sexta-feira, 30 de julho de 2010

RAINHAS DO MAR

Fotos Angelo Cristoffoli Canoas de Camboriú, "bordando" a beira-mar de concreto! Colaboração do camarada do blog Angelo Cristoffoli.

AS BALEIAS ESTÃO CHEGANDO!

Foto IBF
Em um sobrevôo realizado ontem, dia 29, quinta-feira, pelo Projeto Baleia Franca, 37 baleias, alguns filhotes, foram avistados entre Torres, no Rio Grande do Sul, e a Pinheira, em Santa Catarina. Elas, finalmente, estão chegando!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Mar de Vida e Mar de Morte - 2

Nesta segunda parte do documentário produzido pelo Instituto Larus, da UFSC, e já exibido pela RBS TV, mais uma mostra do que o Estaleiro da OSX, em Biguaçu, vai detonar para sempre nos mares catarinas.

Cantando o Reggae da Tainha...

Foto Making-off
O Reggaerock da Tainha, que tem sido a "trilha sonora" aqui do tainhanarede desde que o blog foi lançado, em maio do ano passado, ganhou cara nova. Com voz e interpretação do multi-artista Valdir Agostinho, lá da Barra da Lagoa, virou clip nas mãos do cineasta Zeca Pires e será lançado hoje em DVD à partir das 7 da noite na Fundação Badesc com um coquetel inspirado na letra da música, à base de frutos do mar. Gravado na Costa da Lagoa e com cenários e figurinos do próprio Valdir - totalmente elaborado com lixo que é retirado da lagoa - a música clipada tem a letra de Júlio César Cruz e melodia de Gazu e Luiz Gama. E uma magistral interpretação do Valdir.
Valdir e o Coletivo Operante, em gravação de 2008 no Museu Cruz e Sousa

Leviatã, a baleia gigante do Peru

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Mar de Vida e Mar de Morte

Neste documentário produzido pelo Instituto Larus, da UFSC, e já exibido pela RBS TV, uma pequena mostra do que o Estaleiro da OSX, em Biguaçu, vai detonar.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Foto Marcelo Becker
Uma baleia da espécie franca surpreendeu moradores, pescadores e alguns turistas ao entrar na tarde desta segunda-feira no canal dos molhes em Laguna, no Sul de Santa Catarina. Normalmente, o mamífero, que entre julho e outubro circula pelo Litoral Catarinense, faz aparições próximas da praia principalmente na região entre Imbituba e Garopaba. A passagem da baleia no canal de entrada da Lagoa Santo Antônio dos Anjos aconteceu por volta das 14h30min e foi testemunhada, inicialmente, pelos pescadores artesanais que passam o dia no local. Mas, em pouco tempo, outros curiosos se dirigiram ao local para observar o espetáculo. Segurança A Polícia Ambiental de Laguna foi chamada e com a ajuda de uma lancha monitorou a área para evitar que barcos se aproximassem e colocassem em risco a segurança do mamífero. — É uma medida de precaução para evitar que a baleia se assuste e acabe se ferindo ou encalhando — explica o sargento Jorge Euclides. Dezenas de pessoas ficaram nas duas margens do canal para observar a baleia. Embora não tenha feito o tão esperado movimento de levantamento da cauda, o animal emergiu várias vezes para alegria da plateia. Até as 17h, quando a baleia deixou o canal e retornou para mar aberto, poucos barcos navegavam pelo local e, como estavam distantes, não perturbaram o mamífero. Apesar de incomum, a entrada das baleias nos molhes em Laguna não é inédita. A última aparição aconteceu em 8 de setembro de 2007.
(Com informações do http://www.clicrebs.com.br/ )

