra e autoridades de emergência afirmam que centenas de árvores foram derrubadas pelos ventos.

O aeroporto de Heathwow, em Londres, o mais movimentado da Europa, cancelou ao menos 130 voos e trens que ligam o centro de Londres aos aeroportos Gatwick e Stansted tiveram viagens suspensas. Ondas gigantes fecharam o maior porto inglês de Dover, cortando serviços de balsa para a França.

Milhares de casas no noroeste da França também ficaram sem eletricidade, enquanto na Holanda diversas linhas ferroviárias foram fechadas, e houve registros de atrasos de voos em aeroportos. Cidadãos holandeses foram alertados para evitar andar de bicicleta, por causa dos fortes ventos, e a estação ferroviária central de Amsterdam foi fechada por danos da tempestade.

Algumas linhas ferroviárias inglesas também ficaram fechadas na manhã desta segunda-feira, bem como algumas rodovias, por causa da queda de algumas árvores e postes de luz. A tempestade provocou atrasos também no sistema de metrôs de Londres.

Em Kent, segundo a polícia, uma menina de 17 anos morreu depois que uma árvore caiu sobre o pequeno trailer onde estava dormindo. A polícia de Hertfordshire disse que um homem de 50 anos foi morto quando uma árvore caiu sobre seu carro em Watford. Um adolescente morreu afogado no domingo depois de ser levado pelo mar enquanto surfava em Newhaven. A polícia de Amsterdam disse que uma mulher morreu quando uma árvore caiu sobre ela.

Apesar de ter força de furacão, a tempestade não foi classificada desta forma pois ela não foi formada a partir de ondas de calor vindas do oceano, como os furacões que atingem o Caribe e os EUA, segundo o serviço meteorológico britânico. A tempestade não é nomeada e não possui um "olho" no centro, como os furacões normalmente fazem.

O Instituto Meteorológico da Suécia elevou seu alerta nesta segunda-feira, classificando a tempestade como "nível 3" por poder provocar "grave perigo ao público" no momento que atingir o oeste e o sul do país nesta tarde.

Ainda assim, o estrago foi menor do que o esperado nas 48 horas antes da tempestade. A British Airways disse que seus voos internacionais devem operar normalmente, mas que os voos domésticos e dentro da Europa devem registrar atrasos e alguns cancelamentos. Segundo a empresa, o aeroporto de Gatwick e London City não foram afetados.

(Com AP)

sábado, 26 de outubro de 2013

NA PRAIA...

Foto Arquivo
Banho de mar na ilha!

 Na década de 1910 pessoas da elite frequentavam a praia como local de lazer, no entanto não há registros de banho de mar, mas sim a realização de piqueniques e como uma área de sociabilidade. 

Na década de 1920 já há registros da ocorrência de banhos de mar na Ilha de Santa Catarina. Esses banhos eram realizados com as pessoas vestidas e nas praias próximas ao centro (Praia de Fora, do Muller) e pela elite ilhéu. O banho de mar era realizado como refrigério para o calor do verão. É na década de 1930 o banho de mar se firma na Ilha. 

Com a construção da Ponte Hercílio Luz em 1926, a elite de Desterro se desloca para os Balneários de Coqueiros e Estreito na década de 1930. Com isso esses dois balneários transformam-se nos mais badalados da região.

Os moradores do interior da Ilha continuam alheios a estes fatos. As praias do Norte e Sul da Ilha eram habitadas por colônias de pescadores que continuavam vendo o mar como fonte de alimentos e de seu sustento e não como uma área para o lazer. Além 
disso, o deslocamento para o interior da Ilha era difícil devido a falta de vias. Havia somente trilhas e caminhos por onde passavam carruagens, mas as viagens eram cansativas.

(Do Jornal do Mercado Público)

FESTIVAL PANTUSULI - É HOJE, SÁBADO


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

TRABALHADORES DO MAR - A MOSTRA

Foto Everton Palaoro / Divulgação
Mostra Trabalhadores do Mar traz imagens da pesca artesanal, em Porto Belo

Jornalista Everton Palaoro é o autor das fotos que estão expostas no Centro de Cidadania

Depois do Festival do Camarão e sua caldeirada gigante, as imagens do jornalista Everton Palaoro produzidas especialmente para o evento vão virar exposição no Centro de Cidadania de Porto Belo. A mostra intitulada Trabalhadores do Mar reúne 27 painéis impressos em PVC com imagens pertencentes ao universo da pesca artesanal na região.

