quarta-feira, 31 de julho de 2013

DESSALINIZANDO!


Chip de baixo custo pode deixar a água do mar própria para consumo
   
 Método de dessalinização é executado por meio de um dispositivo simples, portátil e de baixo custo. Método de dessalinização é executado por meio de um dispositivo simples, portátil e de baixo custo.
Uma parceria entre pesquisadores da Universidade do Texas em Austin, nos EUA, e da Universidade de Marburg, na Alemanha, deu origem a um novo método de dessalinização da água do mar. Ao preencher um chip plástico com o líquido, é possível separar os sais por meio de uma pequena carga elétrica. Com a nova tecnologia, ficará mais fácil aumentar a oferta de água potável por meio de um dispositivo simples, portátil e com baixo custo de operação.

Durante as experiências, os cientistas expuseram o chip preenchido com água do mar a um campo elétrico, que separou os sais e outras propriedades encontradas no líquido. No estudo, foi aplicada apenas uma carga de três volts de eletricidade, fazendo com que as propriedades da água do mar ficassem retidas em uma parte da estrutura do chip. O dispositivo tem um microcanal com duas ramificações: quando estas partes se unem, um eletrodo neutraliza alguns dos íons de cloreto presentes na água, criando uma zona de redução de íons, cujo campo elétrico é maior que no restante do chip.

De acordo com os pesquisadores, o dispositivo consegue filtrar a água do mar a uma velocidade de um nano litro por vez – mas, como o método demanda baixos custos e quase nenhum impacto ambiental, a técnica torna-se viável para ser aplicada depois de seu aprimoramento. A equipe que criou o chip diz que, atualmente, o processo consegue retirar apenas 25% dos sais marinhos, mas afirma que esforços vêm sendo realizados para que o dispositivo consiga remover até 99% do sal, o suficiente para atingir o nível de água própria para consumo.

A escassez de água potável é um dos problemas ambientais mais preocupantes no planeta: segundo um estudo publicado em 2012, cerca de 800 milhões de pessoas não têm acesso ao recurso. Além disso, a ONU alerta que quase metade da população mundial pode sofrer com a falta de água potável até 2030, principalmente nos países em desenvolvimento, como a China e a índia, além das localidades extremamente carentes do continente africano. Com informações do Treehugger.

(Redação CicloVivo http://ciclovivo.com.br)

LÁ NO FUNDO... com o Alcides Dutra

Foto Alcides Dutra
A CONCHA DE OLHOS AZUIS
A vieira se alimenta filtrando a água. E para facilitar, relaxa a concha, mantendo-a entreaberta. Mas antes ela precisa ter certeza de que não há nenhum predador oportunista por perto, que ela percebe com seus vários olhinhos azuis. Eles registram as variações de luz em sua volta, e ao menor movimento suspeito, a vieira se fecha, ficando protegida em sua armadura.
Veja aqui em detalhe, um dos olhos azuis da vieira:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=569257586465601&set=a.491013157623378.112104.487335457991148&type=1&theater

BOSQUE EM LUTO


Fotos Divulgação
 

Bosque em Luto foi a ação idealizada e realizada pelo ND do Pântano do Sul em resposta ao ato de vandalismo promovido pela turma do concreto contra as mudas de plantas nativas, arrancadas e destruídas daquele que seria um bosque na região da Estrada João Belarmino da Silva, entre o Pântano do Sul e Açores.
No dia 29 de junho, 70 mudas de plantas nativas, doadas pela FLORAM, foram plantadas em frente ao terreno onde uma construtora vem tentando aprovar seu projeto imobiliário, indo totalmente contra a vocação natural daquela área - planície inundável a ser preservada como tal.
A ação de plantio fazia parte da campanha pela criação do Parque Natural do Pântano do Sul,como deliberado pela comunidade em Audiência Pública do Plano Diretor Participativo.
Não tardou a  turma do concreto destruiu TODAS as 70 mudas.

Bosque em Luto é nossa resposta a esse ato de vandalismo!

70 cruzes plantadas nas mesmas covas de onde foram arrancadas e vandalizadas as 70 mudas de plantas nativas que dariam origem a um lindo bosque, símbolo do desejo de preservar nosso belíssimo distrito do Pântano do Sul.

terça-feira, 30 de julho de 2013

CARTEIRA DE PESCA

Imagem Ilustratica - MPA
Pescadores ganham maior prazo para renovar carteira profissional

Os pescadores profissionais do Brasil – mais de um milhão de pessoas em todo o território nacional – receberam uma notícia tranquilizadora esta semana. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) publicou no Diário Oficial uma Instrução Normativa (n º 12), que amplia o prazo para o pescador renovar a sua carteira profissional.  Agora, este prazo foi estendido de 30 para 60 dias, a partir da data do aniversário do pescador.
“Esta medida atende a apelos de diversas lideranças do setor e, de fato, irá proporcionar um processo mais cômodo e sem correria para todos”, reconhece o ministro em exercício da Pesca e Aquicultura, Átila Maia.