sábado, 24 de julho de 2010

Bar do Chico:Hoje a reconstrução

Fotos Ivan de Sá Moradores da praia do Campeche, Sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, vão realizar hoje, sábado, às 15 horas, um mutirão para reconstruir o Bar do Chico, demolido pela Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) em 16 de julho "por estar situado em uma área de preservação".
O presidente da Associação de Moradores do Campeche (Amocam), Ataíde Silva, explica que cerca de 150 moradores iniciarão os trabalhos para reerguer o bar, que funcionava desde 1980. Silva diz que a demolição foi uma incoerência que revoltou a comunidade do Campeche, pelo valor histórico do Bar do Chico. — Vamos nos mobilizar lá no local com materiais e ferramentas, também vamos elaborar um projeto e ver certinho quanto isso vai custar para os moradores — explica o presidente. Ameaças
O diretor superintendente da Floram, Gerson Basso, diz que a área onde estava o Bar do Chico é pública e qualquer pessoa que invada e tente fazer uma obra em área pública sofrerá a fiscalização da polícia ambiental. O comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental em Florianópolis, Marcelo Duarte, já salientou que o efetivo estará preparado para intervir em qualquer ação que ultrapasse uma manifestação pacífica. Ele adverte, também, que a tentativa de tentar reerguer o bar pode ocasionar prisões. Demolição O Bar do Chico foi demolido após dez anos de luta na Justiça. O estabelecimento havia sido construído em área de preservação ambiental. O processo de demolição estava pendente desde 2007. A decisão assinada pelo juiz Hélio do Valle Pereira foi cumprida por funcionários do Departamento de Fiscalização da Floram, coordenada por Marcelo Ferreira. Ordem de demolição foi contestada O advogado do proprietário do bar, Luiz Carlos Fritzen, e o presidente da associação de moradores defendem que existia um processo de tombamento do local que foi descartado. Mas o superintendente da Floram explica que mesmo que o patrimônio fosse tombado não haveria como regularizar a situação, por isso não houve o tombamento e foi determinada a demolição.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

TROFEU TAINHA 2010

Foto Instituto Costão Social
O "Trofeu Tainha 2010", disputa promovida pelo Instituto Costão Social em parceria com a Escola Básica Municipal Osvaldo Machado, de Ponta das Canas, será entregue hoje, sexta-feira, dia 23, à partir das sete e meia desta noite quase enluarada no rancho dos pescadores, na Praia da Lagoinha, em uma festa aberta ao público.
Este ano, o segundo em que é realizada a disputa, foram pescadas entre os 5 primeiros classificados 98.600 tainhas nas praias da Lagoinha do Norte, Inglêses, Pântano do Sul, Naufragados e Campeche. Confira aqui o ranking da disputa: 1º Lugar — Praia da Lagoinha do Norte, com 36,8 mil peixes 2º Lugar — Praia dos Ingleses, com 32,5 mil peixes 3º Lugar — Pântano do Sul, com 14,3 mil peixes 4º Lugar — Praia dos Naufragados, com 7,2 mil peixes 5º Lugar — Praia do Campeche, com 6,8 mil peixes Mas para a grande maioria da "camaradagem" da pesca da tainha, o grande troféu ainda é o peixe que generosamente chega todos os anos para ser dividido entre todos. O verdadeiro "milagre dos peixes"!

VAI DAR MERDA!

QUE O ESTALEIRO DA EBX
.
VIRE UM "EXTALEIRO"

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Foto Enrique Litman - Operadora Vida, Sol e Mar
Duas baleias francas adultas fizeram a alegria dos turistas e moradores da Praia do Rosa nesta quarta-feira (21) ensolarada.
A bióloga Monica Pontalti, coordenadora do Instituto Baleia Franca-IBF, avaliou que, presumivelmente, os dois cetáceos faziam parte de um grupo de acasalamento. Pontalti acompanhou turistas de São Paulo, Curitiba e Porto Alegre na observação por terra organizada pela operadora “Vida, Sol e Mar”. A trégua da chuva , segundo ele, ajudou na visualização do espetáculo. Até então, a presença de três adultas e três filhotes tiveram registro em 20 de junho, na praia de Itapirubá, distante da areia. Um grande grupo de baleais franca nasce, se reproduz e passa os primeiros meses de vida na costa catarinense, onde se localizam importantes berçários da espécie. Os principais berçários da baleia franca ficam na costa Argentina, na África do Sul e na hoje Área de Preservação Ambiental da Baleia Franca, em Santa Catarina. Até agora, sete baleias foram avistadas no litoral catarinense neste inverno.
(Com informações do www.garopabaonline.com.br)

AVISO AOS NAVEGANTES

Foto Fernando Alexandre
A Epagri/Ciram, órgão estadual que monitora as condições meteorológicas em Santa Catarina, indica o risco do registro de grandes volumes de chuva, principalmente nas cidades próximas ao Rio Grande do Sul. As condições do mar continuam desfavoráveis as atividades de pesca e navegação de pequenas e médias embarcações em função do forte vento Sul nesta quinta-feira.