Nos retratos está por exemplo um resgate sobre a pesca do camarão, tradição passada de pai para filho, com seus pequenos barcos e uma missão árdua e poética. A exposição fica aberta para visitação até o final do mês e é gratuita.

O quê: Exposição Trabalhadores do Mar
Quando: segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30, até dia 31 de outubro
Onde: Centro de Cidadania (Av. Governador Celso Ramos, 57, Vila Nova)
Quanto: gratuito
Informações: (47) 3369-8969 (Fundação da Cultura)

TARDE INDO, NOITE SENDO!

Foto Fernando Alexandre
Pântano do Sul dormindo azul!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

FESTIVAL PANTUSULI 2013

VEM AÍ!
PRÓXIMO SÁBADO, DIA 26!

GUARDIÕES DA PESCA

Foto Nilson Otávio Teixeira / Divulgação
"O documentário Guardiões da Pesca é um mergulho, sem trocadilhos, nos costumes e na vida dos pescadores artesanais que há séculos tiram das lagoas sul-catarinenses (Santo Antônio, Imaruí, Mirim, Camacho e Garopaba Sul) o sustento das famílias. O trabalho produzido pela Epagri mostra a ajuda dos botos, o cerco de rede e até a pesca de siri com espinhel."

(Da coluna "Visor" do DC de hoje - www.clicrbs.com.br)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

PREVISÃO!


ATENÇÃO!
 O TEMPO MUDA NA QUARTA (23/10)

By Chuvalski, o céu fala e manezada entende.

Quarta amanhece muito nublada e lá pelas 10h, pode chover forte e com raios. A tarde o tempo se alterna entre muito nublado e chuva fraca, porém no fim de noite e madrugada de quinta pode chover forte novamente. Quem for sair a noite deve estar preparado para possíveis alagamentos.
Vento Nordeste forte com temperatura entre 18 e 25 graus.

Abaixo aviso da EPAGRI/CIRAM para todo estado de SC, alertando para possibilidade de tribuzanas em várias regiões.

"Terça, 22 Outubro 2013 14:26

No decorrer da quarta-feira retorna a condição de tempo instável e chuva para a maioria das regiões. Tudo indica que a semana termina com dias mais nublados, chuva frequente, alternando com períodos de sol e sensação de ar abafado, devido a elevada umidade do ar. Devido ao padrão atmosférico que deve predominar há risco de temporal isolado e granizo. Entre a quarta-feira e o sábado, os maiores acumulados de chuva devem ocorrer no Oeste e Sul do estado, nas áreas mais próximas ao RS. Acompanhe os nossos próximos avisos.

Gilsânia Cruz e Silvia Garcêz – Meteorologistas"

-----------------------

Visite a FanPage da "Tribuzanas, Tainhas & Rabos de Galo", acessando o link  https://www.facebook.com/tribuza

terça-feira, 22 de outubro de 2013

FISCALIZANDO OS PESCADOS


Qualidade e legitimidade dos pescados vendidos em Florianópolis serão alvo de fiscalização

Código genético de amostras de peixes comercializados na cidade será comparado com um banco de dados de DNA animal

img
Letícia Mathias
FLORIANÓPOLIS
    Vendedores de pescados em Florianópolis serão fiscalizados nesta temporada pela secretaria de Pesca e Maricultura, em parceria com o Procon. Entre dezembro e fevereiro técnicos estarão nas ruas para garantir a qualidade de peixes e frutos do mar. Para isso, serão recolhidas amostras para saber se o produto é legítimo. Ou   seja,  a garantia de que o está à venda nas peixarias, supermercados e restaurantes é de fato a espécie procurada.
 Foto Rosane Lima/ND
Os pescados estarão na mira da fiscalização durante o verão
Serão 30 estabelecimentos vistoriados sem data marcada.  A análise acontecerá por meio um sistema conhecido como DNA barcoding (código de barras). O código genético da amostra do peixe recolhido será comparado aos registros de um banco de dados de DNA animal.
A ideia surgiu de uma dissertação de mestrado da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) que avaliou 200 amostras de peixes vendidos na região Sudeste. O estudo apontou que 60% do que é vendido como bacalhau, na verdade se trata de espécies semelhantes.
O secretário adjunto de Pesca e Maricultura, Tiago Frigo, afirmou que muitas vezes essa é uma questão cultural. “O consumidor poderá se informar e para inibir a ação de comerciantes ilegais”, apontou.
O presidente da Federação dos Pescadores de Santa Catarina, Ivo da Silva, disse que ainda precisa se inteirar do procedimento para opinar. “É preciso avaliar de que maneira será aplicado”, afirmou. Os estabelecimentos que tiverem a alteração comprovada receberão multa e podem até ser interditados.

