quinta-feira, 26 de abril de 2012

GOLFINHOS: MORTE MISTERIOSA NO PERU

Foto Heinze Plenge/Reuters
Autoridades do Peru ainda tentam descobrir o motivo do aparecimento de centenas de golfinhos mortos nas praias do norte do país nos últimos meses.
Entre fevereiro e abril, foram encontradas 877 carcaças. Quase 90% eram da espécie golfinho-comum-do-bico-fino (Delphinus capensis). O restante, de botos-de-burmeister (Phocoena spinipinnis).

O ministro do Meio Ambiente do Peru, Gabriel Quijandria, disse que os estudos para desvendar a morte dos animais ainda estão incompletos, mas que a hipótese mais provável seja uma infecção viral. "Existem artigos científicos sobre a incidência do morbilivírus, um tipo de cinomose em cetáceos. Isso pode ser comprovado na próxima semana", disse.
Quijandria também afirmou que o país espera receber ajuda de especialistas da NOAA, agência americana de administração oceânica e atmosférica, para descobrir se os animais tinham algum tipo de vírus.

Mas o grupo ambientalista peruano Orca diz que a provável causa das mortes são as ondas sonoras emitidas pelos trabalhos da companhia de petróleo BPZ Energy, empresa com sede em Houston, EUA, que explora a costa norte-peruana. Os testes foram realizados entre 8 de fevereiro e 8 de abril.
Rafael Zoeger, gerente da companhia no Peru, disse que os estudos sísmicos feitos pela empresa foram realizados com um navio que disparava descargas de ar comprimido em direção ao solo marinho. Essa "arma de ar", de uso comum entre companhias de petróleo, emite sons e envia pulsos subaquáticos. Zoeger não acredita que os animais tenham morrido devido à exploração de petróleo.
Quijandria também não acredita que as mortes tenham sido resultadas dos testes. "Até agora, não existe evidência ligando a morte dos golfinhos com os trabalhos sísmicos".

Diversos pesquisadores estão estudando o efeito das "armas de ar" nos mamíferos marinhos. Um deles é George Ioup, professor de física na universidade de Nova Orleans. Ele afirmou que a questão ainda está "em aberto".

ENCALHE

Centenas de golfinhos aparecem mortos nas praias em várias partes do mundo, embora o número de animais contabilizado no norte do Peru ter sido particularmente alto. O ministro do Meio Ambiente do país disse que o país não via uma quantidade de carcaças tão grande de há tempos.
Katie Moore, gerente do IFAW (Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal) em Massachusetts, afirmou que algumas áreas do mundo tendem a ser pontos-chave para encalhes em massa de baleias e golfinhos. Alguns exemplos são o Cabo Cod, na costa americana e as costas da Austrália e Nova Zelândia.

"Durante o último inverno, tivemos mais de 200 golfinhos aqui no Cabo Cod. Nós presenciamos encalhes em massa diversas vezes ao ano. Geralmente, as causas desses eventos não são determinadas, o que é frustante", afirmou Moore.

(DA ASSOCIATED PRESS)


terça-feira, 24 de abril de 2012

MAR DE BALEIAS

Foto E Lazareva / Ferop

"Iceberg", a orca branca
Uma orca branca adulta foi vista pela primeira vez na natureza, segundo cientistas de universidades em Moscou e São Petesburgo.
O cetáceo macho, provavelmente albino, foi fotografado perto da costa de Kamchatka, na Rússia, e recebeu o apelido de ‘Iceberg’.
Ele parece ser saudável e vive em uma família com outras doze orcas.
Cetáceos brancos de várias espécies são vistos eventualmente, mas as únicas orcas conhecidas eram jovens, incluindo uma com um problema genético raro, que morreu em um aquário canadense, em 1972.

Nadadeira de 2 metros

O encontro com Iceberg aconteceu durante uma expedição de pesquisa com um grupo de cientistas e estudantes russos, co-liderada por Erich Hoyt, renomado cientista especializado em orcas, que agora faz parte da Sociedade de Preservação de Baleias e Golfinhos (WDCS, na sigla em inglês).