BALEIA ATINGE VELEIRO

Uma baleia aparentemente da espécie "Franca" ou "Austral", que costuma frequentar também o litoral de Santa Catarina, atingiu ontem um veleiro na costa Sul da África do Sul.
Palomo Werner e Ralph Mothes estavam navegando ao largo da costa no seu iate Intrepid quando uma baleia, com cerca de 40 toneladas, caiu sobre a embarcação, causando grandes danos ao veleiro, que chegou a ficar "desmastreado".
"Foi realmente incrível, mas muito assustador", disse Palomo Werner, que estava navegando com seu parceiro, Ralph Mothes. Testemunhas afirmaram que um barco inflável e um iate estavam assediando e importunando a baleia pouco antes do incidente. Os proprietários do veleiro estão sendo investigados, pois de acordo com as leis destinadas a proteger as baleias na África do Sul, as embarcações devem permanecer a 300 metros de distância dos animais e se afastar se eles se aproximarem.
As baleias "Austrais" ou "Francas" são conhecidas por serem dóceis e ´raramente atacarem embarcações. É exatamente por esta característica que elas estão em extinção, pois se tornavam presas fáceis para serem capturadas. (Imagens sem crédito. A indicação é do Miguel Sanches, do site http://www.conjuminando.com.br/ )
Só jogue na água
o que o peixe pode comer!
(Dito praieiro)

AINDA PODE DAR PEIXE...

Foto Fernando Alexandre
A vigia "Seo Domingos", nas dunas, está sendo aos poucos desativada, apesar de alguns camaradas continuarem de plantão. Na praia, "Espírito Santo", "Terezinha", "Osmarina e "Mariposa", as canoas titulares da pesca da tainha no Pântano do Sul ainda estão aprontadas: "quem sabe ainda aparece um peixe perdido por aí", comentam os ainda otimistas. Mas a verdade é que a safra de tainhas deste ano está terminando. Ontem, quarta-feira, pela manhã, o ÚÚÚÚ!!!!, grito que avisa da presença de peixes, soou fraco e poucos camaradas o escutaram. Não deu cerco. "Zé Gancheiro", a canoa bordada reserva, já voltou para o rancho. Mas até o dia 30 deste mês, "ainda pode dar peixe"
. "Ze Gancheiro" , no rancho até o ano que vem... - Foto Fernando Alexandre

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Lamento de pescador

Valdir Agostinho, multi artista da Barra da Lagoa, um dos últimos redutos
pesqueiros da Ilha de Santa Catarina.

ÚÚÚÚLTIMO LANÇO!!!!!!

Foto Andrea Ramos
O "peixe atrasado" está marcando presença. Neste exato momento, pouco mais das 8 da manhã desta quarta-feira ensolarada, pescadores estão cercando mais uma "manta" de tainhas no Pântano do Sul.
l
ÚÚÚÚÚÚ!!!!!!!!!
Hoje vai ter tainha frita e assada nas mesas de quase todas as casas da vila!

terça-feira, 20 de julho de 2010

S.O.S. PINGUINS

Foto Carlos R. Drabowski - www.mirantesul.blogspot.com
Cansados, famintos e quase sempre sujos de óleo, os pinguins chegam a ilha nesta época
Quem encontrar pinguins nas praias da Ilha de Santa Catarina pode entrar em contato com a Polícia Ambiental pelo telefone (48) 3269-7111 ou transportar o animal, numa caixa de papelão, até a sede do Cetas. Os pinguins não devem ser alimentados ou lavados. A polícia faz rondas nas praias da Capital e conta com o apoio de moradores para tentar localizar animais que precisam de ajuda. A aparição de pinguins nas praias da Capital nesta época do ano é comum. Empurrados por correntes marítimas, os animais originários da Patagônia, no Sul da Argentina, acabam sendo levados para o Litoral Sul do país. Parte das aves morre no trajeto, antes de retornar para o país vizinho para se reproduzir. Fome e Redes A Polícia Ambiental tenta descobrir a causa da morte de pelo menos 80 pinguins em Florianópolis. Os animais foram encontrados nas últimas semanas na faixa de areia das praias do Leste da Ilha de Santa Catarina. As aves, da espécie pinguim-de-magalhães, já estavam em estado de decomposição, o que dificulta a análise pelos biólogos. Conforme o coordenador do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), Marcelo Duarte, amostras foram recolhidas para tentar descobrir as circunstâncias das mortes. - Dos animais que pegamos na praia, um apresentava uma anemia severa e outro tinha água nos pulmões. No primeiro caso, mais comum, o animal pode ter morrido por causa da escassez de alimento durante a migração que normalmente ocorre nesta época do ano. Já o animal com água nos pulmões sugere o possível contato das aves com redes de pesca. Debilitados pela longa viagem, eles acabam se afogando depois de ficarem presos às redes — explica Duarte. Nos próximos dias, os policiais devem intensificar a fiscalização no mar para tentar descobrir se a colocação de redes fixas de pesca para a captura da anchova, autorizada nesta época do ano, pode ter influenciado para as mortes. Migração Em 6 de julho, 11 pinguins foram recolhidos na praia de Canasvieiras, no Norte da Ilha. Os animais estavam debilitados e foram levados ao Cetas, no Parque do Rio Vermelho, em Florianópolis, para reabilitação. As aves permanecem no local até que tenham condições de serem lançados de volta ao mar.
(Com informações da Polícia Ambiental e do DC)