A IN incluiu uma oportunidade adicional, que evita a necessidade de recursos: após encerrado o prazo de 60 dias, o pescador que ainda não providenciou a sua carteira terá mais 60 dias para fazê-lo, mas desta vez exclusivamente na Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura do seu estado.

Mais opções para a renovação

Atualmente a renovação da carteira do pescador é feita de forma descentralizada. O processo ocorre tanto nas superintendências – que representam o MPA nos estados – quanto em entidades parceiras, como a Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA), que reúne 1.200 associações e colônias de pescadores em todo o País.
No último mês de junho, o Ministério estabeleceu uma parceria com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Afins (FNTTAA), e a nova carteira também poderá ser obtida nos sindicatos  da categoria no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Piauí e Santa Catarina.

A nova carteira

Com tecnologia moderna e em material impermeável e flutuante, a nova carteira do pescador, ao contrário da anterior, não tem prazo de validade para acabar. Funciona como um documento de identidade ou CPF. Ela marca um novo tempo para os profissionais da pesca, porque a categoria, de posse da carteira, terá de apresentar anualmente poucos documentos relativos à sua atividade.

Para o governo federal, a nova carteira, além de desburocratizar o setor, facilita a fiscalização. Como o documento possui tecnologia QR Code, as informações armazenadas podem ser checadas instantaneamente, via celular, por uma autoridade. Assim, a carteira evita fraudes e outros problemas. Na renovação das carteiras, os pescadores assinam ainda um protocolo com dispositivo de segurança.
A nova carteira, portanto, é um bom exemplo de que a tecnologia chegou para resolver problemas e tornar a vida mais cômoda.

sábado, 27 de julho de 2013

LÁ NO FUNDO...

Foto Rafaela Martins/Agência RBS
Submarino da Marinha atraca em Itajaí
Os práticos de Itajaí tiveram uma tarefa incomum nesta sexta-feira. Manobraram pelo canal de acesso aos terminais portuários o submarino Tikuna, da Marinha do Brasil. O gigante, de 62 metros, é o maior e mais moderno submarino brasileiro, construído com tecnologia nacional.
A embarcação está atracada na Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí até domingo, quando integrará a Operação Fraterno 31/2013. A ação é feita em conjunto com a Armada Argentina, e tem como objetivo aprimorar o planejamento e execução de operações conjuntas.

Conheça o submarino

Fabricado em 2005
Comprimento: 62 metros
Velocidade máxima: máxima 22 nós, que correspondem a 40 km/h
Profundidade que atinge: até 250 metros
Autonomia: 50 dias
Tripulação: 36 pessoas
Armamento: oito tubos de lançamento de torpedos

quinta-feira, 25 de julho de 2013

BALEIA EMALHADA

Foto Elvis Palma
A baleia continua emalhada e está agora ( 14:15 horas- 25/07/013) na praia do Iró em Laguna.

(Informe de Elvis Palma, via facebook)

UM INSTITUTO PARA O DEDÉ!


(Do blog da coluna "Visor", do DC - http://wp.clicrbs.com.br/visor/?topo=67,2,18,,,67)

VIAJANTES DO FRIO

Mil pinguins são encontrados mortos no litoral catarinense em dois meses

Mortalidade é anormal e pode estar relacionada à pesca

imgAline Torres
@alinetorres_ND
FLORIANÓPOLIS
Cansados da longa travessia, do sul da Cordilheira dos Andes na Patagônia até o Rio de Janeiro, diversos pinguins, principalmente os mais jovens, buscam pouso em Florianópolis. Somente em julho, foram encontrados 40 nas areia ilhoas pelo Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres). Este é um fenômeno natural. Diferente do estudo da veterinária Cristiane Kolesnikovas, com diversas universidades, ONGs e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), que retrata um quadro atípico: mais de mil pinguins foram encontrados mortos nos últimos dois meses no litoral catarinense.
 Edilene da Silva/Divulgação/ND
Pinguim em São Francisco do Sul
Pinguim encontrado no último dia 13, em São Francisco do Sul

A pesquisa que iniciou na região Sul, entre Imbituba e Balneário Rincão, será apresentada em setembro, em coparceira com a Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), a Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), e a ONG R3 Animal. Até o momento, os motivos da mortandade são especulação, mas a grande suspeita é a pesca. Alguns animais foram encontrados com marcas e pedaços de rede do corpo.
Os pinguins vivos são encaminhados para a Cetas para recuperação. Ariana de Souza Fernandes, veterinário do Centro, informa que devido ao cansaço muitos não conseguem se alimentar, então, recebem pasta de peixe por sonda. Os mais aptos ganham peixe no bico.
Os animais ficam na triagem entre um e dois meses para hidratação, aquecimento e alimentação. Quando prontos novamente são soltos no mar em grupos de dez indivíduos.

