quarta-feira, 28 de agosto de 2013

NO MORRO DAS PEDRAS

Foto Fabricio Escandiuzzi
E as baleias, imensas e francas, continuam com seu eco-espetáculo no Morro das Pedras nesta quarta-feira ensolarada e invernal!

ALÉM DE 12 METROS...

Foto Alcides Dutra
CORAL BRANCO

Apesar da cor, este é um coral saudável. É um tipo de gorgônia totalmente branca, que habita as ilhas catarinenses além dos 12 metros de profundidade.
É um bom indicador de conservação, pois costumam desaparecer dos locais alterados, ou frequentados por mergulhadores, mesmo que ninguém toque neles.
Isso justifica medidas restritivas a presença humana, adotadas principalmente em reservas biológicas.

POVOS DO MAR

Foto Carlos Ohara / Especial para Terra
 'Vila Fantasma' no PR corre o risco de sumir
Vila pertencente ao município de Guaraqueçaba está ameaçada pela erosão

por CARLOS OHARA
Direto de Guaraqueçaba
Diariamente, uma parte importante da história do Paraná e do Brasil é arrastada pelas águas, sem qualquer ação emergencial para conter a devastação persistente. Considerada Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera, títulos concedidos na década de 90 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e Patrimônio Natural e Histórico do Paraná, desde 1970, a Vila de Ararapira, pertencente ao município de Guaraqueçaba e localizada no Parque Nacional de Superagui, é o fiel retrato do desleixo dos órgãos responsáveis pela preservação da cultura, história e meio ambiente no País.
O local está abandonado e totalmente desprotegido. Ameaçada por uma persistente erosão, influenciada pelo movimento das marés e pela abertura do canal artificial, a vila está exposta ainda a ação de vândalos que deixam suas marcas em pichações, abandonam lixo urbano na mata, violam túmulos e roubam materiais históricos. São "aventureiros" atraídos por estórias de assombrações na "vila fantasma", alimentadas por barqueiros em busca de lucro. Pior ainda: o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pelo Parque Nacional do Superagui, sugere em sua página na internet, o local como roteiro de visitação, referenciando-o "como comunidade fantasma - igreja antiga - colonização". Autarquia especial do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o ICMBio ressalva apenas que o passeio não é incentivado "pela falta de segurança e por não contar com infraestrutura para visitantes".
Com a entrada permitida, qualquer pessoa com acesso a uma embarcação pode chegar à vila, sem obstáculos. Não há qualquer critério de controle, em contraste com a publicidade oficial que apregoa a preservação permanente da área. No início de janeiro, o Terra esteve na vila. O acesso pode ser feito a partir de Paranaguá, em uma viagem de duas horas em uma voadeira, canoa de alumínio com motor de popa. O roteiro mais procurado, no entanto, é a partir da cidade paulista de Cananéia em um trajeto que avança pela Baía de Trapandé, em meio a botos cinza, e percorre o canal do Ararapira no período de uma hora. Foi este o roteiro escolhido pela reportagem. Para a visita à "vila fantasma", donos de lanchas e voadeiras cobram, em média, R$ 140 por pessoa para ida e volta. Exigem que o passeio seja realizado no mínimo por quatro passageiros.
Erosão
A primeira visão de vila é de uma encosta coberta de tijolos desmoronados. No Marujá, uma comunidade no interior do Parque Estadual da Ilha do Cardoso no território paulista, Ezequiel Oliveira, dono de uma pousada e ex-morador de Ararapira, conta que a erosão já levou mais de 70 metros da planície costeira. "A água levou mais de vinte construções que havia ali", diz ele, lembrando que no meio dos desmoronamentos desapareceram prédios históricos da vila. "Os armazéns que abasteciam a região sumiram do dia para noite", conta Oliveira.
O pescador Rafael Silveira, outro ex-morador da vila e também residente no Marujá, a dez minutos de voadeira de Ararapira,  tenta explicar a extensão de terra que desapareceu. "Quando eu era criança, atirava uma pedra para uma ilha em frente com as mãos. Hoje, nem com a ajuda de um estilingue essa pedra iria para o outro lado", afirma.
A velha igreja construída no século XVIII na vila permanece com as portas abertas. Um dos sinos de bronze ainda pode ser badalado. O outro desapareceu. A imagem original de São José, que datava da época da fundação da igreja, foi roubada no início de 2000, segundo ex-moradores, e outra foi colocada no lugar.
Na região, é possível ver garças, guarás vermelhos, sabiás, tucanos-de-bico-preto, papagaios-de-cara-roxa e outras dezenas de espécies. A fauna é diversa e, segundo relatos dos nativos, já foram avistados pacas, veados, cutias, porcos-do-mato, além de cobras caninanas, jararacas e corais. Outros frequentadores são primatas da espécie mico-leão-da-cara-preta, ameaçada de extinção. A flora é riquíssima nos manguezais e nos terrenos arenosos. Figueiras, maçarandubas e dezenas de espécies de bromélias e orquídeas compõem o ecossistema.
Vândalos