Áreas marítmas são mal protegidas

Reserva do Arvoredo - Foto Geosites
A criação recente de duas novas unidades de conservação no Espírito Santo, em junho, aumentou a área marinha brasileira protegida. O país tem 4,5 milhões de quilômetros quadrados em território marinho -- metade do território terrestre. As unidades de conservação, entretando, somam apenas 1,5% de toda essa área _ o Ministério do Meio Ambiente (MMA) acredita que um número mais adequado estaria próximo a 10%. Por isso, o MMA quer criar uma política nacional de conservação dos oceanos, que inclui criar novas unidades de conservação, como as capixabas recém-criadas na região costeira do Estado (a Área de Proteção Ambiental da Costa das Algas, com 114 mil hectares, e o Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz, com 17 mil hectares). No total, o Brasil tem 102 unidades de conservação (UCs) marinhas. Elas ajudam a preservar a biodiversidade marinha: perto da costa do país se alimentam baleias e golfinhos, por exemplo.
A Reserva Biológica Marinha do Arvoredo é constituída pelas ilhas de Galés, Arvoredo e Deserta e pelo Calhau de São Pedro. Encontra-se no litoral do estado brasileiro de Santa Catarina, a oeste da baía de Zimbros e ao norte da Ilha de Santa Catarina, onde está situada parte do município de Florianópolis. A Reserva Biológica Marinha do Arvoredo possui 17.600 ha e foi criada pelo decreto n.Âş: 99.142 de 12.03.1990. As ilhas que compõem a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo foram um destino tradicional de mergulho recreativo no sul do Brasil desde a década de 1980. A partir de 2000, a Reserva foi fechada para o mergulho recreativo por determinação da Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação SNUC e as operadoras de mergulho passaram a restringir sua atuação ao sul da Ilha do Arvoredo, que não faz parte da Reserva Biológica. Atualmente existem saídas regulares de operadoras de mergulho partindo de Florianópolis e Bombinhas para o entorno da Reserva.

Em ritmo baiano

AVISO AOS NAVEGANTES

A Epagri/Ciram, que monitora o tempo em Santa Catarina faz um alerta para a navegação. Um ciclone extratropical em formação próximo ao Uruguai deixa o mar agitado no Litoral catarinense nesta terça-feira, com rajadas de vento que podem variar de 60 km/h a 80 km/h.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mais de 500 pinguins mortos

Foto Susi Padilha - Agência RBS
O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) informou nesta segunda-feira que o número de pinguins encontrados mortos no litoral de São Paulo entre sexta (16) e domingo (18) já ultrapassa os 530. Outros animais e aves também foram encontrados mortos, entre eles uma tartaruga cabeçuda com mais de 150 kg. Ainda de acordo com o Ibama, os dados contabilizados até esta segunda-feira são das cidades de Peruíbe, Praia Grande e Itanhaém, mas há informações de ocorrências em outras localidades. Por conta disso, o instituto diz acreditar que o número total de animais mortos pode crescer. Além dos pinguins também foram encontrados mortos 28 tartarugas e cinco golfinho.
(Informações Folha de São Paulo)

Envelhecido nas águas...

