sexta-feira, 30 de novembro de 2012

33 VEZES NOVEMBRO: COMEÇA A CAIR A DITADURA




RESERVA DE PESCA


Foto Epitácio Pessoa/Estadão
Isolamento cria poupança de peixe

Experiência pioneira isola área dentro de unidade de uso sustentável e promove proliferação de animais

Giovana Girardi, enviada especial* - O Estado de S.Paulo

Tamandaré (PE) - Há cerca de 15 anos, os pescadores da região de Tamandaré estavam aflitos com a diminuição da oferta de pescado, que era farta 40 anos antes. "O peixe fugiu", queixavam-se a Mauro Maida, oceanógrafo do sul do País, que, depois de ter feito doutorado na Austrália, aportava em Pernambuco para estudar a segunda maior barreira de recifes de corais do Atlântico Sul.
A situação que encontrou era igualmente ruim. Embora em algumas áreas a cobertura viva dos recifes fosse abundante, assim como a presença de peixes e crustáceos, em outras a estrutura estava quase despovoada, com cobertura média de menos de 20% – em alguns casos, menos de 10%. "O pessoal coletava para fazer calcário, tirava para vender para turistas. E bastava alguma coisa viva se mexer para ser capturada", conta o pesquisador.

Os pescadores mais experientes sabiam que naqueles recifes se criavam muitos peixes de interesse comercial, mas achavam que era a pesca de arpão que estava afugentando os bichos.

Quando entenderam que na degradação daquele ambiente estava a explicação, foi possível desenvolver uma experiência pioneira no Brasil, que isolou uma área do mar de qualquer tipo de impacto humano, seja de pesca, turismo ou navegação.

Cenários isolados assim existem em outros cantos do País, mas, em geral, são casos em que um local é transformado em unidade de conservação de proteção integral, como ocorre com o Atol das Rocas e Abrolhos. No litoral de Pernambuco, a situação era bem diferente.

Em 1997, um trecho de 135 km de costa entre Tamandaré e Paripueira (AL) havia sido transformado pelo governo federal na Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, categoria que permite o uso sustentável. Dois anos depois, com base nas pesquisas de Maida e de sua mulher, a bióloga Beatrice Padovani, ambos da Universidade Federal de Pernambuco, e em acordo com a população local, uma pequena área de 400 hectares, que representa 0,1% da APA, foi fechada como reserva marinha.
O ponto, conhecido como Ilha da Barra, passou a ser monitorado diariamente, assim como recifes vizinhos, para checar os efeitos do isolamento na comparação com o uso contínuo. Após 13 anos, a experiência mostra bons resultados. E, se sozinha não foi capaz de aumentar os estoques de peixes a ponto de atender a todos os pescadores, já serve de modelo para ser replicado.

Coral-de-fogo
Segundo Maida, houve uma recuperação de 90% da cobertura viva dos recifes da área fechada, principalmente pelo coral-de-fogo Millepora alcicornis, que é uma espécie de rápido crescimento. O tempo ainda é curto para a observação de outras espécies que possam estar repovoando o local. Algumas crescem à lenta velocidade de 3 a 4 milímetros por ano – contra 10 centímetros do coral-de-fogo.
Outro sinal de melhora é a diminuição de ouriços do mar, um indicador de estresse ambiental. Quando os corais morrem, eles ocupam os recifes e vão raspando o substrato para se alimentar de algas, o que deixa a estrutura cheia de buracos. "Quando a Ilha da Barra foi fechada, a abundância de ouriços era, em média, de 60 indivíduos por metro quadrado. O recife estava sendo erodido. E, se ele reduz muito de tamanho, perde a função de proteger a costa das ondas", diz Maida.
Com o isolamento, populações de peixes e lagostas voltaram a crescer na área, controlando a população de ouriços, que caiu para 4 por metro quadrado, o que deu espaço para os corais reocuparem os recifes. Também há, em média, seis vezes mais lagosta dentro que fora e quatro vezes mais polvos.