Os velhos caminhos da vila foram tomados pela mata e se transformaram em trilhas. Ao longo delas, os vestígios da passagem indesejada: latas de cerveja, garrafas plásticas, embalagens de alimentos e pedaços de tecidos de barracas. As construções mais antigas no interior de Ararapira estão abandonadas e invadidas pela mata. Moradias mais recentes ainda são visitadas ocasionalmente pelos proprietários e dispõem de geradores. Jozias, que viveu a infância na vila após ser adotado por um casal, mora em uma destas casas sozinho. "Andei o mundo e voltei para cá. Isto aqui é meu agora e aqui vivo tranquilo. Estou no paraíso e só me falta uma Eva", diz o homem que não quis ser fotografado.
A presença dele, no entanto, é quase imperceptível. De acordo com moradores da região, o homem sempre está presente nos vilarejos mais próximos e quando está em Ararapira, quase não anda pela vila. Jozias, que não revelou seu sobrenome, não quer falar sobre o local. Queria saber quanto o jornalista lhe pagaria por uma entrevista. Informado que a norma é não pagar aos entrevistados, ele voltou para o interior da casa onde vive há cerca de dois anos, ao lado de dois cachorros.
No final de uma trilha fechada, o cimento enegrecido de túmulos recobertos com limo mais parece um cenário de filme. O único cemitério da região ostenta lápides do final do século XIX. Alguns túmulos foram violados e crânios e esqueletos estão expostos.
História
São José da Marinha de Ararapira, primeiro nome da vila, foi o mais importante entreposto comercial entre a capital paulista e Curitiba na rota marítima entre as duas capitais, no início do século XX. Bem antes, no entanto, os primeiros portugueses que chegaram ao Brasil já conheciam a área. Hans Staden, um mercenário alemão que participou de combates nas capitanias de São Vicente e Pernambuco no século XVI, relatou no livro Duas Viagens ao Brasil, editado  em 1557, que em um dia de tempestade de 1547, ao se aproximar do local onde hoje está localizada a vila abandonada, “aproximou-se uma canoa repleta de homens, dentre os quais estavam dois portugueses, que nos perguntaram de onde vínhamos".
Após uma disputa entre São Paulo e Paraná pela vila, em 1922 ocorreu a homologação de um laudo arbitral de divisas pelo Congresso Nacional, considerando a área como território paranaense. Ponto estratégico de abastecimento, em 1930, o povoado já contava com energia elétrica fornecida por um motor a diesel, coisa rara até em áreas dos grandes centros urbanos, e sediava um cartório e uma delegacia, além da velha igreja construída no final do século XIX.
Segundo relatos de historiadores, a vila teve seu ápice de desenvolvimento entre as décadas de 40 e 50. Depois, Ararapira começou a enfrentar o declínio, com aberturas de estradas ligando o Paraná e São Paulo e a escavação do canal do Varadouro, para ligar a região lagunar de Cananéia a Baia dos Pinheiros, em Paranaguá.  As estradas acabaram com a importância estratégica da vila e o canal artificial contribuiu para o inicio da erosão que continua engolindo Ararapira até os dias atuais. Foi o início do êxodo de moradores.
“Vila Fantasma”
Um vulto de mulher vestida branco acena para as embarcações no alto da encosta. Gemidos são ouvidos na velha delegacia tomada pelo mato. Na igreja, o sino badala sozinho, ressoando pela vila. Crianças enterradas no cemitério vagam pela vila. Estórias de assombrações não faltam na "Vila Fantasma", como se convencionou chamar Ararapira, apresentada assim até mesmo no site do ICMBio, órgão do governo federal. Recentemente, um apresentador de um programa de cunho sensacionalista transmitido por uma rede de emissoras, com sede na capital paulista, chegou a gravar um especial no local, com entrevistados dizendo que a trilha que leva ao cemitério "tem cheiro de sangue".
"É um desrespeito total aos nossos antepassados e a nós", diz Hamilton Xavier, presidente da Associação dos Moradores do Marujá, comunidade da Ilha do Cardoso em São Paulo, ex-morador de Ararapira. Para ele, as estórias são todas inventadas. "O pessoal que mora aqui sempre está por lá para visitar a igreja ou o cemitério e nunca viu nada disso. É uma exploração da boa fé das pessoas e não contribui em nada para preservação do lugar", disse.
Vivendo atualmente no Ariri, um bairro vizinho a Ararapira, um ex-morador, que prefere não ser identificado, explica as origens das assombrações. "Como o local está vazio, muitos aventureiros que invadem a área começaram a espalhar que era uma Vila Fantasma. Violaram túmulos e ossadas ficaram à mostra. Alguns barqueiros de Cananéia resolveram tirar proveito da situação para atrair pessoas dispostas a pagar uma viagem até lá. E foram criando as estórias de assombrações", contou.
O homem, que é pescador, vai detalhando a origem de cada estória. "Em 2000, a última moradora da vila, morreu durante uma viagem à Paranaguá, O barco em que ela estava com o filho, de sete anos, naufragou. É esta a mulher que eles dizem que aparece na encosta. Um desrespeito com os parentes dela. Os túmulos pequenos, não são apenas de crianças. Os moradores enterravam antigamente em cova rasa, a sete palmos abaixo da terra. A terra retirada era depositada na cova ficava uma sobra, devido a presença do corpo, parecendo que era um túmulo de criança. Na delegacia, ninguém ficava mais de um dia. Na cela só ficavam bêbados, liberados depois para curar a ressaca. Então ninguém ia ficar gemendo. Nunca houve tortura ou morreu gente lá", garantiu.

