sexta-feira, 28 de outubro de 2011

CAMINHOS DO MAR

Foto Divulgação

PALHOÇA ABRE LICITAÇÃO
 Na próxima segunda-feira, a prefeitura de Palhoça, na Grande Florianópolis, deve lançar o edital que vai definir a empresa responsável pela execução do projeto do transporte marítimo da cidade. O sistema é uma promessa antiga do prefeito Ronério Heiderscheidt, mas depende ainda de estudos para liberação das áreas.

Segundo Ronério, técnicos devem trabalhar durante todo o fim de semana para que processo licitatório tenha início na data prevista.

A prefeitura acredita que em um prazo de três meses o documento poderá ser encaminhado para a Secretaria do Patrimônio da União e demais órgãos ambientais. A abertura está prevista para as 17h.

O objetivo é que o sistema seja explorado por uma empresa privada, sob fiscalização da prefeitura. Uma outra licitação será aberta para que as empresas interessadas se habilitem.

Lentidão nas licenças


A Superintendência do Patrimônio da União (SPU) aguarda desde fevereiro deste ano o projeto detalhado das estações de embarque e desembarque para liberação das áreas. De acordo com a superintendente Isolde Spíndola, este é o pré-requisito inicial para que o projeto possa sair do papel. O prefeito Ronério explica que a demora é em virtude da complexidade do estudo.

— Leva-se 60 dias para montar um edital e estamos a seis meses executando este estudo, que é complexo — salienta.

Falta apoio dos vizinhos

Após a cessão das áreas e as licenças ambientais, outra etapa é garantir a aprovação das prefeituras de São José, Florianópolis e Biguaçu, para haver a integração do sistema entre as cidades. Ronério ressalta que o ideal seria a implantação do sistema nos quatro municípios, porém, lamenta a falta de apoio político.

— Quem vai forçar as prefeituras a dar continuidade ao sistema é a população, onde, de acordo com pesquisas, o transporte marítimo tem 90% de aceitação — diz.

(Mônica Foltran, no DC de hoje - mergulhe mais fundo no www.diario.com.br )

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O Kraken

O Kraken é uma criatura do folclore nórdico, uma espécie de lula ou polvo gigante de cem braços, que ameaçava os navios e habitava as águas profundas do Mar da Noruega, que separa a Islândia das terras Escandinavas. Apesar de ser tão temido pelos marinheiros quanto as ferozes serpentes marinhas, o kraken só atacava os navios piratas e os que poluiam o mar.

Piratas do Caribe, a batalha contra o Kraken


Cena do filme Piratas do Caribe, o Bau da Morte, em que o hediondo ser marinho Kraken, ataca o navio Holandes Voador, comandado pelo pirata Davy Jones

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

TRABALHO EM GRUPO

Foto Robert Pitman/BBC
Um pesquisador americano registrou o momento em que um grupo de orcas põe em prática uma estratégia coletiva para capturar uma foca na Antártida. O cientista marinho Robert Pitman, do Administração Oceânica e Atmosférica Nacional na Califórnia, Estados Unidos, trabalhava como consultor para uma equipe da BBC quando a cena aconteceu.
Nas imagens, as três baleias criam uma onda sobre o bloco de gelo onde está a foca, fazendo com que ela se desequilibre e caia no mar.

"Há três tipos diferentes de orcas na Antártida, mas este tipo é especialista em focas", disse o cientista à BBC Brasil.
Segundo a pesquisa, as baleias trabalham sempre em conjunto no momento da caça e a estratégia da onda funciona três de cada quatro vezes em que é utilizada.

"Elas formam famílias e fazem tudo cooperativamente. Vimos grupos de até 15 baleias", diz.

De acordo com Pitman e Durham, as baleias também dividem a tarefa de retirar a pele e dissecar as focas capturadas.
Os mamíferos, que chegam a ter 9,5 metros de comprimento e pesar cerca de 6 toneladas, são considerados animais inteligentes e sociais.
As orcas observadas pelos pesquisadores também escolhem de maneira muito especifica as focas que irão capturar.

"Elas preferem as focas-de-weddell e não procuram nenhuma das outras espécies. Ainda não sabemos o porquê", disse Pitman.

Para o cientista, a rapidez e inteligência das baleias faz com que suas táticas de caça sejam altamente eficientes.
"As focas só escapavam quando as baleias percebiam que elas eram de outra espécie (que não as focas-de-weddell). Nesse caso, as orcas iam embora e as deixavam no mar", afirma.