É a mesma abundância média verificada entre peixes, sendo que para algumas espécies a vantagem passa de dez vezes dentro da Ilha da Barra, segundo Beatrice. Ela está finalizando também dados sobre aumento da biomassa, em artigo que vai analisar dez anos de monitoramento. "O aumento de indivíduos por metro quadrado foi rápido, progressivo e então se estabilizou, até porque a área é limitada. Mas o aumento da biomassa, que é o peso dos bichos, é contínuo", afirma a pesquisadora.

"Hoje, quando um pescador pega um polvo grande, de 1 kg, 1,5 kg, sabe que ele vem da área fechada. Do lado de fora, já vi um pescador pegar um polvo de 12 gramas", acrescenta Maida.

A tridimensionalidade do ambiente forma uma estrutura ideal para os animais crescerem. Vários peixes passam ao menos uma etapa do seu ciclo de vida abrigados pelos recifes. Se o local fica muito degradado, os peixes não têm onde ficar. Por isso a reserva funciona como um banco de peixes. Se eles têm tranquilidade para ficar no local crescendo, quando saem para povoar outros locais, estão maiores.

Alguns pescadores já perceberam essa melhoria e começaram a se posicionar no entorno da Ilha da Barra, esperando pegar os animais no transbordo, diz Maida. Questionado se os peixes lá sabem qual é a fronteira e a hora certa de sair, ele arremata com uma história de pescador. "A área fechada está cheia de tainha. Os pescadores ficam com as redes do lado de fora, esperando. Pois eles contam que a tainha chega à borda, olha e volta. O peixe sabe!", brinca.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

PÂNTANO DO SUL AO VIVO - 9 da manhã

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BOTANDO MAIS FOGO NESSE INFERNO!

Foto Fernando Alexandre
Nível do mar sobe 60% mais rápido do que o previsto
De acordo com novo estudo, previsão da ONU está muito abaixo da realidade e oceanos serão elevados em um metro até o fim do século

A elevação do nível do mar provocada pelo aquecimento global tem ocorrido 60% mais rapidamente do que o estimado em 2007 pelo grupo de climatologistas da ONU, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), revelaram cientistas em um estudo  publicado esta quarta-feira (28).

Atualmente, os mares subiram 3,2 mm ao ano, em média, segundo o estudo realizado por três especialistas em clima e publicado no periódico científico Environmental Research Letters.

A projeção "mais confiável" do IPCC, em 2007, baseada em dados de 2003, previa uma elevação de 2 mm ao ano atualmente.

A nova cifra converge com a ideia amplamente difundida de que o mundo se encaminha para uma elevação do nível do mar de um metro até o fim do século, declarou Grant Foster, da empresa americana Tempo Analytics, co-autor do estudo.

"Eu diria que um metro de elevação do nível do mar até o fim do século é provavelmente próximo do que se encontraria se você consultasse as pessoas mais informadas" a respeito, disse Foster.

"Em terras baixas, onde você tem um grande número de pessoas vivendo no limite de um metro do nível do mar, como Bangladesh, isto significa o desaparecimento da terra que sustenta suas vidas, e você terá centenas de milhões de refugiados climáticos, e isto pode levar a guerras por recursos e todo tipo de conflitos", acrescentou.

"Para grandes cidades costeiras, como Nova York, provavelmente o principal efeito seria o que vimos com o furacão Sandy", prosseguiu.

"Toda vez que temos uma forte tempestade, você tem uma intensidade maior e isto traz um risco maior de inundações", prosseguiu.

O estudo, chefiado por Stefan Rahmstorf, do Instituto Postdam para a Pesquisa do Impacto Climático (PIK), na Alemanha, mensurou a precisão dos modelos de simulação que o IPCC utilizou em seu Quarto Relatório de Avaliação, publicado em 2007.