Demoliram o Bar do Chico

Seo Chico - Foto Jackó
"No raiar da manhã de uma sexta-feira de muito frio vieram os homens e as máquinas. Não avisaram ninguém. Em minutos, derrubaram o Bar do Chico, ponto cultural da comunidade do Campeche, que está na praia desde 1981. Lugar que é reconhecido pelas pessoas que vivem no bairro como espaço coletivo de encontro e lazer. É, porque o Campeche, até hoje, sequer um praça tem. Os espaços coletivos são os que a própria comunidade cria e o Bar do Chico era um deles. Seu Chico é um homem simples, pescador, que nasceu e viveu toda sua vida no Campeche. Do mar, tirou o sustento dos 13 filhos que criou. Mas, quando no início dos anos 80, os barcos industriais começaram a varrer o mar, tirando o pão da boca dos pescadores artesanais, ele precisou se virar. Naqueles dias não havia quase nada no Campeche, a não ser os ranchos de pesca que acolhiam as canoas e os homens. Então, do rancho nasceu o bar e, logo em seguida, o lugar virou o coração do Campeche. O Bar do Chico estava na beira da praia, feito de madeira e palha. Lugar simplesinho, como Chico. Não havia cercas, era território liberado para as famílias que vinham à praia, para as crianças pegarem uma sombra, para o uso gratuito do banheiro nestes tempos em que se paga para tudo. No bar do Chico as gentes celebravam o começo do ano, o meio do ano, a chegada do verão, da primavera, das tainhas, o carnaval. Era a praça coletiva. Então, deu que o filho do Chico, Lázaro, se fez vereador. Homem sério, decidido, resoluto, do lado dos empobrecidos, dos sem casa, sem terra, sem nada. Incomodou demais. Angariou inimigos. Sem ter como atingi-lo, os políticos que se acham donos da cidade, decidiram se vingar no pai. Começou a perseguição ao Bar do Chico. A alegação é de que o mesmo estava construído nas dunas e isso não podia ser. Mas, por outro lado, por toda a parte, as dunas do Campeche iam sendo tomadas e não havia ninguém querendo destruir nada. Só o Bar do Chico. É que o Campeche é um bairro chato demais. Aqui as pessoas participam da vida da cidade, elas fazem reuniões, brigam com a prefeitura, apresentam propostas, não aceitam a especulação, enfrentam empresários, fazem o diabo. As gentes do Campeche são incomodativas demais. Então, precisava um baque, um golpe só, para quebrar a espinha, a alma forte das famílias pescadoras. Por quase vinte anos pairou a ameaça de derrubada. Mas, o povo nunca permitiu. Quando se anunciava a vinda, lá estava a comunidade, vigiando. Então, nesta sexta, vieram sem aviso. E quebraram a espinha do Campeche. Na manhã de sábado, na sede da Rádio Comunitária, as pessoas chegavam aos borbotões. Vinham chorando, indignadas, iradas, resolutas, aquilo não ficaria assim. Ninguém estava imóvel. O golpe não vingara. Não se quebrara a espinha, não se destruíra a alma. Pelo contrário. O que assomava era a velha e renovada força popular. “Reconstruiremos!”, diziam… O Bar do Chico caiu. E todos sabem por quê. Por outro lado, enquanto a tal da “justiça” cristaliza uma vingança em cima de um homem velho e de uma comunidade guerreira, a Casan (estatal que cuida da água e do esgoto) premia os invasores privados das dunas com a passagem de rede de esgoto nas suas casas. O mesmo estado que derruba o espaço comunitário e livre do Campeche, é o que arranca 16 milhões de reais dos cofres públicos para construir um molhe na Praia da Armação, unicamente para salvar as propriedades privadas de famílias que invadiram a beira do mar. A justiça que derruba o coração do Campeche é a mesma que permite que o famoso jogador de tênis, Guga, desfrute privadamente das dunas e da praia do Campeche. A prefeitura derruba o Bar do Chico ao mesmo tempo em que libera a construção de casas no Morro do Lampião. Ou seja, para os ricos tudo, para as comunidades nada. O que aconteceu nesta sexta-feira no Campeche não é nada de novo. É o estado e a justiça, instrumentos de uma classe, usando seu poder sobre quem lhes incomoda. A prefeitura, incomodada com os entraves ao plano diretor que o Campeche sempre põe, quis dar uma lição às gentes. Um cala a boca. Não vai conseguir. O povo do Campeche quer seu espaço de volta e vai reerguê-lo com as próprias mãos, a menos que cada casa, cada hotel, cada condomínio, cada espaço privado seja também demolido. Se não for assim, o Bar do Chico vai viver outra vez. Ah, vai… E o primeiro momento de reconstrução acontece neste sábado, dia 24, a partir das três horas da tarde. O Campeche está convidando toda a cidade para vir ajudar. Aqui não vai acontecer como no poema, no qual eles vem, pisam o nosso jardim e ninguém diz nada. Aqui, quando alguém pisa no jardim do vizinho, as gentes se levantam. Hoje pisaram no jardim do Campeche. Pois vão conhecer a força do povo! "
Elaine Tavares, jornalista (www.radiocampeche.com.br)

domingo, 18 de julho de 2010

OUTROS MARES...