"Já vimos duas outras orcas brancas na Rússia, mas elas eram jovens, enquanto esta é a primeira vez que vimos um adulto maduro", ele disse à BBC.

"Ele tem a nadadeira dorsal de 2 metros de um adulto macho, o que significa que tem pelo menos 16 anos de idade. Na verdade, a nadadeira está um pouco desgastada, então ele pode ser um pouco mais velho."
As orcas - que também são conhecidas como baleias-assassinas, apesar de não serem tecnicamente baleias, mas animais da família Delphinidae, a mesma dos golfinhos - atingem a idade adulta aos 15 anos e os machos chegam a viver 50 ou 60 anos, apesar de 30 ser a expectativa de vida mais comum.

"Iceberg parece estar bem socializado. Sabemos que essas orcas que se alimentam de peixes ficam com as mães a vida inteira e, pelo que podemos ver, ele está bem atrás da mãe com supostamente seus irmãos ao lado", disse Hoyt.

Moby Dick

A causa da pigmentação incomum é desconhecida. A orca branca que vivia em cativeiro, Chima, sofria de síndrome de Chediak-Higashi, uma doença genética rara que causa albinismo parcial, assim como diversas complicações de saúde.
É possível que se tente fazer uma biópsia em Iceberg, mas os cientistas relutam em fazer isso a não ser que haja uma justificativa importante para a preservação da espécie. Eles esperam, no entanto, observar o animal mais de perto para, entre outras coisas, identificar a cor dos olhos do cetáceo.
O projeto co-liderado por Hoyt, o Far East Russia Orca Project (Ferop), foi o pioneiro no monitoramento visual e acústico nos mares de Kamchatka e produziu diversos estudos sobre a comunicação das orcas.

As pesquisas podem ajudar a entender melhor a complexa estrutura social das "baleias assassinas", que inclui clãs familiares matriarcais, grupos formados por diversas famílias ou até em "supergrupos".
Um projeto relacionado busca estudar e preservar o habitat para todas as baleias e golfinhos na costa da Rússia.
Nos últimos anos, uma baleia-jubarte branca apelidada de Migaloo gerou grande interesse na Austrália, enquanto a beluga do Ártico é naturalmente branca.

A mais famosa baleia branca, no entanto, é a cachalote ficcional Moby Dick, que levou o capitão Ahab à morte no livro de Herman Melville.


(Da BBC Brasil - Mergulhe mais fundo no www.bbcbrasil.com.br )

sexta-feira, 20 de abril de 2012

MAR SUSTENTÁVEL

Foto Nomar Nado
Supermercado  não venderá mais peixe "insustentável"

A rede de supermercados americana Whole Foods anunciou que irá parar de vender peixes e frutos do mar capturados de forma insustentável.
A medida terá início a partir do dia 22 de abril, no Dia da Terra. A gigante dos supermercados orgânicos seguirá uma lista de indicação de espécies ameaçadas criada pelo Blue Ocean Institute (Instituto Oceano Azul), organização do Aquário da Baía de Monterey, na Califórnia.

Na relação, as espécies são classificadas em uma paleta de cores. A cor vermelha indica animais em perigo, sejam envolvidos em capturas acidentais (bycatch, em inglês), que vivam em regiões já exauridas pela sobrepesca ou que apresentam métodos de cultivo prejudiciais para o ambiente.
Alguns dos frutos do mar classificados com essa cor e que não serão mais encontrados nas prateleiras do supermercado serão os polvos, o alabote-do-atlântico e o bacalhau-do-atlântico, este último normalmente capturado por redes de arrasto, uma forma de pesca predatória que pode destruir habitats. Como alternativas, a empresa vai oferecer bacalhau capturado com varas de pescar e alabote-do-pacífico.

"No longo prazo, o que nós realmente estamos tentando fazer é ajudar a reverter os métodos de sobrepesca e captura acidental, para que possamos mover a indústria como um todo para uma grande sustentabilidade", afirma a coordenadora de qualidade de frutos do mar da Whole Foods, Carrie Brownstein.
Os preços no varejo podem tornar-se mais altos em alguns casos, já que alguns fornecedores mais sustentáveis tem rendimentos menores sobre seus produtos.