Este relatório alertou os governos a colocarem a mudança climática no topo de suas agendas, culminando com a fracassada Cúpula de Copenhague, em 2009, e ajudou o IPCC a conquistar o prêmio Nobel da Paz em 2008.
O novo estudo estabeleceu marcos mais elevados para a previsão do documento sobre temperatura global, destacando que havia "um consenso muito bom" do que está se observando hoje, uma tendência de aquecimento generalizada de 0,16ºC por década.

Mas destacou que a projeção do IPCC para os níveis dos mares estava muito abaixo do que os fatos têm demonstrado.

A previsão do painel para o futuro - uma elevação de até 59 cm até 2010 - "pode também estar tendenciosamente baixa", alertou, uma cautela compartilhada por outros estudos publicados nos últimos anos.

Foster disso que a elevação maior do que a projetada poderia ser atribuída ao derretimento de gelo terrestre, algo que era bem desconhecido quando o IPCC publicou seu relatório e permanece obscuro até hoje.

Outro fator seria a incerteza técnica. A projeção do IPCC tinha se baseado em informações entre 1999 e 2003, e desde então tem havido mais dados, que têm ajudado a provar a precisão de radares de satélites que medem os níveis dos mares ao fazer saltar as ondas de radar sobre a superfície do mar.

O Quinto Relatório de Avaliação do IPCC será publicado em três volumes, em setembro de 2013, março e abril de 2014.
(Da Agência France Press)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

OLHO GRANDE AO VIVO - QUASE NOITE

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OLHO GRANDE AO VIVO - 11 horas da manhã

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PROTEGENDO AS JUBARTES

Foto Marcelo Justo/Folhapress
Parceria evita colisões entre barcaças e baleias na região de Abrolhos

(por REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE "CIÊNCIA+SAÚDE")

Uma parceria entre biólogos, ambientalistas e a iniciativa privada está ajudando a evitar uma modalidade especialmente calamitosa de acidente de trânsito: trombadas entre baleias e barcos na região de Abrolhos, entre a Bahia e o Espírito Santo.

Criar um bom sistema de "semáforos" marinhos é crucial para esse pedaço da costa brasileira porque ele combina elementos que aumentam o risco de colisões.

Por um lado, Abrolhos e adjacências concentram cerca de 90% das 11 mil baleias-jubartes que passam pelo Brasil todos os anos. Esses cetáceos, lentos e de hábitos costeiros, são a segunda espécie mais atropelada de baleia (só "perdem" para as baleias-francas).

Por outro lado, a região abriga um movimentado tráfego de barcaças carregando toras de madeira e celulose oriundas das florestas de eucalipto da região -trânsito que ganhou porte com a instalação de um terminal de transporte marítimo em Caravelas (BA) no começo da década passada.

Deixada ao deus-dará, a situação degringolaria em considerável contagem de corpos de jubartes --e prejuízos para as empresas de madeira.

Por isso mesmo, o monitoramento das rotas das baleias na região foi uma das condicionantes ambientais impostas pelo governo para a criação do terminal de Caravelas, afirma Márcia Engel, bióloga do Instituto Baleia Jubarte.

"Fizemos levantamentos aéreos e cruzeiros de pesquisa para estudar essas áreas de concentração das jubartes e estabelecer rotas com menor densidade de animais."

Acordo ajuda a preservar baleias em Abrolhos
O trabalho foi feito com apoio da Fibria, empresa de celulose que pretendia transportar madeira de Caravelas e Belmonte (BA) para Aracruz (ES) --no segundo caso, em "joint venture" com outra empresa, a Stora Enso.

A equipe do Instituto Baleia Jubarte mostrou que era possível evitar encontros trágicos com os cetáceos no trajeto de 275 km, desde que as barcaças mantivessem rotas não muito coladas à costa, região preferida pelos bichos.

Ao que tudo indica, a estratégia tem dado certo. Dez anos depois do estabelecimento do terminal de Caravelas, não há evidência de choque com as barcaças.