Pescadores do Sri Lanka - Foto de Steve McCurry
EMIGRADOS Emigrados: seremos sempre, emigrados. Em busca de outro mar, da última ilha, seguindo os pássaros, atrás do último pássaro. De um mar a outro, de uma ilha à outra ilha, e, então, dormiremos, uma noite sucedendo-se à outra. (Emanuel Medeiros Vieira)

sábado, 17 de julho de 2010

Troféu tainha - Deu no Jornal

Entrega do troféu em 2009 - Foto Divulgação
Lagoinha do Norte receberá trófeu por ser a que mais pescou tainhas na Ilha de Santa Catarina Tradicional pesca de arrastão será homenageada com festa no próximo dia 23
A Praia da Lagoinha do Norte, em Florianópolis, foi a que mais fisgou tainhas na safra 2010 na Ilha de Santa Catarina, com 36,8 mil peixes, e vai receber o Trofeú Tainha. O prêmio está na sua segunda edição e tem o intuito de divulgar a tradicional pesca de arrastão da cultura açoriana. Além da comunidade, o colunista do Diário Catarinense Cacau Menezes, homenageado neste ano, também receberá o troféu. A premiação está programada para 23 de julho, às 19h30min, no rancho dos pescadores na Praia da Lagoinha, no Norte da Ilha. O evento é promovido pelo Instituto Costão Social em parceria com a Escola Básica Municipal Osvaldo Machado, no bairro Ponta da Canas. A festa é aberta ao público. Confira o ranking: 1º Lugar — Praia da Lagoinha do Norte, com 36,8 mil peixes 2º Lugar — Praia dos Ingleses, com 32,5 mil peixes 3º Lugar — Pântano do Sul, com 14,3 mil peixes 4º Lugar — Praia dos Naufragados, com 7,2 mil peixes 5º Lugar — Praia do Campeche, com 6,8 mil peixes Temporada fraca Segundo a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), a safra deste ano deve ficar em cerca de 2,2 mil toneladas, se somadas as pescas artesanal e industrial. No ano passado, foram 5,1 mil toneladas. Esta quinta-feira foi o último dia da temporada da tainha, mas por lei a pesca pode seguir até 31 de julho. A resposta para uma temporada ruim foi o frio, que demorou para chegar. Além disso, desde o início do período de pesca, em maio, houve ressaca e muita chuva. Em Balneário Barra do Sul, no Litoral Norte do Estado, uma das cidades com tradição na pescaria, a safra inteira de peixes não chegou a 10 toneladas. Nos anos anteriores eram pescados entre 30 e 50 toneladas, segundo o presidente da colônia de pescadores da cidade, Jamir da Silva."
(Matéria do www.diario.com.br - Os grifos são do blog)

Tainhas no Farol

O "peixe atrasado" também encostou no Farol de Santa Marta. Fotos do Joaquim Batista Andrade. Veja mais no http://www.sambaquinarede2.blogspot.com/

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Chorando...

O último choro de Paulo Moura

Clic aqui abaixo e veja

Despedida from Eduardo Escorel on Vimeo.

ÚLTIMA CERIMÔNIA

Foto "quase" aérea de Toinho Peixe, lá do alto do costão do Pântano do Sul, ontem, dia 15, com a "tribo" da tainha reunida na praia para a última cerimônia dessa safra.
(Escultura em pedra sabão, autor não identificado)
Todo peixe é imortal
quando o Mar
suspende as maravilhas
(Fragmento de poema de Péricles Prade)

COMEÇA O "DEFESO". FIM DE SAFRA?