REAÇÃO EM CADEIA

Outras redes de supermercados americanas também passaram a adotar a compra consciente, a medida que os consumidores tornaram-se mais preocupados com a origem do alimento que estão consumindo.
As mudanças começam a aparecer aos poucos. Em 2008, quando o Greenpeace publicou um guia de consumo sustentável em supermercados, todos os 20 grupos pesquisados naquele ano pela ONG foram reprovados. Em 2011, apenas cinco falharam, afirma John Hocevar, diretor da campanha do oceano do grupo. "É impressionante ver que isso era um problema que não estava no radar da maioria dessas companhias e, com nosso encorajamento e de outros, eles realmente tomaram partido", disse.
Apesar disso, a grande quantidade de grupos privados emitindo certificações pode confundir os consumidores. Algumas das opções de peixes e frutos do mar da Whole Foods, além do novo sistema de cores, continuarão recebendo a classificação do Marine Stewardship Council, que mantém um sistema de certificação para empresas de pesca sustentáveis.

Camarão, salmão e outros frutos do mar cultivados em fazendas levam ainda outro sistema de rotulagem. Hocevar diz que a quantidade exagerada de selos pode confundir os consumidores. É por isso que o Greenpeace solicita urgência para que os supermercados vendam apenas produtos sustentáveis.
(DA ASSOCIATED PRESS)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

TAINHOTAS "ROLÃO" NA PRAIA

Fotos Fernando Alexandre
Depois de mais de uma semana de monitoramento dos cardumes de paratis de "cara amarela" e das tainhotas que estavam se aproximando da praia do Pântano do Sul, finalmente ontem o peixe encostou e foi possível cercar. 
No primeiro "lanço" do ano, cerca de 200 tainhotas "rolão" foram cercadas e arrastadas para a praia pela camaradagem.
"Catarina Carolina", canoa de um pau só da família Arante, foi quem fez o cerco.
Como as tainhotas vêm sempre na frente para avisar que as tainhas vão chegar em breve, a camaradagem do Pântano já está toda "em ala" e de olho perdido no azul do mar de outono.

RADICALIZANDO

Cartoon do Chico Caruso no Jornal O Globo de hoje, 19/4/12
www.globoonline.com.br

PESCA DA TAINHA

Foto MFC

PROIBIDA REDE DE EMALHAR FIXA
A Justiça determinou que a União e o Ibama devem promover uma operação para fiscalizar e combater a pesca com redes de emalhar fixas por âncoras, sacos de pedras e poitas em praias do Sul de Santa Catarina.
Este tipo de prática é proibido em todo o Litoral de Santa Catarina. A medida foca a orla marítima dos municípios de Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota, Içara e Passo de Torres.
Segundo a decisão do juiz Zenildo Bodnar, da Justiça Federal em Criciúma, publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial, os equipamentos devem ser apreendidos antes de maio de 2012, mês que começa a pesca da tainha.
Além disso, as colônias devem divulgar aos pescadores a proibição da pesca de redes de emalhar fixas. Uma audição de conciliação entre a Justiça, União, Ibama e colônias de pescadores está agendada para terça-feira, dia 24.
A medida atende o pedido do Ministério Público que defende que a pesca com redes de emalhar prejudica a pesca artesanal de arrasto. Depois de fixadas, permanecem por dias na praia próximas à faixa de areia, o que pode causar acidentes com banhistas.
De acordo com levantamento do MP, em Balneário Arroio do Silva dos 1.348 pescadores associados à colônia em 2009 apenas 42 usam o método. Para o procurador da República em Criciúma, Darlan Airton Dias, autor da ação, este tipo de pesca beneficia a poucos pescadores da região.