E não é que atropelamentos do tipo não tenham ocorrido na região, lembra Engel. No mesmo período, houve ao menos três colisões, uma delas envolvendo um catamarã que fazia a rota entre Salvador e Morro de São Paulo.

Perto de Itaparica, tripulação e passageiros sentiram uma pancada. Ao olhar para trás, "o pessoal viu uma baleia e uma grande mancha de sangue na água", diz a bióloga. Provavelmente era uma jubarte, embora a identificação da espécie não tenha sido feita. O navio afundou.

Outra preocupação ligada ao estabelecimento de um porto numa área de reprodução de baleias é o barulho.

Os sons emitidos pelas jubartes são importantes para o acasalamento e o cuidado com as crias. O temor é que o barulho causado pelo tráfego marítimo atrapalhe a comunicação entre os animais.

Por enquanto, não há evidências de que isso esteja acontecendo em Abrolhos, diz Engel, apesar dos 5 milhões de metros cúbicos de madeira transportados ali entre 2010 e este ano.

Um dado mais preocupante tem vindo da população de botos-cinza do estuário do rio Caravelas. Com cerca de cem indivíduos, esse grupo parece estar se reduzindo. Ainda não é possível saber se isso é um impacto do tráfego.

(Da Folha On Line)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

OLHO GRANDE AO VIVO - NO MEIO DO DIA



Pântano do Sul no meio desse dia nublado!
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MPA TENTA INIBIR MUTILAÇÃO DE TUBARÕES


O ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) assinou ontem, dia 26/11, a Instrução Normativa nº 14, com o Ministério do Meio Ambiente, que estabelece normas e procedimentos para o desembarque, o transporte, o armazenamento e a comercialização de tubarões  e raias, bem como seus derivados, capturados nas águas jurisdicionais brasileiras e em  alto-mar por embarcações nacionais e estrangeiras arrendadas no Brasil.
A Instrução Normativa Interministerial (INI) coloca a legislação brasileira em dia com as práticas aceitas internacionalmente na captura de tubarões e raias, ao proibir o transporte a bordo das embarcações de pesca, de animais dos quais tenham sido removidas as barbatanas ou de barbatanas separadas do corpo dos animais. Desta forma, a normativa combate a prática do finning (pesca ilegal para obtenção exclusiva das nadadeiras dos tubarões) e facilita a fiscalização dos órgãos competentes.

(Da Assessoria de Imprensa do MPA)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

OLHO GRANDE AO VIVO

Pântano do Sul - 9,15 horas desta manhã ensolarada!
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http://www.vejoaovivo.com.br/sc/florianopolis/praia-pantano-do-sul

sábado, 24 de novembro de 2012

NAUFRÁGIO NO ARVOREDO

Foto Divulgação/Bombeiros

Barco naufraga e deixa dois homens desaparecidos em Florianópolis
Grupo de resgate e salvamento já iniciou as buscas pelos navegadores

Um barco bateu em um rochedo entre o norte da Ilha e a Reserva do Arvoredo e deixou os três tripulantes desaparecidos na noite de ontem, por volta das 23h. Um dos homens foi resgatado na manhã deste sábado, perto das 6h, por um barco pesqueiro próximo à Praia dos Ingleses, mas os outros dois tripulantes ainda não foram encontrados. O barco, uma baleeira de 12 metros, tem como base a cidade de Itajaí, para onde foi levado o tripulante resgatado.

O Corpo de Bombeiros de Florianópolis foi acionado e já iniciou as buscas. O helicóptero Arcanjo já avistou destroços da embarcação indo em direção ao sul. O grupo de busca e salvamento procura pelos dois tripulantes perto da costa de Florianópolis, enquanto o helicóptero realiza buscas em direção ao alto mar. O grupo de resgate da marinha também pode ser acionado para auxiliar na busca pelos dois tripulantes desaparecidos.