DEU NO RICARDINHO MACHADO

"Escola do mar

Proprietários de estaleiros de Biguaçu estão radiantes com a notícia da chegada da Escola do Mar na cidade. Quer dizer: na Lagoa do Hamilton, na praia João Rosa. Como o município vem se destacando no segmento náutico, assim como Floripa, Palhoça e São José, uma instituição de ensino das coisas do mar será bem vinda para a formação de quadros de marcenaria e carpintaria naval. Na verdade, uma escola que poderá servir ao segmento da Grande Floripa. "

(Da coluna do Ricardinho Machado no ND - www.ndonline.com.br

quarta-feira, 24 de julho de 2013

ALERTA NO MAR!

Foto Fernando Alexandre
Mar agitado no litoral de SC 

O mar, na área de navegação e pesca, permanece agitado no Litoral catarinense. Os picos de onde ficam entre 2.0 a 3.0m, mais altos afastado da costa, devido ao avanço do sistema de alta pressão (massa de ar polar) pelo Sul do Brasil. 

De acordo com a Defesa Civil o mar agitado traz risco para a navegação de pequenas e médias embarações, atividades de pesca e a possibilidade de alagamentos. As inundações podem ocorrer nas áreas costeiras da Grande Florianópolis ao Litoral norte devido à maré alta. 

O alerta permanece para esta quarta e quinta-feira, dia 25. 

Defesa Civil

 Qualquer problema deve ser comunicado à coordenadoria municipal de Defesa Civil, através do telefone de emergência 199 ou para o Corpo de Bombeiros, no número 193. A Defesa Civil do Estado conta com atendimento de 24 horas, com equipes de prontidão. O telefone para contato é o (48) 4009-9816.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

DEU TAINHA NO CACAU MENEZES


"Avisem as tainhas
    Alguém precisa avisar as tainhas que está fazendo muito frio no litoral catarinense. Quem sabe ainda dê tempo de elas virem se aquecer nas nossas frigideiras". 

(Do blog do Cacau Menezes, no DC - www.clicrbs.com.br)

FRANK MAIA

https://www.facebook.com/frank.maia.5?fref=ts

MULHERES DO MAR


Marco Santiago/ND
Iliete Silveira não sabe nadar e já até passou por maus bocados, mas adora os fascínios do mar
Iliete Silveira, de Itapema do Norte, em Itapoá, não sabe nadar e já até passou por maus bocados, mas não abre mão da sensação de liberdade no mar


Mulheres do mar: pescadoras são a sustentação da pesca artesanal no litoral Norte de SC

Elas cuidam da casa e dos filhos, consertam redes, beneficiam e comercializam produção e ainda saem para pescar, em lagoas ou alto-mar

imgEdson Rosa

FLORIANÓPOLIS
    Luísa,Márcia, Néia, Alzira, Iraci, Marilene, Eliete, Dalila, Adriana...
Mais do que filhas ou esposas de pescadoras, elas representam uma classe praticamente invisível na economia familiar do litoral Norte de Santa Catarina. Cuidam da casa e dos filhos, beneficiam e negociam a produção e, na maioria dos casos, trabalham embarcadas até 12 horas por dia.
Saem cedo e sem hora para voltar. Passam frio, sede, fome, pegam chuva ou suam no sol escaldante em alto-mar. Puxam o barco e arrastam a rede com a força que tiram da alma, sem perder a ternura e a vaidade escondidas dentro de roupas surradas e desconfortáveis.

Marco Santiago/ND
Claudete Cardoso com companheiras de trabalho descascam camarões com destreza e sem perder a vaidade
Claudete Cardoso e companheiras de trabalho descascam camarões com destreza e sem perder a vaidade

Privilegiadas, trabalham onde o rio encontra o mar, quando não chegam ao ponto onde o verde da água costeira não se mistura com o azul do atlântico. “O mar não tem limite para o pescador”, diz a jovem Adriana Zeplin, 24, a única com segundo grau completo na colônia de Balneário Barra do Sul.

Marco Santiago/ND
Adriana Zeplin, que aprendeu a pescar com os pais, ensinou o hoje marido Guilherme Zeplin, que trocou a teutônica Pomerode pelo paixão pelo mar
Adriana Zeplin, que aprendeu a pescar com os pais, ensinou o marido Guilherme Zeplin, que veio da teutônica Pomerode 

Balneário Barra do Sul é também o endereço de Safira Cristina Mendes de Souza, a Neneca, 40, referência para as demais pescadoras da pequena cidade. Afastada do mar para cuidar da própria saúde e da família, a pescadora teve uma reviravolta na vida.
Criada com o que os pais extraíam do entorno da Ilha dos Remédios, até os 27 anos Safira costumava atravessar a nado os 1.470 metros até a praia da boca da barra. Depois, com fôlego de atleta, subia pela lagoa do Linguado até o portinho da família no rio Perequê. Mergulhava em busca dos mariscos mais grados e usava o arpão para fisgar garoupas adultas.
Hoje, a pescaria é lembrança na vida de Safira. Com artrose na coluna, ela está com os movimentos da perna esquerda cada vez mais restritos. Espera na fila do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), pela perícia médica e, quem sabe, aposentadoria.
Paciente e com a resignação comum dos evangélicos, Safira viu a chegada da doença como um sinal divino. “Às vezes, no mar, me questionava, me perguntava quanto tempo resistiria”, conta. Para Safira, se afastar do trabalho no mar significa começar nova vida. “Acho que, finalmente, chegou o momento de começar a ser dona de casa”, diz. Safira tem dois filhos – Elias Davi, de cinco anos, e Aline, 18.