Foto Fernando Alexandre Foto Andrea Ramos
Com o início do "defeso", que procura proteger as espécies em épocas de reprodução, está oficialmente encerrada desde ontem, dia 15 de julho, a safra da tainha 2010 em todo o Estado de Santa Catarina. Mesmo assim, como a safra foi das piores no estado nos últimos anos e como o tempo está propício (frio e vento Sul), os pescadores artesanais continuam apostando em novos cardumes que ainda possam surgir. Ontem, no Pântano do Sul, 1613 tainhas foram cercadas logo ao amanecer, renovando a crença de que o "peixe está atrasado" este ano. E como as tainhas não costumam obedecer a decretos de "pescadores" e da "camaradagem" de Brasília, as conoas bordadas continuam em meia-praia em toda a ilha de Santa Catarina.

DEU TAINHA NO JORNAL!

Foto Fernando Alexandre
A PIOR SAFRA EM 5 ANOS NO ESTADO
A temporada da pesca da tainha em 2010 foi a pior dos últimos cinco anos em Santa Catarina, segundo a Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A safra deste ano no Estado deve ficar em cerca de 2,2 mil toneladas, se somadas as pescas artesanal e industrial. No ano passado, foram 5,1 mil toneladas. Esta quinta-feira foi o último dia da temporada da tainha. A resposta para uma temporada ruim foi o frio, que demorou para chegar. Além disso, desde o início do período de pesca, em maio, houve ressaca e muita chuva. Em Balneário Barra do Sul, no Litoral Norte do Estado, uma das cidades com tradição na pescaria, a safra inteira de peixes não chegou a 10 toneladas. Nos anos anteriores eram pescados entre 30 e 50 toneladas, segundo o presidente da colônia de pescadores da cidade, Jamir da Silva. — Muitos pescadores melhoraram os equipamentos e compraram redes novas para pescar tainha, mas nem molharam a rede. Muitos ficaram no prejuízo — disse. Aristote de Souza, 78 anos, é pescador desde os 16. Nascido e criado em Barra do Sul, ele vem de uma família de pescadores e passou a tradição para os sete filhos. — Eu pesco porque gosto. Agora já sou aposentado. Me preocupo com meus filhos, que hoje vivem disso — diz. Apesar de decepcionado com a safra ruim, ele garante que o camarão, pescado depois da tainha, pode aliviar a renda de muita gente. — Deus dá coberta conforme o frio. Temos de agradecer porque, se não vem fartura de uma lado, vem de outro. Não vai faltar comida.
(Informações do DC - http://www.diario.com.br/ )

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Coisa de crianças...

Foto Divulgação
Dois filhotes, sendo um pinguim e um lobo-marinho, de aproximadamente cinco meses de idade, chegaram nesta quarta-feira ao zoológico do município de Niterói, Região Metropolitana do Rio. Os animais foram encontrados no último domingo (11) em pontos diferentes do estado. De acordo com o veterinário do zoológico, Leonardo Schwab, o pinguim foi resgatado por banhistas na praia de Camboinhas, em Niterói. Já o lobo-marinho foi encontrado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Arraial do Cabo, Região dos Lagos do Estado do Rio. Os filhotes vieram possivelmente do continente antártico e, nessa época do ano, é comum procurarem correntes mais frias no mar. No entanto, os animais, às vezes, acabam se perdendo. Eles ainda não possuem nome e se recuperam bem, apesar de estarem um pouco debilitados. “O pinguim está desidratado, e estamos o alimentando só com peixe cru, sem ração. Já o lobo-marinho está com uma úlcera em um dos olhos, mas brinca muito na piscina”, afirmou Schwab. Técnicos do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), irão decidir se, após reabilitados, eles serão devolvidos ao mar ou ficarão no zoológico.
(Informações do IG)

ÚÚÚÚLTIMO LANÇO!!!!!!

Fotos Fernando Alexandre
Contando o peixe...
...e chamando a "camaradagem".
Todos levam seu "troféu" para casa
Passava pouco das 8 da manhã quando o apupo ÚÚÚÚÚ!!!!! pegou carona no vento Sul que soprava gelado e percorreu as estreitas ruas e vielas do Pântano do Sul: era o aviso que uma manta de tainhas - talvez a última da temporada que se encerra hoje - se aproximava da praia.
Rapidamente, "Osmarina" e "Terezinha", as "rainhas bordadas" da pesca da tainha deslizaram pelas estivas e foram para a água. Pouco tempo depois, já com a praia cheia dos "camaradas", o cardume era cercado e arrastado, quase em frente ao Restaurante "Pedacinho do Céu".
No final, 1613 peixes - mais de 3 toneladas - foram capturadas e divididas entre todos que participaram ou ajudaram naquele lanço, fechando a temporada da pesca da tainha em 2010.
FESTA NA PRAIA!
Hoje, quem vai invadir as ruas e ruelas da pequena vila é o agradável e forte cheiro de tainhas fritas e assadas.
Para fechar a safra: 1613 tainhas foram capturadas
nesta manhã de inverno no Pântano do Sul.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Tainhas em São Chico