Até as 11h45min deste sábado os bombeiros não encontraram nada além dos destroços da embarcação. O GBS e embarcações da marinha continuam as buscas ao longo do dia.

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

SEM FENAOSTRA


Foto Divulgação
Maricultores tentam encontrar destino para quase um milhão de dúzias de ostras após cancelamento de festa na Capital
Associação Sul da Ilha de Maricultores estuda fazer um evento particular na região dos produtores

por Mônica Foltran
monica.foltran@diario.com
Não faltam críticas para a prefeitura de Florianópolis, que decidiu cancelar a 14ª edição da Fenaostra, que começaria amanhã. Em compensação, sobram ostras, mariscos e demais produtos preparados para o consumo durante o evento de 10 dias. O saldo são maricultores abalados pela notícia inesperada e que ainda pensam em alternativas para comercializar quase um milhão de dúzias do molusco que seriam consumidas no período da festa, na Capital.   

No Sul da Ilha, o presidente da Associação de Maricultores e Pescadores do Sul da Ilha, (Amprosul), Ademir Dário dos Santos, avalia com os associados a possibilidade da venda direta do produto com um preço reduzido. 

—  Devido a este impacto estamos sem saber o que fazer. Está todo mundo a ver navios. Estamos vendo a possibilidade de vender a ostra na praia — disse Ademir. 

A Amprosul envolve mais de 100 produtores que já sentem as consequências do cancelamento do evento. Ademir explica que com o aquecimento da água do mar em novembro, as ostras começam a morrer.

— A prefeitura trata a gente como nada, mas somos geradores de emprego e renda. Falaram que teria a festa, agora vamos ter que nos virar — desabafa. 

Em reuniões, produtores tentam manter o evento para o próximo ano. A ideia é conseguir o apoio da próxima gestão da prefeitura para garantir a festa. Para este ano, novas reuniões ainda vão decidir o que será feito com toda a produção preparada para a Fenaostra. 

— O único jeito vai ser baixar o preço — lamenta Ademir.   

Na Associação Sul da Ilha de Maricultores, produtores tentam organizar um evento particular entre os dias 7,8 e 9 de dezembro. A ideia é comercializar o molusco "in natura" e as ostras gratinadas, preparadas pelas mulheres dos maricultores para a Fenostra. Segundo o presidente da Asimar, Henrique da Silva, a liberação do evento ainda depende da autorização da prefeitura.

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

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IMENSA SOLIDÃO

Foto Nathional Geographic
A Baleia Mais Solitária do Mundo

Em 2004, The New York Times escreveu um artigo sobre a baleia mais solitária do mundo. Cientistas, que a têm acompanhado desde 1992, descobriram o problema:

Ela não é como qualquer outra baleia. Ao contrário de todas as outras baleias, ela não tem amigos. Ela não tem uma família. Ela não pertence a nenhuma tribo ou grupo. Ela não tem um amante. Ela nunca teve. Suas canções vêm em grupos de duas a seis chamadas, com duração de cinco a seis segundos cada. Mas sua voz é diferente de qualquer outra baleia.

Ele é única. Enquanto o resto de sua espécie se comunica entre 12 e 25Hz, ela canta em 52Hz. Você vê, esse é precisamente o problema. Nenhuma outra baleia consegue ouvi-la. Cada uma de suas chamadas desesperadas para se comunicar permanece sem resposta. Cada grito, ignorado. E, com cada canção solitária, ela se torna mais triste e frustrada, suas notas musicais caindo mais fundo no desespero, conforme os anos passam.

Imagine esse mamífero gigantesco, flutuando sozinho e cantando – grande demais para se conectar com qualquer um dos seres que passam por ele, sentindo-se paradoxalmente pequeno no vasto oceano vazio, no mar aberto.