(Do portal Terra - www.terra.com.br)

terça-feira, 27 de agosto de 2013

NO MORRO DAS PEDRAS

Foto Tupa Guerra
Três baleias francas continuavam no Morro das Pedras, entre a Praia da Armação e a Ilha do Campeche, no final desta terça-feira fria e nublada.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

PROTESTO EM RATONES


Pescadores de Ratones fazem manifestação por revitalização de rio

Eles pedem que a comporta construída em 1960 seja retirada

imgKarin Barros

FLORIANÓPOLIS

Moradores de Ratones e da associação de pescadores da região fizeram uma manifestação de 30 minutos na rodovia SC-402, em Jurerê. Com o apoio da Polícia Militar Rodoviária, cerca de 30 pessoas fecharam a estrada com uma canoa e cartazes que enfatizavam o desejo da população pela revitalização do rio que dá origem ao nome do local.

Flavio Tin/ND
Flavio Tin/ND
Manifestantes levaram uma canoa para o meio da SC-402


Os pescadores afirmam que a construção da comporta embaixo da ponte sob o rio Ratones, na década de 1960, tem influenciado no assoreamento e no desaparecimento de algumas espécies de peixes.
“Muitas famílias dependem desse rio para completar sua alimentação, além do respeito que temos que ter com a natureza”, disse o fundador e presidente da Associação de Pescadores do Ratones, Orlando Domingos Silva. Ele afirma que este rio é um dos poucos da Capital que ainda tem produção própria. 
(Publicado em 23/08/13-15:34 por: Karin Barros - www.ndonline.com.br)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

DEU VIRAÇÃO!


Vento Sul acaba de entrar arregaçando aqui no Pântano do Sul!

Tribuzana na espreita!

SURFANDO COM AS BALEIAS NO MORRO DAS PEDRAS

Foto Fabrício Scandiuzzi / Terra
Quatro baleias francas continuam entre a Praia da Armação e a Ilha do Campeche, próximas ao Morro das Pedras.
Desde cedo dezenas de pessoas se encontram no mirante, fotografando a apreciando as generosas e francas baleias.
No pico do "Caldeirão", surfistas quase chegam a disputar as ondas com as baleias.

OUTROS MARES...

Foto ‎من ذاكرة فلسطين
 ‎Pescadores no mar de Jaffa, na Palestina, em 1904

O ATUM DE FUKUSHIMA


ATUM COM RADIAÇÃO DE FUKUSHIMA CRUZA O PACÍFICO E CHEGA AOS EUA

Peixes foram contaminados nas águas do Japão e migraram 9.650 kms até chegar a costa da Califórnia, nos Estados Unidos.

Baixos níveis de radiação nuclear oriunda da usina atômica de Fukushima, no Japão, foram detectados em atuns na costa da Califórnia, num sinal de que esses peixes transportaram isótopos pelo Pacífico mais rapidamente do que o vento ou o mar, disseram cientistas nesta segunda-feira (28).

Pequenas quantidades de césio-137 e césio-134 foram detectados em 15 atuns apanhados perto de San Diego em agosto de 2011, cerca de quatro meses depois do terremoto e do tsunami que danificaram a usina japonesa, causando o vazamento radiativo.

Os peixes radioativos percorreram 9.650 quilômetros pelo oceano Pacífico, marcando a primeira vez que um enorme peixe migratório demonstra transportar radioatividade por tão longo trajeto.

“Ficamos realmente surpresos”, disse Nicholas Fisher, um dos pesquisadores que participaram do estudo que relata a migração do atum do Pacífico no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences.

Fonte da notícia:

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

TRIBUZANA À VISTA!

Foto Andrea Ramos
MUITA CHUVA, FRIO E VENTO FORTE NO FIM DE SEMANA!
A Defesa Civil, Epagri/Ciram e Corpo de Bombeiros estão alertando para o tempo à partir da noite de amanhã, quinta-feira, em toda Santa Catarina.
Com a chegada de uma frente fria começa a chuva forte que continuará presente em todas as regiões do Estado até domingo. E não é só chuva: possibilidade de tempestade com ventos de até 80 km/h na companhia do frio intenso, com temperaturas que despencam a partir de sexta-feira. E ainda risco de granizo!
Segundo os meteorologistas deve chover uma média de 100 milímetros nos três dias do fim de semana, valor que estava previsto para todo o mês de agosto no Estado.

NO MORRO DAS PEDRAS


Foto Person Coutinho
 Pelo menos 6 baleias francas se encontram desde a manhã de hoje entre a praia da Armação e  a Ilha do Campeche. No Morro das Pedras, um dos lugares mais visitados pelos cetáceos no ano passado, o mirante se encontra lotado de pessoas desde cedo!

NA PRAIA...

Imagem sem crédito

Na barra da onda...

terça-feira, 20 de agosto de 2013

MAR DE BALEIAS

Trilhas e costões viram observatórios naturais de baleias em Santa Catarina

A observação embarcada dos animais no litoral foi suspensa, em maio desde ano, por ação civil pública

imgEdson Rosa

FLORIANÓPOLIS

  • Desativados depois de mais uma safra fracassada, pontos de vigia da pesca artesanal da tainha agora são mirantes improvisados nos caminhos que atravessam costões e encurtam a imensidão das dunas entre Garopaba, Imbituba e o Cabo de Santa Marta. Saudáveis, caminhadas matinais ou vespertinas pelas trilhas têm sido também única alternativa para resgatar a temporada das baleias-francas no Litoral Sul de Santa Catarina, desde que o turismo de observação embarcado foi suspenso pela Vara Ambiental da Justiça Federal de Laguna e 4º TRF (Tribunal Regional Federal), em Porto Alegre. 