"Vimos algumas focas conseguirem escapar na confusão, logo após caírem do bloco de gelo, mas eram a minoria."

(Da BBC Brasil - www.bbcbrasil.com.br )

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

LAGOA: BARQUEIROS RETORNAM

Foto Fernando Alexandre
Os barqueiros que trabalham na travessia entre a Lagoa da Conceição e a Costa da Lagoa, em Florianópolis, retornaram ao trabalho no fim da tarde de quarta-feira depois de horas de negociação com a Prefeitura. Eles estavam paralisados desde a manhã para reivindicar o repasse de R$ 28 mil por mês para manutenção do serviço.

Em assembleia geral com o secretário de Transportes e Vice-prefeito da Capital, João Batista Nunes, ficou definido que a Procuradoria-Geral do município irá estudar os gastos mensais da cooperativa, para definir o valor a ser repassado à instituição.

De acordo com o presidente da Cooperbarco, Volnei Valdir de Andrade, se o valor não for pago até a próxima sexta-feira, a paralisação será retomada e por tempo indeterminado.

A Cooperativa dos Barqueiros Autônomos da Costa da Lagoa (Cooperbarco) está há 10 anos no local, conta com 28 embarcações e atende aproximadamente 700 pessoas diariamente. 
 
(Mergulhe fundo no www.diario.com.br  )

MAR DE INDIGNAÇÃO

Manifestante português engrossando os protestos do mundo indignado

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Deu no Jornal...

Foto PMF

Cooperbarco paralisa transporte marítimo da Costa da Lagoa

O transporte marítimo da Costa da Lagoa, Leste da Ilha, inicia paralisação por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (19). A Cooperbarco, cooperativa que opera o serviço na região há dez anos, exige subsídio de R$28 mil mensais. O procurador geral do município, Jaime de Souza, avisa que não há possibilidade jurídica de efetuar o repasse.

O impasse entre prefeitura e Cooperbarco iniciou em julho deste ano quando a cooperativa já ameaçava parar os serviços se o governo municipal não contribuísse com o sistema. De acordo com o presidente da Cooperbarco, Volnei Andrade, os 28 associados não estão conseguindo suprir os custos do serviço sem ajuda do governo municipal.

No entanto, o procurador Jaime contesta e afirma que conforme os documentos apresentados pela cooperativa, o transporte não está gerando prejuízos e sim lucro líquido aos cooperados de aproximadamente R$18 mil mensais. “Tudo indica que diante da situação teremos que abrir licitação para escolher uma empresa interessada em prestar o serviço”, informa Jaime.

Hoje o transporte marítimo da Costa da Lagoa conta com 58 horários diários é a única alternativa de deslocamento dos mais de três mil moradores da região.

(Aline Rebequi, no Notícias do Dia de 19/10/11 - www.ndonline.com.br ) 

265 anos atrás: tanto mar, tanto mar...

Em 1747, FELICIANO VELHO OLDENBOURG, o fundador da Companhia da Ásia Portuguesa, fechou contrato com o governo português para transportar para Santa Catarina cerca de 4.000 familias açorianas. 
 No dia 19 de outubro de 1747, há exatos 265 anos, embarcavam no Arquipélado dos Açores os primeiros casais da segunda leva da migração açoriana para a Ilha de Santa Catarina. Depois de 4 meses de viagem, 461 pessoas destes desembarcaram na Ilha, em fevereiro de 1748, sendo instaladas na Lagoa da Conceição pelo Governador da Capitania Brigadeiro Silva Paes. A migração de açorianos para o sul do Brasil começou em 1617. Em 1.692 chegaram 260 casais em Nossa Sra. do Desterro. Entre 1748 e 1753 mais que duplicou a população da então Capitania de Santa Catarina, desembarcando na região 7817 pessoas, sendo 4.612 em 1748; 1.666 em 1749; 860 em 1750 e 679 em 1753. A migração açoriana para Santa Catarina se massificou quando, em 31 de agosto de 1746, o rei DOM JOÃO V de Portugal comunicou aos habitantes das ilhas que a Coroa oferecia uma série de vantagens aos casais ilhéus que decidissem emigrar para o litoral do sul do Brasil. Nos termos de um edital fartamento distribuído pelas nove ilhas do arquipélago as vantagens do convite eram evidentes:- "haverá um grande alívio nas ilhas porque elas não mais verão padecer os seus moradores, uma vez que vão diminuir os males da indigência em que todos vivem;"- "haverá um grande benefício para o Brasil, já que os imigrantes irão cultivar terras ainda não exploradas."

