sexta-feira, 30 de setembro de 2011

MIAMI TROPICAL

Foto Jacko Campeche
 
O IMPLACÁVEL FUTURO CHEGOU AO CAMPECHE
 
Por Sérgio Rubim

Mais uma vez o poder do dinheiro, aliado à ganância de grandes incorporadoras consegue avançar rumo à transformação da Ilha de Santa Catarina num grande monstrengo imobiliário. O modelo é Miami. Mas aqui se avança sobre o que resta da natureza intocada. Aqui se avança exatamente sobre a beleza natural usada como propaganda para vender cubículos a idiotas que só conhecem concreto e poluição.

O objetivo é colocar o maior número de gente e vender a maior quantidade de apartamentos em pombais de classe média à beira mar. O grande exemplo do momento é o "BNH" Essence que está sendo finalizado pela contrutora Rodobens na praia do Campeche. Mais uma vez os picaretas avançam sobre as dunas e áreas de preservação permanente da praia do Campeche.
O Essence é o grande exemplo da ocupação irracional. São 14 prédios de quatro pavimentos cada um, com garagem subterrânea e ático. São mais de 500 apartamentos que devem entupir a região com mais mil pessoas.
Blocos e mais blocos de apartamentos com vista para dentro do quarto do vizinho. O grande atrativo para o mercado dos picaretas são as areias brancas e o mar azul da praia do Campeche. Até então uma das poucas da Ilha de Santa catarina que não está poluída com esgoto e dejetos humanos como a maioria das praias do norte da Ilha, onde as grandes construtoras já fizeram a sua destruição e transformaram a natureza em dinheiro.

(Mergulhe fundo e beba na fonte no www.cangarubim.blogspot.com )

É TEMPO DE...

Foto Divulgação

 Filés de Abrotea com Legumes

Ingredientes

2 files de abrotea:

3 cenouras pequenas;
3 batatas medias;
Brócolis a gosto;
Vagem a gosto;
Queijo parmesão a gosto;
Molho branco quanto baste;
Sal e azeite de oliva.
 
Modo de Preparo

Salgue os filés de peixe e leve ao forno até que fiquem assados. Cozinhar as cenouras e batatas.O brócolis e as vagens em água, não por muito tempo, devem ficar al dente. Coloque os filés de peixe já assados em uma travessa untada, coloque sobre o peixe os legumes e regue com molho branco. Salpique com o queijo parmesão e regue com azeite de oliva.

Deixe no forno até ficar gratinado.

Rende 2 porções.

(Receita de Gisa Sommer)

Com os Tubarões

Vídeo de Joe Romero, com lindas imagens de tubarões e uma mergulhadora. Realidade real ou virtual?

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

DEFESO DA ANCHOVA

Foto MPA
Com a aproximação do defeso da anchova, que vai de 1º de dezembro a 31 de março, período em que a pesca é proibida para a reprodução dos peixes, o Ministério da Pesca e Aquicultura informou que não será divulgada uma lista dos beneficiados que terão direito ao seguro. Quem se cadastrou no Ministério do Trabalho e Emprego é informado no local se tem direito ao benefício.

Os pescadores de Santa Catarina podem, ainda, fazer a solicitação do seguro nas colônias de pescadores, onde também terão a confirmação do pagamento do benefício.
Apenas os pescadores artesanais com Registro Geral do Pescador (RGP) poderão ganhar as quatro parcelas no valor do salário mínimo (R$ 545 cada), durante o período de defeso da anchova, que ocorre entre 1º de dezembro e 31 de março. O RGP deve ser feito no Ministério da Pesca. O profissional não poderá ter carteira assinada para obter o registro.
COMO PROCEDER
Em Santa Catarina, os pescadores ou pescadoras deverão apresentar seus documentos na superintendência do MPA, na Rua Martinho Calado, nº 21, no Centro de Florianópolis.
O ministério alerta para a seriedade das informações apresentadas. O porte ilegal do RPG é crime. O profissional que fizer uso ilegal perderá o direito ao benefício.
No site www.mpa.gov.br, uma instrução normativa, de 26 de janeiro deste ano, detalha as exigências para o acesso ao seguro defeso.
( Com informações do MPA e DC - www.diario.com.br )


MERGULHE FUNDO, CONHEÇA MAIS...
 A anchova  é um peixe que aparece  por  toda a costa brasileira durante os meses de inverno, sendo  mais comum nos litorais do Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Quando jovens estes peixes formam grandes cardumes mas a medida que crescem vão se isolando.  Frequentam as águas agitadas, nas regiões mais profundas dos costões rochosos, onde ficam a espera das presas. Por causa disto são muito fortes, correm bastante e não se entregam facilmente.