(Informações  do http://agroba.se/SSrj9T)


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

TEM PINGUIM NA LAGOA



Foto Fabricio Escandiuzzi/Especial para Terra
Pinguins invadem avenida e chamam atenção em Florianópolis

por FABRICIO ESCANDIUZZI

Cinco pinguins chamaram a atenção de curiosos no final da tarde desta terça-feira, em Florianópolis. Os animais chegaram a entrar em uma das principais ruas da Lagoa da Conceição, um dos pontos mais movimentados da cidade.

De acordo com os moradores, os cinco pinguins estariam na região desde o fim da tarde de domingo. Eles contam com placas de identificação e chegaram a se aproximar dos populares que paravam para tirar fotografias. Pessoas retiraram dois dos pinguins da avenida Osny Ortiga e os devolveram à água. "Tinha muito carro na avenida e ficamos com medo deles acabarem sendo mortos", disse o empresário Luiz Claúdio Fortes, 28 anos, que passava pelo local. "O problema é que eles vão atrás das pessoas, são muito mansos."

É comum o surgimento de pinguins na Lagoa da Conceição. De acordo com as informações da Polícia Militar Ambiental, os animais usam o espaço, com águas mais quentes e calmas, para se alimentar e descansar. A polícia quer recapturar os pinguins pelo fato de o grupo estar invadindo as ruas e correndo o risco de atropelamento.
(do portal Terra - www.terra.com.br)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

MAR SUJO



Relatório da Fatma aponta 41 pontos impróprios para banho no Litoral de SC
Documento é positivo se comparado com o mesmo período do ano passo

Guilherme Lira
guilherme.lira@diario.com.br
A um mês do verão, o litoral de Santa Catarina aparece com 41 pontos impróprios para banho. Só em Florianópolis, a qualidade da água foi considerada insatisfatória em 14 pontos. Os dados são do Relatório de Balneabilidade divulgado pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma) na última semana.

De acordo com o gerente de Pesquisa e Análise da Qualidade Ambiental da Fatma, Haroldo Tavares Elias, este resultado é positivo, uma vez que no mesmo período do ano passado 57 pontos foram considerados impróprios. Florianópolis, por exemplo, tinha 25 pontos.

Além da redução de pontos em Florianópolis, Bombinhas, no Litoral Norte, também apresenta uma melhora em relação a 2011. Se no ano passado três dos oitos pontos estavam impróprios, este ano todos podem ser aproveitados pelos banhistas. 

Em Balneário Arroio do Silva, onde quatro pontos são monitorados, um deles era considerado preocupante por sempre aparecer como impróprio. Neste relatório, porém, a Foz do Arroio do Silva está própria. Uma surpresa que não se repetiu em Barra Velha. Lá, três dos quatro pontos estão impróprios, incluindo a Lagoa da Barra Vela que, há 10 anos, recebe esta classificação.

Pontos críticos

Ao todo, Santa Catarina apresenta 14 pontos considerados críticos. Segundo a explicação de Elias, pontos críticos são aqueles que, nos últimos 10 anos, aparecem como impróprios em 90% das análises. Destes 14, oito não foram próprios em nenhum monitoramento. Só Florianópolis reúne seis deles, como a praia da Beira-Mar Norte.

De acordo com a Fatma, este relatório foi o último mensal antes da temporada. A partir desta semana os balanços serão divulgados todas as sextas-feiras. 

A Pesquisa de Balneabilidade analisa as águas de cada balneário e determina se estão próprias ou impróprias para o banho. Isto é, se estão contaminadas ou não por esgotos domésticos.

A existência de esgoto é verificada através da contagem da bactéria Escherichia coli (E.c.) presente nas fezes de animais de sangue quente, que podem colocar em risco a saúde dos turistas e da população local.

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

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COZINHA SONORA

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

LÁ DE CIMA...