PROMESSAS NÃO FORAM CUMPRIDAS

O Monte Brasil, costa Sul da Ilha Terceira, de onde muitos dos açorianos embarcaram para "Desterro". Imagem do século XIX.

O edital garantia um série de condições que seriam proporcionadas aos que aceitassem, a partir do "transporte gratuito até os citios que se lhes destinarem para as suas abitaçoens. E logo que chegarem aos citios que haverão de habitar, se dará a cada casal uma espingarda, duas enxadas, um machado, uma enxó, um martelo, um facão, duas facas, duas tesouras, duas verrumas, uma serra com sua lima e travadeira, dois alqueires (27,5 litros) de sementes, duas vacas e uma égua. No primeiro ano se lhes dará a farinha, que se entende bastar para o sustento, assim dos homens como das mulheres, mas não às crianças que não tiverem 7 anos e, aos que tiverem até os 14, se lhes dará quarta e meia de alqueire para cada mês. Se dará a cada casal um quarto de légua em quadra, para principiar as suas culturas, sem que se lhes levem direitos nem salários algum por esta sesmaria. E quando, pelo tempo adiante tiverem família com que possam cultivar mais terra, a poderão pedir ao governador do distrito". Foi definido que o primeiro estabelecimento de casais açorianos seria feito na Ilha de Santa Catarina e nas suas vizinhanças, "em que a fertilidade da terra, abundância de gados e grande quantidade de peixes conduzem muito para a comodidade e fartura desses novos habitantes". A maior parte das promessas não foram cumpridas quando os açorianos chegaram por aqui.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A FINITUDE DOS OCEANOS

Foto Nasprofun Doceano

Porta-bandeira dos mares
O oceano não é infinito, alerta Sylvia Earle

Referência em oceanografia, Sylvia Earle denuncia a degradação dos oceanos causada pelas petroleiras, pela poluição e pela pesca predatória. Para conhecermos melhor os mares, propõe uma nova era de exploração oceânica, estratégica na geopolítica atual, em que territórios submarinos já são objeto de disputa.


É PROVÁVEL QUE você nunca tenha ouvido falar de proclorococos. E é quase certo que morrerá sem ter visto um. Por uma boa razão: essas criaturas marinhas medem um milésimo do diâmetro de um fio de cabelo, e sua existência era desconhecida até 1986. Essas microalgas de nome complicado estão presentes no seu cotidiano de modo simples, insuspeito -e crucial. "Eles produzem o oxigênio de uma em cada cinco lufadas de ar que você respira", explica a oceanógrafa Sylvia Earle.

Apesar de serem tão essenciais, os proclorococos e outras centenas de milhares de espécies que habitam os oceanos não têm lobby organizado, nem direito de greve, nem representação parlamentar.
E têm aguentado calados todo tipo de ofensa imposta pela humanidade, da sobrepesca à acidificação dos mares pelas emissões de gás carbônico. Do lixo que transformou uma área do Pacífico do tamanho dos EUA num sopão de plástico aos megavazamentos de petróleo como o da plataforma Deepwater Horizon, que explodiu em 2010 no golfo do México.
Para sua sorte, o mar e seus habitantes têm na americana Sylvia Earle, 75, sua principal porta-voz.
 
(Claudio Angelo - da Folha de São Paulo - Ciência)

Mergulhe fundo e veja a entrevista completa no http://www.tainhanarede.com.br/agua-viva/meio-ambiente/o-fim-dos-mares

Correndo o risco...