Marco Santiago/ND
Safira Cristina Mendes de Souza hoje aguarda perícia, nadava da Ilha dos Remédios até a boca da Barra do Sul em uma hora
Safira Cristina Mendes de Souza, que hoje aguarda perícia do INSS, nadava da Ilha dos Remédios até a boca da Barra do Sul em uma hora

Antropóloga faz novas amigas durante pesquisa
A antropóloga Rose Mary Gerber viu de perto como é a rotina delas. Foram 13 meses de convivência, entre 2010 e 2012, resumidos na tese “Mulheres e o Mar: Uma etnografia sobre pescadoras embarcadas na pesca artesanal no litoral de Santa Catarina”. Mais do que pesquisa, fez amizade. “É impossível manter apenas o vínculo profissional. A emoção fala mais alto, prevalece o elo fraternal, um carinho mútuo e para sempre”, diz.

Marco Santiago/ND
Apaixonados Cristiano Mendes e Dulcinéia Borges  pescam juntos
Apaixonados Cristiano Mendes e Dulcinéia Borges trabalham juntos em terra e embarcados

Extensionista social da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Santa Catarina), Rose percorreu oito cidades, da Laguna, no Sul, a Itapoá, a última colônia de pesca ao Norte de Santa Catarina. Navegou em rios, lagoas, baías e no mar aberto, onde testemunhou a falta de reconhecimento de direitos sociais e previdenciários e, acima de tudo, a importância da presença feminina na preservação da pesca artesanal como atividade econômica e agregadora familiar.
As agruras não se resumem a enfrentar frio, fome, sede, tempo ruim e as armadilhas do mar. Nem o preconceito que dificulta o reconhecimento profissional e consequentes direitos previdenciários. A falta de autonomia, na maioria dos casos, é outro obstáculo. “Muitas não são proprietárias de embarcações ou redes, e não conseguem linhas de crédito”, explica a antropóloga.

Marco Santiago/ND
Alzira Conradi Persiki pesca na Lagoa do Linguado desde a infância
Alzira Conradi Persiki pesca na Lagoa do Linguado, em Balneário Barra do Sul

Em suas andanças pelas colônias de pesca do Estado, Rose viu, também, que grande parte delas trabalha de forma sutil, muitas vezes nos fundos de casa, quase invisíveis. “São mulheres que pescam na informalidade em embarcações minúsculas, com poucos apetrechos e em condições precárias”.
Humildes e com baixa escolaridade, estas têm ainda mais dificuldades para obter o reconhecimento profissional junto ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Independentemente da diferença física de seus corpos, suas trajetórias de vida e experiências cotidianas.

Marco Santiago/ND
Iraci Persiki colocando iscas para siris em um covo, armadinlha tradicional de pesca usada na Lagoa do Linguado, na Costeira da Barra do Sul
Iraci Persiki colocando iscas para siris no covo, armadinlha tradicional de pesca usada na Lagoa do Linguado, na Costeira da Barra do Sul

Trabalho duro, mas fascinante
 Dependendo do ambiente em que vivem, as pescadoras se dividem em três segmentos – as embarcadas, aquelas que vivem da coleta na beira d’água e as que trabalham em terra na evisceração e beneficiamento dos pescados.
O trabalho mais árduo é feito a bordo, na busca a peixes diversos ou específicos e camarão, principalmente em mar aberto.

Marco Santiago/ND
Marcia da Silva descarregando o que pescou no porto do Rio Perequê
Marcia da Silva descarregando o que pescou no portinho do rio Perequê, também na Barra do Sul