Captura de 6 toneladas tainhas na Praia do Capri, em São Francisco do Sul, final do mês passado. Esse foi o maior lance da historia da praia. O ultimo grande cerco aconteceu há quase trinta anos, quando foram capturadas cerca de 2 toneladas de tainha. Neste lance, os méritos são dos pescadores e irmãos Claudio e Paulo, mais conhecidos como KING e KATUTO.

Tainha gigante

Olha o tamanho da cabeçuda! Esta tainha de 9,5 kg foi encontrada em um rio, em São Francisco do Sul. A foto e as informações foram despescadas do blog http://www.tainhadesaochico.blogspot.com/.

Olhar íntimo...

Fotos de Gabriel do Nascimento
Gabriel do Nascimento nasceu e vive no Pântano do Sul. Nessas fotos, o seu olhar sobre a pesca da tainha em sua praia.

terça-feira, 13 de julho de 2010

O GRANDE LANÇO

Lanceada do último dia 26 junho, próximo ao Costão do Meio. Provavelmente o maior lanço desta temporada no Pântano do Sul. Oficialmente, a pesca da tainha termina na próxima quinta-feira, dia 15 de julho.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

DEU TAINHA NO JORNAL!

Foto Andrea Ramos
No Pântano do Sul, os peixes cercados este ano já superaram os da safra do ano passado.
UMA DAS PIORES SAFRAS NA ILHA O prazo para a pesca da tainha em Santa Catarina termina na próxima quinta-feira, mas tem sido difícil encontrar um rancho de pesca trabalhando a todo vapor, em Florianópolis. Para os pescadores, a tainha já passou por aqui. — Na verdade, estamos esperando o último vento sul antes do fim da temporada. Mas vai ser difícil recuperar o prejuízo — lamenta Alex Sandro Fenabio, 34 anos. Além dos R$ 1,5 mil investidos pelos pescadores, na praia do Moçambique, no Leste da Ilha de Santa Catarina, foi preciso reconstruir o rancho, destruído pela ressaca, há cerca de um mês. Os planos de juntar dinheiro para comprar mais uma rede (cada uma custa, em média, R$ 16 mil), ficaram só na vontade. Alex explica que os cerca de 1,2 mil peixes capturados pelo grupo nem foram vendidos. Foram distribuídos entre eles e as pessoas que ajudaram a puxar a rede do mar. Estimativa A safra só não foi pior do que em 2005, no Estado. O presidente da Federação dos Pescadores de Santa Catarina, Ivo da Silva, afirma que, até agora, foram capturadas 620 toneladas de tainha em todo o litoral catarinense. Bem diferente do ano passado, quando o montante foi de 1.900 toneladas, e de 2008, quando foram pescadas 1.800 toneladas. Safra de amigos na Barra da Lagoa Na Barra da Lagoa, metade das redes já seca, ao sol, para ser guardada. A outra está pronta para ser usada, em um dos barcos do rancho Saragaço. — A esperança é a última que morre — garantiu o pescador Marcio Polidoro Vieira, 39 anos. Lá, não houve prejuízo, nem lucro. O grupo de 31 homens capturou 6 mil tainhas — a quantidade que normalmente se pescava em um lanço, no ano passado. Mas também não falta bom humor. — Fizemos muitos amigos e conseguimos até doar peixes para a Festa de São Pedro, um colégio e duas creches — comemora o coordenador do grupo, Laurentino Benedito Neves, 48 anos.
(Edição de hoje do Hora de Santa Catarina - Matéria de Bianca Backes)

sábado, 10 de julho de 2010

NA ESPERA...

Foto Fernando Alexandre
Com o vento Sul soprando com vontade nesta manhã de sábado e com as temperaturas baixando, aumenta a esperança de que mais uma manta de tainhas encoste na praia. Quem sabe um último lanço para encerrar a safra deste ano? Mesmo não tendo sido das melhores safras, na temporada deste ano já foram cercados mais peixes que em 2009 aqui no Pântano do Sul.