    Foto Flávio Tin/ND
baleia observação Santa Catarina
No morro do Catalão, Cida Ferreira procura baleias na rota de cargueiros para acesso ao porto
A substituição dos barcos pelas trilhas para avistamento de baleias no período de reprodução, de julho a novembro, é estimulado por grupo de condutores ambientais formado no IFT-SC (Instituto Federal de Educação), campus de Garopaba. São dez integrantes do grupo Taiá Terra, que agendam, organizam e monitoram passeios, precedidos de aulas de educação ambiental.

“Não se trata apenas de turismo, mas de projeto de educação ambiental credenciado pela APA (Área de Proteção Ambiental) da Baleia Franca”, explica Alice Rampon Rosa, 30. Os percursos do Taiá Terra incluem velhos caminhos de pescadores entre as praias da Vigia, da Silveira, do Rosa, dunas do Siriú, trilhas do Ambrósio, da Pedra Branca e da Barrinha, em Garopaba; e as praias de Ibiraquera, Barra, Vermelha, Ouvidor, Ribanceira e da Água, em Imbituba.

A observação embarcada de baleias no litoral de Santa Catarina foi suspensa, em maio desde ano, por ação civil pública ajuizada em novembro de 2012 pelo Instituto Sea Shepherd Brasil - Instituto Guardiões do Mar. A liminar da juíza Daniela Tocchetto Cavalheiro determina a realização imediata de estudos de impactos ambientais e, inclusive, fiscalização de embarcações nos limites e zona de amortecimento da APA.

Ainda sem fechar o cálculo das perdas na economia da cidade, o secretário de Turismo de Imbituba, Leandro Ribeiro, lamenta a decisão judicial. “Foi uma medida arbitrária, de quem não conhece a realidade local, nem o ciclo das baleias”, critica. Segundo ele, o fim das observações embarcadas afasta pelo menos 10 mil clientes de restaurantes, hotéis e pousadas no entorno da APA da Baleia Franca. E alerta para desemprego no setor, especialmente entre as três operadoras credenciadas anteriormente – Base Cangulo, em Garopaba; Vida Sol e Mar, na praia do Rosa, em Imbituba; e Central Aventuras, na Pinheira, Palhoça.


APA defende turismo para fins científicos
O ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), órgão gestor da APA da Baleia Franca, é réu na ação do Instituto Guardiões do Mar. A chefe da APA da Baleia Franca, Maria Elizabeth Carvalho da Rocha, 42, no entanto, argumenta que os estudos de impactos ambientais vinham sendo feitos durante os sete anos de observação embarcada.
Foto Flávio Tin/ND
baleia observação Santa Catarina
Trilha do Catalão, entre Aguada e Ribanceira, é um dos antigos caminhos de pescadores resgatados por Fernando, Alice, Julio e Cida, do grupo Taiá Terra
A delimitação de áreas de refúgio, em seis enseadas entre Imbituba e Garopaba, são exemplos de ações definidas durante a abertura da APA à navegação turística. Estes locais sempre foram restritos à amamentação e ao descanso das baleias. Segundo Maria Elizabeth, apenas três barcos eram credenciados anualmente, com a exigência de abastecer a APA com informações básicas do diário de bordo – números de saídas e turistas transportados e de animais avistados, por exemplo – utilizadas para regramento da atividade no mar. “É impossível manter a fiscalização permanentemente nas embarcações. Eram monitoradas por satélite, em tempo real”, completa.

As embarcações credenciadas, segundo Maria Elizabeth, seguem as regras do artigo 1.147 do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) sobre aproximação e distância das baleias, e são vistoriadas pela Marinha. Além disso, há acordo de cavalheiros entre as operadoras, que utilizam sistema de sinalização com bandeiras para evitar aglomeração junto às baleias. “Nunca houve aproximação simultânea, e neste período foi constatado crescimento anual de 12% da população que nos visita”, diz.

O uso sustentável, apesar da exploração comercial, é importante como educação ambiental, para mensurar os impactos e elaborar o plano de manejo, defende Maria Elizabeth. Em 130 quilômetros, a APA alcança cinco milhas (9.260 metros) da costa. Tem 78% de território terrestre, composto por ecossistemas frágeis e vulneráveis à ocupação desordenada – como manguezais, restingas e campos de dunas.

“Então, antes de qualquer decisão, é importante ouvir comunidades e indústria pesqueiras, e saber o que o plano diretor de cada cidade prevê. E, assim, e definir o que se espera da APA no futuro”, propõe.


Exemplo de sabedoria, pescador mantém encantamento de menino
Amigo dos surfistas, Anastácio Manoel da Silveira, que aos 82 anos esbanja vitalidade e sabedoria, tem muitos motivos de orgulho. Um deles é comer apenas o que tira do mar ou da terra e preservar o estilo de vida herdado dos bisavós. “Saúde entra pela boca”, repete o pescador, que na vila de Ibiraquera, em Imbituba, é respeitado também pela relação harmoniosa com a natureza e pela alta produtividade das roças de mandioca, milho, feijão ou hortaliças que cultiva sozinho.

Outro é a amizade que mantém com as visitantes ilustres de inverno, as baleias, com quem convive desde a infância. De boa memória, Anastácio se lembra do tempo em que pais e avós levavam a criançada ao alto do costão do Ouvidor, entre Imbituba e Garopaba, para ver o balé de mães e filhotes junto à arrebentação. “Uivavam de um jeito que, espantado, o gado desembestava morro abaixo”, conta.