Foto Danísio Silva
Lagoa do Peri
"Florianópolis Vista de Cima", livro do fotógrafo Danísio Silva, mostra fragmentos da ilha de Sata Catarina vistos lá do alto, deslumbrando aspetos raramente exibidos.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

NAVEGUE SEGURO


OLHOS DO MAR

Foto Divulgação
 Marinha quer proteger farol da Reserva do Arvoredo
Projeto que transforma área restrita em parque nacional gera polêmica

por Edson Rosa

A Marinha ainda não tem posi­ção oficial sobre a proposta de re­categorização da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, ao Norte de Florianópolis. No entanto, já avisa que não permitirá o acesso à ilha onde, desde 1983, mantém o farol para orientação à navegação no ca­nal, segundo antecipou o coman­dante da Capitania dos Portos de Santa Catarina em Florianópolis, Cláudio da Costa Lisboa.

Atividades náuticas restri­tas ou liberadas, de acordo com o comandante, independem da Marinha, responsável apenas pela porção territorial do arqui­pélago de Arvoredo.

“O mar é para ser navegado, desde que obedecidas às normas básicas de segurança e cabota­gem. Mas a ilha continua sendo área militar, com acesso exclusi­vo a militares ou pesquisadores devidamente autorizados pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes da Biodiversidade). Com área de 270 hectares, a ilha do Arvoredo é praticamente inóspita, com exce­ção da ponta leste, ocupada pelas instalações militares.

“Trata-se de um tombo da Ma­rinha, que terá de ser ouvida du­rante o processo de discussão le­gislativa sobre a recategorização da reserva para parque”, explica o co­mandante Lisboa. Ele lembra que o nome da ilha é referência à den­sa cobertura de mata atlântica de grande porte, vegetação que serve de proteção a embarcações em dias de tempestade e que abriga grande número de animais peçonhentos, principalmente serpentes como ja­raracas e corais.

Estudos arqueológicos con­cluem que na pré-história Arvo­redo abrigou grupo de construto­res de sambaquis, pré-cerâmico, com economia baseada na pesca, caça e coleta; e outro grupo, ce­râmico, tendo provavelmente uma agricultura incipiente. Atu­almente, apenas a ponta leste é ocupada pela Marinha, que mantém três militares na ilha para manutenção do farol e ca­sario militar – a substituição da guarnição é feita a cada 85 dias.

Referência para pescadores e navegação

Desde o século 19, a navegação pelo entorno Ilha de Santa Catarina é motivo de preocupação, exigindo a construção dos faróis de Anhatomirim, ao Norte, e de Naufragados, ao Sul. Como o sinal luminoso emitido da base de Anhatomirim não era avistado na parte mais larga do canal norte, em 1878 foi iniciada a construção de novo farol, na maior das quatro ilhotas do arquipélago do Arvoredo.

A torre foi pré-fabricada na Inglaterra e montada na costa leste da Ilha. A construção, que remonta ao Segundo Reinado, foi inaugurada no dia 14 de março de 1883. A finalidade dele ainda é a orientação a navegadores que passam ao largo, ao norte, da Ilha de Santa Catarina.

Atualmente emite uma luz branca, visualizada até 24 milhas náuticas de distância, ou seja, a cerca de 40 quilômetros. “Trata-se de equipamento fundamental para a segurança de pescadores e de médias e grandes embarcações”, explica o comandante Cláudio da Costa Lisboa, da Capitania dos Portos em Florianópolis.

Em 2007, parceria entre Marinha, UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Celesc e Eletrosul viabilizou sistema de fornecimento de energia elétrica ao farol a partir de painéis de células fotovoltaicas, com financiamento do Ministério das Minas e Energia.

“É uma forma de produzirmos e usarmos energia limpa”, disse o comandante. Para garantir energia em longos períodos sem sol, a Marinha mantém na ilha um gerador a diesel. “Hoje, a alternativa só é usada em casos extremos.”
(Do Notícias do Dia - www.ndonline.com.br)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

DE OLHO NO MAR


Foto  Maurício Vieira / Agencia RBS
Operação veraneio deve contar com 1,9 mil guarda-vidas civis e militares 

Voluntários já estão sendo treinados para começarem a atuar já no início de dezembro

Por Guilherme Lira

Os bombeiros de Santa Catarina estão treinando os candidatos que pretendem trabalhar como guarda-vidas na próxima temporada. Nas próximas semanas, a instituição vai intensificar a reativação dos postos no Litoral. A Operação Veraneio terá 1,9 mil guarda-vidas civis e militares, 26% a mais do que os 1,5 mil da temporada passada.