“Na baía ou na lagoa, também é sofrido, mas é água abrigada e redes e embarcações são mais leves”, completa Alzira Conradi Persiki, 52, que pesca na lagoa do Linguado, na Costeira da Barra do Sul, mas está na perícia após romper os tendões dos ombros ao cair da bicicleta, o veículo que na maioria dos casos substitui a canoa fora d’água. “A roda travou numa pedra e fui parar no chão”, sorri.  Siris, ostras mariscos e berbigões são os principais produtos das que vivem da coleta na costa.
As que trabalham em terra estão inseridas em todas as etapas do processo que faz a pesca artesanal funcionar.  Cuidam da limpeza e do beneficiamento, incluindo descasque de camarão, filetagem de peixes, desconchamento de ostras e mexilhões ou extração de carne de siri. Na maioria das vezes, são elas que administram a comercialização. “Lá em casa, quem cuida do dinheiro sou eu”, grita Adriana Santana, 39, que, quando não está no mar, atende em uma das bancas da feirinha de peixes da praia de Itapema do Norte, em Itapoá.
Última praia ao Norte de Santa Catarina, Itapoá estava com 14.577 habitantes no Censo de 2010. Destes, 640 são pescadores filiados à colônia Z 1 – a metade, mulheres. “Eles vão para o mar, mas elas trabalham mais. Também pescam, limpam e vendem, além de cuidar da casa”, confirma o presidente Abel Ferreira Gomes, que não tem dúvida: “a presença feminina ao lado dos maridos é o que sustenta a pesca artesanal no município”.
 Maridos e camaradas em casa e no mar
Em Itapoá, elas pescam nas águas calmas do Pontal e Figueira do Pontal, pequenas comunidades da baía da Babitonga, ou no mar aberto, a cerca de duas milhas, ou 3,7 quilômetros da costa de Itapema do Norte e Barra do Saí, na divisa com o Paraná.
Centro turístico da cidade, é na praia de Itapema que elas estão um pouco mais organizadas. Com ajuda dos maridos, construíram e mantêm o “mercado do peixe”, feira com 48 boxes cobertos, a metade desativada, com bancas azulejadas, onde atendem a população local e visitantes.
Lá, o quilo do camarão rosa custa R$ 45, e também é boa a oferta de sororoca, bagre, robalo, pescada e a tainha da Babitonga. “Quando tem boa safra, vendemos para as cidades vizinhas – Garuva, Joinville, Guaramirim, Araquari, por exemplo – e até no Paraná”, diz Morgana de Jesus, 25, que trabalha na banca e “lá fora” com o marido José Roberto Nogueira dos Santos, o Pardal, 40, que também leva a sogra, Simone de Jesus, 38, para pescar em alto-mar. “A mulherada merece um prêmio. Pescam junto, ajudam a consertar as redes, beneficiam e vendem o peixe, cuidam da casa e aturam os maridos”, reconhece Pardal.
Como a maioria dos pescadores, nem todas sabem nadar. É o caso de Iliete da Silveira, 47, que se reveza com o filho Maicon, 27, nas lidas com o marido Raul, 56. “Já caímos três vezes n’água. Graças a Deus, ele me trouxe de volta em todas”, diz Iliete, que na infância não gostava, mas era a única que podia ajudar o pai a pescar. Hoje, ama o que faz.
“Adoro a sensação de liberdade que o mar oferece, o cheiro da maresia, o vento no rosto. Melhor, ainda, quando a rede vem cheia de peixes, e garante o pagamento das dívidas e a comida na mesa”, sorri. “Ela é uma guerreira”, complementa o orgulhoso Raul, enquanto embarca a rede e prepara a canoa para mais uma pescaria de sororoca e cavala.

Marco Santiago/ND
Marilene Verbiane Martins e Jelson de Souza Martins chegando de alto mar no porto do Rio Perequê
Marilene Verbiane Martins e Jelson de Souza Martins chegam no rio Perequê depois da pescaria em mar aberto


 Falta de apoio encarece preço do gelo
 Nem tudo é beleza ou romantismo na vida destas famílias. Em Itapema do Norte, onde a pesca artesanal e o índice zero de poluição do mar são os principais atrativos turísticos de Itapoá, o apoio da prefeitura é praticamente nulo. Não há subsídio nem mesmo para baratear o preço do gelo produzido e vendido aos pescadores pela colônia local em máquina cedida pelo Ministério da Pesca.
“Pagamos R$ 4 pela caixa de 20 quilos, enquanto em São Francisco do Sul custa apenas R$ 1,50”, reclama Raul Silveira. Sem subsídio, o óleo diesel chega às embarcações a R$ 2,40 o litro. A diferença, segundo o presidente Abel Pereira Gomes, é que na cidade vizinha a prefeitura paga as contas de água e luz e o salário do funcionário contratado pela colônia. “Aqui, bancamos tudo”, critica Gomes, que mostra a fatura da Celesc com conta de R$ 1.100.
A suspensão dos financiamentos do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) para compra de embarcações e redes também afeta a pesca artesanal em Itapema. Sem critérios para liberação, falsos pescadores usaram “laranjas”, ou seja, nomes de profissionais humildes, para obter o dinheiro do governo federal. “Gastaram o dinheiro sem investir na pesca, e não pagaram o banco”, explica Iliete Silveira.
Exemplo do desinteresse municipal, segundo Adriana Santana Santos, foi dado na semana passada pelo prefeito Sergio Ferreira de Aguiar (PSDB). A falta de transporte inviabilizou  a participação de 30 pescadoras em curso profissionalizante do Programa Mulheres Mil, do governo federal, no Instituto Federal de Educação Tecnológica, de Joinville, a 60 quilômetros de distância. Seriam duas viagens semanais que poderiam viabilizar antigo sonho da comunidade – a criação da cooperativa para beneficiar e escoar a produção de Itapema, Barra do Saí, Pontal e Figueira do Pontal.
 Porto afastada comunidade da pesca