Lugar dedicado às divindades, como costuma dizer, o rancho onde guarda duas velhas canoas de um pau só e redes para tainhas e anchovas, é como a continuação da casa dele. É na beira da praia do Porto Novo, denominada Rosa Sul em 1970, que o velho pescador assume o apelido de encantador de baleias. “Elas estão sempre aí na frente, se exibindo para quem quiser ver. Aqui já foi maternidade e berçário”, diz.

A luminosidade da orla ocupada, a claridade dos faróis de carros e os fogos de artifício, segundo o pescador, afastam as baleias do refúgio do Porto Novo. “Elas têm sono profundo e preferem locais escuros. Não gostam de ser incomodadas”, observa.

Diferente dos colegas de pesca que ainda lamentam a perda de equipamentos no mar, Anastácio nunca viu baleia emalhada em suas redes. “Já peguei arpão nas mãos, mas gosto é de vê-las vivas. E aprendi a não cruzar o caminho delas”, sorri.

Foto Flávio Tin/ND
baleia observação Santa Catarina 3
Anastácio é reverenciado por ambientalistas, surfistas e pelos colegas pescadores

Ambientalistas formam grupo para qualificar caminhadas
Saídas em dias de vento sul forte, com alerta de mar alto, e aproximação demasiada das embarcações eram situações que incomodavam o uruguaio Julio Martinez, 37, condutor ambiental credenciado para acompanhar operadoras de turismo embarcado no Litoral Sul de Santa Catarina. Dados por ele coletados, relacionados à embarcação, tripulantes, passageiros e baleias avistadas, eram repassados à APA. Manobras evasivas, ou seja, religamento dos motores após a aproximação dos animais, também eram comuns. “O certo seria desligar e usar âncoras”, explica.

Bolsista do ICMBio, Martinez faz parte do Taiá Terra. Ao lado dos irmãos José Fernando, 25, e Tiago Silvano, 28, e das amigas Alice Rampon Rosa e Maria Aparecida Ferreira, 46, ele aproveita o impasse judicial para difundir o turismo ecológico. A proibição da observação embarcada, segundo o grupo, serviu também para tirar o Conselho Gestor da APA do comodismo generalizado. “Chega de omissão”, acrescenta Cida.


Entrevista: Daniela Tocchetto – Juíza
A proibição do turismo embarcado no trecho abrangido pela APA (Área de Proteção Ambiental) da Baleia Franca entre Laguna, Imbituba e Garopaba, Sul de Santa Catarina, foi a última decisão liminar assinada pela juíza federal Daniela Tocchetto Cavalheiro, 38, antes da transferência dela para uma das turmas recursais do 4º TRF (Tribunal Regional Federal), em Porto Alegre. Nos primeiros 30 dias sem a juíza Daniela, a Vara Ambiental de Laguna será presidida pela juíza federal Rafaela Santos Martins da Rosa, de Criciúma, até o substituto, Rafael Martins da Costa Moreira, concluir a transferência de Guaíra (PR) e se debruçar sobre o processo para elaborar a sentença final.

Antes de se despedir dos colegas em Laguna, na quinta-feira, a juíza Daniela Tocchetto Cavalheiro deu entrevista exclusiva ao Notícias do Dia, quando mostrou-se confiante no julgamento da ação em 120 dias. Argumentou que a liminar é o sinalizador do mérito, e não acredita que sua saída da Vara Ambiental Federal atrase a sentença final.

“Em direito, tudo o que vale é a prova. Infelizmente não deu tempo de eu mesma dar a sentença final, mas os demais juízes federais e o Ministério Público Federal permanecerão atentos”, diz. A manutenção da liminar em julgamento de recurso da Procuradoria do ICMBio no 4º TRF , de acordo com a juíza Daniela Tocchetto Cavalheiro, é mais um sinalizador de coerência da Justiça Federal para o julgamento de mérito da ação.


Operadoras e representante da APA argumentam que o turismo de observação embarcado é comum em outras regiões do mundo, como na Austrália e na Argentina...



Cada lugar do mundo tem uma realidade particular e características próprias, e as baías de Imbituba e região são diferentes destes lugares. Elas vêm para amamentar e descansar.


Eles alegam também que a decisão judicial inviabilizou o turismo de inverno e teve impactos negativos na economia local. O que a juíza acha disso?
Não estou inventando nada, apenas fazendo cumprir o que manda a lei. É preciso agir na prevenção e levar em conta o que determina a Constituição Federal. A APA tem seus limites e objetivos definidos por lei, e o turismo de observação de baleias ocorre nestes limites. Então, é preciso primeiro verificar os impactos ambientais da atividade.
Quem deve fazer estes estudos? A APA alega que as operadoras são pequenas e não têm estrutura para bancar.
A liminar determina que o ICMbio faça. O órgão gestor tem obrigação de fazer os estudos de impactos ambientais. Se ficar comprovado que é viável, que não há impactos na rotina biológica dos animais, é possível a retomada com plano de manejo específico, com restrições ou não. Não se pode é fazer de qualquer jeito e correr o risco de afastar de vez as baleias.
A transferência da juíza para Porto Alegre não prejudica o andamento da ação? Não há risco de a substituição mudar os rumos do processo?
Com certeza, não. A liminar é a antecipação da sentença, sinaliza para o julgamento final da ação.
A proibição vale para todo o litoral catarinense?