O diretor do Procon Michael da Silva disponibilizará a equipe de fiscalização para a ação. Se o consumidor estiver sendo prejudicado serão aplicadas as penalidades cabíveis, de acordo com o processo administrativo já praticado na cidade que podem chegar a multa e até interdição do estabelecimento.  “É um projeto piloto, mas de suma importância para garantir a segurança do consumidor. Ainda mais nessa época do ano em que esse tipo de produto sofre reajuste e muitas vezes paga-se caro por ele. O consumidor terá certeza de que não está sendo enganado”, assegurou.


TEMPO DAQUI


PREVISÃO DO TEMPO PARA TERÇA - FEIRA (22/10)

By Chuvalski

Céu com muitas nuvens diminuindo um pouco a tarde podendo até ter uns raios de Soli. Entre as 10 e 13h ainda existe possibilidade de chuviscos fracos. Vento com rajadas fortes de Suli na parte da tarde, podendo chegar a 45km/h, seguraaaa o boi velho!!!. Temperatura mínima de 18, com friozinho a noite e máxima de 22 graus durante o dia.

O céu fala e manezada entende.

(Visite a FanPage da "Tribuzanas, Tainhas & Rabos de Galo", acessando o link abaixo

MAR DE CIMA

Foto Andrea Ramos

DE OLHO NOS GOLFINHOS

Foto Univali/Divulgação

Pesquisadores do programa Botos do Itajaí, da Univali, lançaram uma página no Facebook para que qualquer pessoa que registre a passagem dos golfinhos pela região possa enviar fotos e ajudar no monitoramento dos bichinhos. A página, que leva o nome do projeto, mostra os registros já feitos por alunos voluntários que acompanham o vaivém dos botos, chova ou faça sol.
Doutor em Oceanografia Biológica, o professor André Barreto, que comanda o projeto, diz que a espécie mais comum por aqui é o boto-da-tainha. Pelo menos 30 espécimes, já identificados, entram no estuário do Itajaí-Açu com frequência para se alimentar.

O monitoramento constante serve para identificar o reflexo do ambiente no comportamento dos golfinhos. O projeto já descobriu que, cada vez que se faz o aprofundamento do calado, os botos desaparecem temporariamente. É possível que isto decorra da debandada dos peixes que servem de alimento, e que deixam o rio quando é feita movimentação de sedimentos. Seis meses depois das obras, as populações se restabelecem.
Nos últimos tempos, outra característica tem chamado atenção dos pesquisadores: manchas de pele no dorso dos golfinhos. Estudos devem indicar se podem estar ligadas a algum indicador de poluição nas águas.

sábado, 19 de outubro de 2013

FIM DE SEMANA

 

PREVISÃO DO TEMPO PARA O FINAL DE SEMANA (19/20 de outubro)

By Chuvalski

Final de semana maravilhoso, excelente para uma esticadinha até praia. Ainda vai estar frio para um bom banho de mar, mas já da pra pegar uma corzinha de primavera.

Sábado - Sol com poucas nuvens durante todo dia, já a noite após as 20 horas haverá aumento das nuvens baixas com pequena possibilidade de chuva fraca em alguns bairros. Vento de rodopiando de Sudoeste a Nordeste papo amarelo, temperatura podendo chegar a 27 graus.

Domingo - O tempo não muda e teremos Sol com poucas nuvens também. Vento Nordeste moderado e temperatura podendo a chegar a 28 graus.

O céu fala e manezada entende!


-----------------------

Visite a FanPage da "Tribuzanas, Tainhas & Rabos de Galo", acessando o link  https://www.facebook.com/tribuza

DE OLHO...