Marco Santiago/ND
Morgana de Jesus pesca em Itapema do Norte em Itapoá e pega no pesado como os homens

Morgana de Jesus pesca desde a infância em Itapema do Norte, em Itapoá, e não escapa do serviço pesado
 Aclamada por vocação porta-voz dos pescadores de Itapoá, Adriana Santana lembra que gelo e diesel caros não são os únicos problemas em Itapoá. “Na Barra do Saí Mirim, o assoreamento está inviabilizando a pesca. Precisa de dragagem permanente”, explica.
Nas comunidades de Pontal e Figueira do Pontal, o pesadelo começou em dezembro de 2010. As operações do porto privado de Itapoá restringiram a atividade pesqueira naquele trecho da baía da Babitonga, por determinação da Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil.
“Não levaram em conta o fato de terem ocupado nossos melhores pesqueiros. Tampouco o fato de a comunidade local não ter condições de se adaptar a outro tipo de atividade”, diz Adenilson Silveira Nunes, o Pretinho, 45, presidente da Associação dos Pescadores Artesanais de Pontal e Figueira do Pontal. Segundo ele, são 140 associados – a metade, mulheres. O porto, segundo ele, não oferece cursos profissionalizantes nem compensará a falta de trabalho na pesca. Baixa escolaridade e falta de qualificação profissional são causas do pequeno índice de aproveitamento da mão de obra local no píer. O diretor comercial do porto, Patrício Júnior, disse que o grupo só se manifestará depois de julgamento da ação judicial dos pescadores.
Para Márcio Martins, 32, o empreendimento significa a garantia de R$ 1.200 todo início de mês. Contratado como ajudante de contêiner, está entre os 10% da mão de obra local contratada pelo grupo Batistella. No entanto, mesmo passando parte do dia no cais, o novo portuário ainda se considera pescador.
 Canoas adaptadas para o tamanho do mar

 Das canoas de proa alta com motor de centro, para cortar as ondas que chegam a três metros em dias de vento nordeste em Itapema do Norte, apenas duas são originais, de um pau só. A maioria é produzida em fábricas paranaenses, em formas de fibra que mantém o modelo tradicional copiado pelos primeiros migrantes açorianos dos índios pescadores que habitavam o litoral antes dos europeus.
Uma delas, do casal Raul e Iliete Silveira, adernou na arrebentação em dia de mar ruim, e por pouco não causou uma tragédia. “A canoa emborcou em uma onda enorme e caímos na água. Felizmente, boiei e ele me resgatou”, conta Iliete, que voltou a navegar sem medo na proa ou conduzindo o leme na popa da Alfa. “Ela é muito segura”.
Apesar da religiosidade e do respeito pelo mar ser característica comum entre elas, a jocosidade com que enfrentam os riscos do dia a dia e a resignação diante de perdas inesperadas e irreversíveis chamou a atenção da antropóloga Rose Mary Gerber. “É o mesmo sentimento com o qual enfrentam a pobreza e a invisibilidade social”, diz.
Menores e bem mais leves, as outras canoas de Itapema do Norte têm design modernizado e, em alguns casos, se confundem com lanchas de veranistas. Como a usada pelo casal Morgana e Pardal. “Minha maior alegria é sair por este piscinão de Deus a fora, e voltar com nosso sustento”, diz o pescador. Tímida quando não está embarcada, ela apenas sorri para concordar com o companheiro.
(Publicado em 21/07/13-10:04 por: Edson Rosa no ND - www.ndonline.com.br

sexta-feira, 19 de julho de 2013

ALERTA NO MAR!

Foto Fernando Alexandre
Defesa Civil alerta para o perigo de navegação no Litoral de SC

Aviso sobre o risco de temporal e granizo é mantido nesta sexta-feira

Depois de emitir um alerta sobre o risco de temporal e queda de granizo em Santa Catarina, a Defesa Civil emite aviso sobre o risco de navegação no Litoral do Estado, devido ao mar agitado. De acordo com o gerente de monitoramento e alerta da Defesa Civil Estadual, Frederico Rudorff, o alerta de temporais é mantido para esta sexta-feira. Pela manhã houve registro de queda de granizo em Rio do Sul, no Vale do Itajaí.

— Esses temporais, que podem ocorrer no Centro e Norte de SC, são devido a presença de um sistema de baixa pressão entre o Paraná e Santa Catarina, e do chamado "Jato Subtropical", que são ventos fortes em altos níveis da atmosfera — explica Rudorff.

A partir do sábado o tempo permanece chuvoso, mas segundo o gerente da Defesa Civil, sem o alerta para risco de temporais em SC. 