Vale para os municípios sob jurisdição da subseção da Justiça Federal em Laguna. Legalmente, tem efeito local nas enseadas da região. Mas, por bom senso, deve ser estendida também à ponta Sul de Florianópolis, no trecho do entorno da Ilha incluído na APA da Baleia Franca.


Publicado em 18/08/13-10:04 por: Redação ND. - www.ndonline.com.br)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

PREVISÃO DO TEMPO - INFALÍVEL!


AS TAINHAS DE AGOSTO

José Bonifácio
Mural de Oscar Pereira da Silva, Museu Paulista/SP, reprodução de Grandes Personagens...

"...As tainhas que em immensos cardumes em suas migrações desde agosto inundão as costas desde Sta. Catharina ate Cabo Frio, e de que há muitas de mais de 2 palmos..."

José Bonifácio de Andrade e Silva, o "Patriarca da Independência" em "Memória sobre a Pesca das Baleias, e Extração do seu Azeite, com algumas reflexões a respeito das nossas pescarias" (1790)

TURISMO EMBARGADO

Foto Divulgação
 APA da Baleia Franca estima quatro anos para realização de estudo de impacto ambiental em SC

Estudo é necessário para a liberação do turismo de observação de baleias-francas no Estado, suspenso após decisão da Justiça Federal

por Joice Bacelo
joice.bacelo@diario.com.br
Era fim da temporada passada quando o Instituto Sea Sherpherd — também chamado de Guardiões do Mar ou ISSB — protocolou a primeira denúncia contra o turismo de observação de baleias-francas. Eles usaram fotografias publicadas no site de uma das operadoras, que mostram as embarcações muito próximas dos animais, para convencer a Justiça de que poderia haver prejuízos à espécie. O processo andou, o ICMBio não soube se explicar e a juíza responsável pelo caso entendeu que existem falhas de gestão. Agora, para reverter a decisão que proíbe a atividade em Laguna, Imbituba e Garopaba, um estudo de impacto ambiental terá que ser apresentado — o que pode levar até quatro anos para ser feito.

A projeção é da APA da Baleia Franca, braço do ICMBio no litoral sul de Santa Catarina. Maria Elizabeth da Rocha, chefe da unidade, tentou argumentar com dados da temporada passada, que indicam aumento de 12% na quantidade de baleias que migraram para o litoral catarinense no período de acasalamento e cria dos filhotes. Ainda assim, para a Justiça, insuficiente para provar que o turismo embarcado não oferece riscos aos animais. Há três meses, a juíza Daniela Cavalheiro, da comarca de Laguna, determinou a suspensão da atividade. A medida já passou por duas análises no Tribunal Regional Federal (TRF), a última delas no dia 9 de agosto, e em ambas a decisão foi mantida.

Fotografias subsidiaram decisão da Justiça

Nas fotografias anexadas ao processo — e que subsidiaram as decisões judiciais — as baleias parecem estar bem mais próximas das embarcações de turismo do que os 100 metros previstos na lei ambiental. Em uma delas, passageiros aparecem com os pés para fora do barco, quase que encostando no animal. Para Karina Groch, pesquisadora do Projeto Baleia Franca — ong que estuda o comportamento da espécie desde 1987 —, as imagens podem gerar dupla interpretação.

— Quando a embarcação chega até a distância limite, é obrigatório que desligue o motor. Mas a baleia pode se aproximar do barco. Então não temos como saber se foi o barco que chegou perto ou se foi a baleia que veio em sua direção — observa.

Em desfavor da APA ainda conta uma determinação judicial de 2006, nunca executada. A unidade deveria ter elaborado um plano de manejo, que previa a contratação de quatro fiscais — enquanto que, até hoje, somente um trabalha no local. Maria Elizabeth justifica que a questão ainda depende de decisão central em Brasília.

APA empurra elaboração do estudo para operadoras de turismo

Apesar de a cobrança da Justiça estar exclusivamente direcionada ao ICMBio, a chefe da APA da Baleia Franca garante que o estudo de impacto não é responsabilidade do órgão ambiental.

Segundo Maria Elizabeth, são as operadoras de turismo que devem providenciar a pesquisa. Ela diz que existem dois caminhos: procurar a Fatma (que pode recuar, alegando se tratar de área da União) ou o Ibama. Para os dois casos seria necessária a contratação de uma empresa de consultoria especializada, que demandaria alto custo — além de gastos com a pesquisa técnica, teriam os investimentos com barco e combustível. Dispender recursos próprios da APA, conforme admite a chefe da unidade, estaria descartado.

— Nós não temos nem um bote, nos falta estrutura. Sem contar o tempo de pesquisa, precisaria de, no mínimo, quatro temporadas para que conseguíssemos fazer as comparações ano a ano — analisa.

Por se tratar de um estudo complexo e nunca antes exigido nos moldes em que a Justiça determina, a elaboração da pesquisa é permeada por dúvidas. No Brasil, existe uma outra unidade ligada ao ICMBio que também monitora o turismo de observação de baleias. É o Parque Nacional Marinho de Abrolhos, na Bahia. Lá, a observação é de baleias jubarte e ocorre na mesma época (entre junho e novembro) que no litoral sul de SC. 

Segundo o diretor da unidade, Ricardo Jerozolimski, o sistema é muito parecido: são três operadoras cadastradas, que encaminham relatórios sobre os passeios e cada uma tem a sua própria equipe de trabalho (fiscais do ICMBio não acompanham os passeios). E as pesquisas sobre a espécie são feitas por uma ong parceira do parque.