Sua captura é mais fácil nas marés de vazante das luas cheia e nova.

São também muito vorazes, atacando inclusive indivíduos da mesma espécie.
Em épocas reprodutivas os cardumes migram para o alto mar,  onde desovam.

Seu nome científico é Pomatomus saltator, tem corpo alongado e mandibula saliente, com dentes afiados. Sua coloração é azulada no dorso e prateada nos flancos e ventre. Pode alcançar até 1,5 de comprimento e 20 kg.
A anchova é  um dos peixes de escama mais apreciados e com maior valor comercial. No sul do Brasil, a época de defeso da anchova, período em que a pesca é proibida para que a espécie se reproduza, vai de 1 de dezembro a 31 de março.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

LUA MUDA, MARÉ BAIXA


Foto Fernando Alexandre
A mudança de lua provocou novamente o fenômeno da maré baixa em Florianópolis na manhã desta terça-feira. No início do dia, era possível observar uma faixa de areia na avenida Beira-Mar Norte, por conta do recuo do mar.

Nesta terça, a lua passa de minguante para nova. Aliado à essa mudança de fase da lua, o vento nordeste atua no afastamento da água da costa, conforme informações do oceanógrafo Argeu Vanz, da Epagri / Ciram, órgão que monitora as condições climáticas no Estado.

Segundo Vanz, a maré baixa pode ocorrer também nos três dias antes e três dias depois da mudança da lua. Por isso, o fenômeno ainda poderá ser registrado até sexta-feira em Santa Catarina.

O oceanógrafo recomenda cuidado na navegação durante esse período, pois as embarcações correm o risco de encalhar por conta da maré baixa.

BALEIA MANÉ

Foto Amanda Carvalho Viana / PBF/Brasil
Os pesquisadores do Projeto Baleia Franca Brasil avistaram na manhã de ontem, segunda-feira 26/09, um filhote semialbino de baleia franca na praia de Itapirubá Sul, em Laguna, Litoral Sul de Santa Catarina.

De acordo com o Gerente de Campo, Rodrigo de Rose da Silva, o filhote certamente nasceu há poucas semanas em águas catarinenses pelo tamanho e coloração. Além disso, Rodrigo revela que o nascimento destes filhotes é raro pela baixa probabilidade de combinação genética.

— Esse é o primeiro filhote nascido este ano que vimos nesta temporada, mas registramos indivíduos juvenis durante o sobrevoo, o que demonstra que esses casos vem aumentando em águas brasileiras nas últimas temporadas — disse Rodrigo.

De acordo com Rodrigo o filhote semialbino permaneceu interagindo com a sua mãe durante pelo menos três horas próximo a zona de arrebentação das ondas, encantando a todos que passavam por ali. Além do filhote acompanhado de sua mãe, em apenas poucas horas de monitoramento entre as praias de Ibiraquera e Itapirubá Sul, foi possível registrar ao menos 26 baleias francas, 12 pares de fêmeas acompanhadas de seus filhotes e outros dois animais adultos sozinhos.

A temporada das baleias francas

Segundo a Diretora de Pesquisa , Karina Groch, no sobrevoo realizado no início de setembro foram avistados três juvenis semialbinos, nascidos em outros anos e com a coloração do corpo já acinzentada.

— Isto é característico destes indivíduos ao longo do crescimento, mas são indivíduos que não ficam totalmente pretos — comenta Karina.