Ilustração Andrea Ramos 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

DEVORADOR DE HUMANOS

 Foto Brian Skerry / National Geographic Image Sales
Uma fama terrível persegue o tubarão galha branca, pois este animal é por muitas vezes o primeiro a chegar aos navios afundados ou aviões abatidos. Apesar da reputação de devorador de humanos, o tubarão da foto nadou pacificamente ao lado do biólogo Wes Pratt.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

TURISMO NO MAR DE LIXO

Foto Sotempet Nomar

Que tal passar as férias num mar de lixo? Ambientalistas americanos têm a ecoaventura ideal para os interessados nessa experiência. No dia 1º de maio do ano que vem, o iate Sea Dragon partirá para uma navegação de dois meses por regiões do Pacífico Norte infestadas de vestígios do tsunami que, sete meses atrás, devastou o Japão.
- Vamos passar pelas mesmas correntes que estão transportando isqueiros, tampas de garrafas, brinquedos e toda a espécie de poluição de plástico gerada pela tsunami - explicou o líder da expedição, Marcus Eriksen. 
A viagem é organizada pelos institutos 5 Gyres e Algalita Marine Reseach, ambos sem fins lucrativos e dedicados a atrair atenção do público para a poluição marinha provocada pelo plástico.
Há nove vagas disponível no Sea Dragon, cujo roteiro será dividido em dois estágios. O primeiro, próximo às Ilhas Marshall, custa US$ 13,5 mil por pessoa. O segundo, do Japão ao Haiti, terá o preço individual de US$ 15,5 mil.

Os participantes devem concordar em ajudar os organizadores a navegar pelo lixo e a fazer um balanço sobre como os detritos que deixaram o Japão com o tsunami estão avançando pelo Pacífico.
(Com informações da BBC Brasil e de O Globo)

domingo, 9 de outubro de 2011

O sexo das Garoupas

Documentário sobre garoupas que mostra uma das mais fascinantes adaptações reprodutivas: Todas as garoupas nascem fêmeas e com o tempo algumas podem se tornar machos.

sábado, 8 de outubro de 2011

A FESTA DAS OSTRAS

Foto Divulgação

Foi aberta ontem à noite, em Florianópolis, a 13ª Fenaostra – Festa Nacional da Ostra e da Cultura Açoriana, que acontece no Centro de Convenções CentroSul.
Com o slogan Aqui todo mundo é Mané e com muito orgulho!, o evento deste ano trabalha o resgate da cultura açoriana local, dando destaque aos casarios históricos, aos vários grupos folclóricos, ao artesanato e tudo que Florianópolis tem de melhor para mostrar.
A abertura oficial da festa foi às 20h, com a corte e a Ostrilha – o mascote do evento – recepcionando o público. Para embalar a noite, estava programado um show nacional com Demônios da Garoa, o mais tradicional grupo de samba do país.
Ontem também foi realizada a primeira etapa do 1º Festival de Músicos de Bares de Floripa, concurso inédito criado para difundir os talentos locais.
Cada dia de festa se apresentarão três músicos que tocam em bares e restaurantes da cidade. Eles serão avaliados por uma comissão julgadora. A final acontece sábado, dia 15 de outubro, quando serão conhecidos os quatro primeiros colocados do festival. Os vencedores se apresentarão em um grande show no encerramento da festa, dia 16.
Ingressos e estacionamento não tiveram reajustes
Para quem busca a boa gastronomia da festa não faltam opções. São oito restaurantes e quatro quiosques, todos servindo pratos a base do molusco carro chefe do evento.
O ingresso da 13ª Fenaostra continuará R$ 5, mesmo em dias de atrações nacionais. Isso para garantir que grande parte da população tenha acesso à festa.
O estacionamento da Fenaostra também permanece o mesmo valor do ano passado: R$ 5, tanto o do Centrosul, quanto o da Aflov.
Em caso de filas para a entrada de carros no CentroSul, a prefeitura abrirá o portão da Passarela Nego Quirido para que os carros possam acessar os estacionamentos.

(Do DC de 08/10/11 - www.diario.com.br )

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

PESCA: FRAUDES E O CARTÃO-PESCADOR

Foto Fernando Alexandre
Pressionado por inquéritos país afora e pela constatação de milhares de fraudes no pagamento do seguro-defeso, o Ministério da Pesca anunciou quarta-feira a criação de um "cartão-pescador", a ser distribuído pela Caixa Econômica Federal, para coibir os desvios. O objetivo é lançá-lo ano que vem, com um sistema de controle de dados que dificulte o registro de pessoas que não vivem da pesca e a concessão irregular do benefício.
O secretário nacional de Monitoramento e Controle da Pesca, Américo Ribeiro Tunes, diz que o cartão será magnético. Para ter direito a ele, o pescador terá de se recadastrar nas agências da Caixa, comprovando o exercício da profissão. Segundo Tunes, o novo banco de dados permitirá o cruzamento com cadastros da Receita e dos ministérios do Trabalho e da Previdência.
O ministério promete colocar em campo, até o início de 2012, 80 fiscais para inspeções nas colônias de pesca do país.
- Se eu falar para você que o registro é confiável, estaria mentindo. Você tem um bom número de pescadores que, de fato, pescam. Agora, no bojo disso aí, vêm os oportunistas. O sistema de registro era muito rudimentar e está sendo aperfeiçoado
FRAUDES