Quem é o Sea Sherpherd

Fundado por remanescentes do Greenpeace, o Instituto Sea Sherpherd tem base nos Estados Unidos e escritórios na Austrália, Canadá, Inglaterra, Holanda, França e África do Sul. O processo contra o ICMBio é movido pelo escritório no Brasil, que se intitula como o único do mundo com total autonomia da matriz nos EUA — tem sede em Porto Alegre e funciona desde 1999.

Segundo a chefe da APA da Baleia Franca, integrantes do Instituto faziam parte do conselho gestor da unidade (grupo que a cada fim de temporada recebe um relatório com todas as informações sobre os passeios realizados) e nunca teria questionado a maneira como a atividade estava sendo desenvolvida. Eles teriam procurado diretamente a Justiça.

A reportagem telefonou durante toda a semana para a sede do Sea Sherpherd, mas não foi atendida em nenhuma das vezes.

O que dizem as operadoras citadas pelo Instituto Sea Sherpherd:

Base Cangulo — O diretor geral da empresa, Murilo Ternes, considera a proibição precipitada e extrema, já que, segundo ele, não se pode afirmar pelas fotos apresentadas pelo Sea Sherpherd se foi a embarcação que se aproximou dos animais ou se foi a baleia que se aproximou do barco. Ternes planeja ingressar com ação na Justiça. Ele reclama que as empresas não foram citadas no processo contra o ICMBio e diz que a APA informou sobre a ação somente no dia 15 de maio (seis meses após a denúncia) — às vésperas da temporada. Ele precisou demitir três funcionários.

Instituto Baleia Franca — Ana Rita dos Santos-Lopes, coordenadora de pesquisas da ong, alega que a entidade não promovia os passeios. Ela explica que havia uma parceria com a empresa Vida Sol e Mar. Biólogos da ong palestravam para os turistas, antes do passeio, durante o percurso serviam de guia (narrando o comportamento dos animais) e monitoravam o cumprimento das normas. Os passeios também serviam como instrumento de uma pesquisa desenvolvida desde o ano 2000. O Instituto está reunindo dados para enviar à APA — o que poderia sustentar, agrupado às pesquisas desenvolvidas pelo Projeto Baleia Franca, o estudo de impacto que deve ser apresentado à Justiça.

Vida, Sol e Mar — a reportagem entrou em contato por diversas vezes, mas o proprietário, Enrique Lipmann, não foi encontrado nem retornou às ligações. Pioneira da atividade na região, a operadora se tornou o alvo da denúncia. À Justiça, o Instituto Sea Sherpherd usou fotografias publicadas no site da empresa, que mostram a proximidade entre as embarcações e as baleias.

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)


domingo, 18 de agosto de 2013

EM ITAJAÍ

Foto Rafaela Martins / Agencia RBS
Baleia franca e seu filhote são avistados na Praia Brava, em Itajaí
Águas quentes do Litoral catarinense atraem os mamíferos

Uma baleia franca e seu filhote passaram o dia brincando nas águas da Praia Brava, em Itajaí. Eles foram avistados pela manhã e durante toda a tarde, a cerca de 300 metros da praia e, logo fomou-se um grupo de observadores. A identificação de que, possivelmente tratava-se de uma mãe e seu filhote foi feita por André Barreto, professor dos cursos de Biologia e Oceanografia da Univali.

(Com infotmações de O Sol Diário - www.clicrbs.com.br)

TAINHAS X SURF

Foto Fernando Alexandre
 Surfistas de Florianópolis vão à Câmara de Vereadores pedir revogação da lei que proíbe esporte na safra da tainha
Federação de Pesca sinaliza que pode começar a liberar esporte em partes de praias
Surfistas e pescadores foram à Câmara de Vereadores de Florianópolis para discutir uma Lei que, desde 1995, proíbe o surfe durante a pesca da tainha.
Quem pega onda, quer a revogação. Quem pega peixe, a manutenção. A discussão vai longe, mas pode ser que ela tenha um fim bom para os dois lados.
O vereador Edinho Lemos (PSDB) disse que, com acordo prévio entre os dois lados, a Câmara fará sua parte.

— Me proponho a fazer um projeto de lei complementar se houver consenso — afirmou.

Trechos podem ser liberados

Os pescadores não querem mudança. Mas o presidente da Federação de Pesca de Santa Catarina está para o diálogo. Ele trabalha em uma proposta boa para os surfistas também.
— Já conversei com pescadores do Campeche e da Praia Brava. E vamos falar com profissionais da Barra da Lagoa e Matadeiro para que trechos dessas praias sejam liberados — falou.
Depois do levantamento, a Federação deverá fazer um documento para, então, apresentar suas condições de mudança.

Segundo a Lei, hoje apenas a praia da Joaquina e a Mole são liberadas para surfe durante a pesca da tainha.
(Do HORA DE SANTA CATARINA - www.clicrbs.com.br)

sábado, 17 de agosto de 2013

CINE TAINHA APRESENTA...


 "A Ostra e o vento" - Filme completo
A história é sobre uma garota, Marcela, que vive com o seu pai em uma ilha distante do litoral. Ele é o responsável pela manutenção do farol da ilha e a sufoca com um amor possessivo e autoritário. Em função da grande solidão imposta aos dois pelo lugar, ela se revolta contra o pai e desenvolve uma paixão pelo vento que açoita a ilha e que acaba se tornando um dos personagens da história.