(Com informações do DC e PBF)

sábado, 24 de setembro de 2011

Molhando a quilha

Foto Fernando Alexandre

Vinte competidores, divididos em dez barcos participam amanhã, domingo, 25/09/11 da  4ª edição da Corrida de Bateira, que acontece pela manhã, à partir das 9,30 horas, na Barra da Lagoa.
A largada acontece na altura do posto de combustível, na fortaleza da Barra.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Na ponta da agulha:Outras Primaveras

Composição de Moraes Moreira e Galvão, apresentada pelos Novos Baianos em 1969 no quinto e último festival de MPB da TV Record, já então em séria crise, abalada por incêndios sucessivos (só naquele ano foram 3!) e pela ascensão da Globo. "De Vera" não se classificou, mas o grupo a incluiu em seu primeiro LP, "Ferro na boneca" (capa vista aqui), transformando-se no primeiro sucesso desse disco.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

DEU NO JORNAL

 
PESCA ILEGAL NO ARVOREDO

Três embarcações e uma tonelada de peixes foram apreendidas nesta quinta-feira na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, na Grande Florianópolis. Uma operação conjunta entre a Delegacia de Polícia Marítima da Polícia Federal e do Instituto Chico Mendes (ICMBio) flagram a prática de pesca ilegal no início da manhã.

A polícia e o ICMBio receberam informações que o crime ambiental estaria ocorrendo na região da reserva. Por isso, montaram a força-tarefa e rumaram para a região na madrugada desta quinta-feira. Três barcos acabaram flagrados. Eles já haviam pescado cerca de uma tonelada de peixe.

A PF deteve 16 pessoas, entre elas os três comandantes, que responderão por crime ambiental, além de receber uma multa, que varia de R$ 50 mil a R$ 50 milhões. Dois proprietários dos barcos não estavam durante a pesca, mas também serão responsabilizados pela prática ilegal.

Os barcos e o material apreendido devem chegar à Delegacia de Polícia Marítima, em Florianópolis, no início da tarde desta quinta-feira.

Saiba mais sobre a Reserva do Arvoredo

— A Reserva Biológica Marinha do Arvoredo é composta pelas ilhas costeiras Arvoredo, Deserta, Galé e pelo rochedo Calhau de São Pedro, a Norte de Florianópolis. A área de 17,8 hectares dista a 11 quilômetros do continente e é protegida por decreto Federal.

— Sua região de entorno abrange os municípios de Florianópolis, Governador Celso Ramos, Tijucas, Bombinhas, Porto Belo e Itapema. Com exceção de Florianópolis, todos os outros municípios da região de entorno possuem sua economia baseada na pesca e no turismo.

— A criação da reserva visa proteger os ecossistemas da região costeira ao norte da ilha de Santa Catarina, suas ilhas e ilhotas, águas e plataforma continental com todos os recursos naturais associados.

— A visitação pública só é permitida em caráter educacional e ou científico, e depende de autorização prévia do órgão responsável pela administração da unidade.

 (Do DC de hoje, 22/09/11 - www.diario.com.br )

ANCHOVARTE

"Natureza da/na Arte", exposição que reune obras de Jander Rama (em destaque), Paulo Nazareth e Jardineiro André Feliciano será encerrada amanhã no Memorial Meyer Filho, Praça XV, no centro de Florianópolis.

PALAVRAS DO MAR

FALA, "ALMA DE MESTRE" !
 
Olá Queridos Amigos,

prá início de conversa vamos nos desculpando por tanto tempo em silêncio, mas a viagem continua e a vida vai nos levando às vezes com uma intensidade de vento Força 8.

Estamos em Caravelas, depois de ficarmos uma temporada entre Paraty e Angra dos Reis, mais precisamente na Ilha Grande onde Henrique retomou os estudos na escola municipal do Sítio Forte. O Sítio Forte é uma pequena praia na enseada de mesmo nome, o melhor abrigo na Ilha Grande, frequentado por muitos velejadores nacionais e internacionais. Ali ficamos de fevereiro a julho deste ano, e recebemos muitas visitas de amigos queridos.

Para chegarmos até aqui não foi nada fácil, muito vento, ondas enormes, uma sequencia de frentes frias dolorosas. Mas foi legal, um desafio. Henrique se comportou muito bem com todo o estresse pelo qual eu e Jordan passamos, quanto tivemos de assumir o leme por horas e horas a fio.