Recomendações da Defesa Civil 

> Tempestades com descargas elétricas, vento e/ou granizo: permanecer em local seguro e não transitar em locais abertos, próximo a árvores, placas publicitárias ou objetos que possam ser arremessados. Se houver granizo é aconselhável que as pessoas se protejam em lugares com boas coberturas, ao exemplo dos banheiros das residências, fechar janelas e portas, e não manusear nenhum equipamento elétrico ou telefone devido aos raios e relâmpagos;

> Geada ampla e geada negra: agricultores deverão tomar medidas preventivas;

> Onda de frio intenso: atenção com população mais vulnerável, como moradores de rua, idosos e crianças;

> Gelo na pista: cuidado ao trafegar na Serra do Rio do Rastro e Corvo Branco entre domingo e segunda;

> Como acionar a Defesa Civil: qualquer problema deve ser comunicado à coordenadoria municipal de Defesa Civil, através do telefone de emergência 199 ou para o Corpo de Bombeiros, no número 193. A Defesa Civil do Estado conta com atendimento de 24 horas, com equipes de prontidão. O telefone para contato é o (48) 4009-9816.

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

LOUCOS DA PEDRA

Foto Joé Jose Dias  -  http://www.panoramio.com/photo/8548897
Pintores rupestres desenhavam sob efeito de alucinógenos, diz estudo
Formas geométricas preferidas dos primeiros artistas correspondem a alucinações de drogados

Círculos, espirais, linhas paralelas, pontos espalhados pelas paredes interiores das cavernas: não dá para sair dizendo que o homem pré-histórico tentava representar o mundo que observava, certo? Bem, depende. Um estudo assinado por pesquisadores do Japão e do México acaba de sugerir que nossos antepassados desenhavam nas pedras justamente o que viam... em alucinações.

Tom Froese, Alexander Woodward e Takagashi Ikegami compararam os padrões geométricos mais recorrentes na arte rupestre a alucinações que tendem a emergir quando o cérebro é submetido ao efeito de drogas.

A descoberta, publicada na revista acadêmica Adaptive Behavior, daria conta de explicar a repetição de certas formas abstratas em pinturas de povos pré-históricos de diferentes continentes. Além disso, os pesquisadores consideram que experiências alucinatórias podem justificar o valor ritualístico que o homem pré-histórico atribuía aos desenhos.

 - Quando esses padrões visuais são vistos durante estados alterados de consciência, eles são diretamente percebidos como altamente carregados de significância - escrevem os pesquisadores.

Segundo eles, “faz sentido investigar se os mecanismos biológicos que subjazem a produção desses fenômenos visuais podem ser submetidos a uma análise em termos de Instabilidades de Turing”.

As instabilidades de Turing são padrões observados durante reações químicas e descritos pioneiramente pelo matemático Alan Turing. Nesse caso, plantas com propriedades psicoativas teriam propiciado a "visualização" de padrões que imitam a composição estrutural do cérebro humano.

Froese, Woodward e Ikegami reconhecem que a neurofenomenologia (que relaciona dados empíricos da neurociência e descrições verbais de experiências) não é avançada o bastante para explicar o conteúdo particular do que percebiam os artistas pré-históricos, mas consideram que ela oferece as melhores respostas para o valor atribuído pelos homens das cavernas à arte que produziam.

(Do ZERO HORA)

DEU TAINHA NO MARCOS ESPÍNDOLA

Foto Gabriel Vanini/ Divulgação
"Migração...
O povo por aqui se pergunta onde foram parar as tão desejadas tainhas. As do artista visual e fotógrafo Gabriel Vanini, de Floripa, migraram em cardume para Los Angeles, em busca do calor do e das boas vibrações verão na Califórnia. Desde agosto Vanini está usufruindo daquele ambiente ensolarado, espalhando suas intervenções pela cidade e vertendo planos _ que incluem uma exposição no seu retorno em setembro."
(Veja mais no www.clicrbs.com.br)

quinta-feira, 18 de julho de 2013

FESTIVAL DA TAINHA

Foto Divulgacion
Programação
Quinta-feira - 18 de julho - 18h às 0h

Abertura do Evento
Banda Policia Militar
Apresentações Teatrais
Apresentações Musicais
Apresentações Folclóricas
Show de Comédia Stand Up - Manézinho Darci

Sexta-feira - 19 de julho - 18h às 0h

Apresentações Teatrais
Apresentações Musicais
Apresentações Folclóricas
Show de Comédia Stand Up - Manézinho Darci

Sábado - 20 de julho - 11h às 0h

Apresentações Teatrais
Apresentações Musicais
Apresentações Folclóricas
Apresentações de Danças
Performances Artísticas
Show de Comédia Stand Up - Manézinho Darci

Domingo - 21 de julho - 11h às 0h

Apresentações Teatrais
Apresentações Musicais
Apresentações Folclóricas
Apresentações de Danças
Performances Artísticas
Boi de Mamão Itacorubi
Campeonato Dominó
Show de Comédia Stand Up - Manézinho Darci
Show Nacional com Luiz Meira e banda + Max de Castro

Pescadores são flagrados com cerca de 500 quilos de peixe na Reserva do Arvoredo, em Florianópolis
A operação da Delegacia Marítima e ICMBio foi realizada durante a madrugada

por  Cristina Pierini

FLORIANÓPOLIS

Cinco pescadores foram flagrados durante a madrugada desta quarta-feira pescando na Reserva do Arvoredo, em Florianópolis. A operação foi realizada pela Depom (Delegacia Marítima) em parceria com fiscais do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). A pesca em reserva ecológica acarreta dano ambiental e a pena é de um a três anos de reclusão.