A Ostra e o Vento é filme brasileiro de 1997 dirigido por Walter Lima Jr. com roteiro adaptado por ele mesmo e Flávio Tambellini, baseado no livro de Moacir C. Lopes.
A direção de fotografia é de Pedro Farkas, a trilha sonora é de Wagner Tiso, e a canção-tema é de Chico Buarque e está no CD As cidades.



MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

PESCA INDUSTRIAL

Foto Flavio Roberto Oliveira/Divulgação
Sardinha de sobra

A safra da sardinha já começou com polêmica. Os armadores reclamam que parte dos primeiros desembarques ficaram parados nos cais em Itajaí e Navegantes, por falta de compradores. O barco da foto, por exemplo, passou quatro dias ancorado, com o motor ligado, aguardando que as 140 toneladas de peixe que carregava fossem vendidas.
Jorge Seiff, armador especializado em sardinhas, estima uma queda de 30% nos desembarques pela falta de compradores _ situação que preocupa o setor, já que Itajaí e Navegantes respondem juntas pelo maior polo pesqueiro de sardinha no país.
Mas enquanto os armadores reclamam de importação excessiva por parte das enlatadoras, as empresas alegam estar absorvendo tudo o que são capazes de estocar. Adão de Sá, diretor industrial da Gomes da Costa, uma das maiores enlatadoras brasileiras, com sede em Itajaí, diz que as empresas foram surpreendidas com as safras recordes deste ano. _ Na semana passada compramos muito e ainda congelamos 300 toneladas. A disponibilidade é muito maior do que a nossa capacidade de consumo e congelamento _ diz.
Sá garante que, em época de safra, a produção é feita exclusivamente com pescado brasileiro.

A importação de sardinha in natura foi liberada pelo governo há 10 anos, quando houve queda brusca de produção e foram instituídos os períodos de defeso. Mais recentemente, a autorização para importação de três espécies de sardinha já enlatada possibilitou a entrada de peixe já processado, vindo de países como Tailândia, Equador e Peru.
Mudanças na legislação fazem parte da lista de reivindicações dos armadores e trabalhadores da pesca industrial, que fizeram uma manifestação esta semana. Novos protestos devem ocorrer nos próximos dias, numa tentativa de sensibilizar os ministérios da Pesca e do Meio Ambiente.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

PESCA ILEGAL

Foto Arquivo
Pesca ilegal de cação-anjo resulta em multa de mais de R$ 1 milhão em Laguna.

Foram 246 peixes da espécie ameaçada em extinção encontrados por denúncia anônima

Após uma denúncia anônima recebida pela Polícia Militar Ambiental, 246 unidades de cação-anjo — espécie Squatina occulta, ameaçada de extinção — foram apreendidas no porto de Laguna, no Sul de Santa Catarina. A pesca destes animais é proibida por lei e o responsável pela embarcação deverá pagar uma multa de R$ 5 mil por cada unidade pescada, um total de R$ 1, 23 milhão.

A apreensão ocorreu às 8h25min desta quarta-feira, 14. Segundo a Polícia Militar Ambiental, os peixes estão refrigerados aguardando a análise de um perito. Depois disso, serão doados para instituições de caridade da cidade.

A embarcação também foi retida e o responsável deverá responder duas sanções: a administrativa, que é a multa, e a judicial, por se tratar de um crime.

PESCA INDUSTRIAL

Foto SPTI
Pescadores de Itajaí protestam por redução da importação de pescados e pelo fim do descarte
Manifestação pode ser retomada na semana que vem, caso Ministério não atenda reivindicações

Pescadores de Itajaí e região protestaram nesta quarta-feira contra algumas determinações do governo federal no que diz respeito à pesca industrial. Eles se mobilizaram diante do Centreventos, em Itajaí, e saíram em carreata pela BR-101, causando lentidão no tráfego. A manifestação terminou antes do meio-dia, mas a categoria promete novos atos na semana que vem.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Pesca de Santa Catarina (Sintrapesca), Manoel Xavier as principais reivindicações são a redução da importação de pescados, especialmente sardinha, aposentadoria especial e seguro desemprego para pescadores industriais. Os trabalhadores também querem o fim do descarte de pescado, obrigatório quando são capturadas espécies ameaçadas de extinção.

— Isso é regulamentado por normativas do Ibama, mas tem espécies que não são estudados há mais de 20 anos. Dessa forma não há como saber se estão mesmo ameaçadas — diz Xavier.

Além desses itens, os manifestantes contam com uma extensa lista de reivindicações referentes a apoio, condições de trabalho e incentivos. O Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região (Sindipi) também apoiou e esteve presente no movimento.

Durante esta semana representantes das duas entidades estiveram reunidas com membros do Ministério da Pesca. Uma lista com 17 reivindicações foi entregue. A assessoria de imprensa da Casa, informou que os pedidos estão sendo ponderados e muitas das questões levantadas serão resolvidas.

Mesmo assim, a categoria promete fazer novas manifestações na semana que vem caso não tenha resposta. Os protestos podem ser retomados entre quarta e quinta-feira e estão programados o fechamento do Rio Itajaí-Açu, da BR-101, em Itajaí, e ocupação do Ministério da Pesca e do Centro de Pesquisa e Extensão Pesqueiras do Sul (Cepsul), em Florianópolis.

(Do O SOL DIÁRIO - www.clicrbs.com.br)