Estamos com um pé meio em terra devido à hospitalidade de nosso novo amigo Maurício do catamarã SANUK (procurem na internet) que faz mergulhos, passeios e observação de baleias em Abrolhos (Parque Nacional). E por isso estamos podendo escrever este e-mail tão tranquilamente.

Ficaremos por aqui pelo menos até o final do ano letivo. Nossos planos são de subir a costa da Bahia, parando em Santo André, Itacaré, Baía de Camamu e o que mais vier. Sem temporalidade. Quem quiser e puder, que venha nos visitar...

Um grande abraço a todos, aos amigos virtuais, aos que deixamos em portos frios, aos que de vez em quando vem nos ver, e aos que virão também.

Jordan, Ana Cristina e Henrique
Veleiro Alma de Mestre

LULAS: VALE-TUDO NAS PROFUNDEZAS...

Foto MBARI/France Presse
Cientistas americanos que observaram a vida sexual de uma espécie de lula que vive nas profundezas afirmam que os animais mantêm sexo tanto com machos como fêmeas e possuem hábitos sexuais promíscuos.
As conclusões dos especialistas foram feitas estudarem imagens submarinas das lulas de águas profundas, conhecidas como Octopoteuthis deletron, colhidas ao longo de 20 anos.

Entre as explicações encontradas para o fenômeno estão a de que os acasalamentos nas águas profundas são raros e realizados em um ambiente pouco favorável e a de que as lulas não seriam capazes de distinguir o sexo de seus pares na escuridão das águas profundas.

A pesquisa, publicada na revista especializada Biology Letters, foi possibilitada graças às imagens registradas por submarinos operados remotamente no cânion de Monterey, na região costeira da Califórnia, a profundidades que variam entre 400 e 800 metros.

Até recentemente, pouco se sabia sobre a vida sexual da espécie, exceto pelo fato de que os machos usam um órgão comprido, semelhante a um pênis, para depositar na fêmea espermatóforos, uma cápsula contendo milhões espermatozoides, absorvidos pela fêmea em seu tecido.

O pesquisador que comandou o estudo, Hendrik Hoving, do Instituto Aquático da Baía de Monterey, explicou que sua equipe não chegou a obter imagens dos animais se acasalando, mas encontrou traços de cápsulas de espermatozoide tanto em fêmeas como em machos.

   
ACASALAMENTO BISSEXUAL

''Como a localização das cápsulas de espermatozoide são similares em ambos os sexos, nós concluímos que os machos acasalam tanto com machos como fêmeas'', afirmou Hoving.

Os pesquisadores descobriram o mesmo número de espermatóforos depositados em machos e fêmeas, o que indicaria que o acasalamento entre pares do mesmo sexo seria tão frequente quanto o realizado entre pares do sexo oposto.

E o número de cápsulas de espermatozoide depositadas também sugere que os animais seriam promíscuos, segundo os pesquisadores.

O comportamento incomum, afirmam eles, pode ser explicado pelo fato de que a lula está tentando ampliar as suas chances de passar adiante os seus genes em meio ao ambiente desfavorável em que vive.

Na pesquisa, os especialistas afirmam que ''no habitat profundo e escuro onde o Octopoteuthis deletron vive, os machos são poucos e estão espalhados".

''Nós sugerimos que o acasalamento bissexual do O. deletron faz parte de uma estratégia de reprodução que maximiza o sucesso ao induzir os machos a inseminar indiscriminadamente cada lula que encontram". 