(Do DC de hoje no portal RBS - www.clicrbs.com.br )

quinta-feira, 12 de abril de 2012

LICENÇA DE PESCA

Foto Fernando Alexandre
O Ministério da Pesca e Aquicultura prorrogou até o dia 31 de dezembro de 2012 a validade de todas as Licenças de Pescador Profissional Artesanal. Para ter a licença prorrogada o pescador artesanal deverá estar inscrito e com situação ativa no Registro Geral da Atividade Pesqueira.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

NOITES INSANAS!


Noites Insanas! Noites Insanas!
Se estivesse a teu lado
Noites insanas seriam
O nosso pecado!

Fúteis os ventos
Para o coração num porto —
Inúteis os compassos,
Inúteis os mapas!

Remando no Éden!
Ah! O mar!
Quem dera em ti — esta noite —
Ancorar!


EMILY DICKINSON
Tradução: Rodrigo Garcia Lopes
(mergulhe mais fundo no www.estudiorealidade.blogspot.com.br)

terça-feira, 10 de abril de 2012

O mar é nosso?


Este vídeo faz uma viagem pelos mares brasileiros, apontando os problemas causados pelo homem, como o aquecimento global, o esgotamento dos estoques pesqueiros e a falta de áreas marinhas protegidas. A narrativa, conduzida por um pescador fictício aponta soluções e convida a todos para um engajamento pela conservação marinha.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

"Mar Sem Fim" naufraga na Antártida

Foto Reprodução
O navio de bandeira brasileira "Mar Sem Fim" naufragou no sábado (7) em frente à base chilena Presidente Eduardo Frei Montalva, na Baía Maxwel, na Antártida, segundo nota da Marinha do Brasil. Não houve vítimas. A embarcação era propriedade do empresário e jornalista João Lara Mesquita.

Veja o blog do navio que afundou:

Os quatro tripulantes, que faziam um documentário na região, foram resgatados pelas autoridades chilenas e evacuados para a base daquele país, antes do afundamento. Segundo a Marinha, as “condições climáticas adversas” na área não permitiam a permanência segura do pessoal na embarcação.
A Marinha informou ainda que estão sendo tomadas as medidas necessárias, com o apoio da base chilena, para atenuar eventuais danos ambientais que possam ser causados pelo naufrágio.
O grande acúmulo de gelo na área impede o acesso à Baía Maxwel pelos navios da Marinha Ary Rongel e Almirante Maximiano – que já deixaram a Estação Antártica Comandante Ferraz, em direção à cidade de Punta Arenas, para voltar ao Brasil.No blog da expedição, a última atualização foi feita na quinta-feira, em que Mesquita relatou que o grupo estava na baía Fields, Ilha Rei George, enfrentrando dificuldades de navegação por causa das nevascas e das temperaturas muito baixas.

(Com informações do Portal Ig -
www.ig.com.br )

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Numa Ilha

ADEMIR PAIXÃO - Na Gazeta do Povo - Ctba.

FAZENDAS MARINHAS

Foto MPA
 571 cessões para a produção de moluscos
A atividade deve crescer com a legalização das fazendas. Agora o produtor poderá contratar financiamento para novos investimentos