Apesar das denúncias de fraude , das centenas de pessoas investigadas pelo Ministério Público Federal (MPF) nos estados e da constatação, pela Controladoria Geral da União (CGU), de 60,7 mil pagamentos irregulares só nos últimos dois anos , o governo federal prevê mais verba para o Bolsa Pesca em 2012. Segundo o Ministério do Trabalho, de onde saem os recursos para o seguro, a previsão para o benefício no Orçamento de 2012 é de R$ 1,648 bilhão - R$ 348 milhões a mais do que o R$ 1,3 bilhão orçado este ano para o seguro, um aumento de 26,7%. O benefício é pago por quatro meses, no período de reprodução de peixes e outras espécies, quando a pesca é proibida, a pescadores artesanais que trabalham de forma individual ou em regime familiar.

Em vez de isolar a ação para poder acompanhá-la melhor, que seria o recomendável quando se tem uma área problemática como essa, o governo foi no sentido contrário, diminuindo a transparência

Além de já considerar o reajuste no valor do salário mínimo, o aumento previsto no montante pago pelo benefício é devido também à ampliação no número de beneficiados: dos 553.172 que recebem o seguro este ano, o número de beneficiados vai passar para 639.970 no ano que vem, segundo o Ministério do Trabalho.
As fraudes incluem, ainda, o uso do seguro como moeda eleitoral. No Pará, o deputado Chico da Pesca foi cassado em agosto por abuso de poder político e econômico, pois, tendo sido superintendente da Secretaria Federal da Pesca no estado, incluiu centenas de pessoas irregularmente em troca de votos.
 
(Com informações do MPA e jornal O Globo)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

OLHA QUE COISA MAIS LINDA...

Foto Arquivo Tainhanarede

Duas baleias-francas, sendo uma adulta e outra filhote, foram vistas na manhã desta quarta-feira nas proximidades da Praia da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Na terça-feira, as duas baleias já tinham sido vistas na Prainha, em Grumari, também na Zona Oeste, e foram acompanhadas por homens do Grupamento Marítimo para evitar que elas encalhassem na costa. 
Elas saem do Oceano Austral, perto da Antárdica, e vêm para cá à procura de águas mais quentes, ideais para reprodução e para dar a luz. É provável que o filhote visto na Praia da Barra já tenha nascido no litoral carioca.

As baleias-francas foram muito caçadas, o que diminuiu drasticamente o número de indivíduos. Com o movimento de preservação, as populações estão se recuperando. A tendência é que, ao longo dos anos, esse número cresça e aumente a quantidade de baleias na orla brasileira.
Estudos mostram que a população dessa espécie vem crescendo de 7 a 8 % ao ano. A estimativa é que existam atualmente15 mil no mundo.

(Com informações de O Globo e Grupamento Marinho do Rio de Janeiro)

SEGURO-DEFESO VAI SER INVESTIGADO

Foto Fernando Alexandre

O PPS informou nesta quarta-feira que vai pedir ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que também investigue irregularidades na concessão da Bolsa Pesca ou seguro-defeso. 
Segundo artigo de Gil Castello Branco publicado no jornal O GLOBO, o número de beneficiados pelo Bolsa Pesca cresceu de 113.783, em 2003, para 553.172, em 2011 , o que aumentou o gasto público de R$ 81,5 milhões para R$ 1,3 bilhão, mais que o dobro do orçamento do Ministério da Pesca.
O Bolsa Pesca é pago pelo Ministério do Trabalho. O vice-líder da minoria na Câmara, deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA), planeja ingressar ainda nesta semana com Proposta de Fiscalização e Controle (PFC), na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, pedindo ao órgão que apure o crescimento "meteórico" da concessão do benefício.
- Os indícios de desvio de dinheiro público são aberrantes"em todas as unidades da federação, o que exige do TCU fiscalização imediata e rigorosa - defende Jordy.

Para que o tribunal realize a auditoria, a comissão da Câmara precisa aprovar o pedido que será protocolado pelo PPS.