(Da BBC Brasil - www.bbcbrasil.com.br  )

terça-feira, 20 de setembro de 2011

DE OLHO NAS ILHAS



 Com o tema de “Integrar para Adaptar” e o objetivo de promover a articulação intersetorial para adaptação humana aos eventos climáticos extremos, acontece nesta semana, dias 21 (quarta-feira), 22 e 23 de setembro na Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, a II Conferência Ilhas Marinhas do Brasil - CIMBRA 2011.
A Conferência está estruturada em Painéis Temáticos, onde foram convidados pensadores, pesquisadores, líderes governamentais, socio-ambientais e empresariais, com o objetivo de identificar aspectos fundamentais para o desenvolvimento de políticas públicas focadas na adaptação às mudanças climáticas, em especial para as áreas costeiras.
Como ferramenta para este processo serão estruturadas a Rede Ilhas Marinhas do Brasil e o Movimento ADAPTAR, iniciativas que poderão aproximar as organizações que atuam no cenário de adaptação humana, contando também com a participação da Rede Ambiente e Território da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O evento realizado pelo Instituto Ilhas do Brasil, que tem sede na Praia do Pântano do Sul, Sul da ilha de Santa Catarina, conta com o apoio do Instituto HSBC Solidariedade e da Bolsa de Valores Sociais e Ambientais.

O evento é GRATUITO! Mas as vagas são limitadas.
Contato:
(48) 3238 9960
Gabriella Paixão - (48) 8844 3549

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ITAPOÁ : PESCADORES PROTESTAM

Foto Divulgação
Pescadores voltaram a protestar em Itapoá neste domingo e chegaram a fechar as rodovias de acesso ao Porto. Nesta segunda-feira, prometem fechar novamente o acesso nesta segunda-feira, às 18h30.

Eles pedem uma indenização de R$ 30 mil para comprar barcos maiores porque estão impedidos pela Marinha de pescar na baía, por causa da entrada e saída dos navios.

A briga com o porto está na Justiça desde 2007 e ainda não houve acordo.

(Do jornal A NOTÍCIA)

ÁGUAS - MUITO - VIVAS

Imagem em 3D de Rodolfo Parolin - www.rodoxart.blogspot.com

Elas são lerdas, gelatinosas, desengonçadas e usam um sistema de caça considerado primitivo. Ainda assim, as águas-vivas estão conseguindo substituir sardinhas, anchovas e outros peixes no domínio dos mares.
A mudança acontece principalmente nas regiões onde a pesca predatória dizimou as espécies dominantes.
Muitos cientistas apostavam que a supremacia desses gigantes gelatinosos seria apenas temporária.
Afinal, criaturas lentas, normalmente cegas e com uma estratégia de caça que exige contato direto com a presa não conseguiriam competir com peixes rápidos e de boa visão, certo?

Um grupo de pesquisadores acaba de mostrar que não é bem assim. Surpreendentemente, os invertebrados são excelentes predadores.
Em uma compilação de vários trabalhos, os cientistas -liderados por José Luiz Acuña, da Universidade de Oviedo, na Espanha- compararam dados como velocidade, padrão de deslocamento e potencial de caça das águas-vivas e de certos peixes comedores de plâncton (organismos minúsculos, como algas e larvas de animais, que boiam no mar).
Eles perceberam que, descontando as diferenças da composição química entre os bichos, águas-vivas e peixes como sardinhas têm taxas de crescimento e reprodução que são muito semelhantes.

"A habilidade competitiva de um predador depende não apenas da captura de presas e das taxas de ingestão mas também de quão eficiente a energia obtida se traduz no crescimento do corpo e aumento da população", diz o estudo publicado na revista especializada "Science".
Embora o corpão da água-viva desfavoreça seu deslocamento, ele aumenta as chances de contato com as presas, garantindo mais comida.
A estratégia de flutuar, em vez de perseguir vigorosamente a caça, também não é má ideia. Desse jeito, elas economizam muita energia. E vão, lentamente, transformando os oceanos.

(Por GIULIANA MIRANDA, na www.folhaonline.com.br )

ESCOLA DO MAR

Foto Fernando Alexandre
Tradição da pesca com canoa de madeira a remo é preservada em Florianópolis 
Projeto fortalece a prática da atividade na Praia do Campeche

O pescador Getúlio Manoel Inácio era criança quando aprendeu com o pai como usar a canoa de madeira e o remo de voga para enfrentar o mar e garantir o sustento. Hoje, após 50 anos, ele comanda o Rancho da Canoa, na beira da Praia do Campeche, no Sul da Ilha. Dos pescadores que trabalham lá, Getúlio exige apenas que pesquem como no passado, utilizando a canoa de madeira a remo.