Só em Laguna, no Sul, 46 homens participam do treinamento — que deve ir até dezembro, quando começa a Operação Veraneio. Além destes civis, o município contará com oito militares que irão atuar nos nove postos distribuídos pela região. Desde o último fim de semana, voluntários que trabalharam em anos anteriores começaram a circular pelas praias.

Após as cinco semanas de treinamento, dividido em seis módulos, os candidatos passam por testes. Ao concluírem o módulo teórico, eles fazem a prova escrita e os testes de primeiros socorros. Concluída a parte prática, eles têm que nadar 500 metros em 11 minutos, correr 1,6 mil metros em sete e atravessar a arrebentação e uma piscina com um peso que simula uma vítima.

De acordo com os bombeiros, dificilmente um candidato não passa pelos testes. Primeiro, porque eles passam por algumas dessas provas no início do curso. Segundo, porque o trabalho que desenvolvem nos treinamentos exigem muito deles. Suficiente para vencerem os testes. Os que concluírem os treinamentos e passarem nos testes, passam a trabalhar. Eles ganham uma ajuda de custo para alimentação e transporte.

Na Capital, uma turma se formou 

O treinamento dos voluntários em Florianópolis é desenvolvido pelo Grupamento de Busca e Salvamento (GBS). Na quarta-feira, uma turma de 42 voluntários se formou. Ontem, mais duas turmas, com 35 alunos cada, começaram o curso. Eles devem começar a atuar nas praias da Capital no dia 15 de dezembro.

Desde 12 de outubro, porém, 12 praias da Ilha já estão sendo cuidadas por guarda-vidas que atuaram na região em anos anteriores. Segundo o GBS, 106 voluntários foram reavaliados e estão trabalhando. Em duas semanas, mais 50 também serão testados para voltar às praias.

Programa especial para as crianças

Para minimizar o número de ocorrências com crianças e proporcionar a elas uma atividade que educa e diverte, os bombeiros desenvolvem o Programa Golfinhos. Na Capital, crianças de oito a 12 anos podem participar. Elas ganham camisa e boné do programa e, em 10 encontros, têm orientações de segurança. Segundo o coordenador de projetos sociais na Capital, tenente Dárcio Nunes, a ideia é tornar a criança dependente dos pais.

— Não há atividades na água. A gente acredita que, se fizer isso, pode levar a criança a entender que pode entrar no mar. Isso é perigoso. A criança aprende as sinalizações e é orientada a ficar perto dos pais e a usar a pulseira de identificação, entregues pelos guarda-vidas.

— Nestes quase 10 anos, não só percebemos redução no número de casos, como vemos pais que aprendem com os fi lhos — contou o tenente.

A partir de 1º de dezembro, os pais podem inscrever os filhos nos postos guarda-vidas.

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

DE CIMA...

Praia da Armação e Matadeiro - Foto Danísio Silva
"Florianópolis Vista de Cima", livro do fotógrafo Danísio Silva, mostra fragmentos da ilha de Sata Catarina vistos lá do alto, deslumbrando aspetos raramente exibidos. São 80 fotos cuidadosamente editadas e que serão distribuidas gratuitamente aos que comparecerem ao lançamento neste sábado, dia 10, na sede da Fundação Franklin Cascaes. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

TARTARUGA DOS 7 MARES!

Chico Martins, guitarrista, compositor e vocalista da banda Dazaranha, em parceria com Guy Marcovaldi são os autores de "Bichos do Mar", que Lenine mostra neste videoclip gravado para o Projeto Tamar, de preservação das tartarugas marinhas.