Foto Daniel Queiroz/ND

A estimativa é de que 500 quilos de pescado tenham sido apreendidos, porém, a pesagem oficial ainda não foi realizada. Os peixes devem ser encaminhados para o programa Mesa Brasil, do SESC.

Os pescadores foram detidos e devem prestar depoimento ainda nesta quarta-feira. A embarcação que possui registro na cidade de Itajaí, as redes e o pescado serão encaminhados para a delegacia marítima, no Centro da Capital.

Segundo o chefe da delegacia, Reinaldo Duarte, a pesca em locais ilegais é bastante comum em Santa Catarina. “Recebemos muitas denúncias deste tipo de prática, o difícil é conseguir pegar estes pescadores em flagrante, pois eles deixam a embarcação fora da área de reserva e apenas retiram as redes durante a madrugada. Apenas nesta madrugada identificamos cerca de 12 embarcações nas proximidades da reserva”, disse.

Duarte informou que durante abordagem, os pescadores teriam cortado as redes e soltado no mar. “Identificamos e filmamos a ação dos pescadores que cortavam as redes e soltaram no mar, o que agrava ainda mais o problema, pois isto faz com que o dano seja permanente para a reserva”, apontou.

DEU TAINHAS NO CACAU MENEZES!


"Pérolas da Ilha
17 de julho de 2013
"Oi Cacau, achei o máximo essa foto que minha amiga Vanessa Novgorodcev bateu ontem na praia de Ponta das Canas, acho que vale a pena mostrar. (Senhor na foto: desconhecido!). Abraço, Natália Nuñez".

Desconhecido nada. Lá vai o Zé Tainha!"

quarta-feira, 17 de julho de 2013





MAR DE BALEIAS

Foto Projeto Baleia Franca / Divulgação

Aberta a temporada de baleias em SC
Projeto Baleia Franca registrou 36 baleias no Litoral do Sul do País

Começou a temporada em que as baleias-franca aparecem no mar da região sul do País. Desde o dia 8 de junho, 36 animais foram avistados pelo Projeto Baleia Franca. Cinco deles no litoral catarinense nesta terça-feira: uma em Florianópolis, duas em Imbituba e duas em Laguna.

A espécie costuma migrar para esta região entre junho e setembro. É a época em que se reproduzem e tem os filhotes. O período de gestação de uma baleia-franca é de um ano, e os machos também saem das águas mais geladas para tentar acasalar no mar quente. Os animais vêm da Antarctica com uma reserva de alimento — por aqui não há o suficiente para eles — e ficam em jejum durante toda esta época do ano.

Diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca, Karina Groch disse que em setembro é quando elas estão em maioria no Estado:

— Elas vêm procurar água quente e proteção, por aqui não tem tubarões — disse.

A primeira baleia-franca vista no Sul do Brasil foi no dia 8 de junho, na praia de Torres, no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina apareceu no dia 12 de junho, na praia do Mar Grosso, em Laguna.

Mantém-se a proibição do turismo de observação de baleias

Mesmo com a temporada chegando, a justiça manteve a decisão de proibir o turismo de observação de baleias no Litoral de Santa Catarina. A suspensão é por tempo indeterminado e foi feita no último dia 17 de maio. 

A juíza Daniela Tocchetto Cavalheiro foi motivada por suposta "falta de estrutura de organismos federais para garantir monitoramento e fiscalização" da atividade, o que colocaria em risco a espécie, que está ameaçada de extinção.

A região Sul de Santa Catarina é uma das mais procuradas no Estado durante o verão. No inverno, as baleias acabam se transformando na principal atração dos municípios. Apenas em 2012, cerca de quatro mil visitantes realizaram o turismo de observação em barcos.

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

terça-feira, 16 de julho de 2013

UM INSTITUTO PARA O DEDÉ!

Foto/arte Andrea Ramos
Familiares e amigos do Seo Arante José Monteiro, o Dedé, falecido em dezembro último no Pântano do Sul articulam para lançamento em breve do Instituto Seo Arante.
Além de homenagear seu patrono, o instituto pretende desenvolver projetos sócio-culturais na ilha, com o olhar sempre voltado para o resgate e a preservação dos fazeres culturais e da cultura litorânea de Santa Catarina.