É a maneira que o popular pescador encontrou de manter viva uma tradição que foi, aos poucos, substituída pelas embarcações motorizadas.

Projeto depende de recursos
Para isso, Getúlio criou o projeto Tripulação Embarcada de Canoa a Remo, para capacitar pessoas com aulas práticas e teóricas. Mas ainda depende de recursos para tirar a ideia do papel.

– A pessoa que não tem raiz, não tem história. E foi a canoa a remo que originou tudo na pesca. Isso não deve se perder – diz o pescador.

Financiamento
Em junho, o projeto foi encaminhado pela segunda vez à Superintendência do Ministério da Pesca em Santa Catarina, em busca de financiamento. A iniciativa é monitorada pelo Instituto de Estudos e Assessoria ao Desenvolvimento (Ceades).

— É preciso buscar outras fontes de recursos. Existem, hoje, mais orgãos que podem nos ajudar — explica Leonida Reich, da Ceades.

Poucas pessoas sabem fazer
Segundo Getúlio, os barcos motorizados facilitam a pesca, mas acabam com o uso da canoa a remo. Há poucos pescadores com experiência para atuarem da forma tradicional.

— Antigamente, sobrava gente. Faltava um e logo tinha outro para participar da pesca do dia. Hoje, estamos contadinhos. Se um faltar, não há mais quem saiba fazer isso — afirma.

Saiba mais sobre o projeto
O público-alvo serão jovens, homens ou mulheres, que gostam de pesca
Aulas ministradas por pescadores mais antigos, em vários pontos de pesca de Florianópolis
Seis meses de aula, sempre aos sábados
O curso pode ser oferecido em qualquer época do ano, menos em período de safra
Dividido em três módulos: aprendendo a ser chumbereiro (aquele que joga a rede na água), aprendendo a ser remeiro (remador) e aprendendo a ser patrão.
O único dos módulos que teria um requisito é o último. Para ser patrão, hoje, os pescadores respeitam o tempo de cinco anos de experiência em remo, porque é preciso conhecer as manhas do mar para coordenar uma equipe.

A importância de cada função

Chumbereiro
Joga a rede na água
Deve saber o que fazer com o cabo (corda). Se ele estiver embrulhado, a embarcação não irá chegar na praia e não irá parar

Remeiro
Deve saber o que fazer quando iniciar a remada: levar o remo bem à frente para acompanhar o gingado do mar

O remeiro deve saber como colocar o remo na remadeira e prender o estropo, corda que deixa o remo preso no barco. Se isso não for feito corretamente, o remo pode ficar preso.

Patrão
Deve saber como usar o remo de pá (que só ele usa) na hora de dar a direção na embarcação. Caso contrário, o barco irá para o lado inverso do pretendido
Deve saber o momento certo da tripulação abandonar o barco, se for preciso, para evitar que ela vire em cima dos pescadores ou o remo bata em alguém.

Publicado no ClicRBS - Diario Catarinense, em 13/09/2011.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Deu no Jornal...

 
Foto Sisquecemo Mermo

 Anchova tem safra recorde

O período de safra ainda não terminou, e os pescadores de Santa Catarina já comemoram a melhor safra do pescado dos últimos 20 anos.

De acordo com a Federação dos Pescadores de Santa Catarina, o mês de agosto superou as expectativas da captura esperada para os meses de setembro e outubro, considerados os de pico da pesca da anchova.

– Não tivemos uma safra tão boa da tainha neste ano e a anchova está amenizando a situação dos pescadores do Estado – disse o presidente da federação, Ivo Silva.

Segundo o levantamento feito pelo Sindicato dos Pescadores de SC, até agora, 800 toneladas do pescado já foram capturadas. A safra da anchova começou no dia 1º de abril e vai até o dia 30 de novembro.

– Nós acreditamos que o período de defeso desta temporada contribuiu para a maior reprodução dos peixes – destaca o presidente do sindicato, Osvanir Gonçalves.