Emanuelle Gomes
A nova era da maricultura começou no Estado. O ministério da Pesca e da Aquicultura entregou, na tarde de segunda-feira (2), 571 cessões de áreas de marinha, até então em posse da União, para que os maricultores catarinenses possam exercer a atividade legalmente. A luta dos produtores pela regularização das fazendas de moluscos vêm de anos. Entretanto, mesmo sem o incentivo do governo, Santa Catarina já se colocava na posição de maior produtora de moluscos do país, com 17 mil toneladas por ano. O ministro-bispo Marcelo Crivella espera que, com a cessão, o Estado passe a produzir 100 mil toneladas de moluscos por ano.
  As concessões foram dadas diante de um processo licitatório rigoroso. Os maricultores tiveram que cumprir diversas exigências para ganhar o direito de posse. “Além dessas, mais 200 outorgas estão sendo julgadas, a maioria em Florianópolis”, garantiu. As áreas vão de um ou dois hectares, o equivalente a um campo de futebol, até 20 hectares.
De acordo com Crivella, a demora para a cessão das áreas aconteceu por causa das licenças ambientais. Foi preciso fazer estudos de impacto para avaliar as melhores maneiras de garantir a produção, sem afetar o meio ambiente. “A produção de moluscos pode criar uma área de dejetos, com amônio, que põe em risco a vida marinha. Por isso, fizemos pesquisas para determinar o tamanho das áreas, entre outras coisas”, justificou.
Sonho de 18 anos
O maricultor Fábio Faria Brognoli foi o primeiro a receber o documento de cessão da área da fazenda dele, de seis hectares, no Ribeirão da Ilha. Há 18 anos, Brognoli aguardava a legalização e o reconhecimento da atividade. Ele diz acreditar que a luta não acaba com a cessão. “O governo precisa investir em ações para aumentar o consumo. Santa Catarina produz 95% da ostra nacional, mas a produção ainda é pouco conhecida. Há preconceito”, avaliou. Ele e seus sete sócios produzem, por ano, 130 mil dúzias de ostra e 60 mil quilos de mexilhões.
Em Santo Antônio de Lisboa, a produção de mariscos continuava acelerada enquanto o ministro fazia a entrega das cessões. Nei Leonardo Nolli, produtor há 16 anos, carregava as caixas de ostra para o rancho de pesca, enquanto os ajudantes organizavam os moluscos na mesa. A notícia da regularização, segundo ele, que também é vice-presidente da Associação dos Maricultores do Norte da Ilha, animou quem vive da atividade. “Temos, agora, um documento que temos a propriedade, de valor nacional. Poderemos abrir linhas de crédito para comprar equipamentos e agilizar a produção”, disse. Lorenço da Rocha, há oito anos na atividade, garantiu que agora vai investir mais. “Estamos muito contentes”, finalizou.

(Do Notícias do Dia mergulhe mais no www.ndonline.com.br)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

PESCA DA TAINHA

Foto Fernando Alexandre
54 barcos liberados para pesca industrial em SC
Cerca de 70% da produção do peixe é vendida dentro do Estado

Guto Kuerten
Para preparar a pesca da tainha, a mais tradicional de Santa Catarina, com maior facilidade, o Ministério da Pesca antecipou a apresentação das embarcações industriais liberadas para a captura.
A 43 dias da abertura da temporada 2012, 54 embarcações cumpriram os critérios para renovação da autorização da pesca desta espécie de peixe. Hoje, cerca de 70% da produção de tainha é vendida em Santa Catarina. Os pescadores trabalham com auxílio das rede de cerco, nas regiões Sudeste e Sul do país.
Com esta antecipação na liberação, os trabalhadores do mar terão um tempo maior para preparar os barcos e estarão no rastro dos cardumes mais cedo do que nos anos anteriores.
— Com certeza neste ano teremos uma maior facilidade para a preparação das embarcações. A maioria dos pescadores já vai estar de olho nos cardumes, e quando iniciar a temporada estarão prontos para a captura. Isto não ocorreu nas últimas temporadas — lembra o secretário da Pesca de Itajaí, Agnaldo Hilton dos Santos.

A polêmica ainda é o limite de 5 milhas na costa catarinense e 10 milhas no litoral gaúcho para a pesca. Os pescadores industriais acreditam que poderia diminuir para três milhas no litoral catarinense.
— Os cardumes passam por um corredor que, na maioria das vezes, nem o pescador industrial nem o artesanal conseguem capturar. Se diminuísse o limite das milhas não afetaria a pesca artesanal e ajudaria a industrial – acredita o secretário.
— O limite para pesca industrial no país é de 10 milhas da costa. O caso da tainha é uma exceção, em função de características específicas da espécie, ficando em 5 milhas. Esse limite é estabelecido para que não haja confronto entre a pesca artesanal e a industrial, explica o ministro da Pesca Marcelo Crivella. Ele anuncia oficialmente hoje a nominata das embarcações autorizadas durante cerimônia na Assembleia Legislativa, às 14h.

(Do Diário Catarinense)