Em varredura recente, a Controladoria-Geral da União (CGU) constatou 60,7 mil pagamentos irregulares nos últimos dois anos, cuja soma alcança R$ 91,8 milhões. Na lista de contemplados, pescadores já mortos, donos de empresas, detentores de emprego fixo, aposentados pelo INSS e até que não haviam sido aceitos em cadastro do Ministério da Pesca e da Aquicultura. O benefício é pago para os trabalhadores na época em que a atividade é proibida por conta da reprodução dos peixes.

O benefício acaba sendo usado até como moeda eleitoral. No Pará, o deputado estadual Paulo Sérgio Souza, o Chico da Pesca, foi cassado em agosto pelo TRE-PA por abuso de poder político e econômico (em setembro, o tribunal concedeu uma liminar permitindo que o deputado continue no cargo até o julgamento do recurso). Segundo o Ministério Público Eleitoral, Chico da Pesca - que já foi superintendente da Secretaria Federal da Pesca no Pará - incluiu centenas de pessoas irregularmente no Registro Geral da Pesca, para receber o benefício, em troca de votos.

(Com informações de O Globo e Folha)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Aquecimento do mar

Bacalhau é uma das espécies em extinção
NÚMERO DE PEIXES AUMENTA NA EUROPA 

O aquecimento do mar causado pelas mudanças climáticas pode ser benéfico para algumas espécies de peixes e negativo para outras.
É isso que mostra um trabalho publicado na revista "Current Biology".
Cientistas britânicos analisaram a evolução da população de peixes no nordeste do oceano Atlântico (na Europa), a partir de uma revisão de onze estudos publicados.
Os dados mostram que pelo menos 72% das espécies da região sofreram alterações populacionais significativas.

Dessas, três em cada quatro tiveram aumento da quantidade com o aquecimento nas últimas três décadas. As outras tiveram redução.
"As espécies mais ao sul, adaptadas às águas quentes, estão se ajustando melhor do que os peixes que habitam o norte", disse Stephen Simpson, da Universidade de Bristol, no Reino Unido.
Um exemplo é o bacalhau, peixe amante do frio: sua população caiu pela metade nas últimas três décadas.
O nordeste do Atlântico, que reúne cerca de 100 milhões de peixes, segundo estimativas, tem sido descrito como um "caldeirão das mudanças climáticas". Isso porque as elevações de temperatura na região podem chegar a quatro vezes a média mundial.

De acordo com Simpson, a temperatura das águas tem grande influência na maturação dos ovos dos peixes, no crescimento e na sobrevivência das larvas e na manutenção do fitoplâncton --camada de algas que é base da alimentação de muitas espécies.

domingo, 2 de outubro de 2011

Campeche: moradores desmontam deck em APP

Fotos Dauro Veras

Depois de 2 dias de protestos, moradores da Praia do Campeche, Sul da Ilha de Santa Catarina demoliram ontem, dia 1/10, um deck construido sobre área de preservação permanente nas dunas da praia do Campeche.
Erguido pelo emprendimento Essence, da empresa Rodobens, o deck serviria aos 250 apartamentos que estão sendo construido e comercializados no condomínio de alto luxo erguido sobre as dunas daquela praia.

Tanto o deck como um quiosque-bar que ainda seria construido na beira da praia, estavam ocupando a área onde existia até pouco tempo o "Bar do Chico", tradicional ponto de encontro da comunidade e que foi demolido arbitrariamente por estar sobre uma "área de preservação permanente".
Tanto o condomínio quanto o deck receberam da prefeitura e orgãos ambientais autorização para ocupar a APP.

No protesto de ontem a tarde o deck acabou sendo demolido pelos pescadores, surfistas e moradores da comunidade e a madeira sendo devolvida integralmente à área privada do Empreendimento.

"Não queremos nada de vocês. Mas não tirem o que é da população"
(palavras de um popular enquanto devolvia madeira para o empreendimento)

Alguns proprietários de apartamentos do condomínio Essence, já pensam em entrar na justiça contra a Rodobens. Venderam o que não podiam entregar: um deck em área pública e um kioske no final do deck, onde era o bar do Seo Chico.
A ação revisional do contrato de compra e venda prevê redução no preço final da unidade até 30%.
(Com informações do DC e do www.cangarubim.blogspot.com )

O COMEÇO DE TUDO