A grande oferta do pescado mexeu também com o preço do peixe no Mercado Público da Capital. O balconista Jaison Furtado da Silva conta que o preço normal – de R$ 8 em média pelo quilo da anchova suja –, caiu para R$ 5 a R$ 7.

– O cliente chega ao Mercado e vê a anchova bonita e fresquinha; leva na hora – comenta.

(Mônica Foltran, no DC de hoje - 16/9/11 - www.diario.com.br )

sábado, 10 de setembro de 2011

SOL, BALEIAS, PESCA E BANHO DE MAR

 Depois de muita água, o sábado trouxe logo ao amanhecer o sol. Com ele, os encontros: duas baleias adultas vieram fazer companhia a "Francolina", a baleia que depois de desencalhar na última quinta-feira lá no Pântano do Sul, ficou na área um pouco perdida. Juntas, as 3 brincaram, gritaram roucamente e se afastaram em questão de minutos em direção as ilhas Três Irmâs, um pouco mais ao Sul.
Fotos Fernando Alexandre
Na areia, ainda não eram 10 da manhã e os primeiros banhistas, ávidos pelo calor do sol, já estavam timidamente estendendo suas toalhas e armando seus guarda-sóis.
Na praia, os barcos deslizaram sobre as estivas e foram ao encontro dos peixes lá fora, depois de dias de chuva, vento Sul forte e mar grande.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Baleia encalha no Pântano do Sul

Fotos Andrea Ramos

A Baleia Franca que encalhou na praia do Pântano do Sul na madrugada de ontem, atraiu centenas de pessoas que foram ver de perto as várias tentativas dos pescadores e do corpo de bombeiros de desencalhar o animal, que pesa cerca de 20 toneladas. 
Hoje o movimento continua e as esperanças de devolver o mamífero ao alto mar aumentaram. É que outros barcos de maior porte e melhores recursos estão no local desde cedo. Além disto há bastante água em torno do animal, o que aumenta as suas chances de sobrevivência. Segundo especialistas do Intituto Baleia Franca trata-se de uma baleia jovem, com pouca experiência, por isto encalhou no banco de areia.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A grande viagem em busca do grande amor

Baleia recordista viaja 10 mil km do Brasil ao Oceano Índico para acasalar  

Um baleia-jubarte estabeleceu um recorde mundial ao nadar quase 10 mil quilômetros do arquipélago de Abrolhos, na costa brasileira, à ilha de Madagascar, na costa leste da África, na tentativa de acasalar. O animal foi fotografado pela primeira vez em Abrohos no dia 7 de agosto de 1999. No dia 21 de setembro de 2001, por puro acaso, foi clicada novamente por participantes de um passeio para observar baleias perto da ilha Sainte Marie, no Oceano Índico.
Cientistas de um projeto de monitoramento do deslocamento de baleias-jubarte no Atlântico (Antarctic Humpback Whale Catalogue) identificaram o animal graças ao peculiar formato de sua cauda e aos padrões de pintas encontrados nela. 
Segundo os pesquisadores, as baleias-jubarte (Megaptera novaeanglieae), também conhecidas como baleias-corcunda, se destacam por suas longas migrações sazonais. Esses animais costumam se deslocar 5 mil quilômetros para se acasalar, normalmente na direção norte-sul - por exemplo, entre uma latitude no extremo sul do continente, próximo da Antártida, e uma posição mais tropical. 
A baleia de Abrolhos não apenas se deslocou o dobro do observado em um comportamento típico como o fez na direção oeste-leste. O fato de o animal ser uma fêmea deixou os cientistas mais intrigados, já que, nessa espécie, são os machos os que costumam se deslocar por distâncias maiores em busca de acasalamento. A Baleia atravessou um quarto do mundo em questão de semanas. 
O coordenador da equipe, Peter Stevick, do College of the Atlantic, em Maine, nos EUA, disse que é possível que a baleia tenha realizado a sua jornada em dois estágios ao longo de diversas semanas. A descoberta deve ajudar os cientistas a entender melhor o comportamento das baleias-jubarte, uma espécie que apenas recentemente saiu da categoria de animais em risco de extinção.

(Com informações da www.bbcbrasil.com.br )