Avanço do mar engole trecho de praia, soterra lagoa e afeta pesca e turismo no Norte da Ilha

Assoreamento atinge área da orla entre Ponta das Canas e Cachoeira do Bom Jesus; projeto de alargamento, que inclui, Canasvieiras, está arquivado na Fatma

imgEdson Rosa

FLORIANÓPOLIS
As causas ninguém sabe ao certo, nem há estudos conclusivos para uma resposta científica, mas moradores mais velhos dizem que é cíclico, e se repete a cada “maré dos sete anos”. Quem ainda sobrevive da pescaria artesanal ou depende do turismo, há três décadas observa um fenômeno que nos últimos seis meses transforma cada vez mais rapidamente a paisagem da orla entre Cachoeira do Bom Jesus e Ponta das Canas, Norte da Ilha.

Foto Eduardo Valente/ND
Assoreada, parte do manguezal secou, e desapareceu, formando ilhotas sem vida na beira da praia

O avanço do mar destruiu três faixas alternadas da praia entre a rua Fernando Viegas, em Ponta das Canas, e a foz do poluído rio Thomé, na Cachoeira. Assoreada, parte do manguezal secou, e desapareceu, formando ilhotas sem vida na beira da praia. Os impactos são semelhantes na lagoa da Doca, ou das Gaivotas para os mais jovens, onde o surgimento de croas soterra pesqueiros que alcançavam dois metros de profundidade.
A saúde não é a mesma, mas a aposentada Maurina Doralice Correia, 61, não esquece um dos passatempos prediletos da infância. “Nos dias de calor, eu e meus irmãos vínhamos para a lagoa, e voltávamos para casa com o balaio cheio de camarões”. A fartura ficou para trás, assim como a antiga paisagem do pontal.
Maurina conta que Rubens, o marido já falecido, criou os seis filhos do casal com o que pescava praticamente nos fundos de casa.  Os rapazes cresceram, formaram as próprias famílias e, como os pais, dependem da pesca artesanal para sobreviver. “Mas não tem mais lagoa, eles só pescam no mar de fora”, diz.
Gradativo, o desaparecimento da praia e da lagoa afeta também a hotelaria. No hotel Costa Norte, na rua Fernando Viegas, o gerente de hospedagem Juan Pistore, 30, reclama que a falta de faixa de areia interfere na rotina  e no fluxo de clientes. “Já tivemos prainha aqui nos fundos, mas agora precisamos construir deque e escadaria”, confirma. Outra opção é caminhar 400 metros até o centrinho de Ponta das Canas.
Como os hotéis, casas e restaurantes também ficaram sem acesso à praia. Para o coordenador de assuntos comunitários do Norte da Ilha da Acif (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis), Luiz Gonzaga de Souza Fonseca, a solução  não é só  a dragagem. Para amortecer a força das ondas e conter os efeitos das correntes marinhas na orla são necessárias obras complementares, e, segundo ele, três alternativas são analisadas tecnicamente - construção de molhes na boca da antiga barra da doca, enrocamento de pedras na área aterrada ou instalação submersa de geotubos.
Foto Eduardo Valente/ND
Maurina Doralice Correia, 61, conta que pescava camarões na infância
Sem estudos, projeto é arquivado
Em 2006, a Prefeitura de Florianópolis encomendou as primeiras pesquisas para engordamento das praias de Canasvieiras, Cachoeira do Bom Jesus e Ponta das Canas. Reivindicado há 25 anos, o projeto está arquivado na diretoria de licenciamento da Fatma (Fundação Estadual do Meio Ambiente), ainda à espera de EIA-Rima (Estudos e Relatório de Impactos Ambientais). A recuperação da faixa de areia, segundo pescadores, comerciantes e moradores, é o que pode salvar a atividade turística na orla Norte da Ilha.
Os estudos chegaram a ser retomados neste ano por grupo de trabalho da seccional Norte da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, mas foram suspensos no início do segundo semestre. O coordenador de assuntos comunitários da Acif/Norte, Luiz Gonzaga de Souza Fonseca, garante que o engordamento continua na pauta de prioridades, mas precisa se readequar ao projeto Orla, do governo federal, na fase preliminar de discussões.
Gonzaga explica que antes de contratar consultoria especializada, o grupo técnico da Acif procura se informar sobre o desaparecimento de faixas de praia, por meio de literatura específica e conhecimento empírico dos moradores mais velhos. O alargamento deve ocorrer de forma integral, mas gradativa, no trecho entre Canasvieiras, Cachoeira do Bom Jesus e Ponta das Canas.